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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
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Hoje é seu dia, meu velho!

Categoria: Comportamento

MARCELA RODRIGUES SILVA

Os cabelos grisalhos destoam na cena do pai com o filhinho nos braços. O estranhamento leva à pergunta inevitável: “Qual a idade do netinho?â€. Mas Carlos Alberto de Nóbrega, de 75 anos, leva na brincadeira. Os caçulas do humorista, João Victor e Maria Fernanda, de 11 anos, são facilmente confundidos com os netos, dada a diferença de idade dos gêmeos com os outros filhos: Mauricio, 43, Vinicius, 45, Marcelo, 46, e Beto, 47, do primeiro casamento. Isso sem falar nos netos, que já estão na faixa dos 20 anos.

O discurso babão e orgulhoso é o mesmo frente às crianças, mas os homens de 50 anos têm a seu favor mais maturidade e, muitas vezes, uma melhor condição financeira. Segundo especialistas, homens como Carlos Alberto de Nóbrega estão mais preparados para uma nova paternidade. “Nessa fase, o homem está estabilizado, tranquilo, pode priorizar o tempo para o novo filhoâ€, afirma a psicanalista Belinda Mandelbaum, do Laboratório de Estudos da Família da USP. “O maior trunfo do pai mais velho é o aprendizado de vida. Ele teve a oportunidade de errar, acertar, se corrigir para o presenteâ€, observa ela.

Separado há dois anos de Andrea de Nóbrega, de 46 anos, sua segunda mulher, Carlos Alberto lembra que, à época, a diferença de idade chegou a pesar na hora de fazer planos para aumentar a família. “Decidimos que não teríamos filhos. Eu achava que estava velho demais. Mudei de ideia – ainda bem – apenas dez anos depoisâ€, conta ele. “Foi uma tremenda bobeira. Como me arrependo!â€

Hoje, lição aprendida, ele administra seu tempo livre para acompanhar a infância dos temporões. “Na época dos meus outros filhos, minha carreira estava a todo vapor e eu trabalhava demaisâ€, lembra. Para ele, ser pai rejuvenesce. “Com os gêmeos, passei a me cuidar mais, ter um comportamento mais jovial. Eu quero competir com os outros pais novinhos, para que meus filhos não sintam que estão com um velhoâ€, diz. A idade, admite Carlos Alberto, traz limitações. Mas são poucas. “Passeio com eles, converso de tudo e jogo bola. Só não aguento por muito tempo…â€, brinca.

Fonte da juventude

O cartunista Mauricio de Sousa, de 75 anos, engrossa o coro. Pai de dez filhos – sendo a mais velha Mariangela, de 52 anos, e Marcelinho o caçula, de 13 –, ele conta que foi melhorando ao longo de décadas de treinamento. “Sei que sempre fui um bom pai, mas era durão e exigente demais. Hoje, aprendi que posso cobrar, mas com suavidadeâ€, explica ele. “Eu revivo, no meu filho mais jovem, coisas que eu já fiz. Aprendo muito com ele.†E, assim como Carlos Alberto de Nóbrega, Mauricio é defensor da tese de que “filho revitalizaâ€.

O tempo também foi fator determinante para o jornalista Ricardo Boechat, de 52 anos, pai de seis filhos, frutos de três casamentos: Beatriz, de 33 anos, Rafael, de 31, Paula, de 29, Patrícia, de 22, Valentina, de 5, e a pequena Catarina, de 2. “Eu nunca parei de ter filhos. Com o tempo as circunstâncias mudam, as prioridades mudam. A gente aprende a ser mais compreensivo como consequênciaâ€, conta o apresentador. Para ele, porém, a escola dos filhos tem data para acabar. “Agora não vem mais. Fiz vasectomia.â€

Para a psicanalista Belinda Mandelbaum, uma criança muda a energia e o estilo de vida da casa. Ela explica que, quando um homem mais velho se torna pai – novamente ou pela primeira vez –, o processo funciona como estímulo para se viver mais e melhor. “Eles tendem a se preocupar mais com a própria saúde. E isso rejuvenesce mesmoâ€, reforça.

Nos últimos dias, o cantor e ator Moacyr Franco, de 74 anos, voltou à infância e encarou brinquedos de aventura da Disney durante as férias escolares dos filhos João Vitor, de 17 anos, e os gêmeos Ana Helena e Domenico, de 9. Um programa que já virou tradição familiar. “Foi um passeio de pai e filhos. Faço isso desde que os mais velhos, que hoje têm 51, 52 e 40 anos, eram crianças. Tenho fotos da Disney ainda em preto e brancoâ€, lembra ele. A receita para manter o pique é a mesma. “Eu me cuido. Faço tratamento ortomolecular há 30 anos, pratico exercícios, me alimento bem e, é claro, brinco muito com eles.â€

Para Moacyr, a paternidade é cercada de poesia por quem não conhece o dia a dia puxado ao lado de crianças cheias de energia. “Tem de viver na prática para saber. E eu sei disso porque me doo inteiramente aos meus seis filhosâ€, diz o cantor, que estreou como pai aos 19 anos. Muita coisa mudou desde então. “Eu não tinha noção do quanto eu era importante para a felicidade deles. Não tinha tanta responsabilidade. Ainda assim, eles são incríveis.â€

Estar presente inclui, ainda, experimentar o universo do rock para acompanhar o gosto musical do filho João Vitor. “Ele compõe e canta em inglês. Produzi um disco para ele e ficou muito originalâ€, diz, orgulhoso. “Assim como aprendo com os mais novos, me aconselho com os mais velhos. Ser pai é bom demais.â€

Ponteiro parado

Se para as mulheres chegar aos 40 anos é um alerta para o fim da vida fértil, para os homens isso não acontece. E eles ainda podem contar com a ajuda dos avanços da medicina. “Os novos tratamentos e remédios para fertilidade estenderam a vida sexual deles e fizeram com que a idade deixasse de ser impedimento para aumentar a famíliaâ€, diz Denise Michelli Avalone, do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Especialista em desenvolvimento humano, Roselake Leiros chama atenção também para o fato que os homens acima dos 45 anos de idade cuidam mais de sua saúde do que os de gerações passadas. “A expectativa de vida do brasileiro vem aumentando. No caso dos homens, eles querem viver mais e ter filhos faz parte da vida. Ser pai completa a maturidadeâ€, diz Roselake.

Que o diga Otávio Mesquita, que, aos 52 anos, malha, não descuida da dieta e cuida até da pele. O vaidoso apresentador capricha na pose de paizão ao lado de Pietro, de 2, fruto do relacionamento de 5 anos com a publicitária Melissa Wilman, de 35. Ele também sente uma diferença visível entre a rotina atual com a da infância dos outros filhos, John Blanch e Luiz Otávio, ambos de 18 anos e filhos de outros relacionamentos. “Na época deles, eu era jovem demais e, apesar de ter achado o máximo ser pai, não tinha a cabeça de hojeâ€, admite. “Mesmo não morando perto, hoje somos mais amigos, mais ligados.†Otávio sossegou e, com isso, quem aproveita são os filhos. “Antes minha prioridade era a carreira. Hoje continuo tendo de trabalhar muito, mas minha vida é mais estável. Meu tempo livre é para a família toda.â€

Paciência e mimos de avô

Diz o ditado popular que avô é o pai que estraga a criança. Mas esses pais temporões também exageram nos mimos. “Da Maria Fernanda, eu já tenho até ciúmes. Acho que é meu lado machistaâ€, brinca Carlos Alberto de Nóbrega. Vinicius, de 45 anos, entrega o pai. “Não adianta, ele mima os caçulas mesmo. É mais manhoso com eles, dá tudo e mais um pouco e resiste em dar broncaâ€, revela o filho. “Mas é uma situação muito diferente. Então, a gente até compreende.†Melissa Wilman, mulher de Otávio Mesquita, garante que ele encontrou o equilíbrio. Mas a muito custo. “Ele já sabe dar bronca na hora certa, não deixa fazer birraâ€, conta ela. “No entanto, é um pai babão.â€

Segundo Denise Michelli Avaloni, da Unifesp, uma dificuldade a mais para os pais mais velhos é resistir ao cansaço. A idade, segundo ela, pode refletir em um comportamento menos dedicado, por causa da falta de disposição mental e física, e da resistência em impor limites. Fatores que, de acordo com ela, podem atrapalhar o desenvolvimento social da criança. “Pais não podem usar a idade como desculpa para se distanciar dos filhosâ€, alerta a psicanalista Belinda Mandelbaum, da USP. A paternidade, retomada ou iniciada tardiamente, pode até ter contraindicações. Mas os pais mais maduros atestam: a experiência traz paciência e perseverança para se superar crises. E, claro, aproveitar a vida.

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Centro Cultural São Paulo tem programação para bebês

Categoria: Comportamento, dança, Espetáculo

O Centro Cultural São Paulo promove a partir de a mostra Conversas Poéticas entre Arte e Bebês. O evento tem como objetivo criar um espaço de reflexão e a experimentação da arte relacionada à primeira infância, através das artes plásticas, da dança, da música e do teatro. Até o dia 21, serão realizados cursos, palestras, debates e vivências para pais com bebês. Nos finais de semana também serão apresentados espetáculos de teatro para o público de 0 a 3 anos.

dia 12/8 – sexta – Workshop Baby-Art para educadores
com: Anna Marie Holm (artista plástica e educadora dinamarquesa convidada da mostra)
Ensinar como utilizar as artes plásticas com foco no processo natural da criança a partir da relação entre o corpo e os diversos materiais oferecidos. (25 vagas) – Público: educadores – inscrições: de 12 a 29/7, preencher ficha de inscrição disponível a página de Oficinas e Cursos do CCSP a partir do dia 12/7 e enviar para  oficinateatro.ccsp at gmail.com – seleção: por avaliação do conteúdo da ficha de inscrição. A lista de selecionados será divulgada nesta página a partir do dia 5/8 – data do workshop: dia 12/8, sexta, das 14h às 18h – Sala de Ensaio 1
dia 13/8 – sábado – Vivência para pais e filhos
com: Anna Marie Holm (artista plástica e educadora dinamarquesa convidada da mostra)
Aproximar pais e filhos através da atividade artística simples utilizando recursos ignorados pelo senso comum do brinquedo industrializado. (25 vagas) – Público: adultos com bebês de 0 a 3 anos – material: cada participante deve trazer uma peça de roupa usada que possa ser customizada – inscrições: de 12 a 29/7, preencher ficha de inscrição disponível a página de Oficinas e Cursos do CCSP a partir do dia 12/7 e enviar para  oficinateatro.ccsp at gmail.com – seleção: por ordem de recebimento da ficha de inscrição. A lista de selecionados será divulgada nesta página a partir do dia 5/8 – data da vivência: dia 13/8, sábado, das 10h30 às 13h – Sala de Ensaio 1
dia 14/8 – domingo das 10h30 às 13h30 Conversa aberta sobre Baby-Art com: Anna Marie Holm (artista plástica e educadora dinamarquesa)
A artista falará sobre a proposta do seu livro Baby-Art os primeiros passos com a arte, no qual aborda as relações entre a arte e o desenvolvimento criativo infantil, pelo caminho da simplicidade de ideias, recursos e materiais.
Entrada franca – sem necessidade de inscrição, nem retirada de ingressos
Sala Adoniran Barbosa

dia 19/8 – sexta – Workshop Musicalização para bebês: didática para a estimulação e sensibilização musical
coordenação: Enny Pajero
Objetivos: Sensibilizar o bebê ao ambiente sonoro e à música. Estimular o desenvolvimento sensorial, motor, cognitivo e afetivo do bebê. Estimular a comunicação do bebê com a mãe e com o ambiente social que o envolve. Promover a interação do bebê com o ambiente cultural que o cerca através do contato com diversas manifestações sonoras e musicais. (40 vagas) – Público: educadores – inscrições: de 12 a 29/7, preencher ficha de inscrição disponível disponível a página de Oficinas e Cursos do CCSP a partir do dia 12/7 e enviar para  oficinateatro.ccsp at gmail.com – seleção: por avaliação do conteúdo da ficha de inscrição. A lista de selecionados será divulgada nesta página a partir do dia 5/8 – data do workshop: dia 19/8, sexta, das 14h às 18h – Sala Paulo Emilio Salles Gomes

dia 20/8 – sábado – Vivência Dança Materna
coordenação: Tatiana Tardioli
Vivência de dança para mães e pais com bebês. Quando dança com a mãe, o bebê tem uma experiência proprioceptiva diferente da maioria dos momentos de sua vida; sua mãe dança com ele nos braços, realiza alguns carregamentos e depois o aconchega num sling, onde percebe a si mesmo e a mãe em inclinações, giros e movimentos ritmados com qualidades variadas. (15 vagas) – Público: bebês de 0 a 18 meses acompanhados por apenas um adulto – material: os participantes devem trazer carregador do tipo canguru ou sling (haverá disponibilidade de seis carregadores para empréstimo) – inscrições: de 12 a 29/7, preencher ficha de inscrição disponível disponível a página de Oficinas e Cursos do CCSP a partir do dia 12/7 e enviar para  oficinateatro.ccsp at gmail.com – seleção: por ordem de recebimento da ficha de inscrição. A lista de selecionados será divulgada nesta página a partir do dia 5/8 – data da vivência: dia 20/8, sábado, das 10h30 às 12h30 – Sala de Oficinas 1
dia 21/8 – domingo Oficina O corpo lúdico
coordenação: Grupo Papo Corpóreo de Londrina
A oficina é destinada aos profissionais da educação e propõe uma reflexão sobre as possibilidades de expressão pelo corpo através das vivências corpóreas do professor e, desta maneira, pretende-se ampliar as possibilidades de exploração do movimento e do lúdico no ambiente escolar, como forma de promover um aprendizado amplo e prazeroso tanto para o aluno quanto para o educador. (25 vagas) – Público: educadores – inscrições: de 12 a 29/7, preencher ficha de inscrição disponível disponível a página de Oficinas e Cursos do CCSP a partir do dia 12/7 e enviar para  oficinateatro.ccsp at gmail.com – seleção: por avaliação do conteúdo da ficha de inscrição. A lista de selecionados será divulgada nesta página a partir do dia 5/8 – data da oficina: dia 21/8, domingo, das 10h30 às 12h30 – Sala de Oficinas 1

Palestra dia 16/8 – terça

das 19h30 às 22h30 Bebês e consumo: questões privadas x questões sociais
com: Madalena Guasco Peixoto (professora doutora da Faculdade de Educação da PUC/SP)
Entrada franca – sem necessidade de inscrição, nem retirada de ingressos
Sala Jardel Filho

Debates

dia 17/8 – quarta

das 19h30 às 22h30 Arte e Bebês: aproximações e distanciamentos
com: Marina Machado, Ana Angélica Albano e Rejane Coutinho – mediação: Francisco Gonsales
Olhares sobre a produção criativa da primeira infância.
Entrada franca – sem necessidade de inscrição, nem retirada de ingressos
Sala de Debates (70 lugares)
dia 18/8 – quinta

das 19h30 às 22h30 O Bebê e a Cidade
participantes: Irene Nagashima (CineMaterna), Isadora Canto (Projeto Acalanto), Tatiana Tardioli (Dança Materna) – mediação: Carlos Eduardo Corrêa
Iniciativas culturais para pais com bebês.
Entrada franca – sem necessidade de inscrição, nem retirada de ingressos
Sala Tarsila do Amaral (70 lugares)
dia 19/8 – sexta

das 19h30 às 22h30 Teatro e bebês: deles, com eles, para eles?
com: Cia. Noz, Cia. Zin, Grupo Papo Corpóreo e Núcleo Trecos e Cacarecos – mediação: Lucia Maria Lombardi
Investigação sobre produção teatral e bebês.
Entrada franca – sem necessidade de inscrição, nem retirada de ingressos
Sala de Debates (70 lugares)

Espetáculos

dia 13/8 – sábado às 14h30 e às 16h O que eu sonhei?
grupo: Cia. Zin – direção geral: Fafi Prado – elenco: Elenira Peixoto e Fafi Prado
(30min) A montagem traça um roteiro de movimentos e gestos cotidianos poetizados pelo estado de devaneio e de sonho. Em cena, duas personagens interagem em um espaço entre o real e o onírico. As ações misturam realismo e fantasia no momento antes de dormir, enquanto sensações do dia são revisitadas. Ao sonhar, os elementos se misturam e, ao acordar, apenas fragmentos deste sonho pairam na memória: “O que eu sonhei?”.
Entrada franca – retirada de ingressos: na bilheteria, uma hora antes do início de cada apresentação
Sala Jardel Filho (70 lugares, para adultos com bebês de 0 a 3 anos)

dia 14/8 – domingo às 14h30 e às 16h O jardim de Caicara
grupo: Núcleo Trecos e Cacarecos – direção: Lilian Guerra – criação e interpretação: Andréa Egydio
(30min) Conta a trajetória da protagonista Caicara, que vive em seu jardim. Ela está em constante movimento, percebendo o mundo ao seu redor e guardando dentro de si suas primeiras impressões, seus primeiros registros da vida. Com suas coisinhas, realiza trabalhos cotidianos, até que um dia resolve fazer um passeio especial.
Entrada franca – retirada de ingressos: na bilheteria, uma hora antes do início de cada apresentação
Sala Jardel Filho (70 lugares, para adultos com bebês de 0 a 3 anos)
dia 20/8 – sábado às 14h30 e às 16h Berço de espuma
grupo: Papo Corpóreo – direção, figurino e cenografia: o grupo – profissional em arte infantil: Carolina Souza Matos – elenco: Andréa Pimenta e Gracieli Maccari dos Santos – voz da criança: Felipe Prestes
(35min) O espetáculo narra a trajetória de um individuo que – assim como um bebê – vai descobrindo a si e o mundo que o cerca a partir do contato com o próprio corpo e com tudo que o rodeia. Baseado em poesias e observações, o espetáculo apresenta uma experimentação de sons e imagens, privilegiando a estimulação dos sentidos aliada a um jogo lúdico. A peça visa à participação direta dos bebês, que assistirão a um espetáculo em que voz, música, luz, objetos e projeção de imagens têm igual importância.
Entrada franca – retirada de ingressos: na bilheteria, uma hora antes do início de cada apresentação
Sala Jardel Filho (70 lugares, para adultos com bebês de 0 a 3 anos)
dia 21/8 – domingo às 14h30 e às 16h Oras bolas
grupo: Cia. Noz – direção geral e concepção: Anie Welter – elenco: Cida Sena, Ernandes Araújo, Paulo Enrique Alves, Renata Andrade, Sheyla Coelho e Verônica Giordano – stand by: Rafael Bolacha
(45min, livre) Oras bolas é um espetáculo de teatro infantil contemporâneo que envolve técnicas de dança, música, artes plásticas e animação de objetos que se transformam em bonecos à medida que são manipulados pelos atores. Por meio de experiências lúdicas com bolas e outras formas geométricas, brinquedos, baldes e balaios transformam-se em “bonecos-personagens”, dando origem a pequenas histórias. A trilha sonora mistura diálogos relâmpagos, músicas cantadas ao vivo e outras, compostas especialmente para a encenação.
Entrada franca – retirada de ingressos: na bilheteria (terça a domingo, das 10h às 22h), somente na semana da apresentação
Sala Jardel Filho (324 lugares)

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Animais que curam

Categoria: Celebridades, Comportamento

Foto: Andre Lessa/AE

LAIS CATTASSINI

Para viver bem e de bom humor, Luisa Mell dá a receita: passar um tempo com seus animais de estimação. Dona dos cães Marley, Gisele, Dino e Preta, Luisa, 33, percebe que bastam alguns minutos ao lado dos amigos de quatro patas para diminuir o estresse e melhorar o astral. “Eles sempre me ajudaram muito quando passei por momentos difíceis. Eu converso muito com elesâ€, conta a apresentadora do programa Estação Pet, da TV Gazeta.

A percepção de Luisa parece subjetiva, mas foi comprovada pela ciência. Um estudo da Universidade de Miami (EUA), publicado no mês passado na revista americana Journal of Personality and Social Psychology, mostrou que pessoas donas de animais de estimação são menos solitárias, têm uma maior autoestima e são mais em forma do que pessoas que não possuem animais em casa. “Quando o ser humano está em contato com um cachorro, o cérebro libera ocitocina, um neuro-hormônio responsável pelos sentimentos de afeição, aproximação e amorâ€, afirma o coordenador do Projeto Autismo, no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, Estevão Vadasz.

O efeito que os cães são capazes de provocar em crianças e adultos fez com que o hospital adotasse os animais em seus tratamentos. Duas crianças autistas realizam terapias com cachorros no Instituto. “Os cães, diferentemente dos humanos, não ficam frustrados ou decepcionados quando a criança não faz contato. Eles continuam tentandoâ€, explica a psicanalista do HC, Marisol Montero Sendin. Ela conta que, mesmo quando as crianças parecem não estar interagindo com os animais, há um impacto no tratamento.

Marisol lembra do caso de uma adolescente com depressão que não permitia que outros se aproximassem. Um dos cães voluntários no hospital a visitava constantemente, mas não recebia atenção e ficava com a coberta por cima da cabeça. “Uma vez o Aníbal, o cachorro que nos visitava, pegou os chinelos dela no chão e os colocou na cabeça dela. Ela foi obrigada a se descobrir. Quando teve alta, ela fez uma declaração de amor ao cachorro e fez um desenho a eleâ€, conta Marisol.

O ator Stênio Garcia, 78 anos, é um conhecido apaixonado por animais. Em casa, tem três cachorros da raça boxer. Stomp, Vitória e Branca já estão acostumadas a ouvir as lamentações do dono. Para o ator, o convívio faz, sim, bem à saúde. “Há um entendimento nessa relação. Minha esposa e eu conversamos muito com os animais. Isso faz bemâ€, afirma. Stênio também começou a estudar a utilização de animais em terapias, como a equoterapia, feita com cavalos.

Muito utilizada como auxiliar na fisioterapia, a equoterapia também traz benefícios a quem tem dificuldades cognitivas e problemas ortopédicos. O tratamento é indicado para quem tem distúrbios de comportamento, estresse, esclerose e até paralisia cerebral. “O passo do cavalo é muito semelhante ao passo humano. Para quem está acostumado a ver o mundo da cadeira de rodas, estar em cima de um animal desses dá outra percepçãoâ€, explica o fisioterapeuta Rodrigo Hernadez Riva, do Centro Social Nossa Senhora da Penha (Cenha), zona norte. 
 
O mundo visto da sela 
Os cavalos – no Cenha são três – também são incorporados ao tratamento. João Pedro, de 6 anos, é autista e frequenta o centro desde os 3. “Ele está sendo alfabetizado agoraâ€, conta a mãe, a advogada Caroline Fonseca, de 33 anos. João é incentivado a montar palavras em uma lousa e, como prêmio por ter acertado, pode dar voltas com o cavalo. “No começo eu precisava montar com ele. Precisei aprender a saltar do cavalo em movimento, sem que ele percebesse, para ele aceitar ficar sozinhoâ€, explica Carolina.

Para Gabriel Garcia Passos, de 15 anos, que tem paralisia cerebral, a terapia colabora para sua postura. “Com o cavalo, ele trabalha o trote e faz alongamento. Para ele, essa terapia é um prazerâ€, explica a mãe, Silvia Casagrande Passos, 43 anos, que há oito anos acompanha o filho na terapia.

Para a mesma finalidade, os golfinhos também podem ser usados em terapia. Sensíveis, os animais aquáticos percebem até mesmo se há uma mulher grávida no mesmo ambiente, como conta o fisioterapeuta aquático e terapeuta com golfinhos, Marcelo Roque. “No contato você percebe que o golfinho tem personalidade. Ele só se aproxima de pessoas de boa índoleâ€, diz Roque. Segundo ele, os animais agem de maneiras diferentes dependendo do sexo do paciente e também do estado físico. Essa é uma sensibilidade que os cachorros não têm. Por isso, os animais que são usados nas terapias passam antes por uma seleção e treinamento. “A personalidade do cão, na verdade, depende do que a criança paciente necessita. Mesmo assim, o cachorro não pode pular, deve evitar latir e passa por um longo treinamentoâ€, afirma o fisioterapeuta e membro da Associação para a Promoção de Terapias Assistidas por Cães, Vinícius Ribeiro.
 
Lugar de cão é no hospital?
As exigências são muitas, e a avaliação, profunda. “O cão precisa ser afetivo, gostar de outras pessoas que não só seus donos, além de conseguir conviver com outros animais. Eles devem suportar barulho, movimento, serem focados…â€, enumera a presidente executiva do Instituto Nacional de Ações e Terapias Assistidas por Animais (Inataa), Silvana Fedeli Prado. Tudo isso é necessário para que os animais trabalhem, principalmente, com crianças. “Sabemos que as crianças se beneficiam mais, mas não é algo exclusivoâ€, afirma a diretora de enfermagem do Hospital São Paulo, Maria Isabel Carmagnani. O Inataa, por exemplo, leva seus cães também a asilos. “Foi como começamos, há oito anos. Os idosos também se beneficiam bastante com esse contatoâ€, diz Silvana.

Maria Isabel conta que, no hospital, onde também são recebidos cachorros no atendimento pediátrico, houve resistência para levar os animais a outros setores, como a UTI e internações com idosos. “Na pediatria, os médicos são mais abertos. Mas tivemos problemas com gente que acha que hospital não é lugar de cachorroâ€, conta ela. Normas de higiene são seguidas à risca. Além das benesses clínicas, o estudo da Universidade de Miami mostra, também, que “um cachorro é uma fonte de contato social única e significativa, acima de qualquer contribuição humanaâ€.

Quem está acostumado a ficar rodeado de cães, como a modelo e atriz Giovanna Ewbank, 24 anos, casada com o ator Bruno Gagliasso, sabe bem disso. “O cachorro é amigo, companheiro e o amor deles é puroâ€, conta Giovanna, dona de oito cães. A atriz Totia Meireles, 53 anos, considera especiais as visitas ao seu sítio, no interior do Rio de Janeiro, onde seus três cães sempre a recebem com alegria. “Quando eu chego, é como se não tivesse passado tanto tempo fora. Fico com o humor muito melhor. É uma troca de carinho. É amorâ€. Giovanna se lembra de quando morou fora do Brasil, pela carreira de modelo, e passou muito tempo sozinha. Esse período foi marcado por muita saudade – inclusive dos seus bichos. “Em Nova York, eu trabalhava muito e quase não ficava em casa. Por isso, achei melhor não ter um bicho de estimação. Senti muita faltaâ€, conta ela. O dia a dia com seus cães só a fazem ter certeza: “Lembro dos momentos em que me senti sozinha e triste. Um cachorro teria me ajudado muito!â€.

Brasil vai sediar Miss Universo

Categoria: Comportamento

MAIARA CAMARGO

Depois de disputar com outras 18 nações, o Brasil será, pela primeira vez, a sede do concurso de beleza mais tradicional do mundo, o Miss Universo. O evento, que chega ao País em meio às comemorações de seus 60 anos de existência, será realizado no dia 12 de setembro no Credicard Hall, reunindo mais de 85 candidatas.

A transmissão da competição será feita pela Band – que está promovendo o evento– em parceria com o canal americano NBC Universal para aproximadamente 200 países. A expectativa é de que 1 bilhão de telespectadores acompanhem a escolha da mais bela do mundo.

Por aqui, Adriane Galisteu fará apresentação e tradução simultânea do concurso, que será todo falado em inglês e seguirá todos os padrões originais, com direito a desfile de roupas típicas e visitas a projetos sociais.

Antes, Adriane, que já apresentou as etapas regionais de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro do Miss Brasil e também gravou especiais sobre os concursos, será a âncora do Miss Brasil. A competição, que está marcada para o dia 23 de julho, vai escolher a mulher que representará o Brasil no Miss Universo.

Para Adriane, a experiência das competições regionais deve ajudar na hora de apresentar o Miss Universo. “Foi legal entrar um pouco nesse universo para entendê-lo melhorâ€, disse na entrevista coletiva realizada ontem. Fã de corpos esguios, Adriane encontrou um outro modelo nos concursos.

“Eu gosto de cabide. Para mim, mulher tem que ser magra. Nos concursos, elas não costumam ser assim. A Ximena Navarrete (atual Miss Universo) é uma exceçãoâ€, disse.

Passando a coroa

Para a mexicana Ximena Navarrete, que virá ao País em setembro para entregar a coroa de miss, o País é a nação ideal para sediar o evento. “O Brasil é a casa das mulheres mais bonitas do mundo.â€

Desde 2003, a Band exibe o Miss Universo, concurso que atualmente é promovido por uma empresa de Donald Trump. Frederico Nogueira, vice-presidente do Grupo Bandeirantes, conta que as transmissões já estão certas até 2015 e comemora a vitória do Brasil na escolha como sede. “Foi um ano de seleção, quase uma licitação de verdade, mas nós temos essa cultura de mulher bonitaâ€, afirma.

De acordo com Nogueira, já foram vendidas duas cotas master de patrocínio, cujo valor de tabela está estimado em R$ 50 milhões. “Também estamos negociando as cotas regionais. Em São Paulo, o valor é de cerca de R$ 10 milhões. De qualquer forma, somente o custo para trazer o concurso será de R$ 35 milhõesâ€, diz.

Mesmo depois da transmissão do Miss Universo, a aposta da emissora em concursos de beleza deve continuar forte. Hélio Vargas, diretor de programação da Band, explica que, para o próximo ano, a expectativa é que o canal exiba mais etapas estaduais do concurso Miss Brasil. “Estamos planejando transmitir seis regionais. Está sendo uma experiência muito positivaâ€, termina.

Para os brasileiros que acompanham o concurso, será a chance de torcer pelo País, que não ganha desde 1968, ano em que Martha Vasconcellos ficou com o título. Mas só pela TV. A plateia do concurso será formada por convidados e não haverá venda de ingressos.

Autores contam a batalha para serem publicados

Categoria: Comportamento

Por Ana Rita Martins

“Só um momentinho que nós vamos estar passando (sic) a ligação para o departamento de novos autoresâ€. Enquanto a escritora Andrea del Fuego, na época com 27 anos, ouvia a voz da secretária ser substituída por uma musiquinha de eterna espera, chegou a correspondência. Era a resposta da quinta editora para a qual ela havia mandado Minto Enquanto Posso, seu primeiro livro de contos. “Só mais um momento, senhoraâ€, disse a secretária. Tempo suficiente para ler a carta: “Apesar das qualidades, você não se encaixa no nosso projeto editorialâ€. Andrea poderia ter esmorecido. Em vez disso, continuou sua árdua missão suada por uma chance de ver sua obra publicada. “Tu…tu…tuâ€, a ligação tinha caído. E muitas outras cairiam até que, dois anos depois, em 2003, ela conseguisse, enfim, um lugar nas prateleiras para sua obra de estreia.

Hoje, aos 35 anos, Andrea tem quatro livros de contos, três infanto-juvenis e um romance publicados. Com Os Malaquias, é finalista na categoria melhor livro de autor estreante no Prêmio São Paulo de Literatura, que concede R$ 200 mil ao primeiro colocado nesta e na categoria melhor livro do ano. A despeito dessa chance, que só saberá ser vitoriosa em agosto, Andrea ainda não consegue viver de suas obras – como a maioria autores do País.

Com trajetórias iniciais similares, jovens autores têm descoberto que de romântica, a vida de escritor só tem as histórias contadas em livros. O que eles mostram, por meio de suas experiências, é que não basta apenas talento. Uma boa dose de persistência, marketing pessoal e desprendimento econômico são essenciais a quem pleiteia uma carreira literária.

A escritora Márcia Barbieri, 32 anos, chegou a reunir seus contos num livro diagramado, revisado e impresso por ela mesma, com o intuito de vender aos leitores. “Não conseguiâ€, diz a autora. “Sou tímida e, quando ia vender, ficava sem graça e dava o livroâ€. Sua sorte mudou após a divulgação da obra em seu próprio blog que, com mais de 20 mil acessos desde sua estreia, em 2003, chamou a atenção de editores. Márcia fechou, recentemente, contrato com a editora Multifoco para lançar As Mãos Mirradas de Deus, em julho. “A editora vai dar os livros e eu pagarei o coquetel da festa de lançamentoâ€, conta. “Tem de ser assim porque pouca gente lê contos. As editoras pequenas investem, mesmo sem saber se vão ter retorno financeiroâ€. A sessão de autógrafos será bancada pelo salário que Márcia ganha como professora da rede municipal.

O escritor Juliano Ribas passou por dificuldades diferentes para ver Contrafeito publicado em 2009. Conciliar a vida de escritor com a de redator publicitário e com a de pai de família foi o maior desafio: “Trabalhava doze horas por dia, escrevia aos finais de semana e ainda tinha de dar atenção às minhas filhasâ€, diz. Para publicar, Juliano contou com a sorte de conhecer alguém dentro de uma editora e que gostava do seu trabalho.

No caso da poesia, ir para as prateleiras é tão difícil que os autores se esforçam para tornar a linguagem mais acessível. Recentemente, Rafael Rocha Daud e Lilian Aquino, ambos de 31 anos, participaram de um movimento de declamação de poemas na Avenida Paulista. “Pegamos a notícia do atropelamento de ciclistas em Porto Alegre, que na época todos estavam comentando, transformamos em poesia e declamamosâ€, diz Lilian. Apesar de ambos já terem contratos de publicação fechados para esse semestre, dizem que o esforço vai além: “A publicação é só um passo. Precisamos formar leitoresâ€.

Analu Andrigueti, 33 anos, e Maiara Gouveia, 27 anos, também poetisas, dizem que a poesia ainda é vista como “chata e antiquadaâ€. “Poucas pessoas compram ou conhecem poetas vivosâ€, lamenta Rafael. Conseguir publicar parece ser uma grande batalha. Digna de Dom Quixote.