‘Chegar aos 40 é o auge’, diz Eriberto Leão
- 27 de maio de 2012 |
- 22h05 |
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Categoria: Celebridades
IGOR GIANNASI
O ator paulista Eriberto Leão aprendeu a dar atenção às coincidências significativas da vida. Filho de uma coincidência, como ele diz, já que seu pai e sua mãe nasceram no mesmo dia, no mesmo mês e no mesmo ano, Leão, prestes a completar 40 anos, no dia 11 de junho, segue essa filosofia na vida e no trabalho. Intérprete do protagonista Pedro, de Insensato Coração, o ator terminou neste domingo, 27, a temporada da peça A Mecânica das Borboletas em São Paulo e prepara-se para atuar em seu quarto remake, Guerra dos Sexos, de Silvio de Abreu. Ele falou ao JT de projetos, maturidade e da responsabilidade de ser pai de João, de quase 1 ano, fruto do casamento com a atriz Andréa Leal.
Como está sendo a paternidade?
Todo mundo fala muito do lado bom e maravilhoso, e é mesmo, não tem nada melhor no mundo. Mas também tem o lado de uma responsabilidade muito grande, uma mudança radical de vida. O filho tem de ser muito pensado, na hora certa. E nós quisemos realmente ter esse filho. Você tem outra pessoa em quem pensar 24 horas por dia. Eu tive um pai e uma mãe muito presentes na minha vida, então, se eu for metade do que eles foram, ele vai ser muito feliz.
Como é a rotina com seu filho?
Tenho uma mulher que cuida muito dele. Estou trabalhando muito, agora estou me preparando para a novela (Guerra dos Sexos), que estreia em outubro, começo a gravar em julho. Vou fazer um lutador, o Ulisses. Então, faço jiu-jÃtsu, muay thai e boxe. Estou filmando De Pernas pro Ar 2, em cartaz no teatro e sendo pai. E estou me mudando de casa também. Estou reformando minha casa nova e eu que toco a obra. Perdi meu pai no ano passado e ele fazia praticamente todas as questões que não fossem artÃsticas para mim. Estou me sentindo bem ao saber que posso fazer essa quantidade de coisas com qualidade.
Você já lutava antes?
Eu fiz, mas estava parado já há uns 20 anos, vou fazer 40, né? Lutei até uns 23, 24 anos. Já fiz full contact, tae-kwon-do, judô, mas, desde então, eu só brinco em academia de vez em quando. Mas tenho a noção e agora estou desde janeiro treinando. Já peguei o jeito.
Como é chegar aos 40 anos?
Acho que é chegar ao auge. É muito bom, mas tem um problema: é o auge. Então, o lance é quanto tempo vou conseguir mantê-lo. Vou tentar manter por mais uns 20 anos, continuar até os 60 nesse auge. Acho que é possÃvel. Eu vejo o Clint Eastwood com mais de 80 anos daquele jeito. É muito bom estar nesse momento de maturidade, porque o corpo continua o mesmo dos 20. Hoje estou com um preparo fÃsico que nunca tive na minha vida.
Você chegou a ver a primeira versão da novela, em 1983?
Eu vi, tinha 11 anos. Era fanzaço. Eu lembro que a Lucélia Santos me assustava muito, ela era tão boazinha e tão má ao mesmo tempo. Vou fazer o namorado dela, que é enganado o tempo todo. Me lembro muito do Mario Gomes e como não lembrar de Paulo Autran e Fernanda Montenegro, né? É uma felicidade fazer uma novela que eu não perdia nenhum capÃtulo, que marcou a minha vida.
Esse personagem tem um perfil de mocinho também?
Eu acho que não. Ele tem um perfil heroico, isso sim, mas não de mocinho, mesmo porque ele vai se envolver com uma mulher casada. Ele é um cara rude e, ao mesmo tempo, tem um grande coração, mas é bruto. Ele tem uma ingenuidade heroica, mas, mocinho, não.
Dá para dizer que seus papéis anteriores eram de mocinho ou é um rótulo que não cabe?
Se você for ver, por exemplo, o filho do diabo de ParaÃso era o mocinho da história, mas que mocinho era esse? Ele errava muito, se casou com a própria irmã de criação e tirou ela do melhor amigo, o Terêncio. Quando você tem um comportamento que é humano, que está passÃvel de erros, acho que sai do mocinho clássico. Acho que, dessa minha leva de televisão, todos têm uma caracterÃstica que é de serem homens de atitude e de caráter. Nesse sentido, sim, o Ulisses tem muito caráter, tem muita honra. O Tomé, de Cabocla, o Dimas, de Sinhá Moça, o Zeca, de ParaÃso, e o Pedro, de Insensato Coração, também tinham essa espinha dorsal.
E em relação a De Pernas pro Ar 2, como estão as filmagens?
Estou superfeliz de fazer esse filme, está sendo muito prazeroso trabalhar com o (diretor Roberto) Santucci, a Ingrid (Guimarães), que é minha amigona, parceira de muitos anos. A gente fez só um Sob Nova Direção, nunca tinha trabalhado tanto junto. Eu faço um cara que balança o casamento dela. Um workaholic muito parecido com a Alice (Ingrid). Eles se conhecem num spa de viciados, de sexo a internet e trabalho. Eu meio que faço ela ir para Nova York abrir um negócio lá.
Como foi seu inÃcio de carreira?
Eu venho do teatro. Fiz a Escola de Arte Dramática (EAD) da USP. Morei fora, estudei em Nova York por dois anos, e, quando eu voltei, fiz Ventania, do Alcides Nogueira, com direção do Gabriel Villela, como primeira peça. E tenho oito peças, é uma história no teatro.
Por que quis fazer a peça A Mecânica das Borboletas?
Sou um apaixonado pela contracultura americana, pelos beatniks, por colocar o pé na estrada. Também li On the Road (de Jack Kerouac), como o meu personagem, e isso mudou a minha vida, assim como a dele. E a quantidade de sincronicidades com a minha vida, de coincidências significativas, era como se esse personagem tivesse sido escrito para mim. Eu sou muito suscetÃvel a perceber as coincidências significativas e segui-las. Acho que tem uma coisa aà a ser descoberta por todos nós a respeito disso. Sempre soube que um dia falaria sobre isso, porque tenho histórias inacreditáveis.
Por exemplo?
Tenho histórias inacreditáveis sobre isso, mas vou guardar isso tudo. Tenho histórias surreais que são mágicas, mas simples.
Você costuma se manifestar politicamente?
Eu já me envolvi em algumas coisas. Por exemplo, fiz parte do Gota D’Ãgua, movimento contra a construção de Belo Monte (usina hidrelétrica, no Pará). Foi superpolêmico o vÃdeo que fizemos. Aà você vê que estamos cutucando a onça com vara curta, porque gera uma reação em cadeia muito forte. Tenho vontade de ser mais ativo, acho que essa hora vai chegar.
Quem são suas influências artÃsticas?
O Jim Morrison é minha grande influência. Eu o descobri aos 17 anos, no filme do Oliver Stone. Eu não saà do cinema, fiquei em três sessões seguidas. E passei a ler o que ele lia, que são os caras que fizeram minha base literária mesmo. Começando com William Blake, Aldous Huxley, Baudelaire, Rimbaud, questionadores em potencial. E nós temos de ficar atentos para termos uma percepção além daquela que nos é esperada pelo status quo, pela sociedade.
Como você lida com os paparazzi e a invasão de privacidade?
É como se eu estivesse em Matrix: eu sei que aquilo tudo não existe. Da mesma maneira que fere minha privacidade, ao mesmo tempo eu tenho uma arma na mão, vão me ouvir quando eu quiser falar determinadas coisas e ser mais incisivo. Então, você vê aà o Wagner Moura, um cara que consegue escrever um artigo e, no dia seguinte, todo mundo vai falar sobre isso. Ele conquistou isso. Um dia, eu consigo.
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A Mecânica das Borboletas, Andréa Leal, ator, eriberto leão, Guerra dos Sexos, Igor Giannasi, JT, peça, são paulo
A nova força dos Cavaleiros do ZodÃaco
- 27 de maio de 2012 |
- 22h00 |
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Categoria: game
PEDRO ANTUNES
São 26 anos desde que uma garota de longos cabelos lilases precisou ser salva de poderosos vilões pela primeira vez. Mas isso não impediu que ela fosse, de novo, capturada. E de novo, de novo, de novo… O constante apuro de Saori em nada diminuiu a força do anime (desenho animado japonês) e do mangá (história em quadrinho nipônica) Cavaleiros do ZodÃaco. A estrutura das histórias se manteve a mesma desde quando passavam nas tardes na extinta TV Machete, época em que mais fizeram sucesso por aqui. A mistura de mitologia grega, lutas sangrentas e raios capazes de destruir pedras. Mas a idade não atrapalhou. O cavaleiro de Pégasus Seiya e sua turma continuam com toda força.
Os cavaleiros tiveram seu cosmos reanimado no ano passado, com o lançamento do jogo para Playstation 3 Cavaleiros do ZodÃaco: Batalha do Santuário no Japão, nos 25 anos desde que as histórias de Masami Kurumada chegaram à TV japonesa. Os anos passaram, mas a franquia ainda se mostra poderosa. Em junho, o game chega aqui – o Brasil será o primeiro PaÃs da América Latina a receber o jogo – numa parceria entre a japonesa Bandai com a Sony e a Zap Games, legendado em português. Um mimo para o mercado brasileiro, ainda fã da série. “É difÃcil fazer um jogo de um anime com tantos fãs e atender a todosâ€, contou o produtor japonês do game Ryo Mito.
O analista Eduardo Vilarinho, de 30 anos, lÃder do fã-clube que reúne 115 mil membros ativos no site www.cavzodiaco.com.br), foi o responsável pela tradução de mais de 500 termos e nomes para o português, de acordo com a série clássica de 1994 da Manchete. “Foi naquela época que eu comecei a ver. Era uma febre. A diferença é que eu nunca pareiâ€, diz Vilarininho.
Fãs como Vilarinho cresceram com a série. “Conheço muita gente que, como eu, continuou fã. Passou a infância, a adolescência, e segue fã agora na vida adulta. Eu, por exemplo, me tornei colecionador.†Entre os itens, Vilarinho tem bonecos em miniatura, pôsteres, revistas, livros. São mil objetos no total, que ocupam todo um quarto de seu apartamento na Barra Funda. “Minha esposa fica louca, mas nós nos conhecemos por causa dos Cavaleiros do ZodÃaco, então não tem problemaâ€, diz.
Ainda no Japão, um novo desenho vem sendo exibido desde abril, sob a chancela Cavaleiros do ZodÃaco Ômega. O enredo se passa alguns anos depois da saga clássica, com Seiya, Shiryu, Hyoga, Shun e Ikki, quinteto que literalmente dava suas vidas para proteger Saori, a tal garota de cabelos lilases, encarnação de Atena, deusa da mitologia grega. “Estão tentando rejuvenescer a franquiaâ€, diz outro fã, Walter Neto, de 29 anos. “Mas esse novo desenho tem se mostrado mais infantil que o outroâ€, avisa ele, que assiste aos episódios pela internet.
A ideia é renovar sempre. Quem avisa é Edi Carlos Rodrigues, diretor de marketing da JBC Editora, geradora de conteúdo do universo oriental, responsável por lançar no PaÃs três mangás da série. “Existe todo um planejamento envolvidoâ€, explica ele. Na saga clássica lançada por eles, por exemplo, Seiya e seus amigos enfrentam os 12 Cavaleiros de Ouro, soldados superpoderosos que representam os 12 signos do zodÃaco. A mesma trama do roteiro do game que vem aÃ. “Acreditamos que, depois de sete anos, o mangá pode ser relançado, porque há uma nova geração chegandoâ€, diz Rodrigues. E uma nova molecada descobrirá o que marmanjos de 30 e tantos anos esperam desde 1994.
Proposta do game explora combos e golpes poderosos
Com o pressionar de um botão, meia dúzia de inimigos vão ao chão. A facilidade de aplicar golpes poderosos é o grande trunfo de ‘Cavaleiros do ZodÃaco: Batalha do Santuário’, jogo lançado para Playstation 3.
Jogadores inexperientes ficarão inebriados pelas devastadoras sequências de ataques. Já os gamers mais experientes terão seus desafios testados na luta dificÃlima contra os Cavaleiros de Ouro. Diversão para todos os nÃveis de fãs.
LANÇAMENTO
‘Batalha do Santuário’
Bandai / Zap Games
Preço: R$179,90
Diretor austrÃaco ganha sua segunda Palma de Ouro
- 27 de maio de 2012 |
- 21h52 |
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LUIZ CARLOS MERTEN
Embora fosse o filme mais estrelado nos quadros de cotações do 65.º Festival de Cannes, Amour/Amor, de Michael Haneke, estava longe de ser uma unanimidade. Por isso mesmo, antes de anunciar a Palma de Ouro para o novo Haneke – a segunda do diretor, após A Fita Branca –, o presidente do júri, o ator e diretor italiano Nanni Moretti, ressaltou, na noite de domingo (27), a extraordinária contribuição dos atores.
E aÃ, em seu reconhecimento ao que Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva acrescentam ao filme, ele construiu a humanidade e a universalidade de Amor. O próprio Trintignant deu mais uma contribuição e, num discurso emocionado e emocionante, disse a frase que vai ficar dessa noite de encerramento: “Vamos tentar ser felizes, nem que seja só para dar o exemploâ€.
Nunca houve, pelo menos em tempos recentes, uma coletiva do júri tão rica e elucidativa. Moretti foi logo esclarecendo que nenhuma escolha do júri foi unânime. Alguns filmes dividiram particularmente os jurados, mas tiveram defensores ardorosos. O italiano Reality, de Matteo Garrone, vencedor do grande prêmio, o segundo em importância, após a Palma, e o de direção para o mexicano Carlos Reygadas, de Post Tenebras Lux.
Houve jornalistas que se queixaram da ausência de Holy Motors, do francês Leos Carax, entre os premiados. Moretti disse que, apesar das diferenças entre todos os filmes, havia três que, de certa forma, se inscreviam na mesma tendência de investigação – os de Reygadas e Carax e o do austrÃaco Ulrich Seidl, Paradise: Love. “O júri optou pelo de Reygadas. Foi o que mais permaneceu conosco.â€
Nenhuma explicação foi dada para as ausências de David Cronenberg (Cosmopólis) e Walter Salles (On the Road/Na Estrada) da lista de premiados. “Gostaria de ter premiado os atores de Haneke, Trintignant e (Emmanuelle) Riva, mas o regulamento impede que os vencedores da Palma, do grande prêmio e do de direção acumulem troféusâ€, esclareceu o presidente. Aos que cobravam a ausência de norte-americanos, Alexander Payne, um dos jurados, disse que, nesta seleção, nenhum filme se destacou a ponto de merecer ganhar, mas isso não representa um parti pris contra Hollywood. “Gosto de filmes franceses, mas também não premiamos nenhumâ€, acrescentou Jean-Paul Gaultier.
O Palmarès teve um ideólogo, revelou M. le président. Foi o cineasta haitiano Raoul Peck. Ele aproveitou a deixa para fazer a defesa da perturbação que Post Tenebras Lux causou em muitos jurados. Moretti foi cobrado pelo grande prêmio para Garrone – teria sido patriotada entre italianos. “O que nos convenceu, a par de sua força satÃrica, foi a humanidade dos personagens.â€
Ken Loach foi outra escolha que parece ter sido bancada pelo presidente do júri. “The Angel’s Share é uma comédia muito humana – e divertidaâ€, definiu. O filme recebeu justamente o prêmio do júri. No que pode ter sido um recado para David Cronenberg, Moretti acrescentou: “Muitos diretores nos pareceram mais comprometidos com o próprio estilo do que em dar testemunhos sobre a realidade ou seus personagensâ€.
O romeno Christian Mungiu, que já venceu a Palma por 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias, foi o único a acumular prêmios no encerramento. Ganhou o de roteiro e o de interpretação feminina, divido entre as duas excepcionais atrizes, Cristina Flutur e Cosmina Stratan, de seu belÃssimo Beyond the Hills, ao qual outro júri poderia ter atribuÃdo a Palma. O de melhor ator foi para Mads Mikkelsen e este está sendo um ano especial para o vilão de Cassino Royale. Em Berlim, em fevereiro, outro filme que ele fez na Dinamarca, A Royal Affair, foi premiado. Agora, o prêmio coroou The Chase, de Thomas Vinterberg, sobre um tema explosivo, o abuso infantil, e o que o filme aborda é o risco que a correção polÃtica pode acarretar. A premiação, exceto, talvez, pela Palma de Ouro, foi inesperada. É preciso um presidente de personalidade para bancar as escolhas. Mesmo não agradando a todo mundo – mas toda unanimidade é burra, dizia Nelson Rodrigues –, Moretti e seus jurados foram coerentes.
PREMIAÇÕES
Palma de Ouro
Amour, de Michael Haneke
Grande Prêmio do Júri
Reality, de Matteo Garrone
Prêmio do Júri
The Angel’s Share, de Ken Loach
Diretor
Carlos Reygadas, por Post Tenebras Lux
Atriz
Cristina Flutur e Cosmina Stratan, por Beyond the Hills
Ator
Mads Mikkelsen, por The Hunt
Roteiro
Cristian Mungiu, por Beyond the Hills
Melhor filme de estreante
Beasts of the Southern Wild, de Benh Zeitlin
Melhor curta-metragem
Silent, de L. Rezan Yesilbas
Prêmio Vulcain de mérito técnico
Charlotte Bruus Christensen, por The Hunt
Prêmio Un Certain Regard
Después de LucÃa, de Michel Franco
Nos embalos do folk agridoce de Ed Sheeran
- 26 de maio de 2012 |
- 22h00 |
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PEDRO ANTUNES
O cabelo cor de fogo de Ed Sheeran, seu violão, sua aptidão por baladas (algumas doces, outras, agridoces), temperados por batidas eletrônicas e pop, ganharam a fria Inglaterra. Quando o melhor é sofrer (vide Adele, maior sucesso dos últimos tempos da indústria fonográfica inglesa, com coração partido e bolso cheio), esse garoto de 21 anos vem traçando uma trajetória alegre, baseada na técnica do pensamento positivo. O nome do seu disco de estreia, lançado por aqui pela Warner Music, não poderia ser melhor: + (o sÃmbolo de “maisâ€, ou “ positivoâ€).
O Brit Awards deste ano, maior prêmio do mercado fonográfico, confirmou a boa fase do garoto. Ele levou o prêmio de melhor artista masculino (deixou Noel Gallagher, ex-Oasis, para trás) e artista revelação (he Vaccines, Anna Calvi e Jessie J também estavam na parada). “É uma honra ganhar esse tipo de prêmio. São eles que estabelece o que vamos ouvirâ€, disse o jovem prodÃgio, ao JT, por telefone. “Acredito que podemos fazer o que quisermos.â€
Nascido em Halifax, no norte da Inglaterra, ele hoje tem um flat em Londres. “O importante é pensar que podemosâ€, filosofa. Perdido nestes pensamentos, ele criou o terceiro single do disco, Lego House. Nela, ele canta sobre a possibilidade de construir uma casa com peças de montar, mas, se der errado, ele pode sempre construir de novo. O curioso videoclipe da canção é protagonizado por Rupert Grint (o Rony, da série de filmes de Harry Potter), uma espécie de irmão gêmeo perdido de Sheeran, apresentado por Tom Felton (o Draco, também da franquia).
+ é o primeiro álbum de Sheeran, mas não é sua estreia em estúdios. Desde 2005, com 14 anos, ele lança seus EPs. O primeiro The Orange Room, seguido por outros nove. E a produção não para, depois do primeiro disco, vieram mais dois (Thank You, de setembro de 2011, e The Slumdon Bridge, de fevereiro deste ano).
Autoconfiante como qualquer jovem que se vê no topo, Sheeran não lança uma falsa modéstia quando lhe é perguntado qual foi a importância de tantos EPs para o lançamento do disco, em si. “Aquilo foi só para me manter ocupado. Escrevo muito, sabe?â€, disse e parou. Segundos depois, refletiu: “Acho que foi bom para ter uma base e uma ideia do que fazer, sim.â€
Em 2009, ele diz ter chegado a fazer 312 shows. “Não me senti cansado, foi lá que vi que era o que eu queria fazerâ€, explica. E, como num sonho de criança, Sheeran vê seu disco chegar ao Brasil. “Isso é tão surreal, eu ainda não me acostumei a ouvir minhas músicas tocando na rádio, sabe?â€
Domingão do Rafinha
- 26 de maio de 2012 |
- 21h08 |
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Categoria: TV
JOÃO FERNANDO
Estar ao lado de Rafinha Bastos é um convite a embarcar em polêmicas. Mas seus colegas que estreiam neste domingo, 27, na versão brasileira do tradicional humorÃstico americano Saturday Night Live – ironicamente no domingo, à s 20h30 na RedeTV! – não estão preocupados. Muito pelo contrário. A presença de Rafinha virou mote de piadas entre o elenco. “A gente pode falar o que quiser, quem vai ser processado é o Rafinhaâ€, diz Fernando Muylaert (que ganhou projeção no Vida Loca Show, no Multishow), um dos nove atores contratados pelo ex-CQC que é o produtor-executivo da atração.
A piada no SNL, cuja versão original é exibida no canal a cabo Sony, começa no nome, que remete ao dia da exibição nos Estados Unidos. “As pessoas não sabem falar inglês. É só dizer que saturday quer dizer domingo. Elas acreditamâ€, ironiza Rafinha. Ele até tentou emplacar a atração no dia certo. “Há questões mercadológicas. O sábado não é um dia financeiramente aprazÃvel na televisãoâ€, diz ele, vencido. Na prática, seu programa deve concorrer com o Pânico na Band.
O programa se divide entre esquetes de humor com sátiras a personagens e situações reais, normalmente com temas da atualidade, e números musicais com convidados famosos. O receio de se envolver em (novas) encrencas, no entanto, tem pairado sobre os artistas. “Tem gente que disse que quer vir, mas só no segundo mêsâ€, contou Rafinha.
Para o anfitrião, outra dificuldade é trazer nomes de peso, um dos grandes trunfos do programa original americano. “A RedeTV! não tem uma audiência absurda, que faça os olhos das celebridades brilharemâ€, reclama ele. Até sexta, apenas a cantora Marina Lima havia confirmado a presença. “Lá (EUA), o convidado fica disponÃvel para gravar por cinco dias.â€
Mas Rafinha teve carta branca para montar mais de uma dezena de cenários. “Não estou falando isso porque estou recebendo em diaâ€, ironiza, em menção ao problema enfrentado pela emissora com salários atrasados no ano passado.
Rafinha promete inovação. “Os esquetes que a gente conhece são o Zorra (Total) e A Praça É Nossa. Estamos fazendo coisas diferentes para buscar a nossa vez.â€
E ele, que chamou Daniela Albuquerque – mulher de AmÃlcare Dallevo, um dos donos da RedeTV! – de “cadela†e disse que “comeria Wanessa Camargo e o bebêâ€, prepara seu arsenal. “Será sempre factual. Se o Thor Batista matar mais 15 pessoas, vamos falar dele. Não pretendo ofender muito as pessoas. No humor, invariavelmente vou. Não tem como ter controle.â€
A diretora da atração, Tininha de Araújo, se diz tranquila. “Não tenho nenhum receio de polêmicas. O Rafinha tem opiniões fortes, sabe exatamente o que quer.â€
Olhando para trás, Rafinha diz que não guarda mágoas da saÃda da Band. “Falo do CQC com o maior carinho. Tem gente lá dentro que faria bem o SNL, como Marco (Luque) e o Oscar (Filho).â€
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