É rock nacional, bebê
- 17 de agosto de 2012 |
- 23h45 |
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Titãs, Skank, Capital Inicial, Frejat, Detonautas e Jota Quest fizeram bonito no Rock in Rio, do ano passado, e lançam agora CDs e DVDs ao vivo de seus shows. Por Pedro Antunes
CAPITAL INICIAL
Do mais recente álbum de inéditas (Das Kapital, de 2010), o Capital Inicial tocou somente Como Se Sente, na abertura da apresentação. Na sequência, hinos da rebeldia adolescente dos anos 1980 até hoje (Independência, Natasha, Fátima e Que País É Este?) e hits românticos (À Sua Maneira). Ainda houve tempo de um cover de Should I Stay Or Should I Go?, da banda inglesa The Clash. ::
“Num primeiro momento, seu coração gela. Dá medo. Não importa os anos de experiência, você se sente um novato”, DINHO OUTRO PRETO, VOCALISTA
SKANK
No DVD do show gravado do Rock in Rio, as caixas de som não atrapalharam o Skank, diferentemente do que aconteceu ao vivo. Com um som mais límpido, os mineiros vão do ska futebolístico É Uma Partida De Futebol e o hit Garota Nacional, ambas dos anos 1990, até canções dos trabalhos mais recentes (Mil Acasos e Sutilmente), que bebem na fonte de um rock mais cheio de texturas e psicodélico. ::
“Um momento especial foi em ‘Acima do Sol’. Durante boa parte da música, tocou só o Samuel com o público, cantando em massa”, HAROLDO FERRETTI, BATERISTA
TITÃS
Os paulistanos Titãs e os portugueses Xutos & Pontapés ajudaram a escrever a história do punk nos seus respectivos países. E o encontro das bandas acabou por se tornar o melhor do Palco Sunset (que promovia reuniões musicais) nos sete dias de festival. Rock na veia, com mais de quatro guitarras juntas e duas baterias. A apresentação energética transpirou protesto e rebeldia. ::
“Foram momentos de descontração. Estávamos contentes por dividir o palco com uma banda com que temos tantas afinidades”, SÉRGIO BRITTO, TECLADISTA E VOCALISTA
FREJAT
Representante do fino do rock nacional dos anos 1980, Frejat fez de seu show um tributo a mestres da nossa música. Com seu vozeirão e ao lado do filho na guitarra, tocou Caetano Veloso, Tim Maia, Legião Urbana. Mostrou também repertório do seu Barão Vermelho e de Cazuza, além de canções da carreira solo. Ele gostou tanto do show que o transformou em seu primeiro DVD solo. Estreia com estilo. ::
“Ter o meu filho tocando comigo num evento desta dimensão e para uma plateia enorme, foi um belo batismo pra ele”, FREJAT, VOCALISTA E GUITARRISTA
JOTA QUEST
Em meio às comemorações do 15.º aniversário da banda, os mineiros do Jota Quest trouxeram um repertório açucarado e cheio de suingue. O baixo de PJ e os teclados de Márcio Buzelin ganharam mais destaque na captação de áudio do que ao vivo, dando pitadas de funk para as canções. Mais Uma Vez, Só Hoje e Do Seu Lado foram um convite para beijos apaixonados na plateia. ::
“Foi como sonhar acordado. Em vários momentos, parecia que estávamos flutuando. Parecia que o povo todo estava em cima do palco”, ROGÉRIO FLAUSINO, VOCALISTA
DETONAUTAS ROQUE CLUBE
A banda Detonautas Roque Clube começa com as pauladas Mercador das Almas e Combate, mais urradas do que cantadas, mas logo o peso é aliviado com Amanhã. Canções que caíram nas graças da molecada, como O Dia Que Não Terminou, Olhos Certos e Outro Lugar, foram destaque. Há ainda uma versão de Metamorfose Ambulante, uma roqueira homenagem a Raul Seixas. ::
“Em outras edições, fomos parte do público. Naquela noite, estávamos em cima do palco. A sensação foi de um sonho sendo realizado”, TICO SANTA CRUZ, VOCALISTA
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