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Sexta-feira, 24 de Maio de 2013
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Cresce 32% a venda de medicamento genérico

Categoria: Consumo

A venda de medicamentos genéricos subiu de 439 milhões de unidades em 2010 para 581 milhões no ano passado, uma alta de 32,3% no volume comercializado. Em valor, o mercado de genéricos somou R$ 8,7 bilhões, montante 41% maior que os R$ 6,2 bilhões registrados em 2010. As informações são da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos), que estima uma economia de R$ 20,2 bilhões aos consumidores desde 2001, quando esses medicamentos começaram a ser comercializados no País.

O crescimento das vendas de genéricos foi 52,3% superior ao da indústria farmacêutica como um todo.

Um importante meio que impulsionou o crescimento dos genéricos, de acordo com a associação, é o programa governamental Farmácia Popular, que hoje já tem peso de 10% nas vendas do setor em unidades.

Patentes vencidas
A entidade ainda destaca o lançamento de novos medicamento que tiveram suas patentes vencidas nos últimos dois anos: Atorvastatina, Rosuvastatina, Sildenafil, Quetiapina e Valsartana, que juntos já representam 10% do faturamento do setor.

Entre os genéricos que devem entrar no mercado em 2012 estão a Ziprasidona, um antipsicótico da Pfizer, e o Sirolimo, produto imunossupressor da Wyeth utilizado em transplantes de órgãos.

A Pró Genéricos afirma que o setor alcançou 22,3% de participação em unidades vendidas em 2011, resultado 26,7% superior aos 17,6% registrados em dezembro de 2010.

Novo rol tem inclusão de 69 procedimentos

Categoria: Planos de saúde, Serviços

SAULO LUZ

Mais consultas com nutricionistas, novos exames (incluindo análise molecular de DNA para casos de câncer de pulmão, intestino e de entupimento das coronárias e risco de enfarte do miocárdio), cirurgias por vídeo e novas drogas que melhoram a resistência do paciente à dor. Esses são alguns dos 69 procedimentos obrigatórios aos planos de saúde, a partir de janeiro de 2012.

O novo rol, que a Agência Nacional da Saúde Suplementar (ANS) publicou ontem, inclui 41 cirurgias pelo método de videolaparoscopia, como a gastroplastia (cirurgia bariátrica de redução de estômago) para pessoas com obesidade. Outra é a esplenectomia — remoção cirúrgica completa ou parcial do baço para diagnóstico de linfomas.

Além das cirurgias, a ANS aumentou o número de indicações para procedimentos, como: terapia ocupacional (para pacientes com disfunção neurológica, traumato/ortopédica e reumatológica), PET Scan (para pacientes portadores de câncer de colo-retal), exame com diagnóstico por imagem e consultas com nutricionistas (para crianças, jovens e idosos com a risco nutricional, pessoas com insuficiência renal e no 1º ano de Diabetes Mellitus ou em uso de insulina).

Os planos também terão de cobrir a retirada de órteses, próteses ou outros materiais (que já eram obrigados a colocar). Outra novidade é que a cobertura das despesas com acompanhante durante o pré-parto, parto e pós-parto imediato, devem incluir taxas de acomodação e alimentação — o pós-parto imediato deve se dar por 48h, podendo ser estendido por até 10 dias quando indicado pelo médico assistente.

Estão incluídos ainda a cirurgia de adenoidectomia endoscópica (para tratar a chamada “carne esponjosaâ€) e a cauterização da artéria esfenopalatina, para corrigir hemorragia nasal. Mas, além de incluir, a ANS também excluiu 5 procedimentos.

“Três casos foram excluídos por atualização do nome. Um deles por já estar obsoleto e outro porque não tinha evidência científica e não era recomendado pelo Ministério da Saúdeâ€, diz Karla Coelho, gerente de atenção à Saúde da ANS.

Órgãos de defesa do consumidor dizem que o rol ainda é insuficiente. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) reclama que permanecem de fora procedimentos fundamentais como os transplantes, que já são cobertos pelo SUS (coração, fígado e de pulmão).

“O SUS permanecerá com o encargo de atender a população brasileira que necessita desses transplantes e em outros casos, geralmente de alta complexidade, e mais caros, que não são cobertos pelos planos de saúde, seja por não estarem no rol de coberturas obrigatórias, seja pela atuação de má-fé das operadorasâ€, diz Juliana Ferreira, advogada do Idec.

A supervisora institucional da Associação Brasileira de Defesa do consumidor (Pro Teste) Polyanna Carlos Silva, concorda. “O rol deve indicar os procedimentos básicos e não pode limitar o consumidor. Além disso, ainda falta uma atualização no rol de procedimentos dos planos odontológico, o que não aconteceâ€.