Brinquedos mais baratos no Brasil
- 12 de abril de 2012 |
- 8h00 |
- Tweet este Post
SUZANE G. FRUTUOSO
O preço dos brinquedos feitos no Brasil deve cair até 6%. A redução faz parte da estratégia dos fabricantes nacionais para competir com a entrada de produtos chineses no País.
Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), a ideia é elevar em 5% a produção. “Aumentando a escala de produção, temos uma quantidade maior de brinquedos para oferecer, o que permite reduzir o preço final do produto em até 6% ao consumidor”, diz Synésio Batista da Costa, presidente da Abrinq. “Ou seja, as lojas vão praticar os valores de 2009.” Ele afirma que outo objetivo é vender até 80% dos brinquedos com preços de até R$ 50.
As novidades que impulsionarão esse crescimento serão apresentadas até hoje na Feira Brasileira de Brinquedos (Abrin), montada no Expo Center Norte, com 175 expositores e que deve terminar com R$ 1,5 bilhão em negócios fechados.
O setor teve prejuízo no ano passado por causa da baixa do dólar. “Só 30% do que foi comercializado era nacional. Os 70% restantes eram importados”, diz Costa. A desigualdade, segundo ele, também é evidente em relação à carga tributária. “Aqui, o imposto é de 42% do valor final do produto. Na China é 5,1%. E o consumidor não está ligando de onde vem o brinquedo. Ele quer preço bom.”
Na Abrin, foram mostradas 1.600 novidades, com apostas principalmente para os produtos de meninas. Bonecas que interagem cada vez mais e coleções de vestidos para elas, além de acessórios iguais para a boneca e para as meninas (como as máscaras das Bratz) são destaques. Há uma gama enorme de jogos com realidade aumentada para smartphones e tablets, como os AppGear, da Yellow. O Supremus Solar Car, da Estrela, é um carrinho movido à energia solar.
Até os bem pequenininhos vão entrar em contato com a tecnologia. A linha da Galinha Pintadinha, da Dican, tem tablets e laptops para a criança explorar a criatividade. Mas nem tudo é tão avançado. O retorno dos bonecos do desenho Thundercats deve agradar (inclusive aos adultos), assim como os Playmobils que aparecem em novas versões (ambos da Sunny).
Os brinquedos educativos não ficaram de fora. A Ludiks, empresa de design toy, apresenta produtos confeccionados em papelão, que incentivam a imaginação da criançada: balões, foguetes e casinhas são algumas das montagens possíveis.
Posts Relacionados
Tópicos Relacionados
Abrinq, Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos, brinquedos, estratégia, fabricantes nacionais, preço, preço final, presidente da Abrinq, produção, produtos chineses, redução, Suzane G. Frutuoso, Synésio Batista da Costa
Brinquedos importados ficam mais caros
- 29 de dezembro de 2010 |
- 8h00 |
- Tweet este Post
ELENI TRINDADE
LUCIELE VELLUTO
O preço dos brinquedos importados ficará mais caro a partir de abril do próximo ano. A Câmara de Comércio Exterior (Camex) publicou ontem no Diário Oficial da União o aumento da alíquota de importação — de 20% para 35% — de diversos itens. E por isso os produtos devem subir entre 10% e 13% para o consumidor.
O aumento da alíquota não ocorre apenas no Brasil, mas em todo o Mercosul e é visto como uma forma de diminuir a participação dos produtos chineses nos mercados dos países que formam esse bloco comercial. Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), os chineses detém 60% do mercado nacional. Já a Associação Brasileira dos Importadores e Exportadores de Brinquedos e Produtos Infantis (Abrimpex) estima que a fatia total de importados nas lojas brasileiras fique próxima a 75%.
Para o presidente da Abrimpex, Eduardo Benevides, o encarecimento dos brinquedos será entre 10% e 13% e chegará para o consumidor a partir de abril. Ele perceberá os reajustes, por exemplo, no Dia das Mães e dos Namorados. “As pelúcias, que saem bastante nessa época, devem ficar mais caras para as datas”, comenta.
A nova alíquota vale a partir de hoje e vai até 31 de dezembro de 2011. Para Benevides, porém, os importadores temem que esse prazo possa ser estendido e questiona a decisão tomada pelo governo federal. “O governo prefere onerar o importador do que desonerar o fabricante nacional.” Segundo ele, as compras para o próximo Dia da Criança e para o Natal devem começar a ser feitas já em janeiro, na feira do setor que acontece em Hong Kong, na China.
Para o presidente da Abrinq, Synésio Batista da Costa, a medida deve elevar a competitividade das empresas nacionais. “Tivemos neste ano o melhor dólar (desvalorização) para as importadoras, a maior taxa de juros, a maior carga tributária, resultado da prática de conceder aumento real para os trabalhadores, e ainda a elevação do custo do plástico em 56%”, explica. Synésio também acredita que com a medida e o encarecimento dos produtos importados, os consumidores brasileiros devem priorizar os brinquedos nacionais.

Entidade que representa os fabricantes nacionais de brinquedos estima que 60% dos produtos vendidos no País sejam importados da China (Foto: Eleni Trindade/AE)
Pesquisa
O consumidor deve continuar pesquisando preços para fugir do aumento. Para o casal Milene de Souza, 27 anos, e Getúlio Torquato, 30, entretanto, o preço dos brinquedos é apenas um dos itens observados na hora das compras. “Eu até pesquiso os preços e, sabendo desse possível aumento, vou continuar fazendo isso, mas o principal para mim é a qualidade e a aparência do produto”, afirma Milene.
Diante da notícia de um possível aumento no preço, o gerente de produção Flávio Melo, 36 anos, conta que vai ficar ainda mais atento durante as compras. “O valor do brinquedo é um parâmetro muito importante porque é o que uso para conscientizar meu filho de que nem sempre dá para comprar o que se quer”, conta o gerente de produção, pai de Gusthavo, de 3 anos.
Na opinião da vendedora Doralice Pereira Silva, 43 anos, o aumento de 20% para 35% na alíquota de importação é grande. “Essa notícia assusta um pouco porque em várias datas do ano como aniversário, Dia da Criança e Natal eu compro brinquedos. Haja dinheiro.”
Posts Relacionados
Tópicos Relacionados
Abrimpex, Abrinq, alíquota, alíquota de importação, Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos, Associação Brasileira dos Importadores e Exportadores de Brinquedos e Produtos Infantis, bloco comercial, brinquedos, brinquedos importados, brinquedos nacionais, Câmara de Comércio Exterior, Camex, carga tributária, China, chineses, Competitividade, consumidor, consumidores brasileiros, desonerar, desvalorização, Dia da Criança, Dia das Mães, Diário Oficial da União, diminuir, dólar, Eduardo Benevides, Empresas, empresas nacionais, encarecimento, fabricante, fabricante nacional, fatia, governo federal, Hong Kong, importação, importadoras, importadores, importados, lojas brasileiras, mais caro, mercado nacional, Mercosul, nacionais, Nacional, Natal, onerar, países, participação, pelúcias, pesquisa, preço dos brinquedos, presidente da Abrimpex, presidente da Abrinq, produtos chineses, produtos importados, reajustes, Synésio Batista da Costa, taxa de juros, trabalhadores
Brinquedo mais barato para o Dia da Criança
- 10 de setembro de 2010 |
- 22h45 |
- Tweet este Post
Gisele Tamamar
O consumidor que for comprar presentes para o Dia da Criança encontrará produtos 4,09% mais baratos que há um ano. É o que mostra o Índice do Custo de Vida (ICV) calculado entre setembro de 2009 e agosto deste ano pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O porcentual vai na contramão da inflação geral registrada no mesmo período, de 5,15%.
O proprietário da loja Semaan, Marcelo Mouaward, aponta alguns fatores que influíram em tal queda. O primeiro é o aumento dos estoques das empresas, resultado da sobra de produtos do último ano. “Apesar do bom Natal de 2009, o Dia da Criança não foi tão bom assim”, explica. O segundo ponto citado por Mouaward é a queda do dólar e o consequente barateamento dos itens importados. Em julho do ano passado, por exemplo, a moeda norte-americana atingiu a casa dos R$ 2. Ontem, fechou cotada a R$ 1,72, desvalorização de 14%.
Os pais que optarem por produtos nacionais notarão uma redução de 4% em relação a 2009, de acordo com estudo feito pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq) com uma cesta de 900 itens. Na opinião do presidente da Abrinq, Synésio Batista da Costa, a queda é explicada pela escala econômica. Ou seja, as empresas daqui deixaram de fabricar produtos — como ursos de pelúcia e bonecas de plástico — em que não conseguiam competir com os chineses e voltaram a produção para brinquedos com maior valor agregado.
A empresária Gislaine Gerin, 35 anos, já decidiu o que comprar para os filhos Lucca, de 1 ano, e Paulo, que completará 3 anos no dia 18. “Vou comprar um caminhão do mesmo modelo para cada um. Tem que ser igual para não dar briga”, conta. E ela revela uma tática eficaz para não gastar muito: vai sozinha às lojas. “Se eu levo os dois, eles querem tudo”, relata a empresária. Gislaine acrescenta que não pensa em desembolsar mais do que R$ 100 em cada presente, além de um livro.
A gerente administrativa Alinne Alves Cardozo, 29 anos, enfrenta o mesmo dilema com a filha de 6 anos. “Se eu levo a Jullia para a loja, ela quer tudo. Por isso, questiono o que ela quer em casa, com duas ou três opções”, diz. Para o dia 12 de outubro, a dúvida está entre uma bicicleta ou um jogo. “O Natal já está chegando e tenho que analisar bem os presentes.”
A data também é esperada com otimismo pelo varejo. A Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) projeta vendas 16,5% maiores ante 2009, além de gasto médio entre R$ 80 e R$ 120. Já a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) estima alta entre 8% e 10%. “O varejo vem tendo um bom desempenho no ano e o Dia da Criança não deve ser diferente”, comenta o economista-chefe da associação, Marcel Solimeo.
Posts Relacionados
Tópicos Relacionados
Abrinq, ACSP, Alinne Alves Cardozo, Alshop, associação, Associação Brasileira de Lojistas de Shopping, Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos, Associação Comercial de São Paulo, barateamento, baratos, bicicleta, bonecas de plástico, briga, brinquedos, caminhão, chineses, competir, comprar, consumidor, contramão, cotada, Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, desembolsar, desempenho, desvalorização, dia 12 de outubro, Dia da Criança, Dieese, dilema, dólar, economista-chefe, eficaz, empresária, Empresas, escala econômica, estima, estoques, estudo, fabricar, filha, gasto médio, gerente administrativa, Gislaine Gerin, ICV, importados, Índice do Custo de Vida, inflação, jogo, livro, loja Semaan, lojas, Marcel Solimeo, Marcelo Mouaward, moeda norte-americana, Natal, otimismo, País, presente, presentes, presidente da Abrinq, produção, produtos, produtos nacionais, projeta, proprietário, redução, Synésio Batista da Costa, tática, ursos de pelúcia, valor agregado, varejo, vendas


