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Sábado, 18 de Maio de 2013
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Grandes lojas de roupa e calçados estão online

Categoria: comércio, Consumo, Internet

SUZANE G. FRUTUOSO

As opções para o consumidor que faz compras pela internet estão cada vez mais variadas: agora é a vez das grandes marcas de roupas e acessórios oferecerem seus produtos por meio do comércio eletrônico. Os números mostram que estratégia tem caído no gosto do cliente e o segmento cresce a uma taxa de 25% ao ano, segundo a consultoria do setor, a e-bit. A categoria moda e acessórios está em quinto lugar entre os grupos mais vendidos online, respondendo por 7% do volume comercializado dentro de um faturamento total de R$ 18,7 bilhões.

Para quem compra há uma série de vantagens que vêm vencendo a desconfiança em relação à numeração correta, caimento e prazo de entrega. Atendimento ágil, produtos bem detalhados, tabela com medidas de manequim, promoções especiais e garantia de troca estão entre os pontos positivos. Uma equipe online tira as dúvidas sobre o produto. Não é cobrada taxa de frete (para a roupa não ficar mais cara e perder a concorrência para a loja física).

Redes como Renner, Marisa, Hering e até grifes mais caras, como Shoulder e Farm, criaram lojas virtuais para conquistar o cliente. A TNG também está entre elas e prevê um crescimento de 40% em seu e-commerce em 2012. A compra online já responde por 5% do faturamento da empresa. “Planejamos para esse ano uma mudança da plataforma com recursos mais avançados, permitindo a interatividade do usuário digital com a praticidade da compraâ€, diz Renáto Pinilha, diretor comercial da marca.

Experiência positiva
A publicitária Cristiane Gameiro, de 38 anos, diz que a compra online foi uma grata surpresa. Ela já adquiriu roupas de bebê para o filho de um ano e peças femininas. A última compra foi em dezembro. “Não queria enfrentar as aglomerações dos shoppings com criança pequena e também estava sem tempo.†Cristiane optou pela facilidade. Escolheu cinco blusas por um site, que prometia a entrega em cinco dias. A encomenda chegou em dois dias. Uma veio dois tamanhos maior.

“Liguei para a central de atendimento, me mandaram um código para eu postar a blusa de volta pelo correio sem custo e em dois dias me devolveram a compra correta.†Ela diz que a experiência foi tão agradável que pretende tornar o consumo online um hábito. Apesar do imprevisto, Cristiane afirma que o site oferecia tabela com medidas como busto, tórax e cintura e comprimento da roupa.

Gabriela Otto, professora de pós-graduação do núcleo de luxo da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), diz que o potencial do comércio eletrônico no Brasil é gigantesco. “Há três motivos para isso. A questão geográfica, a conveniência e o acesso ao exclusivo.†Isso porque as vantagens das lojas virtuais vão desde a possibilidade de uma grife expandir suas fronteiras, atendendo consumidores seja onde for, até oferecer conforto, já que nas metrópoles há grandes problemas de mobilidade. Por último, as promoções especiais dão ao consumidor a sensação de ter um ganho que nem todos terão.

Gabriela afirma ainda que a venda virtual é uma ferramenta interessante para os pequenos varejistas. “É um modo de aparecer para um público mais amplo. Basta criar um site atraente e que funcione bem. Mas a tecnologia não substitui a qualidade.â€
A Renner, que oferece em seu site também perfumes, relógios e moda íntima, investiu R$ 5 milhões em sua loja virtual e contratou um centro de distribuição com capacidade de armazenar até 250 mil itens. A rede aceita troca de compras virtuais em qualquer uma das 166 lojas físicas em até 30 dias, estendendo o prazo de sete dias que a legislação garante para o comércio eletrônico.

Procon-SP lança guia para orientar sobre recall

Categoria: Consumo, Serviços

Wladimir D’Andrade

A Fundação Procon-SP lançou hoje em seu site na internet e nos postos do Poupatempo da capital paulista um guia para orientar o consumidor sobre recall.

A iniciativa foi motivada pela conclusão de um estudo da fundação, realizado em março, apontando que somente 17% dos consumidores de fato sabem o que é o recall e em quais situações ele é obrigatório.

O Procon-SP planeja, a partir de agora, intensificar campanhas para orientar o consumidor a respeito do assunto. A fundação também tem em sua página na internet um banco de dados de recalls realizados desde 2002.

O objetivo do recall é corrigir o defeito de um produto detectado após ele ter sido comercializado e prevenir eventuais acidentes.

Em caso de detecção de problema, a empresa deve avisar as autoridades a respeito da falha e os consumidores mediante anúncios publicitários em jornal impresso, no rádio e na televisão.

A empresa terá de solucionar o defeito por meio de conserto ou troca do produto ou até a devolução do valor pago pelo consumidor. O serviço deve ser totalmente gratuito.

Mas nem sempre o consumidor atende ao chamado da empresa. Alguns por falta de informações a respeito da necessidade do recall – segundo a pesquisa, 72% dos consumidores acham que a convocação não é bem divulgada.

Outros ignoram o chamado por causa do baixo risco à saúde ou por conta do baixo custo do produto. “A própria população não se ocupa em trocar o produto quando vê que ele não tem um custo significativo”, diz o assessor-técnico do Procon-SP, Carlos Alberto Nahas.

Veículo
Ele afirma, porém, que o defeito, muitas vezes, pode afetar pessoas além do dono do produto. “Um veículo com defeito pode provocar acidentes envolvendo terceiros”, diz o assessor.

Ele lembra que, no caso de veículos, uma medida que entrou em vigor em março determina que o não atendimento ao chamado das montadoras para recall passará a constar no Registro Nacional de Veículos (Renavam).

“Essa determinação não impede a venda do veículo, mas deixa no documento uma notação que pode prejudicar o vendedor em termos econômicos”, afirma Nahas.

Notas manchadas devem ser trocadas na hora

Categoria: Bancos

O diretor de administração do Banco Central, Altamir Lopes, afirmou na manhã desta quarta-feira (1), que os cidadãos que sacarem notas marcadas de rosa por dispositivo antifurto de caixas eletrônicos deverá trocar imediatamente no próprio banco. Caso o problema ocorra fora do expediente bancário, a recomendação é retirar logo em seguida um extrato da conta (comprovando o saque), fazer um boletim de ocorrência (BO) e levas as notas com os documentos ao banco para ser ressarcido.

Exemplo de notas manchadas com tinta rosa (Foto: Wilson Pedrosa/AE)

O diretor explicou que a recomendação geral para os cidadãos é que não se aceite cédulas manchadas por dispositivo antifurto. Essa mancha, explicou, é caracterizada por ser densa, não uniforme e de cor rósea.

“A cédula danificada por mecanismo antifurto perderá validade. Ela deverá ser apresentada ao banco para que o BC proceda à análise da cédula”, disse Altamir, destacando que ao apresentar a nota ao banco, a instituição deverá fazer o registro com CPF, identificação com foto e endereço de quem apresentou a nota.

Se após a análise, for verificada que a nota está realmente marcada por dispositivo antifurto, não haverá ressarcimento (exceto nos casos mencionados acima). Se a mancha rosa for por outro motivo, haverá o ressarcimento ao cidadão.

Para as financeiras, em caso de acidente ou furto frustrado, o BC vai ressarcir aos bancos as cédulas marcadas por dispositivo antifurto. Mas ele explicou que esse ressarcimento ocorrerá com o desconto dos custos de produção e de análise das cédulas pelo BC. O valor desses custos ainda será fixado pela autoridade monetária. Fábio Graner

Queixas contra telefonia e TV paga disparam

Categoria: Empresas, Serviços

GISELE TAMAMAR

As reclamações envolvendo os serviços de telefonia móvel e de TV por assinatura registraram saltos de 26,63% e de 48,1%, respectivamente, na comparação entre fevereiro do ano passado e o mesmo mês deste ano, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

No caso dos problemas enfrentados pelos usuários de celulares e banda larga móvel (terminais 3G), os registros subiram de 51.705 para 65.475. Já os casos relacionados à TV por assinatura aumentaram de 5.523 para 8.180 reclamações.

A dentista Loren Fatima Miguel, 54 anos, se sentiu desrespeitada ao tentar resolver a falta de sinal em um dos pontos da TV por assinatura em sua casa. Ela agendou uma visita técnica para um sábado à tarde e ficou esperando. Em vão. O profissional não compareceu e ela precisou descobrir o defeito sozinha e pedir a troca da peça defeituosa.

“Quando um cliente solicita a visita de um técnico, é informado que caso ele chegue ao endereço e não encontre o assinante, será cobrada uma multa. E quando é agendada a visita do técnico e ele não comparece no local e período combinado? Quem paga o prejuízo da falta de sinal e do tempo perdido pelo assinante?â€, questiona.

A dentista Loren Fatima solicitou uma visita técnica para resolver um problema de sinal na TV, mas o técnico não apareceu no dia agendado (Foto: Filipe Araujo/AE)

Em relação à reclamação da dentista, a TVA informa que a equipe já foi orientada para que situações como essa não voltem a ocorrer. A empresa se desculpa com a cliente e salienta que este não é o padrão de atendimento que costuma prestar. Será concedido um desconto na fatura em relação ao período em que a assinante ficou sem o serviço.

Problemas de reparo, como o enfrentado por Loren Fatima, e casos de cobrança indevida são os mais reclamados entre os usuários de TV por assinatura.

Já os principais transtornos envolvendo a telefonia móvel se referem também à cobrança indevida e problemas com o contrato, informa Veridiana Alimonti, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

“O setor de telecomunicações é um dos mais reclamados no País. As empresas, buscando aumentar sua base de clientes, criam promoções, por exemplo, e não deixam claro quanto tempo duram, qual o preço do serviço depois do fim da promoção, se tem outros valores cobrados juntoâ€, alerta Veridiana.

Na opinião da advogada, o aumento da demanda pode ter agravado inclusive os problemas de sinal na telefonia móvel. “Com o oferecimento de serviço de internet móvel, algumas empresas não deixam claro que as velocidades contratadas variam, tendo casos em que, inclusive, não há sinal na área contratadaâ€, completa.

Repetição de falhas

O que preocupa a Fundação Procon-SP é a repetição das falhas, ou seja, são sempre as mesmas. “As empresas já conhecem os problemas e não apresentam uma soluçãoâ€, afirma a assistente de direção d o Procon-SP, Marta Aur.

Em relação aos números do setor, a Anatel diz que as queixas se mantiveram estáveis se comparadas proporcionalmente com a base de acessos em serviços tanto da telefonia móvel quanto da TV por assinatura.

Por exemplo, em fevereiro de 2010, a telefonia móvel apresentou 51 mil reclamações para uma base de 176 milhões de acessos, enquanto em fevereiro de 2011 foram 65 mil reclamações para uma base de 207 milhões de acessos.

O Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil) esclarece que o número de reclamações, assim como o número de novos acessos de telefonia móvel, varia muito ao longo do ano.

Há meses com grande movimento de vendas que precedem um número acentuado de dúvidas e questionamentos levantados pelos clientes. Do mesmo modo, meses com movimento normal de acréscimo de novos acessos correspondem a um menor número desses mesmos questionamentos.

A Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) não se manifestou sobre o assunto.

Brasileiro aumenta gasto com consórcio

Categoria: Bancos, Casa própria, Consumo, Crédito, Imóveis

GISELE TAMAMAR

Com a boa fase da economia, que permitiu que os trabalhadores melhorassem seus salários, o brasileiro aproveitou para gastar até 40,5% a mais em cotas de consórcio em 2010 na comparação com o ano anterior. A maior alta foi registrada nos consórcios de eletroeletrônicos, cujo gasto médio subiu de R$ 2.635 para R$ 3.703, segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac).

Além do aumento da renda, o presidente da Abac, Paulo Roberto Rossi, aponta a segurança do consumidor no emprego, estabilidade econômica e a maior atenção ao planejamento financeiro como fatores que influenciaram o crescimento do mercado. E o setor deve continuar aquecido neste ano. A previsão é de alta de 7% a 8% nas vendas de novas cotas.

O aumento dos preços dos produtos também influenciou a alta do tíquete médio, na opinião do professor de administração da ESPM, Adriano Gomes. Principalmente dos imóveis, que valorizaram em média 34,19% na capital paulista em 2010, conforme o Sindicato da Habitação (Secovi-SP).

“O preço dos imóveis disparou, situação que contribui para o aumento da cota do consórcio. As pessoas precisam de mais dinheiro para comprarâ€, explica Gomes. A cota média dos consórcios imobiliários subiu 14%, de R$ 83,2 mil para R$ 94,9 mil.

O advogado Luiz Carlos Duarte da Silva, 56 anos, é um dos adeptos do consórcio de imóveis. Ele ainda tem 12 anos de parcelas, mas tem planos de começar a dar lances este ano para tentar resgatar o crédito para a compra da casa ou ter a sorte de ser contemplado. “Optei pelo consórcio como alternativa ao financiamento, que acaba saindo muito caro por causa dos jurosâ€, conta o advogado.

Luiz Carlos da Silva contratou o consórcio para comprar um imóvel (Foto: Ernesto Rodrigues/AE)

Outros bens
No caso dos eletroeletrônicos, a evolução tecnológica também incentiva a troca dos bens. “Antes o consumidor queria uma televisão de plasma. Hoje ele quer uma de LED e depois vai querer uma 3Dâ€, destaca Rossi. Outra situação característica dos eletroeletrônicos é a quantidade de bens adquiridos. Antigamente, uma cota era destinada para a compra de um aparelho. Hoje, é utilizada para adquirir vários produtos.

Quem entrou em um consórcio para compra de um veículo também optou por um valor maior no último passado. A cota média aumentou 17,2%, de R$ 33.821 para R$ 39.635. O designer de mídias digitais André Cardoso, 30 anos, escolheu o consórcio como forma de adquirir um carro. Ele começou a pesquisar as opções de compra em dezembro, mas viu que pagaria R$ 37 mil por um automóvel de R$ 24 mil devido aos juros. “Ia sair muito caro para financiar.â€

Na opinião do professor de economia da Fecap, Paulo Eduardo Palombo, o consórcio é uma modalidade positiva para quem não tem dinheiro para comprar à vista e não quer entrar em um financiamento. Porém, é importante não comprometer mais que 30% da renda. “O ponto negativo é a taxa de administração, mas o consórcio é uma forma do consumidor se comprometer em poupar determinado valorâ€, afirma Palombo.

Para o professor Adriano Gomes, o problema do consórcio é a taxa de administração entre 4% e 10%, já que parte da poupança ficará retida com a administradora. Ele aconselha o consumidor a ter disciplina e colocar a quantia que iria para o consórcio na poupança. Ou até investir no Tesouro Direto. “Taxa de administração por taxa de administração, é melhor aplicar em títulos públicos.â€

Rossi lembra ainda que o consórcio é direcionado quem quer fugir dos juros e não têm pressa de adquirir o produto.

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