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Segunda-feira, 20 de Maio de 2013
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Recall mundial da Toyota inclui 38 mil veículos no Brasil

Categoria: Tecnologia

A partir do dia 25, os proprietários de 38.049 automóveis da montadora japonesa Toyota terão de recorrer a uma das oficinas credenciadas pela empresa para corrigir um defeito no botão de acionamento do vidro elétrico da porta dianteira esquerda dos modelos Corolla, RAV4 e Camry, fabricados entre 1º de setembro de 2006 e 19 de dezembro de 2008.

A ação faz parte do recall global recall global de 7,4 milhões de carros anunciado na quarta-feira pela matriz da companhia.

Esta é a oitava vez que a Toyota anuncia um recall no País pelo menos desde 2005, conforme uma listagem no site do Procon-SP. O último foi recente: aconteceu em 2 de agosto, e incluiu os modelos RAV-4 fabricados entre 1º de outubro de 2005 a 31 de agosto de 2010. Na ocasião, a montadora convocou os consumidores para reparar problemas na suspensão dos automóveis.

Desta vez, o defeito no acionamento dos vidros elétricos pode causar, conforme a montadora, derretimento dos componentes internos do interruptor, “com produção de fumaça”. A Toyota divulgou que o potencial risco de incêndio e a interrupção do funcionamento do vidro elétrico são “muito baixos”.

A Toyota divulgou que o atendimento deverá ser agendado pelo proprietário do veículo e que, nas oficinas, o dispositivo será verificado. Haverá “aplicação de graxa apropriada para o componente em questão”. O componente só será substituído “em casos específicos, se necessário”.

O prazo para o recall é de 12 meses. O Procon-SP alerta que, de acordo com o Departamento Nacional de Trânsito, o veículo que não for reparado ou inspecionado terá a informação lançada no Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo.

Tecnologia domina lista de marcas mais valiosas

Categoria: Tecnologia

Wladimir D’Andrade

O setor de tecnologia ocupa cinco das dez primeiras posições do ranking de marcas mais valiosas do mundo, elaborado pela consultoria Interbrand. A Apple teve valorização de 129% em relação ao ranking do ano passado, atingiu US$ 76,6 bilhões e pulou para o segundo lugar, atrás da Coca-Cola, cuja valorização foi de 8%, com a marca alcançando US$ 77,8 bilhões.

No setor de tecnologia, além da Apple, aparecem entre as dez primeiras colocadas o Google (4.º lugar, com US$ 69,7 bilhões), Microsoft (5.º, com US$ 57,8 bilhões), Intel (8.º, com US$ 39,4 bilhões) e Samsung (9.º, com US$ 32,9 bilhões). Nenhuma empresa brasileira conseguiu entrar para a lista das 100 melhores marcas internacionais, informou a consultoria.

A IBM ocupa a terceira colocação, com crescimento de 8% e valor estimado em US$ 75,5 bilhões, mas, no ranking, ela entra no setor chamado Serviços de Negócios. Completam a lista das dez principais a GE, em 6.º lugar, com US$ 43,7 bilhões e valorização de 2%; McDonald’s (7.º), com US$ 40,1 bilhões e valorização de 13%; e Toyota (10.º), com US$ 30,3 bilhões e valorização de 9%.

As marcas de tecnologia mantêm um forte ritmo de crescimento nos últimos anos, segundo a Interbrand. Quatro dos maiores aumentos de valor, do ranking de 2011 para o divulgado ontem, são de marcas ligadas a esse setor: Apple (129%), Amazon (46%), Samsung (40%) e Oracle (28%).

Para a Interbrand, a Apple conseguiu manter a ligação emocional dos consumidores com a marca após a morte do fundador da empresa, Steve Jobs. “Mesmo enfrentando uma competição crescente de rivais como Google e Samsung, a companhia continua demonstrando seu compromisso de proteger a marca Apple e sua propriedade intelectual”, diz a Interbrand.

No setor automobilístico, a empresa mais bem colocada é a japonesa Toyota, seguida, nos 11.º e 12.º lugares, pelas alemãs Mercedes-Benz (US$ 30,1 bilhões) e BMW (US$ 29 bilhões). Para a consultoria, “as marcas automotivas tornaram-se mais sintonizadas com a ligação emocional que os consumidores têm com seus carros” e, por isso, mostraram bom desempenho.

O mesmo não ocorreu com as marcas de serviços financeiros, que continuam a sentir o impacto da retração econômica global. “Eventos recentes, tais como o escândalo da Libor, mancharam a reputação das marcas líderes”, justifica a Interbrand. A American Express é a marca deste setor mais bem colocada, no 24.º lugar, com valor de US$ 15,7 bilhões.

Toyota inaugura fábrica em Sorocaba já com planos de expansão

Categoria: Empresas, Investimentos

Cleide Silva

A montadora japonesa Toyota inaugura, na próxima quinta-feira, sua terceira fábrica no País, em Sorocaba (SP), inicialmente para a produção de 70 mil veículos ao ano, mas já com planos de expansão. O complexo poderá atingir capacidade anual de 400 mil automóveis, caso haja demanda futura. “Já temos licença ambiental para essa ampliação, caso seja necessário”, informa Mark Hogan, membro do conselho mundial da Toyota.

Presidente da General Motors do Brasil no período de 1992 a 1997 e conselheiro da Toyota há dois anos, o americano Hogan está no Brasil para acompanhar o início das operações da fábrica que finalmente coloca a montadora japonesa na briga pelo segmento que mais vende no Brasil, o de carros compactos. O primeiro carro a ser feito na nova filial é o Etios, que disputará vendas com modelos como Gol e Palio, na faixa de preço de R$ 30 mil.

“A Toyota está abrindo uma nova página em sua história no Brasil, onde está há quase 60 anos”, lembra Hogan. O grupo tem uma fábrica de componentes no ABC paulista, onde já fez o jipe Bandeirante, e uma em Indaiatuba, inaugurada em 1998, que produz atualmente apenas o sedã Corolla.

Hogan admite que a Toyota – que este ano recuperou o posto de maior montadora do mundo -, demorou para entrar com mais força no mercado brasileiro. “Mas, finalmente, o grupo agora tem um planejamento para ampliar negócios no Brasil, um dos mercados que mais cresce no mundo atualmente”.

O executivo de 61 anos conta ser amigo de Akio Toyoda, presidente mundial da companhia, desde 1987, quando ambos trabalhavam em uma joint venture da GM e da Toyota. “Quando presidi a GM do Brasil, eu sempre o provocava: eu estou aqui, porque a Toyota ainda não está?”

Segundo Hogan, desde que assumiu o comando do grupo japonês, em 2009, o neto do fundador da Toyota colocou como uma de suas metas o crescimento dos negócios no Brasil. “E agora, ele coloca em prática esse plano agressivo no País”.

Hogan ressalta que, embora venha trabalhando para aumentar a velocidade das ações do grupo no Brasil, concorda com a filosofia da companhia, de ser lenta nas decisões, mas ter como prioridade a qualidade dos produtos. “Nossos resultados mostram que estamos no caminho certo. Não damos passos rápidos, mas não voltamos atrás”.

Sofisticação
O mercado que Hogan encontra hoje no Brasil é mais sofisticado – tem modelos globais e não de segunda geração – e mais competitivo do que no período em que comandou a GM. Há mais fábricas instaladas e um de seus concorrentes será a coreana Hyundai, que em setembro inicia operações em Piracicaba (SP) com a produção do HB20, outro concorrente do Etios.

“A concorrência não nos assusta, pois nosso produto certamente tem mais tecnologia”, afirma o executivo, que ontem visitou a fábrica de Sorocaba e dirigiu o Etios brasileiro, que tem algumas diferenças em relação ao modelo em produção na Índia.

Impostos. Apesar de ver vários mudanças no mercado brasileiro nos últimos 15 anos, Hogan reclama de que os impostos continuam altos e a estrutura de arrecadação segue burocrática.

“O Brasil precisa resolver esse problema com urgência e, quando conseguir, certamente vai se desenvolver ainda mais rapidamente e nenhum outro emergente vai conseguir acompanhá-lo”. Outra crítica do executivo é o alto custo da energia elétrica, que atrapalha novos investimentos.

Governo quer ampliar conteúdo local de carros

Categoria: Consumo, Empresas, Indústria

Anne Warth

A ameaça de rompimento do acordo automotivo com o México é um caminho para o governo brasileiro aumentar a produção de veículos e autopeças no Brasil com maior conteúdo local, de acordo com informação dada à Agência Estado por alta fonte do setor automotivo.

Apesar da exigência de que os carros produzidos no País tenham 65% de componentes locais, o governo constatou, nos últimos meses, que tanto as novas montadoras como as que já atuam no Brasil têm usado cada vez menos peças locais.

Outra fonte do setor informa que estudos revelam que 60% das importações brasileiras de autopeças em 2011 foram destinadas à produção nas fábricas.

Ford e Volkswagen, duas das maiores montadoras que atuam no Brasil, cresceram, respectivamente, 20,27% e 31,7% nas importações em 2011 e tiveram déficit comercial de US$ 300 milhões, cada uma.

Das dez maiores importadoras do País em 2011, três são montadoras com fábricas no Brasil — além da Ford e Volks, a Toyota. “O problema não é o México. É o futuro da indústria brasileira”, afirmou uma fonte.

Governo Lula
O anúncio da nova política industrial brasileira para o setor automotivo está em discussão desde o governo Luiz Inácio Lula da Silva e foi adiado diversas vezes.

A expectativa do setor é que seja divulgado até o fim deste semestre. Nesse sentido, a renegociação do acordo automotivo do Mercosul com o México é crucial para a definição da nova política que vai vigorar de 2013 a 2016. Isso porque o governo Dilma Rousseff estuda conceder incentivos fiscais a montadoras que comprovem investimentos em pesquisa, desenvolvimento e tecnologia verde.

O governo acredita que os investimentos das montadoras no País podem aumentar, dependendo dos rumos do acordo entre Mercosul e México. Qualquer mudança no acordo, ou mesmo o rompimento, terá 14 meses para entrar em vigor.

MDIC: 18 montadoras estão livres do aumento de IPI

Categoria: Empresas, Impostos, Indústria

EDUARDO CUCOLO

O governo divulgou ontem a lista definitiva das 18 montadoras que estão livres do pagamento de imposto mais alto na produção de veículos até dezembro deste ano, por cumprirem regras de produção nacional e investimento. A lista anterior era provisória e só garantia o benefício fiscal até amanhã, 1º de fevereiro. As montadoras são as seguintes: Agrale, Caoa (Hyundai), Fiat, Ford, GM, Honda, Iveco, MAN, Mercedes-Benz, MMC, Nissan, Peugeot, Renault, Scania, Toyota, Volkswagen, Volvo e International Indústria Automotiva da América do Sul.

De acordo com portaria publicada hoje no Diário Oficial da União, essas são as empresas que cumprem os requisitos mínimos de produção nacional e investimento em inovação, exigidos pelo governo, para conceder o benefício de redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre os veículos fabricados em qualquer de seus estabelecimentos industriais ou importados do Mercosul e México.

Empresas não enquadradas, o que inclui principalmente fabricantes chineses e de carros de luxo, pagam imposto 30 pontos porcentuais maior desde dezembro do ano passado. De acordo com a portaria publicada hoje, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as empresas habilitadas ainda estão sujeitas à verificação do cumprimento dos requisitos exigidos, bem como ao cancelamento da habilitação definitiva.

Para pagar imposto menor, as empresas devem ter conteúdo nacional acima de 65%, realizar ao menos seis de 11 etapas da fabricação de veículos no País e investir 0,5% do faturamento líquido em pesquisa e desenvolvimento. Para essas empresas, as alíquotas de IPI para veículos variam de 7% a 25%, dependendo do modelo e potência do automóvel. Montadoras que não cumprem as exigências pagam imposto maior, que varia de 37% a 55%, dependendo das cilindradas. O aumento do tributo vale até dezembro de 2012 e faz parte do plano de estímulo à indústria “Brasil Maior”.