Busca por crédito cai 16,5% em setembro, diz Serasa
- 9 de outubro de 2012 |
- 16h20 |
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Categoria: Agenda, Análise, Crédito
Wladimir D’Andrade
O número de consumidores que procuraram crédito em setembro caiu 16,5% na comparação com o mês anterior, interrompendo uma sequência de duas altas consecutivas, informou hoje a Serasa Experian. Em relação a setembro do ano passado, o recuo foi de 9%. O principal motivo que levou ao recuo em setembro, de acordo com a empresa, foi a menor quantidade de dias úteis – 19 contra 23 em agosto e 21 em setembro de 2011.
Os resultados do mês passado levaram o Indicador da Demanda do Consumidor por Crédito a registrar queda de 5,9% no acumulado dos nove primeiros meses deste ano, ante igual período de 2011. A média diária de procura por crédito, no entanto, subiu 1,1% em setembro na comparação com agosto e avançou 0,6% sobre o mesmo mês do ano passado.
“Isto revela que o consumidor está gradativamente retornando ao mercado de crédito, tendo em vista as reduções das taxas de juros, o recuo gradual da inadimplência e a manutenção de taxas de desemprego historicamente baixas”, afirmou a empresa, em nota distribuída à imprensa.
Na análise por regiões do País, apenas o Norte se encontra no terreno positivo na demanda do consumidor por crédito no acumulado do ano (0,8%). O Nordeste apresenta queda de 3,4% no período, o Centro-Oeste recua 5,1% e Sul e Sudeste registram baixa de 7,1%.
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Tecnologia domina lista de marcas mais valiosas
- 3 de outubro de 2012 |
- 6h00 |
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Categoria: Tecnologia
Wladimir D’Andrade
O setor de tecnologia ocupa cinco das dez primeiras posições do ranking de marcas mais valiosas do mundo, elaborado pela consultoria Interbrand. A Apple teve valorização de 129% em relação ao ranking do ano passado, atingiu US$ 76,6 bilhões e pulou para o segundo lugar, atrás da Coca-Cola, cuja valorização foi de 8%, com a marca alcançando US$ 77,8 bilhões.
No setor de tecnologia, além da Apple, aparecem entre as dez primeiras colocadas o Google (4.º lugar, com US$ 69,7 bilhões), Microsoft (5.º, com US$ 57,8 bilhões), Intel (8.º, com US$ 39,4 bilhões) e Samsung (9.º, com US$ 32,9 bilhões). Nenhuma empresa brasileira conseguiu entrar para a lista das 100 melhores marcas internacionais, informou a consultoria.
A IBM ocupa a terceira colocação, com crescimento de 8% e valor estimado em US$ 75,5 bilhões, mas, no ranking, ela entra no setor chamado Serviços de Negócios. Completam a lista das dez principais a GE, em 6.º lugar, com US$ 43,7 bilhões e valorização de 2%; McDonald’s (7.º), com US$ 40,1 bilhões e valorização de 13%; e Toyota (10.º), com US$ 30,3 bilhões e valorização de 9%.
As marcas de tecnologia mantêm um forte ritmo de crescimento nos últimos anos, segundo a Interbrand. Quatro dos maiores aumentos de valor, do ranking de 2011 para o divulgado ontem, são de marcas ligadas a esse setor: Apple (129%), Amazon (46%), Samsung (40%) e Oracle (28%).
Para a Interbrand, a Apple conseguiu manter a ligação emocional dos consumidores com a marca após a morte do fundador da empresa, Steve Jobs. “Mesmo enfrentando uma competição crescente de rivais como Google e Samsung, a companhia continua demonstrando seu compromisso de proteger a marca Apple e sua propriedade intelectual”, diz a Interbrand.
No setor automobilístico, a empresa mais bem colocada é a japonesa Toyota, seguida, nos 11.º e 12.º lugares, pelas alemãs Mercedes-Benz (US$ 30,1 bilhões) e BMW (US$ 29 bilhões). Para a consultoria, “as marcas automotivas tornaram-se mais sintonizadas com a ligação emocional que os consumidores têm com seus carros” e, por isso, mostraram bom desempenho.
O mesmo não ocorreu com as marcas de serviços financeiros, que continuam a sentir o impacto da retração econômica global. “Eventos recentes, tais como o escândalo da Libor, mancharam a reputação das marcas líderes”, justifica a Interbrand. A American Express é a marca deste setor mais bem colocada, no 24.º lugar, com valor de US$ 15,7 bilhões.
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Tarifas de celular e luz puxam inflação semanal
- 1 de outubro de 2012 |
- 22h00 |
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Categoria: Agenda, Análise, Indicadores, Inflação
Wladimir D’Andrade
A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) encerrou setembro com taxa de 0,54%, informou nesta segunda-feira a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em agosto, o indicador havia avançado 0,44% e, na terceira quadrissemana do mês passado, a alta dos preços foi de 0,53%. Com o resultado de setembro, o IPC-S acumula altas de 4,07% no ano e de 5,73% nos últimos 12 meses.
Os grupos que apresentaram aceleração da alta de preços na passagem da terceira para a quarta quadrissemana do mês passado foram: Comunicação (0,27% para 0,51%); Saúde e Cuidados Pessoais (0,38% para 0,42%); Habitação (0,37% para 0,40%); Transportes (0,11% para 0,14%) e Despesas Diversas (0,23% para 0,25%).
Já os grupos que registraram desaceleração da alta de preços no mesmo período foram: Alimentação (1,28% para 1,23%); Vestuário (0,64% para 0,60%) e Educação, Leitura e Recreação (0,11% para 0,07%).
Altas
As tarifas de telefonia celular e de luz foram dois dos principais itens responsáveis pela aceleração da alta de preços dos grupos Comunicação e Habitação, respectivamente, e consequente alta no IPC-S no encerramento de setembro.
A tarifa de telefone móvel passou de alta de 0,48% na terceira quadrissemana de setembro para 0,89% na leitura seguinte, divulgada hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Já a tarifa de eletricidade residencial acelerou de 0,24% para 0,70% no período.
Além de Comunicação (0,27% para 0,51%) e Habitação (0,37% para 0,40%), apresentaram aceleração da alta de preços na passagem da terceira para a quarta quadrissemana de setembro os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,38% para 0,42%), Transportes (0,11% para 0,14%) e Despesas Diversas (0,23% para 0,25%).
Para cada uma dessas classes de despesa, as maiores influências de alta foram registradas pelos itens artigos de higiene e cuidado pessoal (0,22% para 0,57%), serviço de reparo em automóvel (-0,07% para +0,69%) e alimentos para animais domésticos (0,37% para 0,92%), respectivamente.
Entre os grupos que desaceleraram a alta na última leitura de setembro ante a anterior o destaque ficou com Alimentação, que passou de 1,28% para 1,23% nesta base de comparação com o grupo sendo puxado para baixo pelo item hortaliças e legumes (1,50% para -2,09%). Vestuário (0,64% para 0,60%) e Educação, Leitura e Recreação (0,11% para 0,07%) também desaceleraram por causa, principalmente, de calçados (0,64% para 0,31%) e salas de espetáculo (0,71% para -0,73%).
Na lista dos cinco itens que exerceram maior pressão de alta no IPC-S da última quadrissemana de setembro em relação a anterior, aparecem batata-inglesa (de 24,38% para 25,12%), cebola (de 18,59% para 19,78%), tarifa de eletricidade residencial (de 0,24% para 0,70%), plano e seguro de saúde (estável em 0,63%) e pão francês (de 2,47% para 2,65%). Por outro lado, as maiores pressões de baixa no indicador foram registradas pelos itens tomate (de -5,68% para -13,55%), alface (de -7,79% para -7,88%), cenoura (de -4,73% para -9,96%), sanduíches (de 0,15% para -0,58%) e pimentão (de -2,95% para -15,50%).
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Atividade econômica cresce 0,4% em julho, diz Serasa
- 25 de setembro de 2012 |
- 14h14 |
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Categoria: Agenda, Análise, Indicadores
Wladimir D’Andrade
A atividade econômica brasileira cresceu 0,4% em julho na comparação com junho, a maior taxa de expansão mensal dos últimos 15 meses, informou nesta segunda-feira a Serasa Experian. Na comparação com julho de 2011, o Indicador de Atividade Econômica calculado pela empresa registrou alta de 1,6%, maior taxa de crescimento interanual desde novembro do ano passado. No período de janeiro a julho de 2012, o crescimento acumulado chega a 0,8% e, em 12 meses, a 1,1%.
Do ponto de vista da oferta agregada, o resultado de julho foi puxado pelo crescimento de 2,6% da atividade industrial, que se recuperou do tombo de 2,1% registrado em junho. O setor de serviços também apresentou alta, de 0,5% na mesma base de comparação. A agropecuária permaneceu estável no período (0%). Sobre julho de 2011, as respectivas variações foram de 0,4%, 2,9% e 3,5%.
Pelo lado da demanda agregada, as exportações de bens e serviços foram destaque ao avançar 3,6% de junho para julho deste ano. Também apresentou alta expressiva o consumo do governo (1,2%). Consumo das famílias apresentou crescimento de apenas 0,3%, enquanto formação bruta de capital fixo recuou 1,1%, a segunda queda mensal consecutiva, e importações de bens e serviços registrou baixa de 6% no período, após estabilidade em junho.
De acordo com a Serasa Experian, o resultado de julho “é um sinal de que as medidas pró-crescimento adotadas pelo governo (como as sucessivas reduções da taxa básica de juros e as isenções fiscais em determinados setores) começam a produzir impactos mais significativos sobre o ritmo de crescimento econômico”, afirmou a entidade, em nota distribuída à imprensa.
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Foxconn vai investir R$ 1 bi em SP para fabricar componente para Apple
- 19 de setembro de 2012 |
- 15h00 |
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Categoria: Empresas, Indústria, Tecnologia
Wladimir D’Andrade
A empresa taiwanesa Foxconn vai abrir uma nova unidade industrial no Estado de São Paulo no ano que vem. Desta vez, o investimento ocorrerá no município de Itu. A companhia deve investir R$ 1 bilhão na fabricação de componentes para tablets, smartphones e outros produtos eletrônicos.
Amanhã, o presidente da Foxconn no Brasil, Henry Cheng, e o presidente da agência Investe São Paulo, Luciano Almeida, vão assinar um protocolo de intenções no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, com a presença do governador Geraldo Alckmin.
A previsão é que a nova unidade crie cerca de 10 mil empregos diretos. No parque industrial, haverá até cinco fábricas, que vão produzir cabos, câmeras, telas sensíveis ao toque, LED, placas PCB (placa de circuitos) e outros componentes utilizados na montagem dos eletrônicos.
Com esse investimento, praticamente toda a cadeia de fabricação de iPads e iPhones, da Apple, estará em território nacional, com exceção de displays TFT – tecnologia para melhorar a qualidade da imagem que demanda investimentos robustos para ser produzida. “Este não é o momento para uma planta de TFT vir para o Brasil, mas essa será a única parte da cadeia que vai faltar”, disse à Agência Estado o presidente da Investe São Paulo, Luciano Almeida.
A Foxconn tem uma unidade em Jundiaí (SP), onde monta os produtos da Apple. Além dessa planta, tem outras quatro unidades no Estado de São Paulo e três em outros Estados.
O plano da Foxconn é que o início da produção em Itu ocorra em 2014, atingindo capacidade plena em 2016. A empresa adquiriu um terreno de 1 milhão de metros quadrados às margens da SP-308, a chamada Rodovia do Açúcar.
Incentivo. De acordo com Almeida, a empresa taiwanesa não terá benefícios fiscais especiais do governo paulista para montar o complexo em Itu, apenas os incentivos já previstos em lei estadual que instituiu o Programa de Incentivo ao Investimento pelo Fabricante de Produtos da Indústria de Processamento Eletrônico de Dados (Pro-Informática), entre eles a utilização de crédito de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na compra de bens e mercadorias de investimentos.
“Em São Paulo, as empresas encontram, além de um mercado consumidor pujante, a melhor infraestrutura logística do País e ampla oferta de mão de obra qualificada”, afirmou o governador Geraldo Alckmin, por meio de sua assessoria de imprensa. A empresa terá de obter o licenciamento ambiental para o local da construção.
Almeida conta que, por meio da agência de atração de investimentos para o Estado, vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, o governo paulista fará intermediação entre a empresa, a prefeitura local e as concessionárias para a criação da infraestrutura do parque industrial – iluminação pública, rede de água e esgoto, vias de acesso, entre outros. O governo estadual também vai oferecer parcerias com institutos e órgãos de formação de mão de obra especializada, como o Centro Paula Souza.
O presidente da Investe São Paulo explica que a intenção do governo é formar em Itu um polo tecnológico. A empresa fabricante de computadores pessoais Lenovo, da China, já anunciou a construção de uma fábrica no município. A cidade de Itu está localizada a 100 quilômetros da capital paulista. “A tendência é que outras empresas se instalem no local por causa da infraestrutura da região”, diz.
Ele destaca, também, a transferência de tecnologia, com a instalação de fábricas de ponta no polo. “As fábricas são muito dinâmicas, por isso a transferência de tecnologia ocorrerá naturalmente, à medida que as unidades se adaptam aos produtos.”
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