Amor e confusões à italiana
- 31 de dezembro de 2010 |
- 23h35 |
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Categoria: Cinema
Felipe Branco Cruz
Na Itália, é tradição a famÃlia almoçar reunida e os negócios passarem de pai para filho. O problema é quando os filhos querem seguir por outros caminhos. Esse é o mote de O Primeiro Que Disse, que estreia hoje. O longa conta a história da famÃlia Cantone, dona de uma tradicional fábrica de massas no interior do paÃs. O pai, Vicenzo (Ennio Fantastichini), é um senhor rigoroso e ama seus filhos – desde que eles não sejam gays. Ele decide promover o mais velho, Antônio (Alessando Preziosi), ao cargo de presidente da empresa. O filho mais novo, Tomaso (Riccardo Scamarcio), quer aproveitar a oportunidade para se assumir gay.
Assim, acredita ele, o pai o deserda e ele poderá viver livremente com o namorado em Roma. Acontece que Antônio, o mais velho, surpreende a todos e se assume gay antes. O pai tem um ataque do coração e Tomaso prefere não se assumir também para não matar o velho de desgosto. Diante da famÃlia perplexa, Tomaso, a contragosto, é quem assume a fábrica.
O longa diverte com boas sacadas e fica ainda mais saboroso quando os amigos gays de Tomaso resolvem visitá-lo em casa. Uma comédia com um irresistÃvel sotaque italiano.
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Cinema Italiano, Gay, homossexualismo, italia, O primeiro que disse, trailer
Três Irmãos como Representantes da História
- 31 de dezembro de 2010 |
- 6h15 |
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Maiara Camargo
Durante sua exibição no 63º Festival de Cannes, em maio deste ano, Fora da Lei, filme do franco-argelino Rachid Bouchareb, causou polêmica. O longa-metragem, que trata do processo de independência da Argélia, contou com um esquema de segurança especial, incluindo uma dupla revista nos espectadores e proibição da entrada com garrafas de água.
Num comunicado divulgado na época, o diretor afirmou que seu objetivo era abrir uma discussão para que, no futuro, o passado envolvendo os dois paÃses ficasse para trás. A proposta não agradou os veteranos militares franceses e partidários da Frente Nacional, que fizeram uma passeata em frente a prefeitura de Cannes. Por aqui, Fora da Lei, que foi exibido na 34ª Mostra de Cinema, entra em cartaz hoje.
Quase 50 anos depois da emancipação da Argélia, em 1962, a trama complexa e longa, de 138 minutos, mergulha na história, tendo como ponto de partira a saga de três irmãos. Logo no começo da produção, Messaoud, Abdelkader, Saïd e os pais são expulsos de suas terras na Argélia. O ano é 1925, em meio a lágrimas e desilusão, juram voltar e se vingar, enquanto rumam para a França.
Marcada pelo ódio, a famÃlia enfrenta outra provação anos depois. No dia da rendição alemã, em 1945, um grupo de argelinos sai a rua para exigir seus direitos. Os militares franceses reagem com violência, massacrando um grande número de manifestantes.
Saïd, Messaoud e Abdelkader se separam Saïd, papel de Jamel Debbouze, vai com a mãe para Paris. Ambicioso, não quer trabalhar nas fábricas, como fazem os imigrantes locais, e procura um jeito mais fácil de ganhar dinheiro. Em pouco tempo, se junta a um grupo de exploradores da prostituição, mas sem deixar seu sonho de lado, o de ter uma academia e treinar um futuro campeão de boxe.
Politizado, Abdelkader (Sami Bouajila), vai preso durante o massacre. Na cadeia, se envolve ainda mais com a causa, tornando-se posteriormente lÃder da luta armada. Simultaneamente, Messaoud (Roschdy Zem) se alista e passa alguns anos lutando na Indochina.
Quando se reencontram, Saïd, Abdelkader e Messaoud não são mais os mesmos. Ganhando dinheiro com um cabaré, Saïd tenta ficar longe da polÃtica, mas Abdelkader se torna um dos cabeças da FLN, movimento armado que luta pela independência argelina.
As tragédias que assolam a famÃlia operam como uma versão diminuta do que se passa na sociedade local. Com os mesmos atores de seu filme anterior, Dias de Glória, Bouchareb garante emoção ao filme, dando a ele um ar de produções de gângsteres. O ponto positivo é que a trama consegue mostrar uma parte da história sem cair num tom documental.
30 anos do estúdio J.C. Violla
- 30 de dezembro de 2010 |
- 11h34 |
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Categoria: Antenado
Rua Alves Guimarães, 445, Pinheiros, cidade de São Paulo. Mais de 21 mil alunos em 30 anos de aulas dadas no mesmo endereço. São números muito expressivos e exclusivos, que transformam o estúdio de J.C. Violla em um “case”. Não foram poucas as escolas que fizeram sucesso e depois fecharam, e o seu estúdio de uma sala só atravessou todas as turbulências dessas três décadas, mantendo-se lotado.
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, J.C. Violla conversou sobre essa singularidade, dentre outras, do seu percurso profissional. “Tive e ainda teria possibilidade de ter uma escola grande, com muitas salas. Vários alunos me convidaram para esse projeto, outros queriam abrir uma casa noturna com o meu nome, uma confecção, um café, propuseram franquias do estúdio em outros Estados. Talvez não tenha visão de empresário. Durante alguns anos, me perguntava se não tinha jogado fora essas oportunidades, se tinha feito burrice. Mas o que eu sei é dar aula e dançar, dediquei a minha vida a isso, não sei fazer outra coisa. E dei cada aula prestando atenção em cada um desses mais de 21 mil alunos.”
Os próprios alunos se espantam com a memória do professor. “Dou aula há mais de 35 anos e sou muito bom fisionomista. Se não reconheço de imediato um ex-aluno, basta que tire o sapato e mostre o seu pé. Às vezes, estou na praia, vejo um pé passando, subo o olhar e encontro um rosto conhecido. O pé é muito importante no meu trabalho, talvez por influência de Dona Maria, minha professora que claudicava, ou pela minha facilidade, desde criança, para saltar bem alto. Sei que não é comum, mas conheço as pessoas pelo pé.”
Além de ter sido a primeira a lhe dizer que era bailarino, Maria Duschenes também foi responsável por sua iniciação na carreira de professor. Sua primeira aula foi no ginásio do Sesc Consolação, onde Dona Maria, a mestra que trouxe os estudos de Laban para São Paulo, dava um curso para 200 terapeutas. “Foi entre 1973/1974, e assustei quando ela simplesmente me colocou para dar aula para eles.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Gusmán lança antologia com 27 argentinos
- 30 de dezembro de 2010 |
- 10h59 |
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Categoria: Antenado
O êxito póstumo do escritor chileno Roberto Bolaño (1953- 2003), que figurou em todas as listas dos melhores do ano de jornais e revistas brasileiros, talvez explique o lançamento de duas antologias dedicadas ao mundo literário latino, embora elas dispensem tal justificativa. Para saber a razão desses simultâneos lançamentos, basta ler ambos: “Os Outros – Narrativa Argentina Contemporânea” (Editora Iluminuras, organização de Luis Gusmán) e “Antologia Pan-Americana” (Editora Record, organização de Stéphane Chao).
São duas antologias que servem de guias literários e trazem nomes tão bons como Bolaño. Na primeira, Gusmán privilegiou a nova geração de escritores argentinos. Na segunda, Chao reuniu autores já consagrados de toda a América de lÃngua espanhola, ao lado de outros mais novos. Tanto a antologia argentina como a pan-americana reúnem contos, considerando que, no primeiro caso, comparecem outros gêneros como a crônica, a prosa poética e o diário.
Na antologia dedicada a escritores de vários paÃses da América do Sul, Central e Antilhas, o francês Stéphane Chao, agente de autores brasileiros, chega a uma lista eclética, colocando o badalado dominicano Junot DÃaz, de 42 anos, autor do premiado “A Fantástica Vida Breve de Oscar Wao” (Pulitzer de 2008), ao lado do veterano argentino Juan José Saer (1937-2005), talvez o mais próximo de Bolaño, não só por seu autoexÃlio, mas pela variedade de gêneros que experimentou.
O escritor e psicanalista argentino Luis Gusmán, com livros publicados no Brasil (o mais recente, “Pele e Osso”, de 2009), teve muito trabalho para organizar sua antologia de 27 escritores contemporâneos, muitos deles desconhecidos no PaÃs. Deveria escolher apenas escritores argentinos como o veterano Roberto Raschella, ou autores que adotaram a lÃngua espanhola como pátria literária? Para escapar a uma ordem arbitrária, seu critério de seleção acabou sendo geográfico, mas não no sentido fÃsico de fronteira.
A exemplo de Stéphane Chao, Gusmán optou por uma geografia literária, incluindo em sua antologia escritores como a nipo-americana Anna Kazumi Stahl. A seleção de Chao é ainda mais abrangente, trazendo autores americanos (Richard Ford, Jonathan Franzen) ao lado de haitianos (Dany Lafferière), jamaicanos (Olive Senior) e até um representante de Trinidad e Tobago (Rabindranath Maharaj). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Modelo morre aos 28 anos
- 30 de dezembro de 2010 |
- 10h51 |
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Categoria: Antenado
PARIS, 30 de dezembro (Reuters Life!) – A modelo francesa que combateu a anorexia ao posar nua para uma propaganda enquanto sofria da doença morreu aos 28 anos, informou a mÃdia da França nesta quinta-feira.
Isabelle Caro, cuja campanha antianorexia de 2007 foi banida na Itália, morreu em 17 de novembro, mas sua famÃlia pediu que a morte não fosse divulgada, segundo o jornal Le Parisien.
A causa da morte não era conhecida, mas Isabelle, que sofreu de anorexia desde os 12 anos de idade, havia sido hospitalizada por problemas respiratórios, disse Vincent Bigler, amigo da modelo.
Isabelle chocou a indústria da moda ao despir o corpo anoréxico para o fotógrafo italiano Oliviero Toscani — mais conhecido pelas controversas campanhas da Benetton. A campanha de Isabelle chegou aos outdoors durante a semana de moda de Milão e foi banida por um órgão regulador italiano. (Informações da Reuters)


