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	<title>Variedades</title>
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		<title>‘Chegar aos 40 é o auge&#8217;, diz Eriberto Leão</title>
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		<pubDate>Mon, 28 May 2012 01:05:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal da Tarde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Celebridades]]></category>
		<category><![CDATA[A Mecânica das Borboletas]]></category>
		<category><![CDATA[Andréa Leal]]></category>
		<category><![CDATA[ator]]></category>
		<category><![CDATA[eriberto leão]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra dos Sexos]]></category>
		<category><![CDATA[Igor Giannasi]]></category>
		<category><![CDATA[JT]]></category>
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		<category><![CDATA[são paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[O ator paulista aprendeu a dar atenção às coincidências da vida. Filho de uma coincidência, como ele diz, já que seu pai e sua mãe nasceram no mesmo dia, no mesmo mês e no mesmo ano, Leão, segue essa filosofia na vida e no trabalho]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>IGOR GIANNASI</p>
<p>O ator paulista Eriberto Leão aprendeu a dar atenção às coincidências significativas da vida. Filho de uma coincidência, como ele diz, já que seu pai e sua mãe nasceram no mesmo dia, no mesmo mês e no mesmo ano, Leão, prestes a completar 40 anos, no dia 11 de junho, segue essa filosofia na vida e no trabalho. Intérprete do protagonista Pedro, de Insensato Coração, o ator terminou neste domingo, 27, a temporada da peça A Mecânica das Borboletas em São Paulo e prepara-se para atuar em seu quarto remake, Guerra dos Sexos, de Silvio de Abreu. Ele falou ao <strong>JT</strong> de projetos, maturidade e da responsabilidade de ser pai de João, de quase 1 ano, fruto do casamento com a atriz Andréa Leal.</p>
<p><strong>Como está sendo a paternidade?</strong><br />
Todo mundo fala muito do lado bom e maravilhoso, e é mesmo, não tem nada melhor no mundo. Mas também tem o lado de uma responsabilidade muito grande, uma mudança radical de vida. O filho tem de ser muito pensado, na hora certa. E nós quisemos realmente ter esse filho. Você tem outra pessoa em quem pensar 24 horas por dia. Eu tive um pai e uma mãe muito presentes na minha vida, então, se eu for metade do que eles foram, ele vai ser muito feliz.</p>
<p><strong>Como é a rotina com seu filho?</strong><br />
Tenho uma mulher que cuida muito dele. Estou trabalhando muito, agora estou me preparando para a novela (Guerra dos Sexos), que estreia em outubro, começo a gravar em julho. Vou fazer um lutador, o Ulisses. Então, faço jiu-jítsu, muay thai e boxe. Estou filmando De Pernas pro Ar 2, em cartaz no teatro e sendo pai. E estou me mudando de casa também. Estou reformando minha casa nova e eu que toco a obra. Perdi meu pai no ano passado e ele fazia praticamente todas as questões que não fossem artísticas para mim. Estou me sentindo bem ao saber que posso fazer essa quantidade de coisas com qualidade.</p>
<p><strong>Você já lutava antes?</strong><br />
Eu fiz, mas estava parado já há uns 20 anos, vou fazer 40, né? Lutei até uns 23, 24 anos. Já fiz full contact, tae-kwon-do, judô, mas, desde então, eu só brinco em academia de vez em quando. Mas tenho a noção e agora estou desde janeiro treinando. Já peguei o jeito.</p>
<p><strong>Como é chegar aos 40 anos?</strong><br />
Acho que é chegar ao auge. É muito bom, mas tem um problema: é o auge. Então, o lance é quanto tempo vou conseguir mantê-lo. Vou tentar manter por mais uns 20 anos, continuar até os 60 nesse auge. Acho que é possível. Eu vejo o Clint Eastwood com mais de 80 anos daquele jeito. É muito bom estar nesse momento de maturidade, porque o corpo continua o mesmo dos 20. Hoje estou com um preparo físico que nunca tive na minha vida.</p>
<p><strong>Você chegou a ver a primeira versão da novela, em 1983?</strong><br />
Eu vi, tinha 11 anos. Era fanzaço. Eu lembro que a Lucélia Santos me assustava muito, ela era tão boazinha e tão má ao mesmo tempo. Vou fazer o namorado dela, que é enganado o tempo todo. Me lembro muito do Mario Gomes e como não lembrar de Paulo Autran e Fernanda Montenegro, né? É uma felicidade fazer uma novela que eu não perdia nenhum capítulo, que marcou a minha vida.</p>
<p><strong>Esse personagem tem um perfil de mocinho também?</strong><br />
Eu acho que não. Ele tem um perfil heroico, isso sim, mas não de mocinho, mesmo porque ele vai se envolver com uma mulher casada. Ele é um cara rude e, ao mesmo tempo, tem um grande coração, mas é bruto. Ele tem uma ingenuidade heroica, mas, mocinho, não.</p>
<p><strong>Dá para dizer que seus papéis anteriores eram de mocinho ou é um rótulo que não cabe?</strong><br />
Se você for ver, por exemplo, o filho do diabo de Paraíso era o mocinho da história, mas que mocinho era esse? Ele errava muito, se casou com a própria irmã de criação e tirou ela do melhor amigo, o Terêncio. Quando você tem um comportamento que é humano, que está passível de erros, acho que sai do mocinho clássico. Acho que, dessa minha leva de televisão, todos têm uma característica que é de serem homens de atitude e de caráter. Nesse sentido, sim, o Ulisses tem muito caráter, tem muita honra. O Tomé, de Cabocla, o Dimas, de Sinhá Moça, o Zeca, de Paraíso, e o Pedro, de Insensato Coração, também tinham essa espinha dorsal.</p>
<p><strong>E em relação a De Pernas pro Ar 2, como estão as filmagens?</strong><br />
Estou superfeliz de fazer esse filme, está sendo muito prazeroso trabalhar com o (diretor Roberto) Santucci, a Ingrid (Guimarães), que é minha amigona, parceira de muitos anos. A gente fez só um Sob Nova Direção, nunca tinha trabalhado tanto junto. Eu faço um cara que balança o casamento dela. Um workaholic muito parecido com a Alice (Ingrid). Eles se conhecem num spa de viciados, de sexo a internet e trabalho. Eu meio que faço ela ir para Nova York abrir um negócio lá.</p>
<p><strong>Como foi seu início de carreira?</strong><br />
Eu venho do teatro. Fiz a Escola de Arte Dramática (EAD) da USP. Morei fora, estudei em Nova York por dois anos, e, quando eu voltei, fiz Ventania, do Alcides Nogueira, com direção do Gabriel Villela, como primeira peça. E tenho oito peças, é uma história no teatro.</p>
<p><strong>Por que quis fazer a peça A Mecânica das Borboletas?</strong><br />
Sou um apaixonado pela contracultura americana, pelos beatniks, por colocar o pé na estrada. Também li On the Road (de Jack Kerouac), como o meu personagem, e isso mudou a minha vida, assim como a dele. E a quantidade de sincronicidades com a minha vida, de coincidências significativas, era como se esse personagem tivesse sido escrito para mim. Eu sou muito suscetível a perceber as coincidências significativas e segui-las. Acho que tem uma coisa aí a ser descoberta por todos nós a respeito disso. Sempre soube que um dia falaria sobre isso, porque tenho histórias inacreditáveis.</p>
<p><strong>Por exemplo?</strong><br />
Tenho histórias inacreditáveis sobre isso, mas vou guardar isso tudo. Tenho histórias surreais que são mágicas, mas simples.</p>
<p><strong>Você costuma se manifestar politicamente?</strong><br />
Eu já me envolvi em algumas coisas. Por exemplo, fiz parte do Gota D’Água, movimento contra a construção de Belo Monte (usina hidrelétrica, no Pará). Foi superpolêmico o vídeo que fizemos. Aí você vê que estamos cutucando a onça com vara curta, porque gera uma reação em cadeia muito forte. Tenho vontade de ser mais ativo, acho que essa hora vai chegar.</p>
<p><strong>Quem são suas influências artísticas?</strong><br />
O Jim Morrison é minha grande influência. Eu o descobri aos 17 anos, no filme do Oliver Stone. Eu não saí do cinema, fiquei em três sessões seguidas. E passei a ler o que ele lia, que são os caras que fizeram minha base literária mesmo. Começando com William Blake, Aldous Huxley, Baudelaire, Rimbaud, questionadores em potencial. E nós temos de ficar atentos para termos uma percepção além daquela que nos é esperada pelo status quo, pela sociedade.</p>
<p><strong>Como você lida com os paparazzi e a invasão de privacidade?</strong><br />
É como se eu estivesse em Matrix: eu sei que aquilo tudo não existe. Da mesma maneira que fere minha privacidade, ao mesmo tempo eu tenho uma arma na mão, vão me ouvir quando eu quiser falar determinadas coisas e ser mais incisivo. Então, você vê aí o Wagner Moura, um cara que consegue escrever um artigo e, no dia seguinte, todo mundo vai falar sobre isso. Ele conquistou isso. Um dia, eu consigo.</p>
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		<title>A nova força dos Cavaleiros do Zodíaco</title>
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		<pubDate>Mon, 28 May 2012 01:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal da Tarde</dc:creator>
				<category><![CDATA[game]]></category>
		<category><![CDATA[cavaleiros do zodíaco]]></category>

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		<description><![CDATA[São 26 anos desde que uma garota de cabelos lilases precisou ser salva de poderosos vilões pela primeira vez. Os cavaleiros tiveram seu cosmos reanimado no ano passado, com o lançamento do jogo Cavaleiros do Zodíaco: Batalha do Santuário no Japão]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>PEDRO ANTUNES</p>
<p>São 26 anos desde que uma garota de longos cabelos lilases precisou ser salva de poderosos vilões pela primeira vez. Mas isso não impediu que ela fosse, de novo, capturada. E de novo, de novo, de novo&#8230; O constante apuro de Saori em nada diminuiu a força do anime (desenho animado japonês) e do mangá (história em quadrinho nipônica) Cavaleiros do Zodíaco. A estrutura das histórias se manteve a mesma desde quando passavam nas tardes na extinta TV Machete, época em que mais fizeram sucesso por aqui. A mistura de mitologia grega, lutas sangrentas e raios capazes de destruir pedras. Mas a idade não atrapalhou. O cavaleiro de Pégasus Seiya e sua turma continuam com toda força.</p>
<p>Os cavaleiros tiveram seu cosmos reanimado no ano passado, com o lançamento do jogo para Playstation 3 Cavaleiros do Zodíaco: Batalha do Santuário no Japão, nos 25 anos desde que as histórias de Masami Kurumada chegaram à TV japonesa. Os anos passaram, mas a franquia ainda se mostra poderosa. Em junho, o game chega aqui – o Brasil será o primeiro País da América Latina a receber o jogo – numa parceria entre a japonesa Bandai com a Sony e a Zap Games, legendado em português. Um mimo para o mercado brasileiro, ainda fã da série. “É difícil fazer um jogo de um anime com tantos fãs e atender a todos”, contou o produtor japonês do game Ryo Mito.</p>
<p>O analista Eduardo Vilarinho, de 30 anos, líder do fã-clube que reúne 115 mil membros ativos no site &nbsp;<a href="http://www.cavzodiaco.com" title="http://www.cavzodiaco.(" target="_blank">www.cavzodiaco.com</a>.br), foi o responsável pela tradução de mais de 500 termos e nomes para o português, de acordo com a série clássica de 1994 da Manchete. “Foi naquela época que eu comecei a ver. Era uma febre. A diferença é que eu nunca parei”, diz Vilarininho.</p>
<p>Fãs como Vilarinho cresceram com a série. “Conheço muita gente que, como eu, continuou fã. Passou a infância, a adolescência, e segue fã agora na vida adulta. Eu, por exemplo, me tornei colecionador.” Entre os itens, Vilarinho tem bonecos em miniatura, pôsteres, revistas, livros. São mil objetos no total, que ocupam todo um quarto de seu apartamento na Barra Funda. “Minha esposa fica louca, mas nós nos conhecemos por causa dos Cavaleiros do Zodíaco, então não tem problema”, diz.</p>
<p>Ainda no Japão, um novo desenho vem sendo exibido desde abril, sob a chancela Cavaleiros do Zodíaco Ômega. O enredo se passa alguns anos depois da saga clássica, com Seiya, Shiryu, Hyoga, Shun e Ikki, quinteto que literalmente dava suas vidas para proteger Saori, a tal garota de cabelos lilases, encarnação de Atena, deusa da mitologia grega. “Estão tentando rejuvenescer a franquia”, diz outro fã, Walter Neto, de 29 anos. “Mas esse novo desenho tem se mostrado mais infantil que o outro”, avisa ele, que assiste aos episódios pela internet.</p>
<p>A ideia é renovar sempre. Quem avisa é Edi Carlos Rodrigues, diretor de marketing da JBC Editora, geradora de conteúdo do universo oriental, responsável por lançar no País três mangás da série. “Existe todo um planejamento envolvido”, explica ele. Na saga clássica lançada por eles, por exemplo, Seiya e seus amigos enfrentam os 12 Cavaleiros de Ouro, soldados superpoderosos que representam os 12 signos do zodíaco. A mesma trama do roteiro do game que vem aí. “Acreditamos que, depois de sete anos, o mangá pode ser relançado, porque há uma nova geração chegando”, diz Rodrigues. E uma nova molecada descobrirá o que marmanjos de 30 e tantos anos esperam desde 1994.</p>
<p>Proposta do game explora combos e golpes poderosos</p>
<p>Com o pressionar de um botão, meia dúzia de inimigos vão ao chão. A facilidade de aplicar golpes poderosos é o grande trunfo de ‘Cavaleiros do Zodíaco: Batalha do Santuário’, jogo lançado para Playstation 3.</p>
<p>Jogadores inexperientes ficarão inebriados pelas devastadoras sequências de ataques. Já os gamers mais experientes terão seus desafios testados na luta dificílima contra os Cavaleiros de Ouro. Diversão para todos os níveis de fãs.</p>
<p>LANÇAMENTO<br />
‘Batalha do Santuário’<br />
Bandai / Zap Games<br />
Preço: R$179,90</p>
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		<title>Diretor austríaco ganha sua segunda Palma de Ouro</title>
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		<pubDate>Mon, 28 May 2012 00:52:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal da Tarde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Cannes]]></category>

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		<description><![CDATA[O diretor austríaco Michael Haneke ganhou neste domingo a Palma de Ouro do 65.º Festival de Cannes, na França, pelo filme Amour]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><embed id="mpl" width="455" height="380" flashvars="&amp;file=http://img.estadao.com.br/videos/24/99/CE/2499CE9877134C7BAEB2E97B441AE3DF.xml&amp;autostart=false&amp;playlistsize=90&amp;image=http://tv.estadao.com.br/app/estadao/tvestadao/videos-proxy.php?guid=2499ce98-7713-4c7b-aeb2-e97b441ae3df" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" src="http://www.estadao.com.br/estadao/novo/jwplayer/player.swf" /></p>
<p>LUIZ CARLOS MERTEN<br />
Embora fosse o filme mais estrelado nos quadros de cotações do 65.º Festival de Cannes, Amour/Amor, de Michael Haneke, estava longe de ser uma unanimidade. Por isso mesmo, antes de anunciar a Palma de Ouro para o novo Haneke – a segunda do diretor, após A Fita Branca –, o presidente do júri, o ator e diretor italiano Nanni Moretti, ressaltou, na noite de domingo (27), a extraordinária contribuição dos atores.</p>
<p>E aí, em seu reconhecimento ao que Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva acrescentam ao filme, ele construiu a humanidade e a universalidade de Amor. O próprio Trintignant deu mais uma contribuição e, num discurso emocionado e emocionante, disse a frase que vai ficar dessa noite de encerramento: “Vamos tentar ser felizes, nem que seja só para dar o exemplo”.</p>
<p>Nunca houve, pelo menos em tempos recentes, uma coletiva do júri tão rica e elucidativa. Moretti foi logo esclarecendo que nenhuma escolha do júri foi unânime. Alguns filmes dividiram particularmente os jurados, mas tiveram defensores ardorosos. O italiano Reality, de Matteo Garrone, vencedor do grande prêmio, o segundo em importância, após a Palma, e o de direção para o mexicano Carlos Reygadas, de Post Tenebras Lux.</p>
<p>Houve jornalistas que se queixaram da ausência de Holy Motors, do francês Leos Carax, entre os premiados. Moretti disse que, apesar das diferenças entre todos os filmes, havia três que, de certa forma, se inscreviam na mesma tendência de investigação – os de Reygadas e Carax e o do austríaco Ulrich Seidl, Paradise: Love. “O júri optou pelo de Reygadas. Foi o que mais permaneceu conosco.”</p>
<p>Nenhuma explicação foi dada para as ausências de David Cronenberg (Cosmopólis) e Walter Salles (On the Road/Na Estrada) da lista de premiados. “Gostaria de ter premiado os atores de Haneke, Trintignant e (Emmanuelle) Riva, mas o regulamento impede que os vencedores da Palma, do grande prêmio e do de direção acumulem troféus”, esclareceu o presidente. Aos que cobravam a ausência de norte-americanos, Alexander Payne, um dos jurados, disse que, nesta seleção, nenhum filme se destacou a ponto de merecer ganhar, mas isso não representa um parti pris contra Hollywood. “Gosto de filmes franceses, mas também não premiamos nenhum”, acrescentou Jean-Paul Gaultier.</p>
<p>O Palmarès teve um ideólogo, revelou M. le président. Foi o cineasta haitiano Raoul Peck. Ele aproveitou a deixa para fazer a defesa da perturbação que Post Tenebras Lux causou em muitos jurados. Moretti foi cobrado pelo grande prêmio para Garrone – teria sido patriotada entre italianos. “O que nos convenceu, a par de sua força satírica, foi a humanidade dos personagens.”</p>
<p>Ken Loach foi outra escolha que parece ter sido bancada pelo presidente do júri. “The Angel’s Share é uma comédia muito humana – e divertida”, definiu. O filme recebeu justamente o prêmio do júri. No que pode ter sido um recado para David Cronenberg, Moretti acrescentou: “Muitos diretores nos pareceram mais comprometidos com o próprio estilo do que em dar testemunhos sobre a realidade ou seus personagens”.</p>
<p>O romeno Christian Mungiu, que já venceu a Palma por 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias, foi o único a acumular prêmios no encerramento. Ganhou o de roteiro e o de interpretação feminina, divido entre as duas excepcionais atrizes, Cristina Flutur e Cosmina Stratan, de seu belíssimo Beyond the Hills, ao qual outro júri poderia ter atribuído a Palma. O de melhor ator foi para Mads Mikkelsen e este está sendo um ano especial para o vilão de Cassino Royale. Em Berlim, em fevereiro, outro filme que ele fez na Dinamarca, A Royal Affair, foi premiado. Agora, o prêmio coroou The Chase, de Thomas Vinterberg, sobre um tema explosivo, o abuso infantil, e o que o filme aborda é o risco que a correção política pode acarretar. A premiação, exceto, talvez, pela Palma de Ouro, foi inesperada. É preciso um presidente de personalidade para bancar as escolhas. Mesmo não agradando a todo mundo – mas toda unanimidade é burra, dizia Nelson Rodrigues –, Moretti e seus jurados foram coerentes.</p>
<p>PREMIAÇÕES</p>
<p>Palma de Ouro<br />
Amour, de Michael Haneke</p>
<p>Grande Prêmio do Júri<br />
Reality, de Matteo Garrone </p>
<p>Prêmio do Júri<br />
The Angel’s Share, de Ken Loach</p>
<p>Diretor<br />
Carlos Reygadas, por Post Tenebras Lux</p>
<p>Atriz<br />
Cristina Flutur e Cosmina Stratan, por Beyond the Hills</p>
<p>Ator<br />
Mads Mikkelsen, por The Hunt</p>
<p>Roteiro<br />
Cristian Mungiu, por Beyond the Hills</p>
<p>Melhor filme de estreante<br />
Beasts of the Southern Wild, de Benh Zeitlin</p>
<p>Melhor curta-metragem<br />
Silent, de L. Rezan Yesilbas </p>
<p>Prêmio Vulcain de mérito técnico<br />
Charlotte Bruus Christensen, por The Hunt</p>
<p>Prêmio Un Certain Regard<br />
Después de Lucía, de Michel Franco</p>
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		<title>Nos embalos do folk agridoce de Ed Sheeran</title>
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		<pubDate>Sun, 27 May 2012 01:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal da Tarde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Show]]></category>
		<category><![CDATA[brit awards]]></category>
		<category><![CDATA[ed sheeran]]></category>

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		<description><![CDATA[O cabelo cor de fogo de Ed Sheeran, seu violão, sua aptidão por baladas (algumas doces, outras, agridoces), temperados por batidas eletrônicas e pop, ganharam a fria Inglaterra. Esse garoto de 21 anos vem traçando uma trajetória alegre, baseada na técnica do pensamento positivo. Ele tem seu novo disco lançado no Brasil ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>PEDRO ANTUNES</p>
<p>O cabelo cor de fogo de Ed Sheeran, seu violão, sua aptidão por baladas (algumas doces, outras, agridoces), temperados por batidas eletrônicas e pop, ganharam a fria Inglaterra. Quando o melhor é sofrer (vide Adele, maior sucesso dos últimos tempos da indústria fonográfica inglesa, com coração partido e bolso cheio), esse garoto de 21 anos vem traçando uma trajetória alegre, baseada na técnica do pensamento positivo. O nome do seu disco de estreia, lançado por aqui pela Warner Music, não poderia ser melhor: + (o símbolo de “mais”, ou “ positivo”). </p>
<p>O Brit Awards deste ano, maior prêmio do mercado fonográfico, confirmou a boa fase do garoto. Ele levou o prêmio de melhor artista masculino (deixou Noel Gallagher, ex-Oasis, para trás) e artista revelação (he Vaccines, Anna Calvi e Jessie J também estavam na parada). “É uma honra ganhar esse tipo de prêmio. São eles que estabelece o que vamos ouvir”, disse o jovem prodígio, ao JT, por telefone. “Acredito que podemos fazer o que quisermos.” </p>
<p>Nascido em Halifax, no norte da Inglaterra, ele hoje tem um flat em Londres. “O importante é pensar que podemos”, filosofa. Perdido nestes pensamentos, ele criou o terceiro single do disco, Lego House. Nela, ele canta sobre a possibilidade de construir uma casa com peças de montar, mas, se der errado, ele pode sempre construir de novo. O curioso videoclipe da canção é protagonizado por Rupert Grint (o Rony, da série de filmes de Harry Potter), uma espécie de irmão gêmeo perdido de Sheeran, apresentado por Tom Felton (o Draco, também da franquia). </p>
<p>+ é o primeiro álbum de Sheeran, mas não é sua estreia em estúdios. Desde 2005, com 14 anos, ele lança seus EPs. O primeiro The Orange Room, seguido por outros nove. E a produção não para, depois do primeiro disco, vieram mais dois (Thank You, de setembro de 2011, e The Slumdon Bridge, de fevereiro deste ano).</p>
<p>Autoconfiante como qualquer jovem que se vê no topo, Sheeran não lança uma falsa modéstia quando lhe é perguntado qual foi a importância de tantos EPs para o lançamento do disco, em si. “Aquilo foi só para me manter ocupado. Escrevo muito, sabe?”, disse e parou. Segundos depois, refletiu: “Acho que foi bom para ter uma base e uma ideia do que fazer, sim.” </p>
<p>Em 2009, ele diz ter chegado a fazer 312 shows. “Não me senti cansado, foi lá que vi que era o que eu queria fazer”, explica. E, como num sonho de criança, Sheeran vê seu disco chegar ao Brasil. “Isso é tão surreal, eu ainda não me acostumei a ouvir minhas músicas tocando na rádio, sabe?”  </p>
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		<title>Domingão do Rafinha</title>
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		<pubDate>Sun, 27 May 2012 00:08:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal da Tarde</dc:creator>
				<category><![CDATA[TV]]></category>

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		<description><![CDATA[O programa, que estreia às 20h30 na RedeTV, se divide entre esquetes de humor com sátiras a personagens e situações reais, normalmente com temas da atualidade. O receio de se envolver em (novas) encrencas, no entanto, tem pairado sobre os artistas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>JOÃO FERNANDO</p>
<p>Estar ao lado de Rafinha Bastos é um convite a embarcar em polêmicas. Mas seus colegas que estreiam neste domingo, 27, na versão brasileira do tradicional humorístico americano Saturday Night Live – ironicamente no domingo, às 20h30 na RedeTV! – não estão preocupados. Muito pelo contrário. A presença de Rafinha virou mote de piadas entre o elenco. “A gente pode falar o que quiser, quem vai ser processado é o Rafinha”, diz Fernando Muylaert (que ganhou projeção no Vida Loca Show, no Multishow), um dos nove atores contratados pelo ex-CQC que é o produtor-executivo da atração.</p>
<p>A piada no SNL, cuja versão original é exibida no canal a cabo Sony, começa no nome, que remete ao dia da exibição nos Estados Unidos. “As pessoas não sabem falar inglês. É só dizer que saturday quer dizer domingo. Elas acreditam”, ironiza Rafinha. Ele até tentou emplacar a atração no dia certo. “Há questões mercadológicas. O sábado não é um dia financeiramente aprazível na televisão”, diz ele, vencido. Na prática, seu programa deve concorrer com o Pânico na Band.</p>
<p>O programa se divide entre esquetes de humor com sátiras a personagens e situações reais, normalmente com temas da atualidade, e números musicais com convidados famosos. O receio de se envolver em (novas) encrencas, no entanto, tem pairado sobre os artistas. “Tem gente que disse que quer vir, mas só no segundo mês”, contou Rafinha.</p>
<p>Para o anfitrião, outra dificuldade é trazer nomes de peso, um dos grandes trunfos do programa original americano. “A RedeTV! não tem uma audiência absurda, que faça os olhos das celebridades brilharem”, reclama ele. Até sexta, apenas a cantora Marina Lima havia confirmado a presença. “Lá (EUA), o convidado fica disponível para gravar por cinco dias.”</p>
<p>Mas Rafinha teve carta branca para montar mais de uma dezena de cenários. “Não estou falando isso porque estou recebendo em dia”, ironiza, em menção ao problema enfrentado pela emissora com salários atrasados no ano passado.</p>
<p>Rafinha promete inovação. “Os esquetes que a gente conhece são o Zorra (Total) e A Praça É Nossa. Estamos fazendo coisas diferentes para buscar a nossa vez.”</p>
<p>E ele, que chamou Daniela Albuquerque – mulher de Amílcare Dallevo, um dos donos da RedeTV! – de “cadela” e disse que “comeria Wanessa Camargo e o bebê”, prepara seu arsenal. “Será sempre factual. Se o Thor Batista matar mais 15 pessoas, vamos falar dele. Não pretendo ofender muito as pessoas. No humor, invariavelmente vou. Não tem como ter controle.”</p>
<p>A diretora da atração, Tininha de Araújo, se diz tranquila. “Não tenho nenhum receio de polêmicas. O Rafinha tem opiniões fortes, sabe exatamente o que quer.”</p>
<p>Olhando para trás, Rafinha diz que não guarda mágoas da saída da Band. “Falo do CQC com o maior carinho. Tem gente lá dentro que faria bem o SNL, como Marco (Luque) e o Oscar (Filho).”</p>
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		<title>Wagner Moura assume lugar de Renato Russo</title>
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		<pubDate>Sat, 26 May 2012 02:06:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jugattone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Renato Russo]]></category>
		<category><![CDATA[rock brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Wagner Moura]]></category>

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		<description><![CDATA[Todo o foco estará em Wagner Moura, eleito para interpretar os hinos de um dos fenômenos mais importantes do rock brasileiro nos últimos 30 anos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>EMANUEL BONFIM</p>
<p>Fã algum, em sã consciência, poderia pensar em reviver a Legião Urbana sem a presença de Renato Russo. Nem mesmo Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá cogitaram tal possibilidade. Desde que o cantor morreu, em outubro de 1996, nenhum movimento em torno da banda foi tão ousado quanto este que se sucederá na terça e na quarta, no Espaço das Américas.</p>
<p>Por mais que se reforce o tom de tributo, no palco estará a formação original do grupo, só que desta vez acompanhada de um único e novo vocal – não de vários, como foi a apresentação com a Orquestra Sinfônica Brasileira no Rock in Rio. Todo o foco estará em Wagner Moura, eleito para interpretar os hinos de um dos fenômenos mais importantes do rock brasileiro nos últimos 30 anos.</p>
<p>A ideia, aparentemente inusitada, partiu do ex-presidente da MTV, André Waisman, que é próximo a Dado. Desconfiado, o guitarrista não vetou a proposta logo de cara, disse que “até torceu para que Wagner dissesse não”, mas foi surpreendido com a reação empolgada do ator.</p>
<p>“A resposta dele foi tão entusiasmada e esfuziante que eu pensei: ‘Cara, a gente vai fazer’”, contou o músico durante uma pausa dos ensaios no Rio de Janeiro, no início do mês. “Depois que a gente falou com ele, a gente chegou a uma conclusão: esse cara é corajoso pra caramba!”, emenda Bonfá.</p>
<p>Wagner estava participando do Festival de Berlim quando recebeu o convite e não hesitou em abraçar o projeto, mesmo diante do desafio de cumprir o papel de um de seus ídolos na juventude. “Eu não tinha como não aceitar. Eu sou muito fã da Legião Urbana. Se alguém te liga em casa e diz: ‘Quer fazer um show com Dado e Bonfá?’ O que você vai responder? É claro que sim!”, explica.</p>
<p>Apenas uma homenagem<br />
A primeira preocupação dos responsáveis, tanto da MTV quanto dos artistas, foi deixar claro que se tratava de uma homenagem e não de uma retomada da banda, evitando, assim, reações mais indignadas de fãs. “É um negócio muito arriscado para todos nós. Todo mundo está botando a cara para bater”, diz Moura.</p>
<p>“Vou funcionar como porta-voz dessas milhões de vozes que precisam ouvir essas músicas, precisam ver esses caras juntos no palco de novo.” Não é só sucesso e ampla projeção no cinema que credenciaram Wagner Moura para a difícil tarefa.</p>
<p>Quando não está em cena, o ator canta com sua banda da época de colégio, Sua Mãe. O talento musical permitiu que demonstrasse a veneração pela Legião nos filmes Vips e Homem do Futuro, onde interpretou Será e Tempo Perdido, respectivamente.</p>
<p>“O Wagner está cantando as músicas da forma que ele entende. Está sendo interessante de acompanhar. Ele se coloca ali dentro, emana toda aquela força que a canção representa”, elogia Dado. “Tem essa coisa da Legião ser meio de todo mundo. A gente quer que a galera cante também e ele é o cara que vai fazer isso”, diz Bonfá.</p>
<p>O tributo vai virar CD e DVD, parte da série MTV Ao Vivo, além de ser exibido ao vivo na programação da emissora, na terça-feira à noite. No repertório, não faltarão hits que tocam e fazem sucesso até hoje nas rádios, além de alguns lados B e faixas dos últimos dois álbuns da Legião (A Tempestade e Uma Outra Estação), jamais executados ao vivo pela banda.</p>
<p>Por sugestão de Wagner, o diretor teatral Felipe Hirsch assumiu a direção cênica e também ajudou na escolha das 25 músicas previstas para a noite. “Eu sugeri a entrada de cinco ou seis canções”, revela.</p>
<p>Com ele, o projeto ganhou recentemente outro chamariz: o guitarrista Andy Gill, do Gang of Four, irá se juntar ao grupo para tocar faixas da Legião e de sua banda de origem. O objetivo é apresentar ao público algumas das influências na formação do trio brasiliense.</p>
<p>“Podia falar do Clash, dos Pistols, até do Buzzcocks, mas o Renato Russo falava muito era do Gang of Four. É uma banda extremamente sofisticada dentro do punk inglês”, avalia Hirsch.</p>
<p>Segundo Dado, Bonfá e o próprio Wagner, os shows funcionarão como uma espécie de “último ato” neste resgate da Legião Urbana, ainda que no plano comercial a banda nunca tenha deixado de mostrar sua força.</p>
<p>São, afinal, mais de 15 milhões de discos vendidos, entre os de estúdio e diversas coletâneas feitas posteriormente. “É um fenômeno extraordinário. Os artistas de que eu mais gosto são os que conseguem ser populares e ao mesmo tempo muito coesos com a natureza de sua arte. A Legião conseguia este equilíbrio de uma forma muito bonita”, define Moura.</p>
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		<title>O fino da cultura inglesa em São Paulo</title>
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		<pubDate>Fri, 25 May 2012 01:45:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal da Tarde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Show]]></category>
		<category><![CDATA[banda uó]]></category>
		<category><![CDATA[Festival Cultura Inglesa]]></category>
		<category><![CDATA[franz ferdinand]]></category>
		<category><![CDATA[Garotas Suecas]]></category>
		<category><![CDATA[the horrors]]></category>

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		<description><![CDATA[Entre hoje e 30 de junho, São Paulo falará inglês com um sotaque carregado. Transpirará arte britânica, seja na música, na dança e no cinema, numa constante busca pelo melhor produzido na Terra da Rainha. A 16ª edição do Cultura Inglesa Festival se inicia com uma interessante programação, tão cosmopolita quanto Londres (e São Paulo)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>PEDRO ANTUNES</p>
<p>Entre hoje e 30 de junho, São Paulo falará inglês com um sotaque carregado. Transpirará arte britânica, seja na música, na dança e no cinema, numa constante busca pelo melhor produzido na Terra da Rainha. A 16ª edição do Cultura Inglesa Festival se inicia com uma interessante programação, tão cosmopolita quanto Londres (e São Paulo). Com destaque para os shows no Parque Independência, na zona sul da cidade, no domingo, a partir das 11h. E, o melhor, com entrada gratuita. </p>
<p>O festival traz o melhor do rock britânico, em seus diferentes braços: o eletrônico, o psicodélico e o dançante. We Have Band (no palco às 15h30), The Horrors (17h) e Franz Ferdinand (18h30) formam o aguardado trio de atrações internacionais. As divertidas Garotas Suecas, num tributo ao Rolling Stones, e Banda Uó, que leva um toque de tecnobrega ao repertório do The Smiths. Freech, King Crab, Broth3rhood e Sociopatas completam o line up. A entrada é sujeita à lotação do parque. Por isso, é aconselhável chegar lá cedo. </p>
<p>Dentre as atrações musicais, nenhuma se compara com o quinteto que vem de Southend-on-Sea, na costa leste da Inglaterra. Antes esquisitões, o The Horrors mudou, embarcou numa onda alucinógena e entregou, em julho do ano passado, o viajandão Skying (aqui lançado pela Lab 344, R$ 35), terceiro álbum da banda, devidamente selecionado nas listas de melhores do ano de publicações inglesas especializadas. </p>
<p>Em entrevista ao JT, o tecladista da banda Tom Cowan explica que a surpresa é o melhor elogio que eles poderiam ter. “Isso é ótimo, acho demais. Estamos trabalhando muito há 7 anos para chegar a isso. Até hoje, quando ouvimos nossa música no rádio, nos juntamos todos para ouvir. É só o começo.” </p>
<p>O álbum anterior, Primary Colours (2009), dava algumas pistas da sonoridade que viria por aí. “Encontramos o nosso som. Daquele disco, gostamos apenas de algumas coisas. Se eu pudesse, queria que Skying fosse nosso segundo álbum”, diz Cowan, com espantosa sinceridade. </p>
<p>O ponto central para o descobrimento de como eles gostariam de soar veio quando a banda decidiu que Skying seria produzido por eles mesmos, apenas lapidado por Craig Silvey, midas do indie inglês, que produziu o último disco do Arctic Monkeys, Suck It And See (2011), por exemplo. “Quando você faz o que ama, você vai melhorando. Eu, por exemplo, não tocava nada quando começamos a banda”, explica. Hoje, o novo The Horrors depende da criatividade de Cowan em seus teclados e sintetizadores. Ele, aliás, é irmão Freddie, guitarrista de outra banda inglesa, Vaccines, que veio aqui em abril. </p>
<p>Soando como se estivesse no fim dos anos 1980, a banda hoje aposta em despejar psicodelia: uma bateria em looping, repetindo a batida mecanicamente, com guitarras perdidas em notas longas embaladas pelo teclado e, no fundo, a voz rouca de Faris Badwan em eco. Como um sonho perdido no passado. </p>
<p>Franz Ferdinand retorna com inéditas</p>
<p>Emergido da nova onda de pós-punk do início dos anos 2000, em Glasgow, Franz Ferdinand é a atração que fechará a noite musical no Parque da Independência, no domingo. Dançante, explosivo e divertido, o grupo liderado por Alex Kapranos subirá no palco às 18h30. Além dos hits de praxe, exibidos durante as quatro passagens da banda por aqui, o quarteto deverá mostrar aos fãs um pouco de seu quarto disco, sucessor de Tonight: Franz Ferdinand (2009), ainda sem nome, programado para ser lançado ainda este ano. </p>
<p>No sábado, eles quebraram o jejum de dois anos longe dos palcos com uma apresentação intimista em Limerick, na Irlanda. Ali, mostraram quatro músicas novas, que já se espalharam pela rede: Right Thoughts, Brief Encounters, Fresh Strawberries e Trees and Animals. Empolgados, eles ainda emendaram um cover da rainha da disco music, Donna Summer, I Feel Love, morta na semana passada. Sucessos da banda como Take Me Out, No You Girls, Ulysses e Do You Want It também foram tocados. </p>
<p>Antes disso, no começo do mês, Kapranos voltou a ser assunto ao aconselhar bandas novas em sua conta do Twitter. “Nunca faça cover do Oasis, nunca esqueça seus amigos e sempre dê risada”, escreveu. Quando perguntado sobre seu conselho relacionado ao Oasis, ele disse: “Nada pessoal. Só porque todo mundo faz isso. E eles são tão estupidamente chatos.” :: </p>
<p>Rolling Stones e The Smiths ganham tributos inusitados</p>
<p>Há na brasilidade da banda Garotas Suecas um pouco do soul do Rolling Stones, principalmente do disco Out of Our Heads (1965), com Brian Jones na guitarra. “Eles eram muito ligados em Marvin Gaye. E é a mesma coisa que a gente”, explicou Tomaz Paoliello, guitarrista da banda. O mesmo, no entanto, não pode ser dito sobre a melancolia dos The Smiths. </p>
<p>Toda a escuridão do cinzento céu de Manchester, tão explícito nas letras tristes de Morrissey, vai desaparecer com a interpretação da Banda Uó. “Vamos colocar o nosso tecnobrega”, explica Davi Sabbag, responsável pelas bases eletrônicas do trio. Com eles, canções como Ask Me e This Charming Man serão chamadas de Uísque e Meu Doce Mel. </p>
<p>OUTROS DESTAQUES</p>
<p>BALADAS<br />
&gt; &gt; Para curtir uma boa noitada,<br />
o comandante da gravadora Dissident, o DJ Andy Blake, mostra um set bem variado, todo em vinil, hoje, no Studio SP Vila Mariana. Já amanhã é a vez de Barry Fratelli, baixista da divertida banda The Fratellis, discotecar no Beco 203 </p>
<p>TEATRO<br />
&gt; &gt; A provocativa peça Órfãos, de Dennis Kelly, mostra uma narrativa precisa, com alguns toques de<br />
humor (britânico, lembre-se disso).<br />
Um ótimo thriller, dias 8, 9 e 10, no Teatro Cultura Inglesa-Pinheiros</p>
<p>CINEMA<br />
&gt; &gt; A Mostra Bowie no Cinema<br />
apresentará sete longas estrelados pelo Camaleão do Rock David Bowie. Inclusive Absolute Beginners, de Julien Temple, diretor que viria para São Paulo para um bate-papo, mas que cancelou sua participação na semana passada. Sempre no Cine Livraria Cultura </p>
<p>DANÇA<br />
&gt; &gt; Farmácia é um espetáculo ousado em que artistas tentam recriar, por meio da dança, a tela LSD, de Damien Hist. A cada pílula ingerida, novos movimentos corporais e padrões são exibidos. </p>
<p>*Endereços e programação no site oficial do Cultura Inglesa Festival</p>
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		<title>Dez anos depois, &#8216;Homens de Preto&#8217; ganha parte 3</title>
		<link>http://blogs.estadao.com.br/jt-variedades/dez-anos-depois-homens-de-preto-ganha-parte-3/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 May 2012 01:30:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal da Tarde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antenado]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de uma década, os agentes secretos J e K, Will Smith e Tommy Lee Jones, trazem de volta os óculos escuros, os ternos e uma dura missão em Homens de Preto 3, que estreia hoje nos cinemas, com direito a viagem no tempo e ‘jovem’ reforço do ator Josh Brolin]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fernanda Brambilla<br />
Cancún (México)</p>
<p>De tão desafiadora, a premissa de <em>Homens de Preto 3,</em> para Will Smith, beirava a estupidez. Retomar uma franquia após dez anos era muito arriscado. Mas alterar justamente o melhor da fórmula, a relação azeitada entre um divertido Smith e um lacônico Tommy Lee Jones, substituindo esse ator, parecia suicídio. “Fomos muito agressivos. Nós dois tínhamos um ritmo, uma sintonia. Era como quando você tem uma nova namorada e precisa começar do zero com ela”, diz Smith. Felizmente para o ator (e o público), mais do que aliens melequentos criados por computação gráfica e efeitos vertiginosos do 3D, a química com Josh Brolin, que entra em cena como o agente K (Jones) jovem, é o grande trunfo do produto temporão da franquia.</p>
<p><embed id="mpl" width="455" height="380" flashvars="&amp;file=http://img.estadao.com.br/videos/45/05/14/450514BEFCB94BB594457CFE291C0F7B.xml&amp;autostart=false&amp;playlistsize=90&amp;image=http://tv.estadao.com.br/app/estadao/tvestadao/videos-proxy.php?guid=450514be-fcb9-4bb5-9445-7cfe291c0f7b" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" src="http://www.estadao.com.br/estadao/novo/jwplayer/player.swf" /></p>
<p>Mas é preciso embarcar no nonsense que se derrama sobre a trama para não sentir a náusea da viagem. Um perigoso alien, Boris, um motoqueiro com cara de mau e qualidades de monstro, escapa de uma prisão extraplanetária e acaba com o agente K, ainda Tommy Lee Jones. A missão do agente J, Will Smith, é voltar no tempo, mudar o curso dos acontecimentos e, assim, salvar a vida do amigo, evitando que, no futuro, ele seja assassinado. Um plano ousado, e seu fracasso leva também a uma invasão alienígena que destruirá o planeta.</p>
<p>Uma das melhores piadas é simplesmente ver Josh Brolin, aos 44 anos, caracterizado como o agente K aos 29. O ano é 1969 e o conflito de tecnologias rende momentos engraçadinhos. Como quando ele apresenta a J os instrumentos de trabalho dos Homens de Preto: o famoso neuralizador, aparelhinho usado para apagar a memória de terráqueos quando eles presenciam um incidente alien, é um trambolhão que parece uma máquina de ressonância magnética.</p>
<p>A caracterização de Brolin é precisa. A feição travada, o constante quase-sorriso e o sotaque de Tommy Lee Jones estão lá. Mas quando recebeu o convite do diretor Barry Sonnenfeld (que também dirigiu os dois primeiros longas), Brolin levou tempo para se convencer. “Tive muito medo. O risco de eu ficar parecendo uma imitação ruim do Tommy era grande. Era como se me dessem uma guitarra desafinada. Você não quer tocar, não quer ouvir aquele som. Mas insiste, até pegar o jeito”, diz o ator. E para pegar o jeito, o ator se enfiou num quarto de hotel, sem celular, munido de um laptop e os antigos MIBs. “Aquele sotaque interiorano do Tommy é absurdo. Foi um longo processo.”</p>
<p>Sonnenfeld foi às lágrimas na primeira filmagem de Smith e Brolin. “Will veio com a ideia da viagem no tempo quando ainda filmávamos Homens de Preto 2 (2002), e eu sabia que só levaríamos aquilo adiante com alguém tão bom quanto Tommy. Naquele instante, tive a certeza de que tínhamos um filme”, disse o diretor. “A segunda coisa que pensei foi: coitado do Josh, ninguém vai reconhecê-lo.”</p>
<p>Uma jornada aos EUA de 1969 abriria um amplo espaço ao espectro político daquela época, mas, em <em>Homens de Preto 3</em>, as referências são esparsas. “Os anos 1960 nos EUA foram como dinamite; temos o homem na Lua, mas também assassinatos cruéis de líderes de movimentos por direitos civis. Os ideais de liberdade e amor surgiriam ali, mas não durariam”, filosofa Brolin. Will Smith é categórico. “Veja bem, não seria nada bom para um negro voltar a 1969. Não há nada de bom mesmo nessa ideia”, afirmou o ator, que caiu na risada. Em cena, as menções à época, então, são pinçadas aqui e ali em um cenário vintage, com Andy Warhol, barbas longas e bocas de sino.</p>
<p>Associado a papéis com forte carga dramática nos recentes Onde os Fracos Não Têm Vez (2007), Milk – A Voz da Igualdade (2008), W (2008), Josh Brolin contribui para um humor que se distancia um tanto do besteirol mais escancarado dos primeiros longas. “Há um centro emocional, uma dose maior de drama”, adiantou Smith. Ao ouvir isso, Brolin dá de ombros. “Eu não sou engraçado, não sei ser engraçado. Isso só funciona com Will do meu lado.” Smith, o grande nome à frente da franquia MIB, responde com um tapa no ombro de Brolin e uma piscadela: “Oh Josh!”.</p>
<p>O novo ‘namorico’ tem o frescor necessário para tirar a poeira da década que separa Homens de Preto 3 de suas origens. Mas uma boa dose de nostalgia, como acontece nos relacionamentos, é inevitável. Que o diga Smith. “Foi com esses filmes que ganhei meu lugar na indústria. Foi ali que me disseram: ‘Hum, você leva jeito, talvez fique um tempo por aqui.’ Abriram as portas para mim.&#8221;</p>
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		<item>
		<title>Entrevista: &#8220;Gosto das apostas perigosas&#8221;, diz Josh Brolin</title>
		<link>http://blogs.estadao.com.br/jt-variedades/entrevista-gosto-das-apostas-perigosas-diz-josh-brolin/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 May 2012 01:14:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal da Tarde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de uma série de papéis densos, o ator norte-americano conhecido por Onde Os Fracos Não Têm Vez (2007) e W. (2008) encara um homem de preto e fala da carreira e dos Goonies, seu primeiro trabalho no cinema, pelo qual ainda é lembrado]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fernanda Brambilla<br />
Cancún (México)*<br />
Josh Brolin aproveita os raros minutos entre uma entrevista e outra, e saca o celular do bolso. O semblante fica sério enquanto confere a maré do mercado financeiro. E se surpreende ao perceber que já não está mais sozinho na sala e se desculpa. “Não costumo fazer isso, ficar espiando, mas tinha de dar uma conferida”, diz, sobre o hábito que não é bem uma diversão, mas que, segundo ele, tem muito a ver com sua carreira. “Atuar também é uma aposta constante.” Algo que define bem a trajetória do ator que vem engatando papéis densos nos últimos anos, mas que amargou tempos de obscuridade em décadas passadas, quando a referência do currículo não saía de Goonies, clássico que lhe serviu de estreia nos anos 1980. “Dizem que é sorte, mas tem a ver com inteligência e disciplina”, continua ele, e já não se sabe se ainda falamos de ações. Em um raro papel de comédia, Brolin encarou o desafio de interpretar o agente K jovem, papel de Tommy Lee Jones, em Homens de Preto 3, que chega hoje aos cinemas. O ator conversou com o JT em Cancún:</p>
<p><strong>Você compara atuar com o mercado financeiro. O que acontece quando você perde?</strong><br />
Tudo bem, perder não é um problema. O importante é voltar a ganhar e compensar as perdas. É preciso sempre pensar que eu ganhei dinheiro e poderia ter ganhado mais, mas não ganhei. E se percebo que só estou perdendo, aí eu paro, não faz mais sentido. Atuar é a mesma coisa. É sempre uma aposta. Eu gosto de apostas perigosas.</p>
<p><strong>Pensando em seus últimos papéis, então&#8230; </strong><br />
Interpretar o agente K jovem não é simples, e é um amigo meu ali, o risco de dar tudo errado é muito grande. Assim como interpretar George W. Bush ou Dan White (o assassino do ativista Harvey Milk). Parecem ideias estúpidas, porque você nunca sabe o que vai ser bom, do que vão gostar.</p>
<p><strong>Você foi chamado para Exterminador do Futuro e recusou. O que o faz aceitar um papel?</strong><br />
Não sei explicar direito, não sei se é porque sou muito inseguro, mas gosto da ideia de sentir medo e da ideia de confrontar medo. Nos papéis que escolho, é muito fácil falhar. Há muitos erros a cometer e pouca chance de sucesso. Isso parece uma burrice (risos). Mas essas experiências foram me deixando viciado em fazer coisas impossíveis.</p>
<p><strong>Qual foi o mais difícil? </strong><br />
Foi W., porque o cara (George W. Bush) era presidente na época. E seguimos por uma direção pouco convencional. Era meio biográfico, meio ficcional&#8230;</p>
<p><strong>Teve problemas com o governo? </strong><br />
Problemas? Fui sequestrado! (risos). Houve um momento em que eu pensei que seria prudente ter algum tipo de segurança comigo. Alguns extremistas de direita estavam muito bravos comigo&#8230; Mas foi um medo positivo, se é que posso dizer assim. &lt;EM&gt;&lt;QA0&gt;</p>
<p><strong>E fora do ambiente de trabalho, qual seu maior medo?</strong><br />
Não ser um bom pai. É meu maior medo na vida. E sabe, não tenho muitos medos. Tenho esse problema, que é quase uma doença: se dá medo, quero fazer. É como esses caras que pulam de paraquedas. Jogar o jogo seguro, deixo para fazer na minha próxima vida.</p>
<p><strong>Ainda perguntam muito para você sobre os Goonies (1985)?</strong><br />
Você não faz ideia&#8230; Sabe, quando você faz seu primeiro filme, você fica maravilhado e, mesmo 28 anos depois, foi uma das melhores experiências que tive. Mas depois de passar 15 anos da sua vida ouvindo deste único filme, quando você fez outros 30, você fica de saco cheio. Ainda bem que outros tiveram notoriedade, para que eu tivesse paz. Hoje, aceito Goonies, amo falar nele, já vi com meus filhos. E toda hora me perguntam sobre uma sequência!</p>
<p><strong>Uma sequência 30 anos depois?</strong><br />
Então, costumo mentir sobre isso. Sempre que me perguntam, eu digo que sim. Mas agora é sério, existe a chance real de fazerem uma continuação. Acho que o roteiro está sendo feito nesse instante&#8230; Juro que não é mentira.</p>
<p><strong>Ok. Em Homens de Preto 3, você vive o agente K em 1969. Nessa data, você era um garoto. Como era ser de uma família de atores (ele é filho do ator James Brolin)? </strong>Tive uma infância tranquila. Minha mãe era do Texas, eu cresci por lá. Meu pai se casou muitas vezes. Eu me lembro de uma das vezes, a namorada da vez era Barbra Streisand. Ele estava animado, mas eu não tinha muitas referências dela. Eu disse: ‘Se você dissesse que ia casar com Johnny Cash, aí sim seria importante para mim.’ Eu adorava Johnny Cash&#8230;</p>
<p><strong>E hoje, vendo Will Smith e sua família de filhos prodígios, vocês como pais e atores (Brolin é casado com a atriz Diane Lane) incentivam seus filhos nesse ramo?</strong><br />
Acho admirável que Will e Jada tenham a disposição de explorar o talento das crianças. Mas eu nunca faria isso. Eu não gostaria que meus filhos se tornassem atores. Mas minha filha (Eden, de 18 anos) está estudando para se tornar atriz e acho que ela é muito mais talentosa do que eu. Mas incentivar meus filhos em uma carreira como essa, com tanta rejeição? Não, eu jamais faria isso.</p>
<p>* A repórter viajou a convite da Sony</p>
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		<title>Cartão de memória pretende aproximar fã de artistas</title>
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		<pubDate>Thu, 24 May 2012 22:15:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal da Tarde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[biquini cavadão]]></category>
		<category><![CDATA[Gusttavo Lima]]></category>
		<category><![CDATA[jorge e mateus]]></category>
		<category><![CDATA[kuduro]]></category>
		<category><![CDATA[Lucenzo]]></category>
		<category><![CDATA[USB]]></category>

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		<description><![CDATA[O mercado fonográfico continua a criar mecanismos para que a música seja consumida em novas plataformas. Uma nova investida do gênero é o Neo Idea, um cartão de memória com entrada USB, que pode ser abastecido de músicas, vídeos e datas de show com auxílio de qualquer conexão com a internet]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>PEDRO ANTUNES</p>
<p>O mercado fonográfico continua a criar mecanismos para que a música seja consumida em novas plataformas. Uma nova investida do gênero é o Neo Idea, um cartão de memória com entrada USB, que pode ser abastecido de músicas, vídeos e datas de show com auxílio de qualquer conexão com a internet. </p>
<p>Esse sistema foi apresentado na tarde de ontem, numa coletiva de imprensa que reuniu Alcir Abuchaim, CEO da empresa Neo Idea, Bruno Gouveia, vocalista da banda Biquini Cavadão, e o alemão Dieter Wiesner, empresário de Michael Jackson, de 2002 até o ano de sua morte, e de Lucenzo, o autor do hit chiclete Danza Kuduro (aquela regravada e cantada à exaustão por Latino). </p>
<p>A ideia é que, com o cartão, o fã tenha acesso a todo o material (novo e velho) do artista. “Basta plugar o cartão, que tem uma entrada USB, em algum computador com acesso à internet, que ele automaticamente buscará as novidades. Se as músicas ali serão de graça ou pagas, dependerá do artista. Com isso, vamos estreitar a relação entre os fãs e os músicos. O contato será instantâneo”, disse Abuchaim. </p>
<p>“O que acontece é que, às vezes, depois que você lança uma música, ela vai para a rádio. Aí, você faz um remix, uma versão acústica, e o fã não tem isso no disco. Dessa forma, ele vai poder ter”, diz Gouveia, que lançará o novo disco da sua banda, Roda-Gigante, pelo Neo Idea, vendido em seus shows por R$ 10, além dos formatos tradicionais. </p>
<p>Sobre a possibilidade de a discografia de Michael Jackson ser vendida dessa forma, Wiesner afirmou apenas que “vamos ver algo especial”. “A minha presença aqui é para divulgar o Lucenzo”, disse ele, que evitou falar sobre MJ. </p>
<p>A data de lançamento do cartão é incerta, por “depender dos projetos dos artistas”, disse Abuchaim. Por ora, só estão confirmados os sertanejos Jorge e Mateus, Maria Cecília e Rodolfo, e Gusttavo Lima, além dos já citados Biquini Cavadão e o rei do Kuduro Lucenzo. </p>
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