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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
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Brasil vai sediar Miss Universo

Categoria: Comportamento

MAIARA CAMARGO

Depois de disputar com outras 18 nações, o Brasil será, pela primeira vez, a sede do concurso de beleza mais tradicional do mundo, o Miss Universo. O evento, que chega ao País em meio às comemorações de seus 60 anos de existência, será realizado no dia 12 de setembro no Credicard Hall, reunindo mais de 85 candidatas.

A transmissão da competição será feita pela Band – que está promovendo o evento– em parceria com o canal americano NBC Universal para aproximadamente 200 países. A expectativa é de que 1 bilhão de telespectadores acompanhem a escolha da mais bela do mundo.

Por aqui, Adriane Galisteu fará apresentação e tradução simultânea do concurso, que será todo falado em inglês e seguirá todos os padrões originais, com direito a desfile de roupas típicas e visitas a projetos sociais.

Antes, Adriane, que já apresentou as etapas regionais de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro do Miss Brasil e também gravou especiais sobre os concursos, será a âncora do Miss Brasil. A competição, que está marcada para o dia 23 de julho, vai escolher a mulher que representará o Brasil no Miss Universo.

Para Adriane, a experiência das competições regionais deve ajudar na hora de apresentar o Miss Universo. “Foi legal entrar um pouco nesse universo para entendê-lo melhor”, disse na entrevista coletiva realizada ontem. Fã de corpos esguios, Adriane encontrou um outro modelo nos concursos.

“Eu gosto de cabide. Para mim, mulher tem que ser magra. Nos concursos, elas não costumam ser assim. A Ximena Navarrete (atual Miss Universo) é uma exceção”, disse.

Passando a coroa

Para a mexicana Ximena Navarrete, que virá ao País em setembro para entregar a coroa de miss, o País é a nação ideal para sediar o evento. “O Brasil é a casa das mulheres mais bonitas do mundo.”

Desde 2003, a Band exibe o Miss Universo, concurso que atualmente é promovido por uma empresa de Donald Trump. Frederico Nogueira, vice-presidente do Grupo Bandeirantes, conta que as transmissões já estão certas até 2015 e comemora a vitória do Brasil na escolha como sede. “Foi um ano de seleção, quase uma licitação de verdade, mas nós temos essa cultura de mulher bonita”, afirma.

De acordo com Nogueira, já foram vendidas duas cotas master de patrocínio, cujo valor de tabela está estimado em R$ 50 milhões. “Também estamos negociando as cotas regionais. Em São Paulo, o valor é de cerca de R$ 10 milhões. De qualquer forma, somente o custo para trazer o concurso será de R$ 35 milhões”, diz.

Mesmo depois da transmissão do Miss Universo, a aposta da emissora em concursos de beleza deve continuar forte. Hélio Vargas, diretor de programação da Band, explica que, para o próximo ano, a expectativa é que o canal exiba mais etapas estaduais do concurso Miss Brasil. “Estamos planejando transmitir seis regionais. Está sendo uma experiência muito positiva”, termina.

Para os brasileiros que acompanham o concurso, será a chance de torcer pelo País, que não ganha desde 1968, ano em que Martha Vasconcellos ficou com o título. Mas só pela TV. A plateia do concurso será formada por convidados e não haverá venda de ingressos.

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