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Segunda-feira, 20 de Maio de 2013
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Brinquedos mais baratos no Brasil

Categoria: comércio, Consumo

SUZANE G. FRUTUOSO

O preço dos brinquedos feitos no Brasil deve cair até 6%. A redução faz parte da estratégia dos fabricantes nacionais para competir com a entrada de produtos chineses no País.
Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), a ideia é elevar em 5% a produção. “Aumentando a escala de produção, temos uma quantidade maior de brinquedos para oferecer, o que permite reduzir o preço final do produto em até 6% ao consumidor”, diz Synésio Batista da Costa, presidente da Abrinq. “Ou seja, as lojas vão praticar os valores de 2009.” Ele afirma que outo objetivo é vender até 80% dos brinquedos com preços de até R$ 50.

As novidades que impulsionarão esse crescimento serão apresentadas até hoje na Feira Brasileira de Brinquedos (Abrin), montada no Expo Center Norte, com 175 expositores e que deve terminar com R$ 1,5 bilhão em negócios fechados.
O setor teve prejuízo no ano passado por causa da baixa do dólar. “Só 30% do que foi comercializado era nacional. Os 70% restantes eram importados”, diz Costa. A desigualdade, segundo ele, também é evidente em relação à carga tributária. “Aqui, o imposto é de 42% do valor final do produto. Na China é 5,1%. E o consumidor não está ligando de onde vem o brinquedo. Ele quer preço bom.”

Na Abrin, foram mostradas 1.600 novidades, com apostas principalmente para os produtos de meninas. Bonecas que interagem cada vez mais e coleções de vestidos para elas, além de acessórios iguais para a boneca e para as meninas (como as máscaras das Bratz) são destaques. Há uma gama enorme de jogos com realidade aumentada para smartphones e tablets, como os AppGear, da Yellow. O Supremus Solar Car, da Estrela, é um carrinho movido à energia solar.

Até os bem pequenininhos vão entrar em contato com a tecnologia. A linha da Galinha Pintadinha, da Dican, tem tablets e laptops para a criança explorar a criatividade. Mas nem tudo é tão avançado. O retorno dos bonecos do desenho Thundercats deve agradar (inclusive aos adultos), assim como os Playmobils que aparecem em novas versões (ambos da Sunny).
Os brinquedos educativos não ficaram de fora. A Ludiks, empresa de design toy, apresenta produtos confeccionados em papelão, que incentivam a imaginação da criançada: balões, foguetes e casinhas são algumas das montagens possíveis.

Brinquedos importados ficam mais caros

Categoria: Consumo, Impostos

ELENI TRINDADE
LUCIELE VELLUTO

O preço dos brinquedos importados ficará mais caro a partir de abril do próximo ano. A Câmara de Comércio Exterior (Camex) publicou ontem no Diário Oficial da União o aumento da alíquota de importação — de 20% para 35% — de diversos itens. E por isso os produtos devem subir entre 10% e 13% para o consumidor.

O aumento da alíquota não ocorre apenas no Brasil, mas em todo o Mercosul e é visto como uma forma de diminuir a participação dos produtos chineses nos mercados dos países que formam esse bloco comercial. Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), os chineses detém 60% do mercado nacional. Já a Associação Brasileira dos Importadores e Exportadores de Brinquedos e Produtos Infantis (Abrimpex) estima que a fatia total de importados nas lojas brasileiras fique próxima a 75%.

Para o presidente da Abrimpex, Eduardo Benevides, o encarecimento dos brinquedos será entre 10% e 13% e chegará para o consumidor a partir de abril. Ele perceberá os reajustes, por exemplo, no Dia das Mães e dos Namorados. “As pelúcias, que saem bastante nessa época, devem ficar mais caras para as datas”, comenta.

A nova alíquota vale a partir de hoje e vai até 31 de dezembro de 2011. Para Benevides, porém, os importadores temem que esse prazo possa ser estendido e questiona a decisão tomada pelo governo federal. “O governo prefere onerar o importador do que desonerar o fabricante nacional.” Segundo ele, as compras para o próximo Dia da Criança e para o Natal devem começar a ser feitas já em janeiro, na feira do setor que acontece em Hong Kong, na China.

Para o presidente da Abrinq, Synésio Batista da Costa, a medida deve elevar a competitividade das empresas nacionais. “Tivemos neste ano o melhor dólar (desvalorização) para as importadoras, a maior taxa de juros, a maior carga tributária, resultado da prática de conceder aumento real para os trabalhadores, e ainda a elevação do custo do plástico em 56%”, explica. Synésio também acredita que com a medida e o encarecimento dos produtos importados, os consumidores brasileiros devem priorizar os brinquedos nacionais.

Entidade que representa os fabricantes nacionais de brinquedos estima que 60% dos produtos vendidos no País sejam importados da China (Foto: Eleni Trindade/AE)

Pesquisa

O consumidor deve continuar pesquisando preços para fugir do aumento. Para o casal Milene de Souza, 27 anos, e Getúlio Torquato, 30, entretanto, o preço dos brinquedos é apenas um dos itens observados na hora das compras. “Eu até pesquiso os preços e, sabendo desse possível aumento, vou continuar fazendo isso, mas o principal para mim é a qualidade e a aparência do produto”, afirma Milene.

Diante da notícia de um possível aumento no preço, o gerente de produção Flávio Melo, 36 anos, conta que vai ficar ainda mais atento durante as compras. “O valor do brinquedo é um parâmetro muito importante porque é o que uso para conscientizar meu filho de que nem sempre dá para comprar o que se quer”, conta o gerente de produção, pai de Gusthavo, de 3 anos.

Na opinião da vendedora Doralice Pereira Silva, 43 anos, o aumento de 20% para 35% na alíquota de importação é grande. “Essa notícia assusta um pouco porque em várias datas do ano como aniversário, Dia da Criança e Natal eu compro brinquedos. Haja dinheiro.”

Brinquedo mais barato para o Dia da Criança

Categoria: Consumo, Empresas

Gisele Tamamar

O consumidor que for comprar presentes para o Dia da Criança encontrará produtos 4,09% mais baratos que há um ano. É o que mostra o Índice do Custo de Vida (ICV) calculado entre setembro de 2009 e agosto deste ano pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O porcentual vai na contramão da inflação geral registrada no mesmo período, de 5,15%.

O proprietário da loja Semaan, Marcelo Mouaward, aponta alguns fatores que influíram em tal queda. O primeiro é o aumento dos estoques das empresas, resultado da sobra de produtos do último ano. “Apesar do bom Natal de 2009, o Dia da Criança não foi tão bom assim”, explica. O segundo ponto citado por Mouaward é a queda do dólar e o consequente barateamento dos itens importados. Em julho do ano passado, por exemplo, a moeda norte-americana atingiu a casa dos R$ 2. Ontem, fechou cotada a R$ 1,72, desvalorização de 14%.

Os pais que optarem por produtos nacionais notarão uma redução de 4% em relação a 2009, de acordo com estudo feito pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq) com uma cesta de 900 itens. Na opinião do presidente da Abrinq, Synésio Batista da Costa, a queda é explicada pela escala econômica. Ou seja, as empresas daqui deixaram de fabricar produtos — como ursos de pelúcia e bonecas de plástico — em que não conseguiam competir com os chineses e voltaram a produção para brinquedos com maior valor agregado.

A empresária Gislaine Gerin, 35 anos, já decidiu o que comprar para os filhos Lucca, de 1 ano, e Paulo, que completará 3 anos no dia 18. “Vou comprar um caminhão do mesmo modelo para cada um. Tem que ser igual para não dar briga”, conta. E ela revela uma tática eficaz para não gastar muito: vai sozinha às lojas. “Se eu levo os dois, eles querem tudo”, relata a empresária. Gislaine acrescenta que não pensa em desembolsar mais do que R$ 100 em cada presente, além de um livro.

A gerente administrativa Alinne Alves Cardozo, 29 anos, enfrenta o mesmo dilema com a filha de 6 anos. “Se eu levo a Jullia para a loja, ela quer tudo. Por isso, questiono o que ela quer em casa, com duas ou três opções”, diz. Para o dia 12 de outubro, a dúvida está entre uma bicicleta ou um jogo. “O Natal já está chegando e tenho que analisar bem os presentes.”

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A data também é esperada com otimismo pelo varejo. A Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) projeta vendas 16,5% maiores ante 2009, além de gasto médio entre R$ 80 e R$ 120. Já a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) estima alta entre 8% e 10%. “O varejo vem tendo um bom desempenho no ano e o Dia da Criança não deve ser diferente”, comenta o economista-chefe da associação, Marcel Solimeo.