Comunicação sem fio entre máquinas cresce
- 19 de setembro de 2010 |
- 15h55 |
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Categoria: Consumo, Empresas, Internet, Tecnologia
A empresa LocatorOne vende rastreadores de carro que usam os chips de celular. “Se o alarme dispara, o rastreador liga para o donoâ€, explicou Valdemar Penna, diretor da LocatorOne. “O proprietário também pode ligar para o veÃculo, por exemplo, se esqueceu de fechar as janelas. Ele digita uma senha e dá um comando para fechar.†O serviço funciona com um chip pré-pago, pelo canal de voz do telefone móvel.
Outros serviços de comunicação entre máquinas funcionam pelo canal de dados. A empresa norte-americana Cinterion produz módulos de comunicação sem fio, para máquinas que usam a rede celular. De acordo com Marcelo Catapani, presidente da Cinterion na América do Sul, o maior mercado hoje é de rastreadores de veÃculos, e o segundo maior é o de máquinas de cartões de crédito e débito.
“Este ano, serão vendidos de 1,2 milhão a 1,3 milhão de módulos no Brasilâ€, informa o executivo. “Ano que vem, com a lei que obriga a instalação de rastreadores nos carros novos, esse mercado pode chegar a 6 milhões ou 7 milhões de módulos.†Segundo Catapani, a empresa vendeu cerca de 1 milhão de módulos em dois anos de Brasil.
Mercado
No segundo trimestre, os serviços de comunicação de dados somaram R$ 2,8 bilhões, o que equivale a 16,3% do total da receita das operadoras de celulares, segundo dados da Teleco. No mesmo perÃodo de 2009, eram 11,9%. A participação ainda é pequena quando comparada a outros paÃses. No Japão, a participação dos chamados serviços de valor adicionado (que não são de voz) chega a 46% do faturamento.
Os celulares inteligentes, ou smartphones, são equipamentos com sistema operacional aberto, que podem rodar aplicativos desenvolvidos por terceiros. Para o mercado de baixa renda, os fabricantes apostam nos chamados messenger phones, com teclado alfanumérico e serviços de internet, como correio eletrônico, redes sociais e mensagens instantâneas, apesar de não serem smartphones.
“A expectativa é atender os clientes pré-pagos com esses aparelhosâ€, disse Rodrigo Vidigal, diretor de marketing da Motorola Brasil. De acordo com Marcos Daniel, diretor de vendas de celulares da LG no Brasil, o importante é a percepção do consumidor, e não a definição técnica de smartphone. (Renato Cruz)
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