Itaquera é berço para oportunidades
- 6 de setembro de 2011 |
- 8h00 |
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Categoria: Empreendedorismo, Empresas, Investimentos
Gustavo Coltri
Onde hoje se vê um terreno baldio na Rua Tomazzo Ferrara, em Itaquera, o jovem Danilo de Almeida enxerga uma oportunidade.
Na propriedade de aproximadamente 800 metros quadrados da qual é herdeiro, ele pretende montar um estacionamento e aproveitar o movimento do futuro estádio do Corinthians – em construção a pouco mais de um quilômetro dali.
“A região vai bombar. O mundo inteiro está de olho”, ambiciona o rapaz de 24 anos, que atua como calculista em uma imobiliária em Santos. Recentemente, ele procurou o Sebrae-SP na tentativa de obter orientação para montar o negócio. “Também estou buscando um investidor.”
De fato, o bairro da zona leste está em transformação. Além do equipamento esportivo, o futuro Polo Institucional de Itaquera, em construção pela Prefeitura, deve, nos próximos anos, incrementar a infraestrutura da área e gerar novas oportunidades a empreendedores.
Para o coordenador do Centro de Estudos em Empreendedorismo e Novos Negócios da Fundação Getúlio Vargas, Tales Andreassi, a prestação de serviços deve oferecer as primeiras chances de negócio na área: “Depois da inauguração do estádio, vão surgir estabelecimentos como restaurantes e estacionamentos para dar conta do aumento do fluxo de pessoas nos dias de jogos e eventos”.
De olho na Copa do Mundo de 2014, a franquia UNS Idiomas também prevê ações para a região: “Desenvolvemos um material chamado Winners para prestadores de serviços, como é o caso de taxistas”, diz o diretor de novos negócios da empresa, Carlos Coelho.
Com 30 unidades na cidade, a UNS está em processo de expansão e avalia pedidos de novas escolas. “Em São Paulo, a grande procura de áreas para novas unidades é na zona leste, especialmente em Itaquera e nas regiões do entorno.”
Polo
Se o evento esportivo mais importante do futebol mundial deve trazer os primeiros efeitos de desenvolvimento, o Polo Institucional de Itaquera gerará resultados no longo prazo.
O projeto, situado em uma área de 140 mil m² em frente à estação Corinthians-Itaquera do Metrô, prevê para os próximos anos instalações como centros de formação profissional, uma incubadora de empresas, uma rodoviária e novas vias de acesso.
“Os R$ 400 milhões destinados à estrutura viária farão uma diferença”, estima o chefe da Assessoria Técnica de Operações Urbanas da Secretaria municipal de Desenvolvimento Urbano de São Paulo, Lisandro Frigerio.
Até 2012, a região também deve ganhar uma unidade da Faculdade de Tecnologia (Fatec). O polo ainda contará com um centro do Senai, que vai oferecer cursos nas áreas de mecânica, eletrônica e saúde.
“Esses projetos vão atrair para a região empresas que precisam de mão de obra qualificada, mas ainda é difícil saber como será a transformação, porque tudo ainda está em uma fase inicial”, comenta a consultora do Sebrae-SP Maria Alice Moreira. Ela lembra que os bons resultados devem ser sentidos de forma gradual.
“Se o perfil do bairro muda, novas empresas são atraídas. Com o passar do tempo, outras companhias surgirão para atender às primeiras”, completa Andreassi.
Para o assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio), Fabio Pina, a operação urbana é um importante instrumento para tornar a área um polo de atratividade: “Também pelo zoneamento e por incentivos fiscais, pode-se criar uma condição que evite o efeito pendular de deslocamento”, avalia.
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Emergente atraem mais investimento que ricos
- 18 de janeiro de 2011 |
- 21h38 |
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Categoria: Empresas, Indicadores, Investimentos
Jamil Chade*
O Brasil já apresenta uma taxa de expansão de investimentos diretos do exterior superior à da China e, pela primeira vez, está entre o dez maiores destinos de investimentos no mundo, superando tradicionais economias como Japão e Itália e quase se igualando à Alemanha.
Os dados divulgados ontem pela Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad) confirmam uma transformação profunda na economia mundial. Pela primeira vez na história, os países emergentes receberam mais investimentos que os ricos, que ainda vivem as incertezas da recuperação econômica, alta taxa de desemprego e turbulências no mercado financeiro.
Em expansão, a economia brasileira seguiu o mesmo caminho de outros emergentes. Estrangeiros aumentaram suas compras de empresas brasileiras em mais de 9.000% entre 2009 e 2010, deixando no País um volume superior ao que gastaram na China e duas vezes mais que as aquisições mundiais na França. Esses dados foram amplamente inflacionados pela transação da Telefonica no mercado nacional.
No geral, os investimentos no mundo estagnaram em 2010, com apenas 0,7% a mais que em 2009, o ano da crise. No ano passado, os investimentos mundiais somaram US$ 1,12 trilhão, ante US$ 1,11 trilhão em 2009. Mas essa estagnação ocorreu principalmente por causa dos países ricos, que apresentaram queda de 7% no fluxo de investimentos em 2010.
A Europa apresentou queda de 22% nos investimentos recebidos no ano passado, e o Japão, de 83%. Países como a Irlanda sofreram queda de 66% no fluxo de investimentos, ante 20% na Dinamarca, 55% em Luxemburgo e 38% na Grécia.
Já os Estados Unidos receberam 43% mais em 2010 que em 2009. Mas isso significou apenas uma recuperação modesta em relação a dois anos de quedas profundas. A economia americana, apesar de receber investimentos, terminou 2010 com um volume equivalente apenas à metade do que recebia há três anos.
Emergentes
A grande transformação, porém, ocorreu nos países emergentes. Juntas, essas economias receberam em 2010 mais de 53% de tudo que foi investido no mundo e cresceram 10%. “Essa é a primeira vez na história que isso ocorre”, afirmou James Zhan, diretor do Departamento de Investimentos da Unctad. Em 2010, os países ricos receberam US$ 527 bilhões em investimentos estrangeiros. Já os emergentes e economias em transição receberam US$ 596 bilhões.
O Brasil somou US$ 30,2 bilhões em 2010, 16,3% acima dos níveis de 2009 e com expansão bem superior aos 9,7% dos países emergentes. O País também apresentou expansão de investimentos bem acima dos 6,3% da China e 10% superior ao total das economias asiáticas. Para Zhan, dois fatores contribuíram para o bom desempenho. O primeiro foi a busca de empresas estrangeiras por atuar no mercado brasileiro e tirar proveito dos benefícios da expansão. Empresas de alimentos e bebidas têm sido algumas das maiores promotoras de investimentos, além do setor de serviços.
Em 2010, multinacionais deixaram US$ 9,4 bilhões no País. A Telefonica e sua compra no mercado brasileiro foi a grande responsável pelo salto. Em termos absolutos, o Brasil somou recursos em aquisições superiores aos da China e da maioria dos asiáticos. (*correspondente em Genebra)
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RJ foi quem gerou mais empregos
- 16 de dezembro de 2010 |
- 17h26 |
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Categoria: Indicadores, Trabalho
O Estado do Rio de Janeiro foi o que mais gerou empregos formais em novembro no País, ao criar formalmente 31.965 postos de trabalho, o que corresponde a um aumento de 0,96% em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada do ano anterior.
Essa é a primeira vez desde a criação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), em 1992, que Rio de Janeiro fica em primeiro lugar no ranking dos Estados que mais contrataram formalmente. Em novembro, foram criados 138.247 empregos formais em todo País.
Depois do Rio de Janeiro, aparecem o Rio Grande do Sul com 21.729 empregos criados e Santa Catarina com 12.761. O Estado de São Paulo ficou em nono lugar na lista de 26 Estados e Distrito Federal com 4.999 empregos formais gerados no mês.
No acumulado do ano, no entanto, São Paulo lidera o ranking. Dos 2,544 milhões de postos de trabalho formal gerados no País, 812.821 foram em São Paulo. Em segundo lugar nesta listagem, aparece Minas Gerais (310.236), seguido pelo Rio de Janeiro (200.783).
Segundo o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, o crescimento do emprego formal no Rio de Janeiro se deve a geração de emprego do comércio (15.531 postos), de serviços (14.545 postos) e da indústria de transformação (2.534 postos). “O Rio de Janeiro vai continuar puxando o emprego por causa da Copa do Mundo, Olimpíada e Rock in Rio”, afirmou o ministro.
Em novembro, São Paulo perdeu 35.641 postos de trabalho na agropecuária e outros 14.826 na indústria de transformação, resultado influenciado, segundo o ministro do Trabalho, pela presença de fatores sazonais relacionados ao complexo da agroindústria. O saldo só ficou positivo no mês por conta do desempenho do comércio (32.414) e de serviços (22.867).
Edna Simão – Agência Estado
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Netflix ameaça estúdios e TV a cabo
- 27 de novembro de 2010 |
- 16h50 |
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Categoria: Consumo, Internet, Serviços, Tecnologia
Tim Arango*
David Carr*
Numa questão de meses, a locadora de filmes Netflix passou da cliente de primeira classe de mais rápido crescimento dos Correios americanos à maior fonte de tráfego de streaming na internet na América do Norte durante os horários nobres noturnos. A tecnologia de streaming permite receber o vídeo pela rede mundial de computadores no mesmo momento em que é assistido, como no YouTube.
Essa transformação — de negócio de entrega pelo correio a empresa de tecnologia — revoluciona a maneira como milhões de pessoas assistem à televisão, mas também dá uma grande dor de cabeça aos canais de TV e estúdios de cinema, que veem a Netflix cada vez mais como uma ameaça competitiva, apesar de venderem seu conteúdo a ela.
O dilema de Hollywood fica evidente num anúncio da Netflix esta semana de um novo serviço de assinatura: US$ 7,99 por mês para downloads ilimitados de filmes e programas de televisão, ante US$ 19,99 por mês para um plano que permite ao assinante retirar três discos de cada vez, enviados pelo correio, além de downloads ilimitados.
Para estúdios que vendiam DVDs novos por US$ 30, isso representa uma enorme queda nos lucros. Pela primeira vez, a Netflix gastará mais nos feriados para enviar filmes por streaming que despachando DVDs em seus familiares envelopes vermelhos (embora ainda esteja gastando mais de US$ 500 milhões em postagem este ano).
E essa mudança coincide com um desenvolvimento infeliz para as companhias de cabo, que por muito tempo controlaram o entretenimento doméstico: pela primeira vez em sua história, as assinaturas de televisão a cabo americanas caíram nos dois últimos trimestres – uma tendência que alguns atribuem à ascensão da Netflix, que permite que os consumidores contornem a TV a cabo para receber filmes e programas via streaming.
A Netflix tem agora o preço de suas ações para mostrar seu sucesso. Os papéis quase quadruplicaram de valor em relação a seu ponto mais baixo em 52 semanas, em janeiro. Com valor de mercado de quase US$ 10 bilhões, a Netflix vale mais que alguns estúdios de Hollywood que licenciam filmes para ela. (* do New York Times, com tradução de Celso M. Paciornik)

Clientes da Netflix nos Estados Unidos: empresa cresce na bolsa tem hoje valor de mercado de US$ 10 bilhões (Foto: Ed Zurga/New York Times)
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Governo condena taxas abusivas no cartão
- 20 de setembro de 2010 |
- 10h27 |
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Categoria: Bancos, Consumo, Empresas, Serviços
Seis meses depois de o governo federal abrir uma ofensiva contra as abusivas taxas dos cartões de crédito, nada mudou. Divergências de nomenclatura dos mais variados custos e falta de padronização do porcentual dos juros cobrados no plástico prosseguem como as principais questões que lotam as caixas de entrada de reclamações dos institutos de defesa do consumidor.
“Temos no cartão de crédito os juros mais altos do mercado e o uso do plástico está crescendo muito. Isso é um grande risco para que haja um assombroso aumento do nível de endividamento do brasileiro”, alerta a economista Ione Amorim, do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec). “Mas creio que estamos no meio do processo de transformação desse setor”, pondera Ione.
Desde abril deste ano, ocorrem mensalmente reuniões, convocadas pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, entre os administradores dos cartões (que são os bancos), a Associação Brasileira das Empresas de Cartões e Serviços (Abecs) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para debater os gargalos do segmento e pensar em soluções.
Paralelamente a isso, o Banco Central (BC) receberá até o fim deste mês documentos das administradoras dos cartões com pleitos e sugestões de o que seria bom em uma regulamentação de cartão de crédito. Uma fonte da autoridade monetária, que pede para não ser identificada, explica que esses pleitos passarão a ser analisados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) no dia 1.º de outubro para que, até o fim deste ano, a regulamentação do setor entre em vigor.
“Na situação que estamos hoje, o setor de cartão de crédito no Brasil está abandonado. Ninguém cuida deste segmento e quem sai prejudicado é o consumidor”, afirma Maria Inês Dolci, da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor ProTeste.
No atendimento à reportagem, Febraban, BC, DPDC e Abecs responderam às solicitações encaminhando o pedido para outra instituição. A Febraban afirmou que cartão de crédito é assunto para a Abecs, que durante toda a semana não tinha um porta-voz disponível. O DPDC encaminhou as entrevistas ao BC, que reenviou ao DPDC. “É assim que estamos. Não dá mais para haver essa omissão”, critica Ione, do Idec.
Para se ter uma ideia do volume de reclamações do setor e da necessidade de haver regras mais rigorosas, do total de reclamações registradas pelo DPDC, 35% se referem a questões financeiras e, desse total, mais de 70% estão ligadas à cobrança de taxas irregulares pelas empresas de cartão de crédito. (Roberta Scrivano)
Há seis meses o governo encabeça uma ofensiva contra as taxas abusivas aplicadas pelas empresas de cartões de crédito, nada mudou — Foto: Sebastião Moreira/AE
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