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Tarifa de água sobe 6,83%

Categoria: Agenda, Análise, Consumo, Índice, Serviços

As tarifas de água e esgoto da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) serão reajustadas em 6,83% a partir de 9 de setembro.

O aumento vale para todos os municípios do Estado atendidos pela empresa, exceto São Bernardo do Campo, Lins e Magda, que têm regras contratuais diferenciadas.

O índice fica ligeiramente abaixo da inflação (IPCA) dos últimos 12 meses, que foi de 6,87%. O reajuste foi publicado ontem no Diário Oficial e autorizado pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado (Arsesp).

Porém, para especialistas o impacto não será significativo. “Vejo o peso da conta de água no orçamento da família como um dos menores. Mesmo assim, para quem não tem as finanças equilibradas, qualquer aumento pode virar um problema”, diz Louis Frankenberg, diretor executivo de finanças pessoas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac).

Pela simulação feita pela Arsesp, o aumento da tarifa para residências com consumo de até 10 metros cúbicos por mês é de R$ 1,94 (de R$ 28,38 para R$ 30,32) e de R$ 3,90 para pontos comerciais (de 56,96 para R$ 60,86) no mesmo patamar de consumo.

Já para residência social (que depende da faixa salarial do morador, metragem do imóvel e consumo) a alta é de R$ 0,66 (de R$ 9,62 R$ 10,28).

A metodologia aplicada para determinação do reajuste considerou uma parcela A, que inclui os custos cujas variações não são administráveis pela concessionária, como impostos, despesas com energia elétrica e produtos químicos.

E uma parcela B, que correspondente aos demais custos da prestação dos serviços. No ano passado, o reajuste da tarifa foi de 4,05% – também abaixo da inflação do período, de 4,6%.

Para quem mora em prédio, o impacto do reajuste será menor ainda. “De uma maneira geral, a conta de água equivale a 11, 18% da despesa geral de um condomínio – depende muito do consumo do prédio. Desta forma, podemos dizer que o aumento será de 0,76% no total”, diz o diretor de condomínio da Associação das Administradoras de Bens, Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC), Omar Anauate. “Dependendo do caso, o valor, que é repassado anualmente, nem será incorporado ao valor do condomínio”, ressalta.

Segundo Anauate, geralmente, as reuniões, nas quais são decididos os reajustes ocorrem no começo de cada ano. O aumento no condomínio varia entre 7% ou 8%. “Deste total, a água não tem um grande impacto”, diz.

Isso significa que, quem mora em casa, deve prestar mais atenção ao reajuste. “Esses consumidores já vão notar uma alta na conta de água no próximo mês, apesar de pequena”, alerta, Tatiana Viola de Queiroz, advogada da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste).

1 Comentário Comente também
  • 10/08/2011 - 23:33
    Enviado por: cleito

    Mais uma prova que o governo lullodilmista perdeu a mão e a hiperinflação voltou com tudo.
    Lula e Dilma jogaram o plano real no lixo, promovendo esses abusos nos aumentos dos servicos publicos e impostos

    responder este comentário denunciar abuso

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