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Quarta-feira, 19 de Junho de 2013
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Samsung e LG buscam ‘efeito Apple’ com aposta em tecnologia e loja própria

Categoria: Agenda, Análise, Consumo, Empresas, Tecnologia

Fernando Scheller
Marina Gazzoni

As coreanas Samsung e LG descobriram que, quando o assunto é tecnologia, ter um produto de última geração não basta: é preciso também criar a “aura†perante o consumidor. A lição aprendida com a Apple está sendo posta em prática com a abertura de lojas para demonstrar o produto e um investimento mais pesado em marketing. Segundo analistas, no entanto, as empresas têm um longo caminho antes de se tornarem “objetos de desejoâ€.

Apesar de estarem entre as líderes no mercado de smartphones brasileiro – Samsung, Nokia e LG, nesta ordem, lideram as vendas, segundo a consultoria GfK –, essas empresas não têm o mesmo poder de atração da Apple, na opinião de analistas de mercado. Para mostrar as cartas que têm na manga para desafiar a rival, as coreanas estão apostando em lojas próprias. A Samsung terá dez unidades até o fim do ano, enquanto a LG espera atingir a mesma marca em três anos.

As empresas, porém, embarcam na tendência com atraso – e não há garantias de que as lojas tragam a reboque mais clientes ou elevem a opinião sobre a marca. Não é só a Apple que tem suas lojas próprias no País. A finlandesa Nokia montou pontos de venda há três anos e já contabiliza 26 lojas. O trabalho nos pontos de venda da Nokia, porém, não foi suficiente para impedir que a empresa perdesse mercado no Brasil por causa da demora da matriz finlandesa em embarcar na onda dos smartphones.

Outro problema enfrentado por LG e Samsung na tentativa de sofisticação é o fato de que suas vendas não dependem só de produtos de alto valor agregado. Ao contrário da Apple, que concentra o trabalho de marca em um só produto – o iPhone –, ambas disputam com a Nokia o “grosso†do mercado brasileiro: os smartphones de baixo custo.

A Nokia tem opções de aparelhos com acesso à internet por menos de R$ 200, enquanto os modelos de entrada da Samsung e da LG são vendidos a pouco menos de R$ 400 e R$ 600, respectivamente.

Especialmente nos modelos básicos, dizem consultores, a influência da parceria com a operadora é grande. Por isso, é preciso evitar a “canibalização†entre os diferentes canais de venda. Apesar da aceleração de inaugurações neste fim de ano, o vice-presidente de telecom da Samsung, Michel Piestun, diz que a estratégia de lojas próprias tem limite: serão 30 unidades, no máximo.

Poder de marca
Quando o assunto é a preferência do consumidor, no entanto, até agora a Samsung fez o dever de casa melhor do que a LG. Segundo pesquisa da CVA Solutions, a força da marca Samsung vem subindo, mas ainda está bem abaixo da apresentada pela Nokia. Em entrevistas com 3,4 mil consumidores, a Nokia foi citada como a melhor marca de smartphone por 34,9% dos entrevistados. A Samsung foi escolhida por 18,4%.

“Antes dos smartphones, a Nokia foi líder de mercado por muito tempo. Os produtos eram confiáveis, o que explica essa transferência de confiança para os smartphonesâ€, diz Sandro Cimatti, sócio da CVA. O sucesso mais recente da Samsung, explica ele, foi decorrente da introdução de aparelhos de alto padrão, que concorrem diretamente com a Apple, e do investimento em mídia. “A marca vem ganhando espaço nos últimos anos, em várias linhas de produtos.â€

Já o caso da LG é mais complicado. Segundo Cimatti, a empresa ainda não conseguiu transferir seu poder em eletrodomésticos para os smartphones. Tanto que sua imagem é negativa: a pesquisa da CVA mostrou que 5,5% dos entrevistados consideram a LG a melhor marca de smartphones, enquanto 6% acham que ela é a pior. O diretor de marketing da LG, Pablo Vidal, diz que a empresa se preocupa com o trabalho de marca, mas também está focada em melhorar o produto. “Ganhará a briga quem tiver melhor tecnologia.â€

Microsoft lança novo Windows e tenta voltar à vanguarda da tecnologia

Categoria: Agenda, Análise, Empresas, Tecnologia

ASSOCIATED PRESS

O presidente da Microsoft, Steve Balmer, não pode se permitir errar no caso do Windows 8. A nova versão do seu onipresente sistema operacional foi lançada ontem. Se for um fracasso, aumentará a percepção de que a Microsoft está ficando para trás, à medida que seu domínio no campo dos computadores pessoais fica menos relevante na era dos smartphones, tablets e outros dispositivos móveis.

Porém, se Ballmer estiver certo, o Windows 8 vai provar que a maior fabricante de software do mundo ainda tem as habilidades tecnológicas e a força de marketing para moldar o futuro da computação. “Vai ser o seu momento de definiçãoâ€, disse o analista Patrick Moorhead, da Moor Insights & Strategy. “O legado de Balmer será visto segundo o que ele conseguiu ou não com o Windows 8. Se o software não for um sucesso, muita gente esperará que a Microsoft faça mudanças a nível de diretoria.â€

O Windows 8 foi projetado para rodar em PCs e tablets, anunciando a maior mudança no sistema operacional dominante no setor em pelo menos 17 anos. E é também a primeira vez que a Microsoft faz da tela sensível ao toque a sua principal prioridade, embora o sistema possa ainda ser conectado a um desktop caseiro que permite o controle por meio do teclado e do mouse.

Steve Ballmer considera o Windows 8 o catalisador de uma nova era na Microsoft. Com este sistema operacional, seu objetivo é garantir que a empresa assuma um papel integral em todas as telas importantes nas vidas das pessoas: PCs, smartphones, tablets e televisores. “Estamos tentando reinventar o mundo a partir do zero com o Windows 8â€, disse o CEO da Microsoft.

As primeiras reações foram ambivalentes. Alguns críticos gostaram da maneira como o sistema recebe os usuários com um mosaico de aplicativos, e não mais os ícones do desktop que durante anos serviram de acolhida. Para alguns analistas, é uma miscelânea confusa que vai frustrar os usuários acostumados às versões mais antigas, particularmente quando entram no desktop e não veem o familiar botão “iniciar†e o menu.

Marketing
O Windows 8 foi lançado tendo como apoio uma campanha de marketing de US$ 1 bilhão. Este frenesi publicitário é apenas um dos indicativos do quão importante o Windows 8 é para o futuro da Microsoft.
A margem de erro de Balmer é muito estreita, depois de a empresa ser sistematicamente superada pela Apple e Google em seus quase 13 anos como CEO da Microsoft. Durante este tempo, as ações da companhia perderam quase a metade do valor.

Mas a direção da empresa não manifestou publicamente nenhuma insatisfação com Ballmer, que é o segundo maior acionista da Microsoft com uma participação de 4% na empresa, equivalente a US$ 9 bilhões. Somente seu amigo e predecessor, o fundador da Microsoft Bill Gates, tem um número maior de ações, com uma participação de 5,5%.

Desde que Ballmer sucedeu Gates no cargo de CEO, em janeiro de 2000, a receita anual da Microsoft praticamente quadruplicou, para US$ 74 bilhões, e ampliou sua atividade para um novo território lucrativo com seu popular console de videogame, o Xbox360.

Mas a Microsoft tem se mostrado lenta para responder aos avanços da tecnologia e cometeu alguns erros caros tentando alcançar o nível atual de desenvolvimento tecnológico. Entre os erros crassos conhecidos que ela cometeu estão o Zune, um clone do iPod, e a aquisição por US$ 6,3 bilhões de um serviço de anúncios pela internet, o aQuantive. TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

Brasil é 4º maior consumidor mundial de games

Categoria: Agenda, Análise, Tecnologia

Gabriela Lara

A crise econômica internacional parece ter efeito limitado sobre os produtos de tecnologia. O desempenho do mercado brasileiro de videogames é um exemplo disso. Depois de enfrentar a pirataria e se profissionalizar nos últimos anos, o setor avança em ritmo acelerado. O Brasil já é o quarto maior consumidor de games do mundo.

Um estudo da consultoria PwC aponta que esse mercado movimentou no Brasil US$ 420 milhões (aproximadamente R$ 850 milhões) em 2011 – e deve crescer a uma taxa anual composta de 8,8%, alcançando US$ 640 milhões (R$ 1,3 bilhão) em 2016.

Segundo uma pesquisa Ibope divulgada no início deste mês, de cada 100 brasileiros, 23 são usuários de algum tipo de jogo eletrônico. O cenário promissor chama a atenção de empresas estrangeiras – e aquelas que ainda não estão instaladas no País buscam parcerias nacionais.

“Em tempos difíceis nos Estados Unidos e na Europa, muitas companhias enxergam na América Latina, e em especial no Brasil, uma alternativa para continuar crescendo”, diz Marcelo Tavares, diretor da feira Brasil Game Show que, a partir de amanhã (11) até o dia 14, reúne, em São Paulo, empresários de cerca de 20 países dispostos a fazer negócios aqui. O número de países quase dobrou com relação à última edição, no ano passado, e inclui gigantes como Sony, Microsoft, Nintendo e Warner.

Com o mercado nacional em expansão, é difícil encontrar uma empresa que não projete crescimento. Para 2012, a NC Games espera um faturamento de R$ 250 milhões no Brasil, quase o dobro do que faturou no ano passado. Para 2013, a meta é atingir uma receita de R$ 380 milhões.

Fundada há 18 anos em São Paulo, a empresa acompanhou a evolução do setor desde o tempo em que a pirataria e o contrabando deixavam pouco espaço para o varejo e hoje é a maior distribuidora de jogos para console na América Latina, representando boa parte das produtoras internacionais, como Ubisoft, Konami e Sega.

O fundador e diretor da NC Games, Claudio Macedo, atribui os bons resultados aos recentes investimentos feitos pela companhia em estrutura e logística, aliados à queda gradual do custo dos aparelhos de videogame no País. “Quanto mais consoles são vendidos, mais jogos a gente distribui”, resume.

Sony e Nintendo
A Microsoft produz o Xbox no Brasil desde setembro de 2011. A empresa não divulga números, mas confirma que o efeito nas vendas foi extremamente positivo. “Todo o benefício foi repassado ao consumidor e isso trouxe competitividade em relação ao comércio informal”, afirma o gerente geral de Xbox no Brasil, Guilherme Camargo. Embora as companhias ainda não tenham apresentado planos concretos, a expectativa do mercado é de que Sony e Nintendo sigam o mesmo caminho e lancem uma versão brasileira de seus consoles.

Os jogos acompanharam o movimento das fabricantes e também ficaram mais acessíveis. “Temos negociado uma redução do preço das licenças cobradas pelos games, para torná-los atrativos ao brasileiro”, explica Claudio Macedo, da NC Games.

Um levantamento do instituto de pesquisa GfK indica que, entre janeiro e agosto de 2012, o preço médio dos jogos para console no varejo brasileiro foi R$ 99,2, quase 30% inferior que no mesmo período do ano passado. Com isso, a venda de jogos subiu 138%, para 3,1 milhões de unidades.

Parcerias estrangeiras
De acordo com o Ibope, o equipamento mais utilizado pelos jogadores de videogames no Brasil ainda é o console (67%). No entanto, a presença de plataformas online também é expressiva: 42% dos jogadores usam computadores, 16% jogam em telefones celulares e 1%, em tablets.

Impulsionado pela difusão da banda larga, a popularização dos aparelhos móveis e o crescimento das redes sociais, o mercado digital brasileiro segue a tendência já consolidada nos Estados Unidos e na Ãsia, e amplia o espaço dos games online.

Sediada em Florianópolis, a Hoplon Infotainment está nesse segmento desde 2005 mas, em 2012, decidiu reestruturar seu modelo de negócios. Diversificou a área de desenvolvimento de conteúdo, criou um núcleo voltado para o público “mobile” e firmou uma parceria com a norte-americana Gamefirst para publicar jogos internacionais no Brasil, traduzidos e com servidor local.

“Dobramos o faturamento nas primeiras semanas após o início da parceria”, conta o gerente de publicação da Hoplon, Guilherme Loureiro. A iniciativa deu tão certo que eles já buscam outros parceiros, principalmente na Ãsia.

Benefício em cadeia

A trajetória ascendente do setor beneficia uma cadeia que vai além da produção e distribuição dos jogos. É o caso da empresa OneBip, do grupo italiano NEOMobile, que oferece serviços para pagamento de jogos, filmes e músicas via celular. Embora a plataforma seja usada para a comercialização de conteúdos diversos, o segmento de games representa boa parte das operações.

“Trabalhamos com mais de 500 parceiros no mundo, proporcionando pagamentos móveis em 70 países através de mais de 250 operadoras de celular”, afirma o diretor do escritório da OneBip em São Paulo, o italiano Massimiliano Silenzi. “O Brasil é um mercado muito importante para nós e vemos um potencial de expansão enorme”, diz.

Apesar de comemorar os bons resultados, os empresários do setor afirmam que o desempenho poderia ser ainda melhor não fosse um inimigo antigo e desafiador: o custo-Brasil. “O mercado só não explodiu ainda por causa da alta carga tributária”, diz Moacyr Alves, presidente da Associação Comercial, Industrial e Cultural de Games.

Tecnologia domina lista de marcas mais valiosas

Categoria: Tecnologia

Wladimir D’Andrade

O setor de tecnologia ocupa cinco das dez primeiras posições do ranking de marcas mais valiosas do mundo, elaborado pela consultoria Interbrand. A Apple teve valorização de 129% em relação ao ranking do ano passado, atingiu US$ 76,6 bilhões e pulou para o segundo lugar, atrás da Coca-Cola, cuja valorização foi de 8%, com a marca alcançando US$ 77,8 bilhões.

No setor de tecnologia, além da Apple, aparecem entre as dez primeiras colocadas o Google (4.º lugar, com US$ 69,7 bilhões), Microsoft (5.º, com US$ 57,8 bilhões), Intel (8.º, com US$ 39,4 bilhões) e Samsung (9.º, com US$ 32,9 bilhões). Nenhuma empresa brasileira conseguiu entrar para a lista das 100 melhores marcas internacionais, informou a consultoria.

A IBM ocupa a terceira colocação, com crescimento de 8% e valor estimado em US$ 75,5 bilhões, mas, no ranking, ela entra no setor chamado Serviços de Negócios. Completam a lista das dez principais a GE, em 6.º lugar, com US$ 43,7 bilhões e valorização de 2%; McDonald’s (7.º), com US$ 40,1 bilhões e valorização de 13%; e Toyota (10.º), com US$ 30,3 bilhões e valorização de 9%.

As marcas de tecnologia mantêm um forte ritmo de crescimento nos últimos anos, segundo a Interbrand. Quatro dos maiores aumentos de valor, do ranking de 2011 para o divulgado ontem, são de marcas ligadas a esse setor: Apple (129%), Amazon (46%), Samsung (40%) e Oracle (28%).

Para a Interbrand, a Apple conseguiu manter a ligação emocional dos consumidores com a marca após a morte do fundador da empresa, Steve Jobs. “Mesmo enfrentando uma competição crescente de rivais como Google e Samsung, a companhia continua demonstrando seu compromisso de proteger a marca Apple e sua propriedade intelectualâ€, diz a Interbrand.

No setor automobilístico, a empresa mais bem colocada é a japonesa Toyota, seguida, nos 11.º e 12.º lugares, pelas alemãs Mercedes-Benz (US$ 30,1 bilhões) e BMW (US$ 29 bilhões). Para a consultoria, “as marcas automotivas tornaram-se mais sintonizadas com a ligação emocional que os consumidores têm com seus carros†e, por isso, mostraram bom desempenho.

O mesmo não ocorreu com as marcas de serviços financeiros, que continuam a sentir o impacto da retração econômica global. “Eventos recentes, tais como o escândalo da Libor, mancharam a reputação das marcas líderesâ€, justifica a Interbrand. A American Express é a marca deste setor mais bem colocada, no 24.º lugar, com valor de US$ 15,7 bilhões.

Oportunidades na área de TI em São Paulo

Categoria: Agenda, Carreira, emprego, Empresas, Tecnologia, Trabalho

O Grupo ASSA, consultoria internacional na área de TI, tem 60 postos de trabalho nos níveis júnior, pleno e sênior para atuação no setor de varejo, nas cidade de São Paulo, São José dos Campos, Rio de Janeiro e Curitiba. As vagas são para atendimentos a empresas como Marisa, Leroy Merlin e GBarbosa, clientes do Grupo ASSA. Os contratados atuarão em consultoria, desenvolvimento, suporte e projetos.

São pré-requisitos para a contratação conhecimento em plataformas SAP, programação ABAP e fluência em inglês. O currículo pode ser enviado para o e-mail  rhbr at grupoassa.com, indicando o nome da vaga no assunto.

Outra empresa em busca de profissionais é a fabricante de computadores Lenovo, que está com 230 oportunidades na área de produção e de tecnologia.
A empresa, que fica em Itu, procura profissionais de nível técnico para atuar dentro e fora da área de TI. Os postos de trabalho são para operador de produção, técnico de teste, técnico em manutenção, técnico em informática, entre outros.

As inscrições para o processo seletivo começaram em agosto e vão até dia 9 de novembro, pelo site www.pagepersonnel.com.br/lenovo.