Trem-bala já tem 5 consórcios em formação
- 17 de julho de 2010 |
- 14h26 |
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Categoria: Empresas, Serviços, Tecnologia
Leonardo Goy
Renée Pereira
Cinco consórcios estão em formação para disputar o projeto do trem de alta velocidade (TAV) que ligará Campinas, São Paulo e o Rio de Janeiro. Segundo uma fonte governamental que acompanha o processo, esses grupos são os que mais têm comparecido a reuniões e, nos bastidores, estão se apresentando como futuros concorrentes do trem-bala, que custará R$ 33,1 bilhões e será leiloado em 16 de dezembro.
O grupo mais estruturado até o momento é o dos sul-coreanos, que conta com o apoio de grandes empresas como Hyundai, Daewoo e Samsung. No Brasil, o consórcio já tem acordo com cinco empresas, entre elas o grupo Bertin, que está na Hidrelétrica de Belo Monte. Além disso, conversa com outras seis companhias, que podem se tornar sócias do grupo. Na lista de interessados, está a Galvão Engenharia, também sócia da usina.
Outro consórcio em formação é o dos japoneses, liderado pela Mitsui. “Mas eles ainda não firmaram acordo com um parceiro no Brasil. Estão conversando com vários grupos”, disse a fonte. Quem também estaria em busca de um parceiro nacional são os espanhóis, cujo consórcio deverá ter a operadora Renfe entre seus integrantes.
A fabricante espanhola CAF também pode compor o grupo. O presidente da empresa no Brasil, Paulo Fontinele, afirma que tem conversado com vários interessados e está fazendo as contas para ver a viabilidade de uma parceria. Mas, até o momento, não fechou nada.
Os franceses, liderados pela Alstom, estariam, segundo a mesma fonte, em adiantadas conversas para serem sócios da construtora Andrade Gutierrez. O acordo entre as duas empresas ainda não estaria fechado, mas as duas empresas comparecem juntas a reuniões para tratar do trem-bala e estão avançadas as negociações para viabilizar um consórcio.
O mesmo ocorre com a canadense Bombardier, uma das maiores fabricantes de trens no mundo. A empresa também tem intensificado as conversas com grupos nacionais e estrangeiros para avaliar uma parceria. Como o edital saiu apenas esta semana, a companhia acredita que ainda levará uns dois ou três meses para conseguir fechar algum acordo. Mas ela também não deverá ser líder do grupo.
O consórcio chinês, comandado pela China Railway Civil Construction Corporation (CRCC), também deve intensificar as negociações a partir de agora, com as regras da licitação em mãos, afirma o representante do grupo, Marco Polo Moreira Leite, presidente da Asean Trade Link (ATL).
Projeto do trem de alta velocidade, que ligará Campinas, São Paulo e o Rio de Janeiro, custará R$ 33,1 bilhões e será leiloado em 16 de dezembro — Jonne Roriz/AE
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