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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
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‘Atividade Paranormal’ volta mais assutador

Categoria: Cinema

FELIPE BRANCO CRUZ

Foi em 2007 que o diretor Oren Peli lançou Atividade Paranormal. Sem divulgação nenhuma e com orçamento de apenas US$15 mil, o longa teve retorno de US$ 193 milhões. A fórmula já era conhecida desde A Bruxa de Blair (1999): um filme que pretendia flagrar pessoas sendo atormentadas por espíritos e que passava, ao espectador, a impressão de se tratar de uma história real, registrada com câmeras amadoras. No caso de Atividade Paranormal, as supostas imagens teriam vazado de uma fita do departamento de polícia da Califórnia, arquivada como prova de um crime. Com essas imagens, o diretor teria montado o longa. Tudo ficção, é claro.

De la pra cá, a franquia rendeu, em 2010, uma continuação oficial e influenciou uma outra, de outro diretor e outra equipe, mas com uma trama semelhante, que se passa em Tóquio -– e que, por aqui, recebeu o mesmo título em português. Mas, mais do que isso, rendeu muito dinheiro. Com orçamento baixo para padrões de Hollywood, de US$ 5 milhões, o terceiro filme arrecadou, no fim de semana de estreia nos Estados Unidos, quase US$ 60 milhões.

Esta terceira parte consegue ser mais assustadora e coerente do que as anteriores. Atividade Paranormal 3 é diversão pura e, principalmente, fonte de bons sustos.

No primeiro filme, Katie é atormentada por uma entidade demoníaca e seu marido instala câmeras na casa para tentar descobrir o que está acontecendo. Já o longa de continuação se passa um mês antes do primeiro, e é a irmã de Katie quem padece, Kristie. Neste caso, câmeras também são instaladas na casa para flagrar os acontecimentos.

Agora, na terceira parte, o enredo propõe uma volta ao ano de 1988, quando as irmãs ainda eram crianças, para explicar o porquê do tormento sobre as duas quando adultas. Para isso, Ariel Schulman, Gosu Da Silva e Henry Joost (que dividem a direção) exibem imagens que parecem saídas de câmeras VHS. O longa tem produção de Oren Peli, diretor do primeiro título. A partir do know-how dos primeiros filmes, este terceiro, apesar de repetir as velhas fórmulas, consegue deixar a tensão ainda mais alta e causar sustos mais arrepiantes. O novo longa também inova em relação aos anteriores ao inserir um pouco de humor.

Numa das cenas, por exemplo, o próprio demônio aparece, caminhando com um lençol branco sobre sua cabeça. Apesar de impagável, a cena guarda uma surpresa de arrepiar. A malévola entidade em questão, inclusive, é chamada por uma das garotas pelo singelo nome de ‘Toby’. Mas uma coisa é certa: batido ou não, o longa já repetiu o feito e arrebatou fãs ao redor do mundo. E, para eles, a gritaria está garantida.

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