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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
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TV paga ganha reforço de cinco canais

Categoria: Antenado, TV

Por Aline Nunes

Avançar sem hesitar além dos números baixos do controle remoto, romper a fronteira dos canais abertos, e acompanhar seriados gringos em suas temporadas mais recentes, zapear entre produções estrangeiras e assistir a campeonatos de futebol europeus. Tudo isso é praxe na rotina de 42 milhões de telespectadores brasileiros, acostumados ao amplo leque da TV por assinatura, convertidos ao entretenimento de fora e avessos ao chororô das novelas, carro-chefe da produção nacional.

Pensando nesse batalhão de dedinhos ansiosos com o controle remoto em punho, o mercado tratou de expandir seu catálogo com cinco novos canais: Off, FoxSports, HBO Signature, Comedy Central e Gloob – este, previsto para o primeiro semestre.

As novidades, além de ilustrarem um segmento lucrativo e em amplo crescimento, aponta um caminho para a TV paga: segmentar. Há um canal especializado em esporte, outro em comédia, um dedicado a crianças, um só de reprises e outro de aventura. “A tendência é segmentar mais. Ja já terá um canal só para as senhoras aposentadasâ€, diz Júlio Wainer, especialista em televisão, diretor da TV PUC São Paulo. “Hoje todos vislumbram ter TV a caboâ€.

Pesquisas feitas pela Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) reforçam a tese de Wainer. Em 2011 o número de domicílios assinantes desse tipo de serviço cresceu 30,45% em relação ao ano anterior, totalizando 12,7 milhões de residências assinantes – o que equivale, segundo a ABTA, a 42 milhões de telespectadores. O público, de fato, é vasto, e vem deixando de representar só a elite. Segundo pesquisa do Ibope Media, em relação à faixa etária, 29,5% dos telespectadores têm 50 anos ou mais; o segundo maior grupo, 22% têm entre 35 e 49 anos. Do total desse contingente, nota-se o crescimento da classe C nessa divisão, hoje de 18%.

Exclusividades
Dedicado a humorísticos, o Comedy Central (Sky) em é uma dessas novidades, e tem Danilo Gentili como um de seus figurões. Para ele, que segue com seu programa Agora é Tarde, na Band, a investida se justifica, diz ele, por oferecer uma plataforma mais refinada. “Os canais abertos tentaram fazer um stand-up em quadros de programas. Ficou uma bosta. Aqui, a única preocupação é fazer comédiaâ€, diz ele, que se diz fã do canal instalado em mais de 22 países, e onde seguirá esse formato.

No caso do OFF, o canal de aventura, a explicação da gerente de marketing Cristiane Stuart para a entrada no mercado a cabo é a falta de uma emissora “radical†na programação nacional. “Quem curte aventura, mesmo que não pratique, é atraído pelos programas, que trazem lindas imagensâ€, diz. E, assim como o Comedy Central, o OFF, da Globosat, também correu atrás de um rosto familiar do público. No caso, o da carioca Raquel Iendrick para comandar o Snow Camp. Ela já apresenta o Sem Destino, no Multishow.

Nesse bolo, a Fox Sports, que estreou fazendo barulho – é a única emissora com o direito de passar todos os jogos da Taça Libertadores – trouxe uma ex-global para o time, a atriz Tammy Di Calafiori (Passione; 2010). A programação ainda está sendo montada e, entre exibições de futebol, automobilismo e ciclismo, aposta até em documentários/tributos, como Bruce Lee Live. No entanto, a emissora ainda aguarda negociação com as grandes da assinatura, Net e Sky, que detêm 70% do mercado (veja mais ao lado).

Na contramão, a HBO criou mais um canal, uma espécie de seu próprio Canal Viva – que exibe conteúdos antigos da Globo –, o HBO Signature. Além de filmes antigos,passa séries ‘quase’ inéditas, como Sopranos (1999 –2007) e as primeiras temporadas das premiadas Game Of Thrones e Boardwalk Empire, de Martin Scorsese. “Estas produções inovadoras definem uma experiência de televisão única, agregando valor ao pacote premium da HBOâ€, diz Gustavo Grossmann, vice-presidente do canal.

Para Júlio Wainer, a TV a cabo cada vez mais se concretiza como um objeto de luxo da família. Mas, ele lembra, ainda depende das contas da casa. “Se a família precisa recorrer a uma retração econômica, a televisão a cabo é a primeira coisa a ser cortadaâ€, diz ele.

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O reality ‘Mulheres Ricas’ vai acabar, mas a ricaça Val Marchiori segue no ar. Na Band, segundo ela, Otávio Mesquita a convidou para fazer um quadro no ‘Claquete’. “Eu tenho outras duas emissoras bem interessadasâ€, contou ela. “Antes, talvez, haverá uma segunda temporada (do reality), que pelo jeito eles gostariam que eu fizesse.†Diego Barredo, diretor da Eyeworks-Cuatro Cabezas, produtora da atração, não respondeu à coluna.

Após o reality, Val ficará um mês fora do País. Ainda neste ano, pretende lançar um livro. E a Playboy? “Fui almoçar com o Edson (Aran, diretor de redação da revista). Disse que não tenho interesse. Até porque o cachê seria muito alto para os padrões (risos)â€, contou ela à coluna. “Eu pedi R$ 15 milhões, mas eles não querem pagar (risos).â€Â  E emendou: “Estou mais interessada que ele escreva o meu livroâ€.

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ALINE NUNES

Na sala de casa, em São José dos Campos (SP), o passinho moonwalk de Michael Jackson, repetido por Leilah Moreno, aos cinco anos, fazia sucesso com a plateia familiar. Com a voz em formação, então aos 12, montou uma banda, foi a programas de calouros, despontou. Comparada à Whitney Houston, Leilah abriu shows de Milton Nascimento, foi reconhecida na Europa, gravou três discos e assinou contrato na Globo – e entrou para a banda do Altas Horas.
Ainda assim, sonhava em resgatar o tempo de interpretações. Formou-se na escola de teatro Wolf Maya. Estrelou Antônia, filme e série. A primeira ponta veio de Walcyr Carrasco, em Sete Pecados (2007). “A experiência deixou gostinho de quero maisâ€, conta Leilah. Então, ela pediu um tempo das noites animadas de Serginho Groisman e voltou a fazer testes. Hoje, está no ar, e contracena com Marília Pêra. É a Grace Kelly, de Aquele Beijo.
Diretor do folhetim, Miguel Falabella sempre deu sinais de que dramaturgia e show andam bem juntos. Além de Leilah, chamou mais três gogós afinados para o elenco. A primeira delas foi Karin Hils (ex-Rouge, banda que veio de um reality show e autora do hit ininteligível Ragatanga), que trabalhou com ele no musical Hairspray (2010). Depois vieram Frederico Reuter (que fez New York, New York) e Jhama (da banda Trio Ternura).
A vitrine em horário nobre serve, indiretamente, para bombar projetos musicais futuros. Com o término da novela, Karin já tem um trabalho solo engatilhado. Frederico, há dez anos na carreira de músico, quer aproveitar a popularidade de seu Dr. Ricardo para lançar um álbum, de pop americano, com o grupo Quattro. Jhama, por sua vez, espera ser acolhido por uma gravadora para lançar o disco do Trio Ternura, que nasceu numa festa de aniversário do ator Bruno Gagliasso e ganhou as boates cariocas. O grupo, que toca de Roberto Carlos a funk e pagode, viaja o Brasil e tem até fãs, as ‘ternuretes.’ Jhama toca violão, o ator Thiago Martins (de Cidade de Deus e Insensato Coração) faz o vocal e Dhum Neves, a percussão.
Mais cantoras em cena
“Confesso que nem sabia o que era Rouge…â€, diz Falabella sobre o bom trânsito de mídias. “A Karin chegou tão bem, de mansinho, doce… Profissional irretocável.â€
E essa fila musical, é verdade, anda longa. Em O Brado Retumbante, minissérie de Ricardo Waddington que a Globo exibiu em janeiro, as cantoras Alinne Rosa e Marina Elali mostraram o lado atriz. “Meus fãs ficaram felizes e eu também gosteiâ€, conta Marina, que já pensa em bis.
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