Grammy, a noite de Adele e Tom Jobim
- 12 de fevereiro de 2012 |
- 8h00 |
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Categoria: Celebridades, Música, TV
Por Pedro Antunes
A noite de hoje pode ser de Adele, Foo Fighters, Bruno Mars ou Kanye West, maiores indicados para o Grammy deste ano (os três primeiros concorrem a seis estatuetas, enquanto o último, a sete), mas tudo terá um gostinho de bossa nova bem conhecido por aqui. O novo soul, o rock, o R&B grudento e o rap classudo deles dão passagem a uma homenagem ao brasileiríssimo Antônio Carlos Jobim, o Tom, na cerimônia de hoje à noite, em Los Angeles (EUA). Aqui no Brasil, a festa terá início às 23h e será transmitida pelo canal por assinatura TNT.
A versão musical do Oscar incluiu o maestro carioca na categoria Special Merit Awards (algo como Prêmio de Mérito Especial). Tom, que teria completado 85 anos em 2012, divide a lista de premiação especial com nomes como Diana Ross, o cantor e poeta Gil Scott-Heron, morto em 2011, Allman Brothers Band, Glen Campbell, George Jones e Memphis Horns.
Saindo um pouco da música, até Steve Jobs, criador da Apple morto em outubro, também receberá a homenagem.
Durante a disputa musical, outro acontecimento é o retorno de Adele aos palcos. A cantora, uma máquina de quebrar recordes de vendas de discos com o seu 21, precisou afastar-se do palco em novembro para uma cirurgia na garganta, para a retirada de um pólipo benigno nas cordas vocais.
São 78 categorias e o líder de indicações é o rapper Kanye West, apesar de não figurar entre as principais premiações, apenas Canção do Ano, com All of the Lights, canção em que divide os vocais com Rihanna, Fergie e o rapper Kid Cudi. Na categoria ele disputa com Rolling In The Deep (Adele), Holocene (Bon Iver), Grenade (Bruno Mars) e The Cave (Mum ford & Sons). O disco do ano fica entre 21 (de novo, Adele), Wasting Light (Foo Fighters), Born This Way (Lady Gaga), Doo-Wops & Hooligans (Bruno Mars) e Loud (Rihanna). A audiência esperada é de 25 milhões nos EUA.
Van Halen de volta às raízes
- 10 de fevereiro de 2012 |
- 23h06 |
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Categoria: Música
DIOGO SALLES
Em 1978, Eddie Van Halen pôs a cena roqueira abaixo com a peça instrumental Eruption, introduzindo uma nova técnica de tocar. Era o primeiro e autointitulado álbum do Van Halen, que explodiu como lava incandescente e firmou a banda no mapa do rock. Fama e fortuna vieram e, com isso, muitas brigas.
A banda sobreviveria à traumática saída do vocalista David Lee Roth, em 1985, mas nos anos 90, não evitou o declínio. Desde então, o vulcão se manteve adormecido. Roth tentou voltar à banda em 1996 e em 2000; mas todas as tentativas fracassaram. Quando uma reunião com Roth foi anunciada, em 2007, o clima era de desconfiança.
O retorno do vocalista se concretizou, mas a força criativa da banda era dada como morta e o tão prometido álbum de inéditas parecia um sonho distante. O Van Halen se mantinha de turnês caça-níqueis e de seu respeitável catálogo, que lhe rendeu mais de 80 milhões de discos vendidos só nos Estados Unidos.
Até que em 2011, o boato que os acompanhava ao longo dos anos, do esperado disco de inéditas, ganhou força. E, tal qual o Guns N’ Roses, o Van Halen acaba de lançar seu Chinese Democracy, intitulado A Different Kind of Truth. Lá se vão 14 anos desde que a banda mostrou algo novo, e 28 anos desde o último gravado com David Lee Roth.
Quando o disco começou a circular, o grito dos fãs explodiu em uníssono: o Van Halen está de volta aos primórdios.
As sessões de gravação do novo álbum conduzem de volta ao ano de 1977, quando o Van Halen – ainda uma banda iniciante em busca de um contrato –, gravava uma demo com 25 músicas nos estúdios da Warner.
Conhecido como Van Halen Zero, este se tornaria o bootleg mais cultuado pelos fãs, pois suas músicas deram origem à maioria do material oficialmente lançado nos dois primeiros álbuns. Do fundo desse baú, She’s the Woman e Big River são duas músicas dessa demo que ressurgem quase intactas.
Eddie assombroso
Já a veloz Outta Space segue a mesma métrica de sua original, chamada Let’s Get Rockin’. Mesma coisa para Beats Workin’, que refaz o rastro deixado em Put out the Lights, num clima de rock n’ roll festeiro que sempre caracterizou a banda. Fragmentos do que se tornou o single Tattoo foram pinçados de Down in Flames.
A história de Bullethead é mais curiosa, pois a música aparece nas primeiras apresentações ao vivo da banda, mas nunca havia sido registrada em estúdio. Outra é Blood And Fire, que originalmente se chamava Ripley e vem de demos de 1984.
Mas há também músicas inéditas, como a explosiva China Town e a esperta The Trouble With Never. Já You And Your Blues segue mais a linha pop-rock melódico, que a banda explorou muito nos anos 80. Stay Frosty é um mergulho nos anos 70, recriando a dinâmica de Ice Cream Man, com voz e violão de Roth puxando uma locomotiva hard blues. E em Honeybabysweetiedoll e As Is, Eddie Van Halen flerta com o metal e não economiza notas em seus solos.
Depois de duas décadas inativo, portanto, o vulcão entrou em erupção. Eddie Van Halen ressurge como um assombro. Livre do alcoolismo, ele se mostra em impressionante boa forma, faminto como há muito não se via.
Duas gerações Van Halen
Com a cabeça no lugar, ele finalmente pôde colocar todo o seu arsenal de guitarras a serviço de seu extenso vocabulário musical, mostrando porque é uma lenda do hard rock. David Lee Roth, por sua vez, volta falastrão e verborrágico como sempre, com letras irônicas e cheias de gírias das ruas – além das velhas excentricidades, numa mistura bem humorada de gritos com vocais guturais à la Barry White.
Mas a maior dúvida pairava em torno do jovem Wolfgang Van Halen. Herdeiro do clã, foi içado de forma discutível à condição de baixista da pelas mãos de seu pai, Eddie. Alguns fãs torceram o nariz e pediram a volta de Michael Anthony, mas o garoto de 20 anos mostrou personalidade, com linhas de baixo nervosas que deram um novo groove à banda.
Aproveitando-se desse sentimento nostálgico, a banda fez um resgate histórico de sua longeva biografia, reencontrando a agressividade que tanto os impulsionou na juventude.
Há quem diga que tal sentimento não combine com estes senhores cinquentões, mas essa retomada era uma cobrança antiga e insistente dos fãs e da crítica – pedido sempre negado pela banda. Dessa forma, o Van Halen não só conseguiu unir os hard rockers da velha e da nova guardas, como também combinou duas gerações de músicos dentro da banda.
Uma festa animada para Jorge Ben Jor
- 9 de fevereiro de 2012 |
- 22h50 |
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PEDRO ANTUNES
De Paraty (RJ)*
Jorge Ben Jor, de branco dos pés ao boné na cabeça, senta-se na cadeira de um camarim improvisado na pousada onde está hospedado em Paraty, cidade histórica do sul fluminense. Suando muito pelo forte calor, tira os indefectíveis óculos escuros e exibe as feições cansadas de quem teve um dia de trabalho daqueles. Olheiras de quem vê a noite virar dia nos palcos brasileiros desde 1963.
Foram mais de duas horas debaixo de um sol escaldante para a gravação de CD e DVD do projeto especial Luau MTV Jorge Ben Jor. Oficialmente, o termômetro marcava 35ºC, mas a sensação térmica ali, na Praia do Pontal, era de muitos mais incontáveis graus. Próximo de completar 70 anos, em 22 de março – fato que ele nega zombeteiramente ao dizer ter nascido em 1945, não em 1942 – o músico está em plena forma. Com ele, a festa é animada, tem síndico, alquimistas, reis astronautas, todo seu sambalanço e sua psicodelia tropical.
Ben Jor é mestre do “ao vivo”. Não por acaso, em agosto do ano passado, foi chamado às pressas para substituir um ausente Prince, no festival Back 2 Black. Quando subiu no palco principal, a Estação Leopoldina, localizada no centro velho do Rio de Janeiro, veio abaixo com Salve Simpatia, canção que tradicionalmente abre seus shows. O mesmo aconteceu em São Paulo, em outro festival de black music, o Black na Cena, um mês antes. Ben Jor foi uma das principais atrações, e Salve Simpatia novamente abriu a festa.
A receita (mais shows, menos álbuns) faz com que ele se mantenha numa zona confortável, sem se expor. Até porque suas canções dispõem de atemporalidade singular, feito digno de uma tese. Fio Maravilha, Taj Mahal, W/Brasil (Chama o Síndico), são todas cantadas em coro por públicos paulista e carioca, para começar.
Com mais esse acústico, Ben Jor se afasta ainda mais das inéditas. O último disco seu com material novo foi Recuerdos de Asunción 443, de 2007. Uma reunião de fonogramas achados nos arquivos da gravadora Som Livre, sobras de gravações dos anos 80. De inédita, só Emo. Álbum completo com novidades é coisa ainda mais rara. É preciso voltar até 2004, quando saiu Reactivus Amor Est (Turba Philosophorum). Esse quebrava um jejum que vinha de Homo Sapiens, lançado nove anos antes.
Sem pressa, Jorge Ben Jor não se liga nessa ânsia por novidades. Vai de mansinho, fazendo tudo no seu tempo. Diz ter material inédito suficiente para um disco, mas despista: “Só estou esperando uma data para gravar.”
‘A Tábua’ está de volta
Ben Jor diz que seu público não exige material inédito, mas, sim, músicas antigas. “Eles gostam de ser surpreendidos”, diz. Em razão disso, outro projeto seu aguardadíssimo para 2012 é a reedição do A Tábua de Esmeralda, lendário disco de 1974. O álbum, uma alquimia musical, como Jorge Ben (na época, assinava dessa forma) costuma dizer, trazia Os Alquimistas Estão Chegando, Errare Humanum Est e Menina Mulher da Pele Preta, entre as 12 faixas. Revisitar o trabalho, num show em que executará o disco na íntegra, será o retorno do músico carioca ao violão. O hiato teve breve interrupção com o lançamento, também pela MTV, do Acústico, em 2002.
Jorge Ben Jor, que surgiu em 1963, imprimiu uma batida percussiva e acelerada ao violão. Fez história, fez festa. A Tábua de Esmeralda é um dos seus discos mais acústicos, com violões psicodélicos, acompanhados de arranjos de Osmar Milito, Darcy de Paulo e Hugo Bellard. Errare Humanum Est ainda tinha orquestração de cordas do maestro Arthur Verocai. O disco seguinte, Solta o Pavão, de um ano depois, já trazia um violão amplificado. África Brasil, de 1976, que entrou na lista dos 50 discos mais “cool” da história revista Rolling Stone americana, já trazia uma versão elétrica do músico. E assim ele seguiu.
Agora, chega o momento de fazer as pazes com o violão e revisitar A Tábua. “Estou esperando por isso, explicando tudo, um por um (dos arranjadores). Mas igual não vai ser, né?” Ben Jor procurou o produtor do disco, Paulinho Tapajós, que assina o trabalho como o diretor de produção, para procurarem os estúdios da Polygram (hoje Universal). “Pretendo fazer algo bem medieval, renascentista. (O disco) era bem antigo e bem moderno ao mesmo tempo.” Talvez seja o incentivo necessário para o alquimista voltar. ::
O clima de praia é perfeito
A tenda montada para a apresentação tinha capacidade para 100 pessoas. Em cena, um Jorge Ben Jor intimista, acompanhado pela banda do Zé Pretinho. As ruelas históricas, o mar turquesa, o céu azul, uma igrejinha branca de fundo, formavam uma paisagem digna de cartão postal.
Ali, o músico carioca estava mais do que à vontade. Nem o sol, que castigava, parecia incomodá-lo. Estava entre amigos. É preciso explicar que ‘Luau MTV Ben Jor’ difere do programa especial da grade de verão da emissora. É um projeto musical, como o ‘Acústico’, e será lançado no fim de abril. “A MTV me chamou para fazer algo com esse formato de praia. Eu concordei, mas disse que tudo iria depender dos convidados. Eles toparam e, então, resolvemos fazer”, explicou.
Sandra de Sá e Carlinhos Brown se juntaram para cantar a delirante ‘Charles Anjo 45’. Já Zeca Pagodinho foi chamado para revelar uma versão sambista em ‘Canto pra Ogum’. Fiuk, galã das adolescentes, tocou ‘Quero Toda Noite’, composição de ambos, presente no disco do também ator global, ‘Sou Eu’, do ano passado. Meio de supetão, durante a gravação, Ben Jor disse que Marisa Monte e Mano Brown também irão participar do Luau, em outro dia. Zé Ramalho mostrou uma versão brilhante de ‘Errare Humanum Est’, do disco de Jorge Ben Jor ‘A Tábua de Esmeralda’, lá de 1974. Uma homenagem à carreira do responsável por animar festas tantas.
*Repórter viajou a convite da MTV
Siba, para o alto e avante
- 9 de fevereiro de 2012 |
- 19h32 |
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PEDRO ANTUNES
O compositor e o silêncio assustador. O verso que não vem à mente, foge da mão com a caneta, escapa pelos dentes antes de formar a canção. O músico, poeta e compositor recifense Siba Veloso se viu diante do bloqueio há cinco anos. Entre trancos e barrancos, conseguiu seguir adiante. Da insegurança veio o disco Avante, lançado com patrocínio da Petrobras e apresentado hoje e amanhã, no teatro do Sesc Vila Mariana.
Ele, que já havia trabalhado como líder do Mestre Ambrósio, com sua rabeca, e depois tido uma proveitosa experiência liderando a banda Fuloresta por dois discos, se viu diante de mudanças na sua vida que afetavam seu íntimo como compositor. “Tudo foi ficando tão diferente, que me perdi. Foi um processo longo me encontrar”, diz o músico, em vias de completar 43 anos.
Tudo culminou no fim da gravação de Toda Vez Que Eu Dou Um Passo o Mundo Sai do Lugar, segundo disco do Fuloresta carregado de música nordestina, cujo auge foi a indicação ao Grammy Latino na categoria melhor álbum de música tradicional regional. Siba, que, de 2003 a 2006, viveu em Nazaré da Mata, cidade de cerca de 30 mil habitantes na zona da mata pernambucana, para procurar se aprofundar no maracatu dos cancioneiros locais, já não conseguia se encontrar. “Depois de 2006, comecei a me colocar uma série de questionamentos. Eu tinha uma casa em Nazaré, uma em Recife e uma em São Paulo. Isso me fazia pensar muito e me paralisou.”
Fazer parte do cotidiano da cidade, cantando entre “melhores e piores”, como diz, era sua força motriz de criatividade. “Esse bloqueio estava relacionado ao fato de não eu ter mais esse motor que me levava para frente.” Siba precisou parar. E olhar para dentro.
Ali, na escuridão interior, redescobriu-se. Viu no afago do filho, Vicente, hoje de cinco anos, e no reencontro com a guitarra como um instrumento para a criação, formas de retomar o processo de fazer música que havia perdido. Junto a isso, Siba cita dois músicos com diferentes características que o ajudaram nessa jornada: Lirinha, ex-Cordel do Fogo Encantado, e Fernando Catatau, guitarrista líder do Cidadão Instigado.
O papel de Lirinha, conta Siba, foi o de um aliado, um confidente, amigo com quem ele pôde dividir suas inseguranças. Ambos caminhavam para essa libertação, gravando discos simultaneamente – Lira, primeiro álbum solo de Lirinha, saiu no fim de 2011. “Acho que sempre fomos complementares e opostos. Lirinha nasceu no meio do cancioneiro popular e fez um movimento para sair dele. Eu, por minha vez, quis me inserir nesse movimento aos 20 anos.”
Juntos, entoam versos que melhor traduzem a crise do silêncio em Verso Preso, canção curtinha: “Um Verso preso é um tiro que a arma não disparou/Pois o gatilho emperrou e o tambor não deu o giro/Só escuto o suspiro de alguém que escapou assombrado/E o atirador, frustrado, remói a raiva no dente/Sentindo o mesmo que sente alguém que foi baleado.” A canção vem depois de Mute, ainda menor, instrumental, como a materialização do silêncio. A música sem letra.
Desde o princípio, Siba sabia que precisaria buscar uma sonoridade diferente para seu novo trabalho. Sabia que era o momento de tirar de vez a poeira da guitarra. Queria que as canções fossem criadas sobre ela. E ele mesmo queria fazê-lo. “Nesse meu reaprendizado longo, difícil e tortuoso, Catatau foi o guia.” O líder do Cidadão Instigado coproduziu o disco ao seu lado.
A sonoridade da guitarra, mais agressiva, rasgou as barreiras do inconscientemente no músico. Para acompanhá-lo, ele escolheu uma banda minimalista, com tuba (“no lugar do baixo”, explica ele, uma lembrança da sonoridade da Fuloresta), vibrafone, bateria e teclados. Também traz experimentações, como suas descobertas da música africana, principalmente a congolesa. Aliados com a lírica melancólica de Siba.
Não por acaso, a idade do filho coincide com seu bloqueio criativo. “O disco coexistiu com a minha tentativa de lidar com as questões de ter um filho”, explica. Vicente mora com a mãe, no Maranhão. “Ele passa por todo o disco, apesar de não ter nada diretamente sobre ele. São canções que trazem questionamentos que eu me fiz ao longo desses anos.”
Vicente é mais presente do que parece. Está na capa do álbum, nas costas do pai, que empunha uma guitarra que ganhou do seu pai, aos 16 anos. Na imagem, o círculo da vida. Filho – coincidentemente, segundo Siba – é a última palavra de Avante. E, talvez, sua maior explicação e razão de existência. Graças a ele, a batalha contra o silêncio foi vencida.
LANÇAMENTO
‘Avante’, Siba
Independente
Preço: R$ 20
DIVIRTA-SE
Sesc Vila Mariana.
Rua Pelotas, 141.
Teatro (608 lug.).
Telefone: 5080-3000.
Hoje e amanhã, às 21h.
Ingressos: R$ 6 a R$24.
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Família de Wando divulga nota de agradecimento
- 8 de fevereiro de 2012 |
- 10h42 |
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Categoria: Música
A família de Wando e a equipe médica que cuidou do cantor divulgaram nota agradecendo o carinho e a atenção de todos os envolvidos durante o período de internação no Biocor Instituto, desde o último dia 27 de janeiro.
Segundo boletim do hospital, Wando teve um súbito agravamento do quadro de saúde às 5h40 e teve uma parada cardiorrespiratória às 8h. De acordo com o hospital, sua mulher, Renata Costa Lana e Souza, estava ao seu lado.
Abaixo a íntegra da nota:
“Agradecemos o carinho e a atenção de todos, especialmente ao Sr. Wanderley Alves dos Reis – Wando -, sua esposa e
filhos, a sociedade, a imprensa, os médicos do Corpo Clínico, os profissionais de saúde e demais colaboradores que, com dedicação e respeito, atuaram de forma intensiva e completa, aplicando todos os recursos e técnicas disponíveis, nada faltando ao paciente durante todo o tratamento.”
Enterro
Segundo informações preliminares da assessoria do Biocor, o enterro do cantor será realizado em Belo Horizonte, ainda sem horário definido.
Coletiva
O Biocor Instituto, através de sua assessoria de comunicação, convoca coletiva de imprensa, prevista para essa quarta-feira, 8 de fevereiro, 11h, nas dependências do Biocor Instituto – auditório Mário Vrandecic – Rua da Paisagem, 310 – Vila da Serra – Nova Lima – MG.
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