Por aqui, agora é proibido fumar
- 10 de dezembro de 2011 |
- 23h00 |
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ALINE NUNES
“Às vezes, ainda sonho que estou fumando.†Há 32 anos, o doutor Drauzio Varella, de 68, não acende um cigarro. Mas enquanto dorme, a década de 60 ainda está acesa em sua memória. CompreensÃvel. Foi uma época em que ele circulava com os livros de anatomia debaixo do braço pela USP e com um cigarro sempre nas mãos. Nos intervalos das aulas e em todas as reuniões universitárias, a fumaça fazia parte do cenário. “Todos fumavamâ€, conta Drauzio.
Mas a partir do momento em que as leituras cientÃficas se tornaram importantes na vida desse paulistano e a tosse seca passou a incomodar suas duas filhas, o tabaco transformou-se em um vilão para o doutor. A batalha, no entanto, não foi fácil. “O cigarro é a droga que mais vicia, porque provoca a sÃndrome de abstinência em minutosâ€, diz. “O usuário de cocaÃna cheira e depois é capaz de passar uma semana sem usar. O fumante, não.â€
Dos 24,6 milhões de fumantes do PaÃs, calculados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÃstica (IBGE) e pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), mais de mil brasileiros assinaram embaixo do discurso antifumo de Drauzio e enviaram à produção do Fantástico vÃdeos falando de sua relação com o cigarro. Assim, o quadro Brasil Sem Cigarro, que termina hoje na Globo, virou selo de campanha, ganhou força e, pelas ruas de nove cidades do Brasil – entre elas, Porto Alegre, Rio e Manaus – reuniu mais de 32 mil pessoas. Hoje, das 9h ao meio-dia, no Sesc Interlagos, em São Paulo, Drauzio, junto com o apresentador Zeca Camargo, participará da última edição excursionista do Brasil Sem Cigarro, numa maratona de exames, palestras e atividades fÃsicas.
Enquanto isso, no Vale do Anhangabaú, quem quiser levantar a bandeira e juntar-se ao grupo de 26 milhões de ex-fumantes do PaÃs, segundo o IBGE e o INCA, poderá descartar os maços numa lixeira instalada no local. Ainda hoje, na Globo, o trio que topou o desafio de largar o tabaco – a funcionária pública Cristina Góes, de 43 anos e há 26 fumante, o supervisor Carlos Cesar, de 49 anos e há 35 tabagista, e a psicóloga Camila Cidade, de 29 anos e há 10 fumante – vai mostrar se as dicas de Drauzio e os exercÃcios sugeridos pelo preparador fÃsico Márcio Atalla, do Medida Certa, surtiram efeito.
Vencedores contra o tabaco
“Espero que o quadro tenha dado certo. A causa é boa. Afinal, falta inteligência para quem fumaâ€, diz o ator Herson Capri, de 59. Assim como Malu Mader, de 45, e Ney Latorraca, de 67, Capri expôs sua luta contra o tabaco – que teve fim em 1999, após uma cirurgia no pulmão – aos mais de 1 milhão de telespectadores que o Fantástico alcança, com média de 22 pontos de audiência.
Renata Ceribelli, de 46, também torce pelo bom resultado. A nova apresentadora da revista eletrônica de domingo aposta nos quadros de mobilização popular. “Cria-se uma certa intimidade, que deixa o público mais confiante na informação que recebeâ€, diz ela, que parou de fumar há 21 anos. O que dá indÃcios de que um próximo quadro do gênero deve vir por aÃ.
Para Mauro Alencar, da Academia de Artes e Ciências da Televisão de Nova York, o Brasil Sem Cigarro foi um acerto, porque há uma relação afetiva entre o brasileiro e a TV. “Quando surge uma campanha como essa, o público passa a acompanhar e sente-se encorajado, pois ganha exemplos de superaçãoâ€, diz. O apresentador da RedeTV! Amaury Jr., de 64 anos, que está há 20 dias sem acender um cigarro, concorda. “Quando você observa um pulmão de um fumante, como fez o dr. Drauzio, estimula a convicçãoâ€, diz ele, que tem usado chicletes com nicotina. “Mas não garanto que vou resistir.â€
A batalha é dura. A atriz Carolina Ferraz, de 43, não fuma há 8 anos, mas preferiu não falar sobre o tema com a reportagem, por ser algo que ainda mexe com ela. Para a atriz Renata Sorrah, de 64, que pela quinta vez tenta parar, também é um assunto delicado. “Há dez anos, é uma luta dolorosa. Não estou segura para falar dissoâ€, diz. Drauzio explica esse tipo de reação. “Você vira ex-fumante, mas ex-dependente nunca.â€
Para alguns, é necessário um susto para mudar a postura. Foi assim com o apresentador da Band José Luiz Datena, de 54, que há 5 anos desenvolveu um tumor no pâncreas e abriu mão de dois maços por dia. “Nos anos 50, até o bebê fumava no carrinho. Aos 13 anos, eu já fumavaâ€, disse ele ao JT, enquanto visitava um especialista em garganta, que também foi atingida pela rotina tabagista.
A interferência na voz, aliás, foi o que motivou o cantor Zeca Pagodinho, de 52, a se tornar ex-fumante há um ano e oito meses. “Eu estava encontrando dificuldade para cantar algumas músicas.â€
O mesmo aconteceu com o ator Osmar Prado, de 64, há 30 anos livre do fumo. “Sem o cigarro, comecei até a fazer aulas de canto.†Hoje, ele se diz curado do vÃcio. “Fiz o Barão de Araruna (Sinhá Moça, de 2006), em que fumava charuto numa boaâ€, conta. Para MarÃlia Pêra, de 68, essa batalha também já foi vencida há 20 anos. Tanto que, para interpretar Coco Chanel, na peça Mademoiselle Chanel (2004), ela encarou mais de dez cigarros (importados, sem nicotina) por espetáculo. “Não achei a menor graça em fumar.â€
Já a produção do musical Cabaret, atualmente em cartaz em São Paulo, importou 20 caixas de cigarro de alface seca especialmente para a atriz Claudia Raia, de 44, que há 19 anos não fuma. Para Gloria Pires, de 48 e dez sem fumar, não foi tão simples rodar o longa É Proibido Fumar (2009), de Anna Muylaert. Após fumar dez cigarros (sem nicotina) numa cena, ela sentiu-se mal. “No dia seguinte, acordei com ressaca.†::
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A felicidade de Ben Harper
- 8 de dezembro de 2011 |
- 23h55 |
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Categoria: Antenado, Baladas, Música
Felipe Branco Cruz
Dono de melodias fáceis, o cantor e compositor californiano Ben Harper se apresenta hoje em São Paulo, na Via Funchal. É difÃcil encontrar alguém, mesmo nos rincões mais afastados do Brasil, que não tenha escutado a música Boa Sorte/Good Luck, que ele gravou em parceria com a cantora Vanessa da Mata. Até hoje, quem ouvir os versos “Tudo que quer me dar / é demais/é pesado / não há paz / Tudo que quer de mim / irreais / expectativas/desleais†se lembrará da canção. A cantora, aliás, confirmou que fará participação especial no show que Harper apresenta hoje em São Paulo.
No Brasil desde o inÃcio do mês, Harper já se apresentou em Porto Alegre, Florianópolis e Belo Horizonte. Depois do show na capital paulista, ele seguirá para a última apresentação no Rio de Janeiro, no dia 10. “Ouvi falar da Vanessa assim que cheguei no Brasil, pela primeira vezâ€, disse o músico, em conversa com a imprensa, em São Paulo. “Recebi uma ligação do produtor Mario Caldato Jr. em Los Angeles, perguntando se eu não gostaria de gravar com ela. Respondi: ‘Traga tudo que tiver’. A letra, o ritmo e a música são cativantes.†Do Brasil, o músico disse saber pouco. “Conheço Vinicius de Moraes, Marisa Monte. Amo churrasco tambémâ€, brincou.
O cantor credita boa parte de seu sucesso no exterior também à parceria com Vanessa da Mata. “Quando viajava por Paris, escutei nossa música tocando nas rádiosâ€, disse. “Se não fosse por ela, minha carreira internacional não seria tão grande. Adoraria fazer mais um projeto com Vanessa.â€
Ben Harper é um músico de parcerias. Em seu último disco, Give Till It’s Gone, ele conta com a participação do baterista dos Beatles Ringo Starr. “Trabalhar com Ringo foi uma honraâ€, afirmou. Ou ainda com Dhani Harrison, filho do guitarrista dos Beatles, George Harrison (1943-2001), com quem montou a banda Fistful of Mercy (leia mais abaixo). Na estrada há mais de 17 anos, ganhador de dois Grammy e mais de 10 milhões de discos vendidos, Harper acumulou uma série de sucessos. Dentre eles, Diamonds on The Inside e Waiting For You. Todas deverão estar no set list do show de hoje, além de Loving You is My Masterpiece, Another Lonely Day e Don’t Give Up On Me Now.
O público, no entanto, poderá esperar muito mais. Os shows de Harper costumam durar mais de três horas. Em São Paulo, não deverá ser diferente. “Espero que, depois de tocar durante tanto tempo, quando as luzes do local forem acesas, ainda tenha alguém na plateia me ouvindoâ€, brincou.
Simpático, falou que o Brasil é o único paÃs do mundo onde se é recebido no aeroporto ao som de berimbau. “Achei fantástico quando cheguei a Salvador e vi as pessoas tocando berimbau.†Mas seu sonho é visitar Fernando de Noronha para surfar. “Me sinto confortável no Brasil. Quem sabe eu não compre uma casa por aqui.â€
Engajado em causas sociais, sempre que pode, Harper procura participar de projetos em ONGs. Durante a entrevista, o músico também comentou sobre as manifestações que ocorreram nos Estados Unidos com jovens acampando em frente a Wall Street, onde fica a Bolsa de Valores de Nova York. “Acho ótimo ver as pessoas se movimentando. O capitalismo precisa evoluir. Estamos chegando a um ponto que não terá mais volta.†Questionado sobre questões ambientais brasileiras, como a construção de uma usina em Belo Monte, no rio Xingu, no Pará, ele respondeu: “Não conheço. Mas quero me informar sobre esse tema.â€
Mas o que o público escutará hoje serão músicas com mensagens positivas e ritmos cativantes. E isso Ben Harper sabe fazer muito bem. “Gosto de cantar músicas com mensagens positivas. Isso fica bem claro já nos tÃtulos das cançõesâ€, disse Harper, citando a música With My Own Two Hands.
O disco mais rock and roll de Ben Harper
Além de seus hits, como ‘Diamonds on The Inside’ e ‘Boa Sorte / Good Luck’, que Ben Harper deve tocar no show de hoje à noite, o músico californiano deve apresentar principalmente canções de seu novo álbum, o décimo da carreira, ‘Give Till It’s Gone’, lançado no primeiro semestre deste ano. As novas composições estão focadas mais em rock and roll do que no reggae, que por anos pontuou suas canções.
O público, portanto, poderá esperar por mais guitarras distorcidas, pesadas baterias e a velocidade do rock ao invés da contemplação do reggae. Com composições bastante intimistas, Ben Harper descartou, porém, que o disco seja o mais autobiográfico de sua carreira. “Todos meus álbuns são autobiográficosâ€, disse. “Mas quando lançamos algo novo, as pessoas sempre tendem a achar que ele é o mais autobiográfico de todos.â€
É inegável, no entanto, o caráter pessoal de letras como ‘Don’t Give Up On me Now’ e ‘I Will Not Be Broken’, que versam sobre desilusões amorosas. No ano passado, Ben Harper se separou de forma abrupta da mulher, a atriz Laura Dern, com quem se casou em 2005. Para a separação, o músico alegou incompatibilidade de gênios e está pedindo a guarda dos filhos do casal, o garoto Ellery Walker (nascido em 2001) e a menina Jaya (de 2004).
Desde 2006 Ben Harper também não lançava nenhum álbum solo. Nos últimos anos, ele gravou discos com as bandas Innocent Criminals e Relentless 7. Nesses trabalhos, suas composições eram, principalmente, polÃticas. Justamente o contrário deste novo disco. “E é por isso que vocês acham que esse disco é o mais autobiográficoâ€, justificou.
E há, claro, a participação do beatle Ringo Starr na bateria.
O músico inglês compôs e gravou com Ben Harper a canção instrumental ‘Get There From Here’.
A bateria sincopada de Starr é evidente. Trata-se de uma composição para se ouvir despretensiosamente. No final, assim como em alguns discos dos Beatles, é possÃvel ouvir os músicos conversando no estúdio. Ringo, com seu inconfundÃvel sotaque inglês, dá boas gargalhadas ao lado de Harper.
Com Dhani Harrison, Harper cria nova banda
Formada no inÃcio de 2010, a Fistful of Mercy lançou no mesmo ano o disco ‘As I Call You Down’. As músicas do grupo misturam referências de reggae e rock trazidas pelos seus três integrantes: Ben Harper, Dhani Harrison (filho de George Harrison) e o músico Joseph Arthur. O grupo surgiu após um convite de Joseph a Harper. Ele, então, convidou Harrison. Os dois se conheceram numa pista de skate em Santa Monica, na Califórnia.
Durante a entrevista coletiva, realizada na semana passada em São Paulo, Harper destacou que está muito animado com o projeto e que pretende trazê-lo ao Brasil. O single da banda, batizado também de ‘Fistful of Mercy’ pode ser baixado gratuitamente no site deles: fistfulofmercy.com
Floresce uma carreira internacional
- 7 de dezembro de 2011 |
- 23h00 |
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Categoria: Antenado
ALINE NUNES
De um lado, encostado numa parede, Anthony Hopkins. Do outro, com um texto em mãos, Jude Law. A prova de inglês já ficou para trás. Aos 28 anos e com dez de carreira, a atriz brasileira Maria Flor foi aprovada na leitura gringa “com louvorâ€, pelo cineasta Fernando Meirelles.
Passado o teste de idioma, só faltava enfrentar essas ‘feras’ citadas acima. Principalmente, a de O Silêncio dos Inocentes (1991), com quem ela contracena em 360, novo filme de Meirelles, rodado em março deste ano, em Londres. “Como vim parar aqui?â€, pensava a atriz, enquanto olhava no fundo dos olhos azuis de Hopkins.
]A resposta, até agora, ela não encontrou. Mas vibrante, como o jornal londrino Evening Standard a descreveu, a carioca rodou uma cena de 16 páginas com o veterano Hopkins e, em 21 de março de 2012, estreará mundialmente, falando em inglês, ao lado ainda de Ben Foster (O Mensageiro, de 2009) e Rachel Weisz, que levou o Oscar por seu papel de coadjuvante em O Jardineiro Fiel (2005), também dirigido por Meirelles.
Em alta, a jovem descolada com dois namorados do seriado Aline, que teve duas temporadas na Globo, estreia hoje um programa solo no Multishow, Todo Mundo, às 22h, com o crivo da mãe, Marcia Leite, que a dirige. Solta pelas ruas de Londres, a qual ela considera sua segunda casa, Maria Flor mostra, em quatro episódios, a história de alguns brasileiros que residem na capital inglesa.
Nova parceria
Na telinha, ela compartilha sua relação com a cidade, que frequenta desde os 14 anos, mostra a rotina dos personagens (todos seus amigos), fala dos relacionamentos entre brasileiros e estrangeiros, e de como é trabalhar fora do paÃs de origem. Mas tudo de maneira informal.
“Não tenho a pretensão de ser apresentadora. Sou só uma pessoa que fica intermediandoâ€, conta a atriz, que diz nunca ter recebido um convite desse estilo da Globo. Em 2012, ela assina outro projeto com o Multishow, mas como atriz. O namoro com o canal, pelo visto, tem futuro.
Maria Flor não almeja ser apresentadora mas, segundo ela, faz tempo que o Multishow a convidava para ocupar tal função. “Não sei a razãoâ€, diz. Mas de passagem por Londres para a filmagem de 360, de Fernando Meirelles, ela sugeriu ao canal a atração Todo Mundo, em que a mãe, Marcia Leite, iria dirigi-la, e resolveu se arriscar. O Multishow adorou a ideia de mostrar os brasileiros que ganham a vida na capital inglesa e embarcou na viagem da atriz.
Em três semanas, ela gravou todo a atração e, como bônus, foi curtir alguns cantinhos favoritos da cidade. “Em Londres, tenho um lugar em que gosto de comer bolinho, outro em que vou para beber, um em que sonho ter um apartamento.†O mapa da capital inglesa está desenhado na cabeça da atriz.
A primeira vez que Maria Flor pisou na terra da rainha Elizabeth II foi aos 14 anos. “Vi que o mundo não era só o meu bairro (risos).†Desde então, ela perdeu a conta das vezes que desembarcou por lá. “Acho que foram umas sete.â€
Dessa última, porém, foi diferente. Pela primeira vez, Maria Flor foi rodar um filme estrangeiro.
“Fiquei bem nervosa na hora do teste de inglês.†Até aÃ, ela nem sequer fazia ideia de que ficaria frente a frente com Anthony Hopkins. Muito menos que trocaria algumas palavras com Jude Law nos bastidores e enfrentaria Ben Foster, que não quis conhecê-la antes das filmagens de 360.
Quando a convidou para fazer o teste do filme, por e-mail, Fernando Meirelles – com quem ela já tinha trabalhado na série Som & Fúria (de 2009, exibida na Globo) – foi sucinto e apenas comentou que se tratava de um longa internacional, que falaria sobre as relações humanas.
“Na hora, respondi que simâ€, afirma ela. Maria Flor passou na prova de idioma e, no final, surpreendeu o elenco. No blog do filme, Meirelles conta que, no dia em que Hopkins rodou com a atriz, escreveu um e-mail para ele em que a chamava de ‘little Maria’. “Gostei de contracenar com a pequena Maria – ela é tão talentosa, tão bonita…â€
Mesmo diante de um elogio como esse e do ‘namoro’ com Londres, ela não faz planos de deixar o Brasil. “Com o filme do Meirelles, outras portas se abriram e tenho investido nissoâ€, diz. “Mas falo português, comecei a trabalhar no Brasil, então, tenho uma carreira aqui também.â€
Ao menos em 2012, a moça continua por aqui. Possivelmente, numa dobradinha com a mãe, Marcia Leite, diretora da produtora Fina Flor Filmes, no Multishow. Enquanto isso, na Globo, na qual não tem contrato fixo, protagonizará um dos episódios de As Brasileiras.
E, mais uma vez, assinará uma parceria de peso. Dessa vez, para ser dirigida por Daniel Filho. A fila de projetos, porém, não termina aÃ. Também em 2012, vai estrelar o longa nacional Corpo Fechado, de Luiz Henrique Rios, com Caio Blat.
Mesmo a passos largos, Maria Flor não acha que sua carreira deslanchou rapidamente.
“Comecei aos 18 anos. Acho que estou com uma trajetória sólida e calmaâ€, diz ela, e afirma ser imune ao deslumbramento, comum no meio artÃstico. “Já passei muito B.O. (boletim de ocorrência, numa referência aos perrengues que enfrentou) em gravação. Já tive de fazer xixi em boteco, enfrentar lama. Não é só glamour, né?â€
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A despedida de Fátima Bernardes do ‘JN’
- 5 de dezembro de 2011 |
- 23h46 |
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Aline Nunes
“Até breve”. Foi assim que Fátima Bernardes se despediu do ‘Jornal Nacional’, na noite de hoje. Durante 15 minutos, o colega de bancada e marido, William Bonner, mostrou um vÃdeo sobre a trajetória de Fátima dentro da Globo e também de PatrÃcia Poeta, que a partir de amanhã passa a dividir a bancada com  Bonner.
“Você está nervosa”? perguntou Bonner. ”Um pouco”, respondeu PatrÃcia. ”Parece que estou começando num novo emprego”, respondeu a ex- Fantástico, em seguida. A veterana do ‘JN’ fez mais um pouco de suspense sobre o seu futuro dentro da Globo e disse apenas que estará envolvida, em breve, num novo projeto, que ela mesma sugeriu para a cúpula da Globo.
Segundo especulações, Fátima fará um programa de variedades, no horário da manhã. De acordo com o site da revista americana Forbes, a saÃda da jornalista do ‘JN’ foi um dos assuntos mais comentados do paÃs nesta semana. Na publicação, Fátima é apontada como a nova Oprah Winfrey. ”Apesar de não se saber muito sobre o novo programa, que deve estrear em abril na Globo, Fátima deve continuar usando seu talento jornalÃstico, mas de uma forma mais popular e próxima do entretenimento”, diz o site.
Ainda no site da magazine: “Fátima Bernardes tem a favor o fato de ser uma das jornalistas mais amadas do Brasil. Ela não é apenas uma profissional respeitada, mas uma celebridade”. Não por acaso, Fátima ficou só na bancada do Jornal Nacional durante 14 anos. Realmente, ela esbanja carisma.
Em comunicado oficial a Globo disse:
“Em respeito ao nosso público, ao nosso elenco e aos anunciantes, esclarecemos que a nossa grade das seis da manhã ao meio-dia passará a ser dedicada ao público adulto em 2012. A TV Globinho estará no ar aos sábados. Haverá quatro blocos de programação distintos – telejornalismo, Mais Você, Bem-Estar e o novo programa a ser conduzido pela jornalista Fátima Bernardes. Esta nova atração ainda está em fase de elaboração sem data certa para estrear.”
Agora, só resta aguardar. Primeiro, a nova atração de Fátima está prevista para abril, quando será divulgada uma nova programação da emissora. Segundo, o desempenho de PatrÃcia Poeta, que na bancada terá de ter uma postura bem mais rÃgida do que a que ela está acostumada em suas entrevistas…
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Tramas de saúde pública
- 28 de novembro de 2011 |
- 11h06 |
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ALINE NUNES
Há 21 anos, quando Dr. Gilberto da Costa Freitas, membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), iniciava as primeiras fertilizações artificiais, o assunto era tratado no consultório, praticamente, como um segredo de estado. Para evitar constrangimentos dos pacientes, ele marcava consultas com horários distantes. Afinal, ninguém queria ter que falar com estranhos. Muito menos, ser visto como estéril. Enquanto isso, na TV, a autora Gloria Pereztentava popularizar o tema em Barriga de Aluguel (1990), com o caso da personagem Ana (Cássia Kis Magro), que após vários tratamentos sem conseguir engravidar, recorreu à barriga-de-aluguel Clara (Cláudia Abreu). Timidamente, a infertilidade ganhava espaço na dramaturgia e, assim, repercutia na esfera pública.Médicos, psicólogos e até padres entraram na discussão. Hoje, o debate sobre reprodução humana não causa o mesmo burburinho, mas prova que as novelas aprenderam a explorar temas ligados à saúde. Não por acaso, só na Globo, três personagens são estéreis – Suzana (Daniela Escobar) e Lúcio (Thiago Lacerda), da novela das 6 A Vida da Gente, e Paulo (Dan Stulbach), de Fina Estampa. “Discutir temas sérios agregam credibilidade à s novelas e geram audiênciaâ€, justifica o estudioso Julio Weiner, diretor da TV PUC. A explicação ecoa nas tramas que estão no ar atualmente, já que entre SBT, Record e Globo, são nove os personagens com algum drama clÃnico. Entre as doenças, estão loucura crônica, de Thiago Paixão (Mário Cardoso) em Amor e Revolução (SBT); a bulimia de Carla (Mel Fronckowiak) de Rebelde (Record); três casos de HIV em Vidas em Jogo (Record); os três já citados personagens inférteis da Globo e ainda a recém-saÃda do coma Ana (Fernanda Vasconcellos), de A Vida da Gente. Atrás deles, o que se vê é um desfile de jalecos. Novela espelha a sociedade A problemática recorrente pode ser entendida como uma consequência social. “As pessoas estão mais abertas para discutir esses assuntos, então as novelas investemâ€, diz Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan, que aborda assuntos voltados à sexualidade. E isso começa a partir dos novelistas e autores, que levaram referências pessoais para os personagens. Na Record, Margareth Boury, autora de Rebelde, recuperou a experiência que tem da convivência com mãe, que é bulÃmica, para criar a personagem Carla (Mel Fronckowiak), que sofre do transtorno alimentar. LÃcia Manzo, que assina A Vida da Gente, escolheu debater o coma a partir das lembranças de dois amigos que passaram pela situação. A discussão se estende aos intérpretes. A atriz Beth Goulart, que vive Regina, soropositivo em Vidas em Jogo, lembrou de conversas que teve com amigos portadores do vÃrus HIV. Thiago Lacerda, o Lúcio de A Vida da Gente, recordou de um casal estéril na famÃlia. O problema da abundância de doentes, segundo o clÃnico geral Antonio José Sproesser, que apresenta o E aÃ, Doutor?, na Record, é o excesso de informação jogada ao público. “O brasileiro já gosta de chegar no médico com um diagnóstico. Então, quando é chamada a atenção para um assunto de forma desnecessária, isso pode se tornar torna-se perigosoâ€, diz. Adriano Segal, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da SÃndrome Metabólica, concorda. “O efeito colateral de se falar de bulimia, por exemplo, é dar um mau exemplo. A pessoa pensa: ‘preciso perder dois quilos. A personagem vomita, vou fazer’â€. Autor do livro Almanaque da Telenovela Brasileira, Nilson Xavier pondera: “Esses assuntos rendem porque fazem parte da vida das pessoas. São poucas as novelas que não tratam deles hoje.†Na sexta-feira, o Ministério da Justiça reclassificou A Vida da Gente de livre para 10 anos, por entender que a novela exibe “linguagem depreciativa, agressiva ou sexualâ€, além de “conteúdos angustiantesâ€. No lançamento da novela das 6, a autora já tinha se manifestado a respeito: “Não é Plantão Médico (E.R), escrevo sobre laços afetivosâ€, disse. O público até se emociona. Mas o Ministério, ao menos, discorda. ::
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