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Quarta-feira, 19 de Junho de 2013
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‘Game of Thrones’: aposta medieval da HBO

Categoria: TV

 

PEDRO ANTUNES

No centro de um salão escuro, um trono imponente, de ferro, inteirinho cravado por espadas, é o símbolo de todo o poder. O motivo de cobiça por todos. Sentar-se lá significa comandar todo o continente fictício Westeros e ter poder sobre os sete reinos que lá estão erguidos.

A série Game of Thrones, nova superprodução do canal por assinatura HBO, que estreia hoje, às 21h, faz uso de uma interessante mistura de batalhas campais e políticas, sangue derramado e sexo para recriar o clima da saga escrita pelo americano George R. R. Martin, na série de sete livros As Crônicas de Gelo e Fogo – os dois primeiros volumes, A Guerra dos Tronos e A Fúria dos Reis já foram lançados no Brasil, pela Editora Leya, e custam R$ 49,90 cada.

A presença de batalhas medievais, cavaleiros e suas armaduras, e a cabeças cortadas por espadas podem levar o desavisado a fazer comparações com O Senhor dos Anéis, série de três livros de J. R. R. Tolkien, que foi adaptada para o cinema. Martin é até chamado, por críticos literários, como o Tolkien americano. Suas obras, porém, têm poucas semelhanças, à exceção daquelas citadas no começo deste parágrafo. A adaptação, por consequência, também.

Martin leva uma vantagem em relação a Tolkien ao ver a sua história ser levada para a TV, e não para o cinema. A primeira temporada de Game of Thrones é composta por dez episódios de uma hora de duração e recria apenas o primeiro livro, A Guerra dos Tronos, de quase 600 páginas. A trilogia inteira de Tolkien precisou ser enlatada em nove horas de filme.

A embalagem de enredo de guerra medieval logo cai e expõe um intrigante jogo de alianças, traições e sórdidos segredos entre as famílias que almejam se apoderar do tal trono, em três histórias paralelas, que se relacionam em dados momentos.

A humanização desses guerreiros fez com que a série ganhasse, nos Estados Unidos, o apelido de “Os Sopranos da Terra Média”, em alusão ao continente da história de Tolkien.

No enredo principal de Game of Thrones, que já ganhou uma segunda temporada, o conselheiro e líder militar do fanfarrão Rei Robert Baratheon (Mark Addy, o Frei Tuk, de Robin Hood, de 2010) morre de maneira misteriosa. O monarca busca, então, o amigo e fiel companheiro em anos de batalha, Lorde Eddard “Ned” Stark, senhor de um dos sete reinos. Aceitar o pedido do amigo de infância e rei para ser seu conselheiro significa largar a família. Quando está prestes aceitar a oferta, recebe uma mensagem alertando-o sobre um possível assassinato do antigo conselheiro e uma conspiração contra o rei.

Ned, aliás, é vivido por Sean Bean, o Boromir nos três filmes de O Senhor dos Anéis. O que, sim, faz lembrar a série de Tolkien. Mas evite cair nesse tipo de comparação. Game of Thrones é mais do que uma mera cópia.

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