Confirmados shows de Amy Winehouse
- 8 de novembro de 2010 |
- 20h38 |
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Categoria: Música
Estadão.com.br
Agora é oficial. Foi confirmada nesta segunda-feira, 8, a vinda de Amy Winehouse para shows no Brasil. A musa de Rehab vai se apresentar em quatro cidades brasileiras, em janeiro de 2011.
Em Florianópolis, o show de Amy acontece no dia 8, no Summer Soul Festival, na Pachá. No Rio de Janeiro, apresentação está marcada para o dia 11, na HSBC Arena. Em Recife, Amy se apresenta no dia 13, no Centro de Convenções de Pernambuco. A turnê da cantora inglesa no Brasil termina em São Paulo, no dia 15, com show na Arena Anhembi.
Em Florianópolis, Recife e São Paulo, as apresentações farão parte de festivais que contarão ainda com a participação da cantora e compositora norte-americana Janelle Monae e do cantor, compositor, DJ e multi-instrumentista Mayer Hawthorne, além de outros artistas nacionais; no Rio de Janeiro, a apresentação da cantora na HSBC Arena terá como convidada especial Janelle Monae.
Os ingressos, cujos valores ainda não foram divulgados, estarão à venda a partir de 22 de novembro pelo site Livepass e pelo call center 4003 1527 (custo de ligação local).
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08/11/2010 - 21:14 Enviado por: Tweets that mention Jornal da Tarde -- Topsy.com
[...] This post was mentioned on Twitter by jornal da tarde (JT), Variedades. Variedades said: : Confirmados shows de Amy Winehouse http://blogs.estadao.com.br/jt-variedades/confirmados-shows-de-amy-winehouse/ [...]
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15/01/2011 - 10:44 Enviado por: Carleial
“O FEMINISMO E A MORAL FEMININA”
Os primeiros movimentos de emancipação feminina datam do século XVIII. As primeiras mulheres que apresentaram movimentos de contestação utilizaram-se de romances e artigos jornalísticos para exprimirem e expandirem as suas idéias de independência, frente à dominação masculina. Foi nessa época que Mary W. Shelley escreveu o seu livro “Defesa dos Direitos da Mulher”, dando início às aspirações de liberdade e igualdade das mulheres. O grande problema é que confundiram liberdade com libertinagem e, igualdade, com imitação grosseira dos vícios masculinos.
Voltando ao passado, foi uma mulher, a rainha Vitória, da Inglaterra, que fez retroceder por muito tempo os sonhos femininos de emancipação. Curiosamente, uma das coisas que as feministas modernas não contavam foi com a desmoralização de seu movimento (mais separatista que liberatório) pelas próprias mulheres. Não, por uma só, como o fez a soberana inglesa; mas, por quase todas as mulheres atuais. Diferentemente da rainha Vitória, que usou a força bruta para abortar as aspirações de liberdade das mulheres de sua época; o sonho de emancipação da mulher moderna se tornou um fiasco por suas próprias mãos. Dizendo melhor, por seu próprio corpo. Paradoxalmente, ele vem sendo utilizado como via de libertação; tornou-se sua prisão.
Sem dúvida alguma, a mulher, pelo menos a maioria delas, tornou-se veículo da sua desvalorização, desmoralizando o princípio básico do feminismo, que é o da libertação do “jugo machista” e, do dito “domínio do homem sobre a mulher”. “Emancipada” e “libertada”, a mulher pode competir com o seu rival masculino na escolha e exercício profissional; no livre arbítrio, na sexualidade sem peias e sem tabus e em diversos outros comportamentos mais masculinizados. Mas, parece que elas obtiveram mais desvantagens que lucros, nessa campanha libertatória, de quase dois séculos de lutas reivindicatórias. O balanço das suas conquistas não é lá muito animador e compensatório.
As mulheres estão exercendo com graça e competência quase todas as profissões e atividades na sociedade. Comportam-se pública e privadamente da forma que lhes vem na “telha”. Vestem-se e se despem (esta, com maior freqüência) do modo que quer ou obedecendo ao modismo do momento; participam da política, promovem e lideram movimentos reivindicatórios, policiam as cidades, controlam o trânsito, dirigem qualquer espécie de veículo, preparam-se para a guerra nas Forças Armadas, chefiam empresas estatais e particulares, evidenciam-se nas artes, na literatura e na ciência.
Adquiriram o “direito” de falar palavrões, usarem palavras chulas e gírias degradantes, sem qualquer inibição (antes restrito aos homens degenerados e de baixo nível mental); ganharam a “liberdade” de fumar,embriagar-se e drogar-se se, pudor algum; de usar roupas masculinizadas,etc. Para afirmarem mais a igualdade com os seus antigos opressores, muitas apresentam uma postura bem liberal no andar, no trânsito quando dirigem com freadas bruscas e barulhentas, mostrando gestos obscenos e palavras de baixo calão para os outros motoristas; no agredir, no conversar e no sentar-se; tomam a dianteira do homem no comportamento sedutor, no convite ao ato sexual, criando o termo “fazer amor”, referindo-se ao coito; como se o amor se reduzisse apenas ao ato carnal.
Ganharam, também, o “sagrado direito” de ir e vir a qualquer ambiente e à qualquer hora, do dia ou da noite ; de relacionar-se sexualmente com qualquer parceiro ou parceira. Cada vez mais elas se exercitam em academias de ginástica, ganhando músculos, tal como os homens (identificando-se com o “agressor”); conseguiram ridicularizar, de forma acintosa, as suas companheiras menos compulsivamente erotizadas, celebrando como uma grande vitória e triunfo, a quebra precoce da virgindade, como se o hímen fosse uma criação dos homens, um entrave pejorativo que a genética deve modificar! São ridicularizadas as poucas mulheres que ainda não foram condicionadas pela permissividade dos exemplos e ensinamentos das novelas, filmes, revistas, jornais, internet, etc.
Conseguiram arranhar com profundidade a feminilidade, difundindo a idéia de que ser feminina é sinal de pieguice e fragilidade; ao ponto de rejeitar e abominar algumas atitudes de cavalheirismo (ser “cavalheiro”,hoje em dia,é só entre aspas mesmo) , gentileza e afeto de alguns poucos homens educados. Abrir a porta, afastar a cadeira ou ofertar-lhes rosas a muitas mulheres,hoje em dia, é sinal de “machismo” e tentativa de enfraquecer o sexo feminino, que , agora, é o sexo forte (até nos músculos!).
Entretanto, todas essas “conquistas” acarretaram muitos efeitos colaterais nocivos e negativos, pois um grande número delas foi obtido à custa da saúde feminina e de um nivelamento mental por baixo. Isto é, imitaram alguns dos piores e mais negativos comportamentos masculinos; aqueles típicos de homens mentalmente deteriorados e degenerados. O próprio termo “machismo”, criado pelas feministas para rotularem os indivíduos dominadores e alvo do seu ataque (delas) inicial, nada mais é que um sintoma de desequilíbrio, pois uma pessoa que busca dominar outra, demonstra insegurança e imaturidade.
O relacionamento entre um homem e uma mulher normais, deve ser baseado na cooperação, compreensão e entendimento mútuo; e, não em dominação. Por isso, as feministas iniciaram a sua “guerra” de libertação tendo como alvo e símbolo uma patologia mental masculina. Não se elimina um distúrbio neurótico com outro distúrbio semelhante. Seria o mesmo que neurotizar, previamente, um psicólogo para que ele curasse um paciente neurótico. Do mesmo modo as mulheres correm o risco de se tornarem machistas, ao lutarem contra o “machismo”.
Quando assimilaram e usaram determinados comportamentos, pouco recomendáveis, dos homens; as mulheres não obtiveram muita admiração dos homens verdadeiros. Muito pelo contrário, elas chamaram atenção daqueles que as feministas mais combateram: os “machistas”! Isto é, dos indivíduos do “baixo escalão” da evolução cerebral; dos falsos “moykanos”, de cabelos eriçados e cabeças ocas que as atacam com quintas intenções e tocam fogo em humildes índios e pobres miseráveis que dormem nas ruas. Fizeram elas, como fez aquela pessoa que deu muitos tiros no escuro e acertou no dedão do pé.
Por uma grave falha logística, as mulheres iniciaram a sua luta de emancipação, como já falamos acima, imitando o que é de pior do comportamento do sexo masculino. Deveriam, isto sim, ter procurado se igualar ou superar os homens nas atividades superiores do cérebro e da mente que dignificam os Seres Humanos ( a inteligência, o bom senso e a razão)e que nos separam e nos distinguem dos demais animais, principalmente das cobras,lagartos,mulas e suínos. A atividade sexual, onde mais desastradamente se embrenharam é natural e peculiar a todos os demais seres vivos, que, por sinal, sabem desempenhá-la muito bem, há bilhões de anos, sem qualquer seqüela negativa; pelo menos, nunca se ouviu falar de algum irracional com problemas de ejaculação precoce, gravidez indesejada, aborto, assassinatos de seus fetos ou embriões, frigidez, impotência, depressão sexual, toxicomania e outros tão comuns entre os humanos erotizados precocemente.
Os resultados da competição mulheres x homens, é a imitação grosseira de muitos comportamentos deteriorados do sexo masculino. Vemos, com freqüência mulheres, principalmente as mais novas em idade, sofrendo de doenças até então típicas dos homens, como infarto, cirrose, complicações pulmonares, estafa, estresse, cânceres e outras, em decorrência do fumo, das bebidas e das noitadas insones. Os distúrbios mentais neuróticos e psicóticos incidem mais nas mulheres atuais. A depressão por rejeição (paradoxalmente pela rejeição dos antes taxados de “machões”) passou a liderar o rol de conflitos psíquicos que levam mais mulheres que homens, ao tratamento psicoterápico. Um dos mais graves dilemas femininos é ter se tornado a mulher, um objeto sexual. E, isto, é o que mais temiam as feministas. Tanto expuseram seus corpos para todos os homens do mundo, que a maioria deles passou a avaliar a mulher por seus traseiros e dianteiros.
Infelizmente, para essa maioria de indivíduos, principalmente para os “moykanos”(“moykanos” são esses indivíduos imaturos de cabelos arrepiados e cabeças ocas, que costumam tocar fogo em índios desacompanhados e em pobres mendigos que dormem nas ruas, que espancam e matam com pauladas,chutes, tiros e pedradas os inocentes transeuntes que encontram pelas ruas,etc.); repetindo, infelizmente para a maioria dos homens, a mulher vale por seus seios e nádegas. Quando estes falam do sexo feminino, levam em consideração as suas protuberâncias e reentrâncias; ou seja, julgam a mulher pelo formato do seu corpo.
Quando a mulher liberou a visão e a imagem do seu corpo para o público em geral, ela pensava com isso atrair a maior atenção do homem, tentando não só o acasalamento natural e biológico (como qualquer animal), como também obter vantagens financeiras, como por exemplo, atrair parceiros ricos que lhe proporcionassem estabilidade econômica, segurança e conforto, competindo, com o seu corpo, com as demais mulheres. Isto, de fato aconteceu, pois muitas delas que se sobressaem por suas belezas físicas, se acasalam com homens ricos, famosos e poderosos. Entretanto, este tipo de união baseado em interesse estético (por parte deles) e material (por parte delas), não garante a estabilidade conjugal, resultando,não raro, em fracasso matrimonial e separações, embora,financeiramente, elas obtém algum lucro com a separação dos bens do casal litigante. Parece que a beleza corpórea atrai, mas não significa estabilidade amorosa.
Com a liberação do corpo feminino à volúpia voraz de bilhões de homens do mundo inteiro ( a maioria deles mentalmente desequilibrada) , ocorreu uma exagerada e doentia competição por cada centímetro quadrado da pele da mulher que pudesse ser desnudado por elas mesmas e pelos comerciantes do sexo e da pornografia variada, notadamente pela televisão,revistas,filmes e pela Internet. O mais arriscado nesse exibicionismo público do corpo feminino, é que bilhões dos seus expectadores são vorazes e perigosos degenerados e maníacos sexuais, aptos para atacarem as “chapeuzinhos-vermelhos” que cruzarem os seus caminhos nos “bosques” escuros de qualquer cidade do mundo.
Quando grande parte das mulheres tirou a roupa para o mundo, atraindo em demasia e perigosamente os olhares e intenções ( não muito castas e sadias) de todos os homens, desde marginais mais ferozes e canibais empertigados, até aos mais castos e decorosos cidadãos britânicos. Houve um despertar impulsivo e erótico em uma gama de desajustados com graves riscos em potencial para elas mesmas: as alegres e inconseqüentes exibicionistas estéticas. Quando os homens viram tantas mulheres bonitas (por fora) e fisicamente atraentes, a lhes mostrarem as suas saliências, com o triângulo e seus ângulos agudos, retos e obtusos; nas ruas e nas poses eróticas e lascivas em revistas, cinema, teatro, televisão, internet, jornais, etc., eles ficaram impulsivamente erotizados e potencialmente perigosos.
Qualquer mulher bonita, famosa ou não; rica ou pobre e de qualquer cor, está a disposição, real ou virtual, de qualquer criança,adolescente,maduro,idoso e outros; em qualquer banca de revistas, na televisão, nos vídeos,no cinema, no teatro, na internet e outros meios de comunicação. As poses dessas mulheres ali expostas são as mais variadas e abjetas possíveis. Mulheres com mulheres; mulher com um, dois ou mais homens; mulheres copulando com diversos tipos de animais, como cachorros, bodes, cavalos, touros e até com porcos, são vistas com abundância, gratuitamente, em muitos vídeos na Internet, à disposição de qualquer terráqueo avisado ou desavisado.
Vendo essas tão grotescas imagens da depravação feminina, logicamente muitos indivíduos irão considerar a mulher como meros objetos descartáveis de prazer. E o que dizer dos indivíduos doentes, maníacos, marginais e tarados de toda espécie e ordem, que se condicionam com tais imagens de erotismo vulgar e sexo degenerado, protagonizadas por mulheres do mundo inteiro que freqüentemente se exibem? Na Internet, nos sites de procura, milhões de mulheres de toda nacionalidade, cor, idade, tamanho, beleza, deformadas, obesas, anoréxicas, esqueléticas, etc., estão à disposição a todo segundo para qualquer vivente, em poses e em posições de degeneração sexual, relacionando-se com objetos, com homens, com outras mulheres e com dezenas de espécies de animais quadrúpedes. O que devem pensar e “maquinar” a nossa festiva garotada que os pais deixam “ficar” à vontade, ao seu “bel-prazer” e ao “deus-dará”? O que pensarão os bilhões de imaturos e moykanos condicionados, hipnotizados, drogados e entesados, após verem tais animalidades femininas! Com toda a certeza, serão impulsionados a imitarem, por seus Inconscientes desestruturados, condicionados e transtornados pela visão dos milhares de imagens doentias do sexo degenerado. Provavelmente irão querer por em prática tais animalidades com a primeira mulher que encontrarem pela frente.
Rezemos para que eles não encontrem pela frente, as nossas esposas, filhas, netas e amigas!!! Sabemos que a atividade sexual é inicialmente estimulada pelo desejo que é criado através dos cinco sentidos, principalmente pelo que enxergamos. Em seguida, em fração de segundo, entram em cena os mecanismos internos do Inconsciente Cerebral que vão reger todo o comportamento que o indivíduo vai praticar. Esses impulsos Inconscientes vêm de uma importante estrutura que é o Hipotálamo (assunto já sobejamente tratado por nós, há décadas, em trabalhos publicados). Essa diminuta área cerebral, peculiar aos mamíferos, é composta de vários núcleos de neurônios responsáveis pelas atividades fisiológicas e emocionais de fundamental importância para a vida vegetativa e de relação (social).
Há núcleos hipotalâmicos que controlam o sexo, a agressividade, a fome, a sede, a temperatura, o ritmo cardíaco e outros. Esses núcleos, assim como as demais estruturas cerebrais, são ativados por impulsos eletroquímicos gerados, principalmente, por estímulos do mundo exterior, a fim de dotar o indivíduo de comportamentos adequados à sua vida e as dos demais seres vivos. Como esses núcleos hipotalâmicos estão condensados num espaço muito restrito e compacto, é de se esperar que a ativação (eletroquímica) de um deles provoque uma ressonância elétrica nos núcleos vizinhos. Assim, quando um núcleo que comando um determinado comportamento quando está ativado; pode influenciar o núcleo vizinho que comanda outro comportamento que pode ser antagônico ao primeiro ativado ( esta é uma hipótese que há décadas vimos expondo). E, isto, é o que nos mostram diariamente os meios de comunicação e vemos na prática clínica, quando estão associados o sexo e o erotismo à agressividade.
Amor e ódio caminham juntos desde os primórdios da humanidade, bem como, diversos outros comportamentos ambivalentes e contrários. Nos ambientes de liberalidade sexual (ou de libertinagem), é comum a proliferação da agressividade, da marginalidade, da criminalidade, das drogas, da malandragem, das doenças sexualmente transmissíveis, etc. Não é raro que marginais sejam impelidos para o sexo no momento agressivo de um assalto. Este fenômeno de ativação indireta de um núcleo hipotalâmico por outro que lhe é vizinho; é muito bem percebido por ocasião do ato sexual .
No momento do orgasmo a temperatura se eleva, o ritmo cardíaco se acelera, a fome e a sede se acentuam e, algumas vezes, surge a agressividade, como no sadomasoquismo e crimes sexuais, quando os amantes (somente os mentalmente desequilibrados) inflingem sofrimento mútuo para obterem prazer; o que prova o desequilíbrio mental. No mundo atual, em que os sentidos, principalmente o da visão, são bombardeados ininterruptamente por apelos eróticos e sensuais de baixo nível, nos quais a imagem feminina é deturpada e subserviente; não devemos nos surpreender com a escalada de violência, de erotismo precoce em nossas crianças; daí a fixação sexo-neurótico da maioria dos adolescentes, notadamente entre os ignorantes e de baixo nível sócio-cultural.
Basta que se observe o que eles andam praticando, nos noticiários da Mídia. Ficam explicadas, também, as diversas formas de desvios sexuais, de estupros, de depressão e ansiedade sexual e, principalmente, a desvalorização da mulher, que deveria ser vista, admirada e preiteada como a mais bela, mais útil e a mais perfeita criação de Deus. A propósito deste Trabalho, vale repetir aqui um importante estudo americano realizado com a finalidade de verificar as reações fisiológicas humanas, frente aos estímulos visuais; isto é, constatar, cientificamente, o que acontece no cérebro e na nossa mente, quando observamos algo ou pessoas.
James O. Wenttaker, pesquisador e psicólogo-clínico da Pensylvânia State University, cita as experiências de Hess e Polt, em 1960, quando desenvolveram uma técnica para registrar as variações no tamanho da pupila de uma pessoa para medir, quantitativamente, o valor do interesse ou prazer, inerente aos estímulos visuais. Mostraram a determinados sujeitos uma série de fotografias onde se viam um bebê, um homem nu, uma mãe com um bebê, uma mulher nua e uma paisagem. Quando o sujeito da experiência olhava cada fotografia, media-se o tamanho de sua pupila. Os resultados foram os seguintes:
-as pupilas de uma mulher que olhou as fotografias, se dilataram mais com a imagem do bebê;
-as pupilas de um homem que olhou as fotos, cresceram 20% a mais que o seu normal, quando olhou a imagem da mulher nua! A visão das outras imagens, vistas pelo homem, não alteraram o tamanho da sua pupila.Qual o motivo que a retina a se dilatar? É o comando do cérebro inconsciente para atender aos desejos da mente consciente, no sentido de ver melhor a imagem focalizada pelos olhos. Assim, o interesse da mente consciente (ou até mesmo da mente inconsciente) é o de gravar bem a imagem vista para o indivíduo partir para a ação que as suas duas mentes desejam. Essa experiência comprova o interesse ou desinteresse da mente pelo objeto ou pessoa visualizada. A pupila se dilata ou se contrai, obedecendo a comandos das estruturas cerebrais inferiores (portanto, estruturas animalescas) para enxergar e gravar melhor o que está diante dos nossos olhos. Se elas se dilatam é porque há interesse da mente consciente e/ou inconsciente para melhor apreciar a figura que está exposta à visão.
Agora, imaginemos bilhões de pupilas de toda espécie de homens, se dilatando para ver a nudez escancarada de bilhões de mulheres. Para se comprovar as palavras “escancaradas” e “bilhões”, basta se escrever na “janela” de busca do Google (ou qualquer uma das centenas de outros sites), o seguinte: “mulheres se exibindo na cam”; ou “mulheres peladas”; ou “idosas se exibindo”; ou, “mulheres lindas transando com animais”; ou “adolescentes exibicionistas”; ou “velhas peladas”… etc…etc. Não tem limites para o tipo de prostituição e degeneração física e mental, à disposição de qualquer degenerado e delinqüente de quaisquer nacionalidade,cor,tamanho,idade, etc.
Qualquer criança vê esse lixo humano no computador e os seus pais não sabem; não querem saber e tem raiva de quem sabe. Em outras palavras, poucos estão ligando ou se preocupando com alguma coisa; é a total anarquia política e sexo-cultural. Voltando às pupilas dilatadas dos homens! Pensemos no imenso número de degenerados, entesados e condicionados por tantas imagens dessas mulheres exibicionistas! Eles, soltos nas ruas, com suas pupilas dilatadas para verem melhor cada centímetro quadrado das peles das nossas familiares, conhecidas e amigas; muitas destas desfilando, também, seminuas nas ruas, a qualquer hora do dia e da noite! Oremos, e muito, para que elas não encontrem algum desses indivíduos de pupilas muito aumentadas!!!
A opinião, da maior parte dos homens e de algumas mulheres é de reconhecer a desmoralização da postura da maior parte delas. Alguns a vêem sob prismas diferentes; uns achando muito bom elas se desnudarem para tudo e todos; porque se desvalorizam e fica mais fácil de serem usadas e tratadas como objetos baratos e fáceis. Outros criticam o exibicionismo pornô-erótico feminino sob o aspecto religioso, vendo-as como incentivadoras do mal e do pecado e, alguns outros, vendo com chacota e ridículo a nudez ostensiva delas. A verdade é que a maioria deles não está mais propensa a formar vínculos matrimoniais duradouros; pois têm a sua disposição, permanente, barato e fácil o uso e abuso do corpo da mulher, proporcionando-lhes mais oportunidades de prazeres variados, múltiplos, doentios, animalescos, etc., para o desagrado, cada vez maior dAquele que , outrora, destruiu Sodoma e Gomorra. O mais grave se reflete nas crianças que sentem esse exibicionismo patológico feminino. Elas ficam condicionadas, de forma desviada desde cedo, em vista dos inúmeros e variados modelos anormais dessa sensualidade compulsiva que lhes são impostos pelos meios de comunicação, principalmente pela televisão e pela Internet, símbolos maiores da permissividade comportamental. Em qualquer horário as crianças, os degenerados e os imaturos de qualquer idade, assistem a apologia e o incentivo às aberrações comportamentais e o lixo dos humanos. Criança viciada em televisão, como é costume generalizado no mundo, apresentarão sintomas de desvios sexuais, de caráter e de outros comportamentos patológicos, em etapas posteriores de seu desenvolvimento.
Qual a novela, filme, comercial e muitos outros programas televisivos que não apresente e ensine o erotismo vulgar, sexo compulsivo, agressividade, egoísmo, vaidade, violência, perversões, furto, roubo, crimes violentos, cenas de horror e macabras? Poucos são os apresentadores desses programas que não utilizem o corpo feminino, o sensacionalismo, o grotesco e o horror para atrair público e alcançar “ibope”? Mesmo que seja programa, dito infantil! Eles despem, e elas se deixam despir até em programas rotulados de “sertanejos”! A fim de ganharem audiência e dinheiro, a TV, o cinema, o teatro, revistas, internet e outros comerciantes, promovem a rivalidade e a competição, através do exibicionismo carnal entre as mulheres, numa escalada geométrica e ridicularizantes, com conseqüências nocivas e negativas para o sexo feminino.
O estranho é que toda essa exploração doentia do corpo da mulher é com o seu alegre e disputado desejo. Qual a meninota que não aspira a ser “modelo”? Mesmo que tal objetivo lhe custe (literalmente) os olhos-da-cara (e outros mais!) . Os diversos tipos de concursos de corpos têm os nomes mais variados e exóticos, típicos do vazio interior e nulidade psíquica. Vejamos alguns: “miss” da Cidade, da Capital, do Interior, do Estado, do País, do Mundo, do Universo, do Continente, etc. “Miss” Carnaval, Simpatia, Verão, Inverno, Primavera, Outono, Turismo, Ternurinha, Praia, Mulata, do ano, da Semana, do Mês, etc. “Gata”, “Pantera” e demais bichos. “Garota” Moranguinho, Melancia, Uva e outras frutas, além de outros muitos títulos criados por espertalhões e comerciantes para explorarem carnal e comercialmente milhões de incautas no mundo inteiro. Em todos esses desfiles e eventos há uma enorme incitação e pressões para que elas mostrem os seus traseiros e dianteiros mais exuberantes e explícitos para uma platéia não muito seleta de bilhões de carnívoros famintos e vorazes qual o lobão daquela famosa historinha que, além da vovozinha, quer devorar também o “chapeuzinho”.
O interessante é certos termos inventados por esses lobos espertalhões para incentivarem o mostruário (sem pudor) das exibicionistas. A palavra “bumbum” foi criada por esses lobões para amenizarem o peso da palavra “bunda”, que é palavra ex-feia, enquanto que “bumbum” é lindo, carinhoso e elogiável para muitas mulheres. Assim, graciosa e carinhosamente arranjaram uma forma de elas mostrarem com humor e sem pudor os seus traseiros para eles e para o mundo. Veja na TV e na Internet; são bilhões de traseiros femininos de toda forma, tamanho, cor, idade e posições esdrúxulas, brigando para aparecerem com muita graça e lucro para os “machões”, moykanos e a qualquer terráqueo de plantão.
Em alguns concursos públicos de beleza externa, as participantes são encorajadas (e pressionadas) a se desnudarem para a dissecação viso-sexo-fetichista dos homens e de estilo mais comestível, ao gosto da tara vampiresca de muitos. Sob o patrocínio e estímulos carnais e comerciais de empresários da televisão, revistas, filmes e outros mil, elas vão mostrando a deus (deus pagão) e ao mundo as suas formas físicas e fisiológicas; explícitas e implícitas, seus jeitos e trejeitos lascivos, em detrimento dos valores mentais e espirituais que deveriam ser os mais exibidos por serem estes os que fazem a distinção entre os bichos e nós; entre as cavalgaduras e os Humanos. Já imaginaram o que significa a transcendência da vida em troca da efêmera experiência do prazer epidérmico do aqui-e-agora? É claro que pouquíssimo querem pensar nisso e muito menos entender o que isto significa. Não estamos negando o valor e utilidade do sexo na vida de cada um. Sabemos que a atividade sexual é importante, não só para a reprodução e perpetuação da Espécie, como para o alívio de tensões e descargas psicossomáticas. Todavia, esse valor terapêutico do sexo somente é positivo, salutar e autêntico quando nele se inclui o Amor autêntico e recíproco e o respeito entre duas pessoas normais e maduras.
A exposição erótica do corpo, fora do contexto afetivo entre duas pessoas que se amam, não passa de demonstração de imaturidade e desequilíbrio mental, de obsessão, compulsão e insegurança. Algumas festividades públicas e nos desfiles e bailes carnavalescos, temos muitas oportunidades para analisarmos e avaliarmos a decadência feminina que aqui focalizamos. O Carnaval é época de “catar-se” coletiva de milhões de pessoas que demonstram, publicamente, os seus conflitos, anseios e distúrbios. Tais efeitos são causados pelo uso crescente dos diversos tipos de drogas, principalmente do álcool. O que se vê com o patrocínio da televisão e dos comerciantes de bebidas, etc., é um crescente desfilar de corpos desnudos, em particular os da mulher.
Certos bailes carnavalescos se transformaram em bacanais comparáveis às orgias romanas onde as imagens do exibicionismo físico são mostradas para o mundo todo, inclusive em modo de fitas de vídeo que são divulgadas comercialmente para todos. As imagens mostradas e gravadas demonstram a deterioração mental e moral de muitos que se contorcem em poses pornô-radiográficas, comprazendo-se em mostrar cada minúcia de seus corpos nus, em êxtases psicopatológicos. Durante os dias de carnaval, tivemos a oportunidade de ver, juntamente com milhões de outros expectadores de todos os tipos mentais e sociais, cenas de mulheres sendo apalpadas por diversos indivíduos ao mesmo tempo e com pleno desejo e consentimento delas. Repórteres a serviço do lucro sexual fácil, aproveitando-se da imaturidade e decadência reinantes, persuadiam àquelas que vacilavam em mostrar, frente às câmeras, os seus órgãos genitais. As Emissoras de TV, competindo entre si, punham repórteres femininas para influenciar e convencer as mulheres a tirarem as suas roupas e à nudez total. Notava-se que elas se exibiam mais sofregamente e de forma lasciva e gratuita, quando notavam que estavam sendo focalizadas por alguma câmera de TV que as retratava para o mundo e para serem vendidas em filmes, mostrando seus rostos e corpos nus, gravados e estampados para sempre na memória e imaginação de bilhões de indivíduos de todo tipo e qualificação mental. A expressão exibicionista do erotismo grotesco e do sexo desvirtuado que se vê nesses eventos e demais visto nos meios de comunicação, é apenas a extensão do comportamento de muitas mulheres de nossos dias, principalmente as de menor idade que, sob os mais variados pretextos mostram compulsivamente os seus corpos nus ou seminus nas praias, ruas, festas, casamentos, templos ou em qualquer local que se apresentam; como se isso fosse a finalidade maior de suas vidas.
A moda que escraviza e coisifica a mulher, chegará às últimas conseqüências na escalada da sua nudez, faturando sobre o seu comportamento inconsciente. Esse grande número de mulheres que de forma tão convincente abala o respeito feminino são as filhas desses pais “moderninhos” que a tudo permitem. São eles que despem as suas filhas desde a sua infância, projetando nelas as suas fantasias de exibicionismo erótico-maníaco. Acredito que a origem desse comportamento doentio de exibicionismo, encontra-se desde cedo, a partir do nascimento do bebê. Uma das primeiras preocupações dos pais quando nasce um filho é com a cor dos olhos, cabelos, pele rosto, tamanho, etc. toda família, conhecidos e amigos falam do recém-nascido tomando como base a sua beleza física.
Ao crescer, acentuam-se mais as preocupações e cuidados estéticos do que o conteúdo mental, espiritual e psicológico. A não ser que a criança apresente sintomas claros de debilidade mental, o interesse maior continua sendo com a beleza externa do filho. Se for menina e tiver beleza física, esta qualidade genética será apreciada e elogiada por todos. Caso não seja “bonitinha”, como convém ao consumismo erótico-maníaco masculino, sofrerá rejeição proporcional à sua “feiúra” exterior. Até as suas futuras coleguinhas de escola a rejeitarão por isso. Caso seja possuidora da “dádiva” da estética superficial e se não tiver pais cuidadosos, cristãos, conscientes e maduros; com certeza ela irá explorar esses atributos externos, exibindo para todos, com muito orgulho e vaidade o seu corpo; e o culto à sua epiderme será cultuado por todos, principalmente pelos homens mais gulosos, notadamente aqueles já estudados acima que não se cansarão de elogiar a sua beleza, alimentando a vaidade do seu frágil “Ego” (o Consciente). A partir daí, os interesses comerciais e eróticos do “mundo” se encarregarão de “promovê-la”.
Nós que atendemos, diariamente, na clínica muitas dessas pessoas, ouvimos com grande pesar as suas queixas, depressão e, principalmente, o vazio existencial que se acentua com as primeiras rugas ou até mais cedo, quando uma doença, acidente ou traumatismos emocionais abatem a beleza física que tanto atraiam os “homens”; agora, a rejeitam. As feministas que há muito morreram ou se esconderam, ganharam a batalha contra o “machismo” do passado; mas foram derrotadas pelos “moykanos” e “moykanas” do presente!
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Belo Horizonte, 27 de fevereiro de 1988,
São Paulo, 11 de dezembro de 2010.Carleial. Bernardino Mendonça.
Psicólogo-Clínico pela Universidade Católica de Minas Gerais;
Estudante de Direito da Faculdade de Direito Estácio de Sá,Belo Horizonte-MG
Escritor e Pesquisador nas áreas da Psicobiologia e do Direito. -
15/01/2011 - 11:06 Enviado por: Carleial
“A OBESIDADE NACIONAL”
Recentemente, o Ministério da Saúde divulgou dados, através da Mídia, a respeito da saúde dos brasileiros, destacando a crescente obesidade nacional. De fato, esse distúrbio psicossomático é um perigoso fator de risco que atinge grande parte da população do nosso país. O excesso de peso das pessoas ocasiona inúmeros problemas de ordem individual, social e econômica, pela extensão do seu alcance social. Em recente entrevista em São Paulo, com a fisioterapeuta Alessandra T., ouvimos daquela competente estudiosa, a mesma opinião e preocupação a respeito dos riscos a que estão expostas as pessoas com excesso de peso.
Apesar do alerta da Dra. Alessandra e de outros profissionais da saúde, temos observado que esse grave distúrbio não tem sido tratado de forma mais abrangente, como merece. Os aspectos psicológicos, sociais e econômicos que envolvem e decorrem da obesidade, são tão ou mais graves que as suas conseqüências individuais. Nos países mais pobres a obesidade se tornou um flagelo social, em virtude da grande ingestão de alimentos artificiais, massas, frituras, refrigerantes e os demais industrializados; pouco ou nada nutritivos.
A falta de conhecimento da população e a propaganda maciça e condicionadora que as empresas alimentícias fazem, através da Mídia; são os principais responsáveis pela obesidade crescente que se vê nas ruas, principalmente nas camadas mais pobres e desinformada, mais acentuada entre as mulheres. Nesta oportunidade, vale a pena reescrever um aprofundado Trabalho publicado e divulgado em diversos sites, a respeito de tão importante assunto.
Os profissionais da saúde mental atendem, com certa freqüência, pessoas com problema de obesidade, decorrente de conflitos mentais. Nota-se que um grande número desses pacientes é do sexo feminino e, quase sempre, apresenta distúrbios somáticos, como efeitos decorrentes da psique abalada; são as disfunções psicossomáticas, inevitáveis nesses estados mentais.
Não é novidade para os estudiosos da Psicobiologia que os desequilíbrios mentais acarretam disfunções orgânicas e vice-versa. Se os negócios vão mal; o estômago poderá sofrer as conseqüências, com acidez, gastrite e erupção de úlcera gástrica. Em contrapartida, a preocupação repetida com o estômago, ocasionará um sofrimento na mente, um transtorno mental; um conflito que poderá levar alguém a engordar, provocar-lhe uma baixa estima, ao notar a deformação em seu corpo. Quando essa pessoa investiu muito em seu exterior, em sua beleza externa; obviamente, sofrerá mais abalo em sua personalidade que outra, cuja atenção se voltou para o seu interior e para o seu aprimoramento espiritual, cultural ou mental.
Talvez seja esta a principal razão que leva à depressão, mais mulheres que homens; mormente agora, em que todas as sociedades do mundo valorizam e idolatram a beleza física, o invólucro, o exterior, a casca e a aparência, em detrimento do conteúdo, da alma, do espírito, do humanismo, da beleza e da riqueza interiores; tinha que dar, e deu, nisso mesmo: a decadência moral, mental, cultural e o sofrimento e desestruturação psicofísica da maioria das pessoas do nosso tempo. É só observar, conversar e analisar o comportamento da maioria dos nossos amigos, colegas, companheiros, parentes e outros que estão ao nosso redor: estão eles irradiando paz e resplandecendo amor e felicidade; ou revoltados,reclamando,lamuriando com os semblantes sérios e agressivos?
Analisemos um indivíduo que ao se sentir frustrado porque foi rejeitado por outro; ou, que não esteja tendo sucesso na sua vida profissional! Além de se tornar mal-humorado e agressivo; poderá ele recorrer ao excesso de comida, como forma inconsciente de fugir da causa ansiógena. Da mesma forma uma inadaptação conjugal pode levar o casal (e, os filhos) à obesidade, como subterfúgio de seus conflitos. Um estômago sempre cheio dá a sensação falsa de realização e plenitude. Outra pessoa poderá se voltar para o comer obsessivo, caso a sua vida não venha correspondendo aos anseios e expectativas que esperava; ou, à realização de suas fantasias infanto-juvenis.
Uma jovem esposa poderá se decepcionar com o marido e julgar-se traída, por verificar que ele não corresponde ao “príncipe encantado” idealizado e condicionado pelos falsos ídolos das novelas, filmes e romances de escritores complacentes. E vice-versa, o imaturo esposo de uma jovem esposa “noveleira” e “novelesca”, poderá descobrir que ela não se comporta com aquela “princesa” que um dia foi despertada pelo romântico beijo de outro “príncipe”, do reino encantado, que o modernismo desencantou, há muitas décadas! Uma mãe, cheia de decepções, poderá projetar a sua ansiedade, empanturrando-se e empanturrando os seus filhos de comida, engordando e levando-os à obesidade. A adolescente desiludida por não ter a beleza externa que os seus amigos, colegas, parentes e o mundo exigem dela; poderá ser compelida, por seu Inconsciente, a comer em demasia, como uma forma de “saciar” a sua frustração por não atender àqueles (também) imaturos que desejariam usar e abusar do seu corpo, se fosse ele “bonitinho”, conforme as exigências do “mercado da carne”. A mocinha imatura tenderá a se punir na “bulimia” que a tornará obesa ou, na “anorexia”, que a tornará esquelética; com todas as conseqüências psicossomáticas que isto promove. Seus amiguinhos e coleguinhas, condicionados pelos incontáveis apelos erotomaníacos do nosso tempo cibernético; preferem “ficar” mesmo é com aqueles de beleza física externa, mesmo que sejam tão vazios e ocos como o bambu seco.
Além desse tipo que recorre à bulimia; temos outras formas de ansiedade que concorrem para a obesidade, como aquela devido a carência alimentar sofrida no passado por dificuldades econômicas passageiras ou pobreza material crônica. Neste caso, quando a pessoa,hoje, se encontra financeiramente em melhor situação, passará a comer em demasia, como forma de compensar a carência alimentar que passou. Tem-se uma idéia desses casos,quando a pessoa exagera, repetida vezes, nas quantidades de alimento que compra e estoca, bem como, nas grandes proporções de comida que põe em seu prato, nos dos familiares e nos das visitas, embora se verifique que, ao final das refeições, poucos conseguiram comer todo o alimento depositado em seus pratos. Na casa dessas pessoas que estão a “compensar” hoje, a carência alimentar de ontem, há sempre um excesso de comida na geladeira, na mesa, nos pratos e… na lixeira.
É claro que essa fuga para compensação gástrica, assim como qualquer das outras formas de escape da realidade, caracteriza a personalidade imatura, em cujo cérebro predominam os impulsos irracionais da mente Inconsciente; gerados pelos núcleos neuronais subcorticais, remanescentes dos animais inferiores que herdamos, durante a evolução do nosso cérebro.Na obesidade de origem neurótica, há uma forte e incontrolável compulsão para a ingestão anormal de alimentos (hiperfagia). O Inconsciente “ordena” que o Consciente da pessoa procure a comida, a fim de dissipar a energia ansiógena contida em suas células (neurônios). A obesidade, assim como quase todos os distúrbios psíquicos e somáticos, implica no desequilíbrio entre os três fatores que intervém na vida de qualquer criatura; dos mamíferos inferiores ao homem. Esses fatores são: mente-corpo-ambiente. Qualquer deles, ou todos juntos, pode detonar a “síndrome obésica”, assim como outra qualquer disfunção psicossomática. O obeso de origem neurótica ao receber do seu meio ambiente os estímulos que o levam ao “consolo” na comida; acabará tendo o seu sistema endócrino desregulado.
Nenhum sistema orgânico suporta, por muito tempo, às pressões contínuas e negativas da mente, mormente quando se encontra “carregada negativamente”; como na maioria das doenças mentais. É bom lembrar que a glândula hipófise (chamada de “rainha” das glândulas) regula a produção de hormônios das outras glândulas de secreção interna; estando ela situada no interior do cérebro e submetida ao controle direto do Hipotálamo, com quem se liga anatomicamente.
É aí, onde reside quase todo o “mal” e todo o “bem” do corpo e da mente da pessoa e da Sociedade. Da Sociedade? Sim; de todos nós! Um só hipotálamo de uma pessoa pode causar danos terríveis e irreparáveis a muito de nós.Pense em um neurótico dirigindo em alta velocidade e com dezenas de alto-falantes explodindo os seus ouvidos com aquela barulheira infernal daquele “som” de “bate-estacas”! Imagine aquele aluno que tira a sua atenção, com conversas altas e tolas, durante as aulas, palestras e conferências que tanto você queria aprender! Imagine você entrar em um banheiro público ou de uma Escola (mesmo de nível superior) e ver torneiras deixadas abertas, escoando a preciosa água e sentir o odor de dejetos de alunos neuróticos que ali estiveram antes! Imagine um psicopata pichando e depredando os bens públicos que você pagou! Note o estado dos Hipotálamos que comandam as mentes de milhares de moykanos ao saírem de um jogo de futebol, após a derrota de seus times!
Continuando, vimos que o hipotálamo, que é um conjunto de minúsculos núcleos de neurônios que compõe o Sistema Límbico; o regulador principal das emoções. Como somos Seres emocionais, ele regula tudo: a vida privada e pública de todos nós. Em outras palavras; a Sociedade é muito dependente dos hipotálamos de cada um dos seus membros! O Hipotálamo, como já falamos, é o importante ponto de intercessão da mente e o corpo e vice-versa. Ainda mais que, a estrutura hipotalâmica rege também os impulsos inerentes à fome, à sede, ao sexo e à agressividade; regulando, ainda, os diversos processos vegetativos como a temperatura, hormônios, o ritmo cardíaco, etc. É ele que ajuda a transformar o pensamento em ações físicas, químicas e comportamentais.
Quando uma pessoa vê um alimento delicioso, os sinais codificados da imagem da comida chegam ao cérebro e estimulam uma parte ( um de seus núcleos) do hipotálamo onde se origina o desejo de comer. O desejo viaja até o córtex cerebral para ser analisado pelo consciente (razão) para verificar se, de fato, há necessidade daquele alimento que foi visto pela pessoa. O Córtex é a estrutura cerebral mais evoluída, sendo o detentor da razão e do bom-senso. Caso aquela pessoa tenha a real necessidade de se alimentar, o Córtex ordenará que ela coma, quando, então toda estrutura emocional e muscular será impulsionada pelo Inconsciente, a fim de se adquirir o alimento e “devorá-lo”; seja lá de que forma for. Se o indivíduo for Conscientizado, “comerá com o suor do seu rosto” (como ordenam as Sagradas Escrituras), pagando pelo alimento e se alimentando com parcimônia e civilidade.
Se a pessoa tiver suas estruturas mentais desequilibradas (nas neuroses e psicoses), ela, ao ver um alimento atraente, mesmo que esteja saciada, procurará devorá-lo, de qualquer forma, jeito ou modo. Veja como “devoram” os alimentos os internos psiquiátricos; as pessoas que estão esfomeadas há dias; os náufragos ou sobreviventes isolados e as criancinhas!
Todos eles estão com a mente em conflito, mesmo que sejam pessoas normais como as criancinhas, os carentes, momentaneamente, de alimentos, etc. Já os obesos por neurose, estão carentes não por falta de alimentos; mas, sim, por frustração, necessidade afetiva, sentimento de rejeição, etc. Repetindo, caso a pessoa tenha a real necessidade de se alimentar, o córtex cerebral ordenará a procura do alimento. Porém, se o córtex estiver fragilizado por doenças mentais ou orgânicas, ele perdeu a capacidade da ordenação mental; então será o Inconsciente quem irá “mandar”, ordenando que o indivíduo neurotizado ou psicotizado, mesmo sem fome, vá “caçar” a presa; de qualquer modo ou maneira.
Se ele tiver condições materiais e sua neurose for “leve”, por certo se dirigirá a um local de refeição, onde “saciará” a sua frustração de não ser o que gostaria de ser e/ou, por não ter aquilo que gostaria de ter ( estes, são os motivos de todas as frustrações). Assim, o seu estômago o aliviará… por enquanto! Em se tratando de uma desestruturação mental mais grave, como nas psicoses, o indivíduo irá “caçar”, literalmente, a presa! De qualquer maneira procurará obter a sua comida; daí o perigo que oferece um homem ou outro animal esfomeado.
Os governos e os indivíduos muito abastados deveriam pensar seriamente nisto; até mesmo pela segurança física deles; e, de todos nós, é claro! Quanto à obesidade neurótica, onde a mente da pessoa está em conflito, motivado pela baixa estima,rejeição,estética e outros fatores neurotizantes; o que a faz “devorar” o alimento ,mesmo sem fome, é o seu Inconsciente que comandando o seu hipotálamo, exigirá que coma,continuadamente, na tentativa de saciar a sua frustração; é um mecanismo automático de defesa neurótica, que tem a finalidade (ilusória) de remediar uma situação que só é possível com o uso Consciente da razão,bom-senso,inteligência e auto-estima; ou seja, com a intervenção sadia de um Consciente vigoroso capaz de exercer o controle permanente sobre o Inconsciente animalesco.
Lembrando do nosso Trabalho “ A Descendência de Caim”,publicado repetidamente pelos meios de comunicação, onde procuramos explicar que o nosso Inconsciente cerebral vem dos mamíferos inferiores e o nosso Consciente evoluiu dos animais superiores e Primatas. Por isso é que, quando estamos nos comportando de forma a causar qualquer dano a si ou a outrem; estamos com o nosso Consciente enfraquecido e, por tal, estamos animalizados.
Daí, assistirmos, constantemente, cenas de agressividade leonina e violência canina entre pessoas, principalmente entre moykanos e outras de menor idade. Dificilmente vemos ou sabemos de velhinhos ou velhinhas que se atracaram e se agrediram com unhas, dentes, patas, paus e pedras nas ruas, saídas de boates, jogos e botecos. Ou mesmo, idosos sujando os banheiros públicos ou de Escolas, desperdiçando água, esbanjando e roubando papel-higiênico e toalhas de papel; sem dar descarga nos vasos, pichando paredes, depredando bens públicos, dando tiros a esmo, escrevendo pornografia, palavrões e tantas asneiras nas paredes alheias, gritando palavrões pelas ruas, dirigindo alcoolizados e se exibindo com velocidade e barulhos de lixos sonoros desestruturados, assaltando-nos com crueldade, ateando fogo em pobres índios e mendigos nas ruas, por puro sadismo, etc. etc. Resumindo; sobre a obesidade; ela é decorrente, principalmente, dos seguintes fatores:
-Hereditários: quando os centros da fome e da saciedade, do hipotálamo, bem como os demais mecanismos endócrinos estão desregulados por anomalias genéticas ou congênitas (má formação)
-Patológicos: quando esses núcleos hipotalâmicos estão acometidos por agressões patológicas, advindas de tumores,toxinas,infecções,inflamações,etc., e ,por:
-Condicionamentos: quando há descontrole hipotalâmico provocado por hábitos negativos e irregulares de alimentação. Por exemplo; um adulto pode se tornar obeso porque desde criança foi motivada pelos maus hábitos de seus familiares que por ignorância, patologias ou irresponsabilidade, modelaram a personalidade e o comportamento dos filhos, com os seus exemplos negativos e nocivos à sua existência e a dos demais.Devemos ter em mente que, se um adulto hiperalimenta uma criança, ele estará projetando a sua ansiedade nessa criança. É como se ele estivesse resolvendo os seus próprios conflitos, através do filho. Esta enganosa resolução de conflitos se chama: projeção neurótica; pois está projetando em alguém a sua ansiedade, medos e frustrações.
Obviamente é um processo inconsciente em que a pessoa encontra-se repleta de ansiedade, proveniente de frustrações, tensões ou stress. Esse hábito, ao se tornar crônico, forçará o sistema límbico a uma hiperatividade, levando a pessoa à obesidade; além de outros efeitos secundários e colaterais.
Certa vez atendemos, na clínica, um jovem executivo angustiado por sua crescente obesidade. Ocupava ele o cargo de Chefe de vendas de uma importante empresa comercial. Ao analisarmos juntos a sua vida pregressa, comparando-a com a presente, verificamos que ele projetava nos seus vendedores as suas frustrações e angústia, não só do passado, como também, do seu casamento recente, em que a sua impotência vinha provocando conflitos conjugais.
Ansioso e frustrado porque não se realizava sexualmente; ele, inconscientemente, “descarregava” o seu fracasso conjugal nos seus subalternos e em si mesmo, na gula e na agressividade. Tornou-se perverso e perseguidor dos seus infelizes empregados e um obeso muito ansioso. O ciclo vicioso “neurótico-compulsivo” tendia a se acentuar com graves conseqüências para ele, para a sua família e para todos que com ele conviviam. Quanto mais engordava, mais neurótico e desestruturado ficava.
Outro caso clínico que muito bem exemplifica este nosso estudo é o de um paciente que nascera e convivera na pobreza material antes e, agora, adquirira fortuna graças a um prêmio milionário que recebera. Em pouco tempo vivendo na riqueza tornou-se um obeso e obsessivo. Sua família nos contou que o exagero no comer e em estocar alimentos era de espantar. Em casa lotava os três “frízeres” com alimentos, principalmente, com carnes, que não conseguia consumir, sendo obrigado a dar e perder muita comida; conforme nos disse a sua esposa. Nos restaurantes aonde ia, sempre deixava grandes porções de comida sem ao menos prová-la. Sentia-se feliz e realizado com toda aquela fartura sobrando ( e desperdiçada) à sua frente.
Tal comportamento, além de demonstrar uma compulsão e obsessão, trazendo-lhe obesidade e propensão a muitas outras enfermidades mentais e físicas, como: ansiedade, depressão, hipertensão, diabetes, acidentes cardiovasculares, etc.; é um atentado aos que sentem fome e a Deus, pelo pecado da gula. Além disso, o seu comportamento neurótico de comer, compulsivamente (bulimia), jamais o livrará do seu penoso passado de privações.
As causas emocionais (mentais) da obesidade são as mais importantes para este Estudo, por serem elas os maiores geradores da obesidade ( e de quase todos os conflitos psicossomáticos), como ficou demonstradas nos exemplos clínicos acima citados. Leve-se em consideração que o nosso “viver” tornou-se cada vez mais angustiante devido aos incontáveis estímulos negativos do meio ambiente que recaem sobre os nossos cérebros. Basta que nos lembremos dos fatores mais negativos que afetam, diariamente, o nosso sistema cérebro-mente. A insegurança, motivada pela fome, miséria material e mental, violência de toda ordem, etc., levam-nos a pensar na desagregação psicossomática (corpo e mente) de quase todos os seres humanos.
É neste contexto que a obesidade provocada pelo desequilíbrio mental ou emocional, assume a liderança sobre as demais formas de gênese do obeso. Desta forma, mesmo que tenham mais fatores detonantes da obesidade; não podemos negligenciar a implicação da mente na sua etiologia. A obesidade emocional ou neurótica se origina e se caracteriza pelo processo seguinte: o sistema límbico do indivíduo recebe os estímulos negativos do seu ambiente, como rejeição, frustração, ansiedade, angústia e outros; e, através do Hipotálamo gera impulsos de fome que vão para o córtex cerebral (que é o Consciente da pessoa) decidir se come ou não.
Como na neurose o Consciente está ou é fragilizado, ele se deixa levar (se submete) pelo Hipotálamo (um dos componentes principais do Inconsciente) e aceita as ordens deste para ingerir alimentos, mesmo que o organismo já esteja saciado. O indivíduo assim estimulado recorre à comida, sempre que o seu Hipotálamo (Inconsciente) esteja ativado; o que ocorre com freqüência com o obeso-neurótico que procura no comer, a compensação de suas frustrações do dia-a-dia. Como a obesidade além de deformar a estética, que é idolatrada por todos os imaturos atuais (leia “A Idolatria da Beleza Física”, deste autor), acarreta patologias mais sérias, como os distúrbios cardiovasculares, diabetes, hipertensão e outros tantos; devemos suspeitar que a obesidade neurótica encobrisse uma programação de morte (Thanatos), ditada pelo Inconsciente negativo do seu portador (vide “O Instinto de Morte x Instinto de Vida”, deste autor).
De fato, o obeso emocional negligenciou não só do seu aspecto físico; como, também, da sua própria existência. Procure observar as pessoas obesas comendo em bares, restaurantes, cantinas e lanchonetes! Verá que continuam se empanturrando de alimentos que mais engordam como os açúcares, gorduras e massas; além de refrigerantes, enlatados, etc. Muita vez o sucesso alcançado na política e na economia por uma pessoa obesa esconde a nível inconsciente, o próprio vazio existencial, motivado por insucessos em sua área emocional.
É comum as pessoas se equivocarem quando discutem as origens da obesidade. Muitos a colocam como um distúrbio genético, citando exemplos de pessoas obesas que tiveram ou têm pais e outros parentes gordos. Ninguém pode afiançar que os genes não tenham nada a ver com a obesidade; porém, é pouco provável que os “gulosos” comam tanto, motivados por suas cargas genéticas. Também, seria difícil a genética explicar o gosto tão diversificado dos glutões que se tornam obesos, atraídos pelos diversos tipos de alimentos que engordam.
Custa-nos crer que existam genes que geram atração por doces; outros por macarronadas; outros por pães e biscoitos; outros por cerveja e incontáveis genes que dariam o apetite exagerado pra centenas e variados tipos de sabores e comidas que engordam. Acreditamos que os neurônios e as glândulas endócrinas sejam mais culpados pela obesidade que o DNA. Vale ressaltar que a gordura acumulada pelas pessoas ociosas tem muito a ver com os neurônios dos seus inconscientes que não os motivam a exercitarem os seus músculos e nem para a manutenção de seus “regimes”, sempre adiados para o dia seguinte.
Geralmente filhos de pais gordos são gordos também porque, desde crianças vêem naqueles o exemplo da comilança, assim como encontram fartura de comida em suas casas. Em casa de gordo, comida é o que não falta; diz o ditado. É bom também lembrar que os pais tem a motivarem inconscientemente os filhos a serem cópias de si. O inconsciente de um pai tende A fazer com que se assemelhe consigo a personalidade e comportamento dos filhos. Se o pai é um marginal, o seu inconsciente incentivará o filho ao crime; se o pai é estudioso e culto; o seu inconsciente e consciente lutarão para que seu filho seja estudioso e culto, também; caso o pai seja inseguro; a tendência é que o filho se torne inseguro; etc.
Este processo mental é o que chamo de “hereditariedade psicológica”; e confunde muito os que apelam em demasia para a genética. É comum, por exemplo, um alcoólatra ter em casa um variado estoque de bebidas; portanto, é natural também que seus filhos, em contato com a bebida e vendo o exemplo dos pais (que são seus primeiros modelos), sejam tentados a imitarem seus pais no prazer experimentado por eles, no ato de beberem. Veja o caso de pais que fumam. Os seus inconscientes não se importam em saberem que algum dos filhos fuma às escondidas. Nada disso acontecerá se os conscientes dos pais forem mais evoluídos que os seus inconscientes. O fortalecimento do consciente só acontece através da leitura, da prática, da pesquisa, dos estudos, da observação e do conhecimento variado em todas as áreas do saber humano.
Dá para se notar que, quanto menos conhecimento e cultura têm uma pessoa; mas frágil e vulnerável é o seu consciente. Como o consciente é o Senhor da Razão e do Bom-Senso; fica claro porque estamos presenciando tantos comportamentos negativos, nocivos e anti-sociais que prejudicam o indivíduo e a todos nós. Uma Sociedade composta de cérebros e mentes em que predomina o Inconsciente; está fadada à ruína, ao fracasso e à barbaria; uma sociedade animalizada e animalesca que se autodestruirá.
Elevar-se o grau de conscientização das pessoas, através do estudo, da pesquisa, do conhecimento e da cultura geral; deveria ser prioridade de todo Governo que, de fato, não queira manter seu povo na ignorância, cujos cidadãos permaneçam sob o domínio de seus Inconscientes, incapazes de se oporem aos impulsos negativos e nocivos deles; com as conseqüências desastrosas para a própria Espécie, nesta verdadeira autofagia que ora presenciamos. Poucos entendem e se interessam por saber a respeito dessas poderosas forças que atuam na nossa mente, quando nos encontramos sob o império do domínio do Inconsciente negativo,desestruturada e desintegradora do indivíduo e da sociedade. É o que estamos vendo no cotidiano de todos os povos.
São forças geradas, como já falamos em muitos escritos, nos núcleos que ficam abaixo do córtex cerebral. Esses centros nervosos, subcorticais, são remanescentes dos cérebros mais primitivos que evoluíram até o nosso atual cérebro. São resíduos cerebrais de nossos antepassados peixes, répteis, mamíferos inferiores, primatas e… Homem.
São, justamente, as formações cerebrais dos encéfalos desses ancestrais que ainda continuam ativos, dentro do cérebro de cada um de nós, em franco antagonismo com a camada cortical mais evoluída e recente (neocórtex) desse nosso órgão maior. Em razão do desequilíbrio entre o nosso Consciente (humano) e o nosso Inconsciente (animal/irracional) é que a maior parte da população mundial está se comportando como um autêntico animal… e, muito feroz. A prova disso é que, por qualquer motivo fútil e tolo; os indivíduos se atracam e se matam, com requintes de perversidade.
Estamos nos destruindo, agredindo o semelhante e desestruturando a Natureza porque estamos virando Feras, comportando-nos e agindo pelo Inconsciente animalizado e desestruturado pelos milhões de estímulos negativos que recaem sobre o nosso cérebro, diariamente, formando uma mente desestruturada, irresponsável e, perigosamente inconseqüente para todos.
Paul Mac Lean, um dos mais notáveis neurocientistas deste tempo, criou o termo “sistema límbico”, apontando a divisão trina do nosso cérebro, onde ainda estão nos afetando: o cérebro dos répteis, dos mamíferos inferiores e dos primatas. Mac Lean disse, jocosamente, “quando levamos um paciente ao divã; também estamos deitando com ele Cobras Lagartos e Cavalos”. Devem ter muito cuidado os sexistas de plantão! Quando forem para a cama com alguém; saibam que estarão deitados com cobras e lagartos; também!
Finalizando este Trabalho, não poderíamos deixar de citar a importante observação, extraída de longa e apurada observação sobre a Obesidade. Além de ser mais comum em mulheres; por serem mais susceptíveis e sensíveis aos desgostos, decepções e frustrações; atente-se ao fato que as pessoas pertencentes às camadas mais humildes, pobres e carentes de conhecimentos científicos, a obesidade é resultante do excesso de comida rica em amido que além de mais barata, produz a sensação de estômago cheio e de saciedade, como: pães, bolos, pastéis, sanduíches e outras comidas baratas, encontradas à venda em qualquer boteco, restaurante, bares, cantinas e calçadas de qualquer cidade; sem falarmos na facilidade de transmissão de inúmeras doenças pela qualidade das mesmas e higiene dos que as manipulam, cujo conhecimento biológico é ignorado ou nulo. Procure observar as pessoas comendo suas merendas nesses bares, lanchonetes e cantinas do seu colégio, escola, da sua faculdade ou de conhecidos menos instruídos! Vejam o que comem!
Vejam como e o que comem aqueles que desejam ser ricos e não são; aqueles que gostariam de ser “bonitos” e se sentem “feios”;nesta sociedade falsa que idolatra e valoriza somente a beleza física e rejeita os mais humildes e aqueles que não são “bem dotados” fisicamente! Essa maioria de imaturos que escolhe, valoriza e julga pelo invólucro supérfluo e efêmero da pele, cabelo, idade, unhas, pernas, coxas, traseiros e dianteiros, principalmente as mulheres que, sendo mais vítimas desse desumano preconceito estético, procuram compensar as frustrações decorrentes da rejeição; no excesso no comer e no beber; criando o círculo vicioso patológico: rejeição—-frustração—-voracidade—-obesidade—-maior rejeição—-frustração—-voracidade—-mais obesidade—-maior rejeição…..depressão……..doenças psicossomáticas ….etc., etc.
Conseqüentemente, a Obesidade não é só um assunto médico e psicológico; mas também, um grave problema de Saúde Pública, de Educação, de Cultura Social e…… de humanidade.————————-
Nota: O autor não poderia deixar de agradecer o apoio técnico e digital prestado pelos Drs. André Luiz Silveira e Fábio Villarim, ambos do Estado de São Paulo.
Nossos agradecimentos, também, à Srta. Andréia Oliveira Reis, brilhante aluna do curso de Direito da Faculdade Estácio de Sá, em Belo Horizonte, por sua valiosa assessoria jurídica.
Sobre o Autor
CARLEIAL. BERNARDINO MENDONÇA:
Psicólogo-Clínico pela Universidade Católica de Minas Gerais;
Estudante de Direito da Faculdade de Direito Estácio de Sá, em Belo Horizonte-MG;
Escritor e Pesquisador nas áreas da Psicobiologia e do Direito.
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