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Sexta-feira, 24 de Maio de 2013
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Anotações de Itamar Assumpção

Categoria: Música

IGOR GIANNASI
Parte do legado artístico de Itamar Assumpção já havia ganho registro no projeto “Caixa Preta”, lançado em 2010, com a remasterização de seus discos e a inclusão de material inédito do artista. Outra parte está por vir com o lançamento, no próximo mês, do aguardado CD de Zélia Duncan, “Tudo Esclarecido”, que traz apenas composições deste que é um dos maiores ídolos da cantora.

Mas a criatividade do cantor e compositor paulista, morto em 2003, ainda tem muito mais a se revelar. Poemas, composições, desenhos e pensamentos do artista com fama de “maldito†podem ser conferidos no livro “Itamar Assumpção – Cadernos Inéditos”, lançada nesta quarta-feira pelo Itaú Cultural.

A programação especial terá ainda a exibição do documentário “Daquele Instante em Diante” e performance de atores interpretando textos de Itamar.
Os manuscritos foram tirados de “companheiros inseparáveis†do músico: cadernos universitários, onde registrava não apenas suas criações. “Esses cadernos eram como se fossem uma extensão dele, tanto na vida prática quanto na vida artística, porque eles funcionavam como agenda telefônica, lista de comprasâ€, conta a filha Serena Assumpção.

“A gente percebe que ele utilizava aqueles cadernos como um guia mesmo, uma bússola para uma série de coisas que faziam parte da vida cotidiana dele.â€
Serena, a irmã Anelis, também cantoras, e a mãe, Elizena, viúva de Itamar, fizeram, juntamente com o compositor Marcelo Del Rio, a compilação e organização do material, editado em parceria do Itaú Cultural com a Editora Terceiro Nome.

O livro apresenta um formato de caderno mesmo, com páginas quadriculadas, e também tem fotos de alguns dos espirais originais – foram 60, produzidos entre 1986 e 2003. Segundo Anelis, os cadernos foram transcritos praticamente na íntegra, sem preocupação cronológica ou temática.

“O que ficou de fora, ou são coisas que estavam incompreensíveis, ou que tinham mais de uma versão de um texto, mas não teve nenhuma seleção, tanto que ele não está classificado em nenhum gênero literário, é um caderno de escritos mesmoâ€, explica ela. “E ainda tem material espalhado em outros lugares, cadernos que ele deixou na casa de outras pessoas.â€

Foram preservadas dedicatórias ou indicações que ele fazia nos textos, como por exemplo, na canção “Molho Zarolho”, em que estava anotado: “Dei pra Alzira (Espíndola) musicar para o Ney (Matogrosso)â€.

De acordo com Anelis, as composições do livro são inéditas, mas algumas já foram cantadas por Itamar em shows ou em almoços com amigos – sem nunca ganharem um registro oficial.

Mas essas composições de Itamar poderão ser musicadas? “A intenção não é essa, não é as pessoas pegarem e ficarem fazendo música. Mas essa liberdade existe. E tem muita coisa que é extremamente interessante para virar uma música, quem se animar, quem se empolgar, fique à vontadeâ€, convida Anelis. #ficadica.

Para aproveitar até o último dia

Categoria: minissérie

JÚLIA FERNANDES
Rio de Janeiro*

O fim do mundo já foi anunciado pelos maias e a ordem agora é aproveitar a vida o máximo possível, até o Juízo Final no dia 21 de dezembro de 2012. É com esse mote que a nova série da Globo, “Como Aproveitar o Fim do Mundo”, com Alinne Moraes e Danton Mello, estreia amanhã, após “A Grande Família”.

O seriado conta com oito episódios, sendo o último exibido à meia-noite do dia 20 de dezembro, véspera do “apocalipseâ€. Na trama, Alinne é Kátia, uma extrovertida funcionária do departamento pessoal que conhece Ernani (Danton), um homem certinho da contabilidade e ali mesmo, no escritório, vai nascer um romance para durar até o final dos tempos.

Como Aproveitar o Fim do Mundo é, ao mesmo tempo, uma comédia e uma tragédia, por trazer um casal vivendo intensamente seus sentimentos e vontades, mas tendo em vista o fim iminente. “Esse assunto é muito recorrente na História da humanidade. É muito falado na internet. As pessoas realmente acreditam que pode acontecerâ€, explica José Alvarenga Jr., diretor do programa.

Com texto de Alexandre Machado e Fernanda Young, o seriado mostra Kátia tentando realizar sua lista de pendências e seu mais novo amor, Ernani, entrando na onda de aproveitar os pequenos prazeres da vida. Para Alexandre, o foco não é falar sobre as teorias de fim de mundo e, sim, como duas pessoas encaram esse fato, com a melancolia e a graça que ele traz. “A história gira em torno dos dois, são diferentes mundos que encontram, juntos, uma maneira de lidar com issoâ€, diz. “Os personagens tomaram o rumo deles. Eram dois opostos que acabaram gostando um do outro, mas isso é triste porque é uma história com final marcado.â€

Como Aproveitar o Fim do Mundo sugere que o espectador siga o exemplo e aproveite a vida enquanto é tempo, fazendo coisas que normalmente não faria. Para Alinne Moraes, se o mundo realmente fosse acabar, o importante seria tentar coisas novas, como pilotar um avião, saltar de paraquedas ou dizer coisas que queria, mas não podia por serem politicamente incorretas. “Me diverti muito pensando nisso. É hilário ver a Kátia tentar convencer a empresa toda. Mas ela tenta consertar seus erros e eu não faria isso porque, sem eles, não estaria onde estou hojeâ€, avalia a atriz.

Já Danton Mello aproveitou o momento para continuar vivenciando cada instante. “Sempre tive esse pensamento de curtir. Tive um acidente de helicóptero e isso só fortaleceu ainda mais. Posso sair agora e morrer atropelado, por isso é importante aproveitarâ€, diz o ator. Para Alexandre, o efeito foi o mesmo. “Acabei fazendo mais coisas, aumentou meu nível de pequenos prazeres. Espero que as pessoas consigam perceber isso. Elas precisam pensar o que é realmente importanteâ€, diz.

A história conta ainda com Nelson Freitas, que deu uma pausa na veia de comediante em “Zorra Total”, também da emissora, para interpretar um amigo do casal Kátia e Ernani, que tanto vai ajudar quanto atrapalhar. “Entre o nascer e a morte, é preciso aproveitar o meio. A gente se depara com a necessidade: ‘preciso fazer o que eu quero’. Tomara que desperte isso nas pessoasâ€, afirma o ator.

“Como Aproveitar o Fim do Mundo” terá um ‘braço’ nas redes sociais, estimulando o público a tentar coisas inusitadas. Para o diretor José Alvarenga Jr., o tema do fim do mundo é inesgotável e não descarta uma continuação para o seriado, se, no fim das contas, o mundo continuar existindo.
*A repórter viajou a convite da Globo

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Desafios de um museu

Categoria: Arte

CAMILA MOLINA

Desde os anos 1970, os museus se tornaram populares e, com seu sucesso, são hoje parte da indústria cultural, como diz o diretor técnico da Pinacoteca do Estado, Ivo Mesquita. “É extremamente positiva essa popularidade que trouxe recursos para as instituições museológicasâ€, continua Mesquita, que em abril deste ano deixou o cargo de curador-chefe da Pinacoteca para dirigir o museu, considerado um dos principais do País. Com um orçamento de R$ 26 milhões previstos para 2012 e um cronograma de exposições e projetos em parceria com a Tate de Londres e MoMA de Nova York, entre outros, já definidos para até 2016, a instituição se prepara para aumentar ainda mais suas ações.

São muitos os desafios para o futuro da Pinacoteca do Estado, mesmo que seja um museu com estrutura estável, com programa de aquisições e que sempre “aparece bem na fotografiaâ€, como brinca Ivo Mesquita. Mantendo três espaços – o prédio central na Praça da Luz e a Estação Pinacoteca no Largo General Osório, que também abriga o Memorial da Resistência de São Paulo –, a instituição está trabalhando na criação de uma filial em Botucatu, no interior do Estado paulista. Há três anos a prefeitura da cidade teve a iniciativa de fazer uma parceria com a Pinacoteca e criar um espaço museológico em um de seus prédios, criado pelo arquiteto Ramos de Azevedo (1851-1928). O local será reformado e vai abrigar exposições de longa duração com obras do acervo do museu de São Paulo. “A Pinacoteca viu com bons olhos a possibilidade de mostrar sua coleção láâ€, afirma Mesquita.

A instituição, vinculada à Secretaria de Estado da Cultura e administrada pela organização social Associação Pinacoteca Arte e Cultura (Apac), terá também como “prioridade para os próximos cinco anos†construir outro edifício, na cidade de São Paulo, para exibir apenas suas obras de arte contemporânea (desde 2007, foram adquiridos cerca de 2 mil trabalhos). É um projeto que vem se arrastando há tempos – o museu apresenta, como um todo, menos de 10% de sua coleção. “Ainda não está definido um lugar, mas sem dúvida não queremos sair desta região (da Luz), que tem potencial e espaçoâ€, diz Ivo Mesquita. “Existe a história de que o novo prédio possa ser no espaço da escola (Prudente de Moraes), que pertence à Prefeitura, mas é necessário que ocorra a transferência dela para um outro edifício a ser reformado. É uma coisa complexa, a ser feita com a Secretaria de Educação da cidade, e você conhece o País em que vive, não é?â€

Mudanças
A Pinacoteca vem reestruturando sua diretoria e corpo administrativo desde abril, quando Marcelo Araujo, que dirigia o museu desde 2002, deixou o cargo para se tornar secretário de Estado da Cultura. Optando por um modelo de continuidade, a Apac transformou Ivo Mesquita, de 61 anos, de curador-chefe da instituição (desde 2007) em seu diretor técnico; manteve Miguel Gutierrez, de 60 anos, como responsável pela área financeira, e nomeou, no dia 15, Paulo Vicelli, de 32 anos, que trabalhava no Itaú Cultural, para o cargo de diretor de relações institucionais e captação de patrocínio. “As coisas foram crescendo de tal forma na Pinacoteca que minha vinda vem para fortalecer as relações com os patrocinadores e comecem a ser perenesâ€, afirma Vicelli. Valéria Piccoli tornou-se curadora-chefe do museu.

A Pinacoteca realiza 33 exposições por ano, mas Mesquita quer desacelerar essa produção e incrementar parcerias com instituições estrangeiras “numa parte mais complexaâ€, a de “troca de técnicosâ€, como a que foi firmada com a Tate, há dois meses. “Eles estavam interessados no nosso setor educativo e nós na sua área de conservaçãoâ€, lembra. “A Tate mesmo, supermuseu, faz 12 exposições anuais; o MoMA, 16 mostras; e a gente faz 33. É muita loucura, quero fazer pelo menos 20 por anoâ€, compara o diretor. “O William Kentridge (artista) veio ver o espaço onde será sua exposição e quando olhou o trabalho do Artur Lescher (no octógono), perguntou se a obra ficaria ali por um ano. Disse que não, que ficaria exposta por 92 diasâ€, diz Mesquita.

Em 2013, ainda não será possível diminuir o número de exposições e aumentar a duração das exibições, mas a Pinacoteca se prepara para fazer isso em 2014. “O desafio é sustentar todas essas estratégias, entre elas, ampliar o programa de patronos do museu. Para você ter ideia, soube que o MoMA tem 566 brasileiros como sócios. Desculpa, e na Pinacoteca?â€, pergunta Mesquita. ::

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‘Nunca fui ator, virei ator. Fui me transformando em cena’

Categoria: Arte, Teatro

IGOR GIANNASI

O ator carioca Thiago Lacerda, de 34 anos, foi um adolescente tímido. Em cartaz em São Paulo com o clássico Hamlet, no qual interpreta o protagonista, um dos papéis masculinos mais desejados pelos atores, Lacerda entrou na profissão por acaso. A oportunidade surgiu após fazer um curso de teatro justamente para perder a inibição e se tornar gerente de banco, como o pai. Antes disso, o ator passou grande parte da vida nas piscinas, como atleta – exemplo que seguiu dos pais e passou para os filhos Gael, de 5 anos, e Cora, de 2, frutos do casamento com a atriz Vanessa Lóes.

Você nadou dos 3 aos 18 anos. Qual a importância do esporte para você?
É um momento da minha vida muito significativo, muito importante para saber conviver em grupo, o senso de responsabilidade e de coletivo. Quando você faz parte de uma equipe, tem um revezamento, por exemplo, na natação, precisa dar o seu melhor não só para conquistar aquilo, mas também como grupo, para o clube que representa. Gosto dessa ideia de protagonizar um espetáculo, de fazer parte desse pelotão de frente para levar essas histórias ao público e isso o esporte me deu.

Como foi, então? Seus pais colocaram você na natação e você foi tomando gosto?
Eu comecei muito cedo e eu também tenho essa ideia hoje. Meus filhos praticam esporte, porque eu não consigo imaginar a formação de uma criança que não passe pelo esporte. Muito cedo fui nadar, talvez porque meus pais também tivessem essa ideia. E fui fazendo, fui levando, e quando eu vi estava competindo, ganhando, perdendo, envolvido naquele mecanismo ali, meio que sem ter direito de escolha. E quando eu pude escolher, estava absolutamente integrado, já fazia parte da minha vida de um jeito muito sólido.

Mas nessa época, essa coisa artística caminhava paralelamente?
Zero, zero.

Como surgiu então?
Isso foi absolutamente natural. Como tudo na minha vida, na minha carreira, as coisas acontecem sem que planeje muito. Aos 16 anos, fui fazer curso de teatro porque queria ser gerente de banco e eu tinha de lidar com o público. Meu pai era gerente de banco e era a referência que tinha. E um dia sai do curso porque comecei minhas aulas de economia da faculdade e fui arrumar um emprego, trabalhar em um shopping. Alguns meses depois, minha ex-professora me ligou falando que estavam abrindo um teste. Fui porque queria trabalhar, precisava arrumar uma grana para levar minha namorada ao cinema. No dia, estava com febre, não queria fazer, mas ela insistiu e fui fazer o teste e passei.

E era um teste para quê?
Era um teste para Malhação. Aí tinha de fazer outro teste. Nunca imaginei que fosse dar certo, mas como tinha passado no primeiro, fui fazer e passei de novo. E comecei a trabalhar meio sem saber o que estava fazendo. A verdade é essa: eu nunca fui ator, eu virei ator. Eu fui me transformando em cena, fui percebendo e tendo a certeza de que aquilo ali ia acontecer para mim se eu fosse observando as pessoas que iam passando pelo meu caminho, os grandes atores com que já trabalhei.

Com a novela Terra Nostra também foi assim?
Essa minha falta de convicção na profissão foi até Terra Nostra. Fiquei três meses na Malhação. Foi um curso de verão, muito mais que um primeiro trabalho. E eu fiz uma minissérie, Hilda Furação, que realmente foi o primeiro trabalho. E ali tomei gosto pela coisa. Mas ainda não sabia para onde aquilo ia caminhar. E levei a faculdade em paralelo com o trabalho. Saí da minissérie e fiz minha primeira novela, das 6, o remake de Pecado Capital. E em Terra Nostra eu determinei meus caminhos. Foi quando estreei no teatro e comecei a investigar a profissão mais a fundo, tranquei a faculdade. Terra Nostra foi o divisor de águas, não só pelo resultado com o público, mas por ter me dado a certeza que até ali não tinha.

Como foi para alguém tímido lidar com o sucesso que foi Terra Nostra?
Aquilo tudo foi uma loucura. Eu era um menino de 21 anos, protagonizando uma novela das 8 de um sucesso gigante. Me lembro de pensar muito, não podia perder a noção real das coisas, aquilo tudo era uma grande fantasia. E aos 21 anos, a chance de se equivocar é enorme. E eu tive que fazer as minhas escolhas e não me arrependo de nenhuma delas.

Como foi a experiência nas filmagens de O Tempo e O Vento (dirigido por Jayme Monjardim)?
Já terminamos tudo. Esse ano é muito especial para a minha carreira porque tive o Capitão Rodrigo (personagem do livro homônimo que inspirou o filme) e o Hamlet. O Capitão Rodrigo talvez seja o Hamlet da literatura brasileira, um dos personagens mais carismáticos que o Erico (Verissimo) criou. Foi um desafio gigantesco porque, tanto quanto o Hamlet, as pessoas vêm de uma referência muito poderosa, a do Tarcísio (Meira), a minissérie fez um sucesso enorme. Tinha uma responsabilidade muito grande, mas tão pouco podia me preocupar com isso, senão a gente não faz.

Sua mulher, Vanessa Lóes, também participa do filme. É legal trabalhar com a mulher?
É. Te confesso que para mim não é uma ideia muito legal estar trabalhando com alguém que a gente tem tanta intimidade, mas gosto muito de estar com ela em cena.

Por que não é tão legal trabalhar com quem tem intimidade?
Não gosto muito da ideia de misturar as coisas assim. Gosto muito de separar esses dois momentos da minha vida. E trabalho é trabalho. Sou um pouco individualista demais para chegar em casa e ficar batendo cena com a minha mulher. Mas foi ótimo estar com ela.

E como você é como pai?
A paternidade talvez seja hoje minha prioridade e jamais deixará de ser. Montei uma estrutura aqui em São Paulo, que me custa bastante, mas é uma possibilidade de ligar para casa e botar todo mundo no avião amanhã e falar ‘vem pra cá’. Essa matemática é a prioridade da minha vida: filho, mulher, trabalho e se sobrar um tempo, me dedicar a mim mesmo.

Os paparazzi incomodam você?
É chato para caramba ter de conviver com isso. Não é legal, não é divertido, a gente não precisa disso. Mas é irreversível. Essa indústria do que não é importante está cada vez mais presente na vida da gente. O dinheiro que a curiosidade movimenta hoje é tão enorme que as pessoas fazem um esforço gigantesco para fazer a gente acreditar que aquilo é relevante. E não é relevante. Eu também me recuso a sucumbir diante dessa futilidade que eles imprimem, eu toco minha vida indiferente a isso.

Como está o processo em relação à sunga da Paixão de Cristo (em 2000, Gugu Liberato apresentou em seu programa uma sunga como sendo a usada pelo ator na Paixão de Cristo para ser leiloada e Lacerda entrou com um processo contra ele)?
Isso é uma coisa que eu já prometi não falar mais, tudo o que já saiu sobre esse assunto já foi dito. Já são 12 anos em volta de um mesmo assunto que não termina.

A indenização chegou a ser paga?
Não, nada. Realmente não entendo como no Brasil as coisas podem ser definidas e não resolvidas. Mas isso não é uma coisa que me preocupa. A minha decisão foi política, de não deixar passar a oportunidade de dizer para as pessoas que têm o microfone na mão, que têm uma caneta na mão, que são responsáveis por alguma coisa.

Morre a atriz Regina Dourado

Categoria: Celebridades, TV

Morreu na manhã de ontem, em Salvador, na Bahia, a atriz Regina Dourado. Ela tinha 59 anos e estava internada há uma semana no Hospital Português da Bahia, para tratar um câncer de mama. O velório está previsto para hoje, no Cemitério Jardim da Saudade, na capital baiana. Depois, haverá uma cerimônia de cremação do corpo.

“A metástase atingiu a medula óssea. Seu estado é delicadíssimoâ€, afirmou na terça-feira Oscar Dourado, irmão da atriz, em entrevista ao jornal A Tarde. Ele afirmou que o quadro de saúde de Regina, que recebeu o diagnóstico do tumor em 2003, já era irreversível.

Regina nasceu em 22 de agosto de 1953, em Irecê, a 478 km de Salvador. Começou sua carreira aos 15 anos, na Companhia Baiana de Comédias, além de participar do Grupo de Dança Contemporânea da Universidade Federal da Bahia.

O primeiro trabalho na televisão foi realizado em 1978, no especial Quincas Berro D’água, de Walter Avancini. No ano seguinte partiu para as telenovelas, com Pai Herói (1979), na TV Bandeirantes. Atuou em dezenas de outras produções, entre elas Renascer (1993), Rei do Gado (1996), Anjo Mau (1997) e Esperança (2002), na TV Globo.

Em Explode Coração (1995) contracenou com Rogério Cardoso e lançou o bordão “stop, Salgadinho!â€, que virou moda no País. Seu último trabalho em novelas foi em 2008, quando participou da novela Mutantes: Caminhos do Coração, na Record. Regina também atuou no cinema e no teatro.

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