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Quinta-feira, 20 de Junho de 2013
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Estoque de imóvel novo sobe quase 20% no País

Categoria: Agenda, Análise, Casa própria, Construção, Imóveis

Circe Bonatelli

O estoque de imóveis não vendidos pelas incorporadoras cresceu quase 20% nos três primeiros meses deste ano, reflexo do número recorde de lançamentos nos anos anteriores, associado a uma queda na velocidade das vendas. O cenário acende o sinal de alerta entre as empresas do setor de construção, que revisaram suas projeções de lançamentos para 2012 e estão mais atentas à performance das vendas ao longo dos próximos meses.

De maneira geral, o crescimento de estoques é explicado pelo aumento excessivo da oferta. Em São Paulo, maior mercado do País, foram lançadas cerca de 38 mil unidades ao longo de 2011, repetindo o recorde do ano anterior, de acordo com dados do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), entidade que reúne as empresas do setor, como incorporadoras e imobiliárias.

A esse montante se somam as unidades que começaram a ser construídas entre 2007 e 2009, quando o mercado imobiliário viveu uma explosão de novos projetos, impulsionado pelo avanço da demanda com a melhora da renda da população e da oferta de crédito habitacional.

Por outro lado, o total de unidades vendidas na capital paulista recuou 21,1% de 2010 para 2011. No mesmo período, a velocidade das vendas anual (porcentual de imóveis vendidos diante do estoque total) diminuiu 13 pontos porcentuais. “A economia do País entrou numa situação mais frágil do que a de anos anteriores. Isso criou retração no mercado consumidor, que passou a adiar a decisão de compra do imóvelâ€, explicou João da Rocha Lima, coordenador do Núcleo Imobiliário da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).

“Com a reacomodação entre oferta e demanda, aumentou o total de moradias não vendidasâ€, acrescentou o presidente do Secovi-SP, Cláudio Bernardes. “O mercado imobiliário não é uma fábrica, que pode desligar as máquinas a qualquer momento. Aqui, existe uma inércia no ritmo de produção que levou à formação desse estoqueâ€, disse.

Conforme apontam os balanços das dez maiores empresas do País, listadas no Ãndice Imobiliário da Bolsa de Valores, o valor esperado com a venda das unidades em estoque (imóveis prontos, em obras e recém-lançados) atingiu o montante de R$ 24,8 bilhões no primeiro trimestre de 2012, um crescimento de 19,5% em relação aos R$ 20,7 bilhões registrados no primeiro trimestre de 2011.

No período, o estoque de cinco companhias cresceu acima da média (de 19,5%): Helbor (138,4%), Even (78,1%), Rossi (29,4%), Tecnisa (22,5%) e MRV (22,1%). Por sua vez, PDG Realty ficou com 18%, Gafisa com 16,9% e Eztec com 14,6%. O estoque da Cyrela ficou praticamente estável (-0,1%) e o da Brookfield teve baixa de 2%.

Sinal amarelo
O maior número de unidades estocadas não é considerado desesperador pelas empresas nem por analistas do mercado, mas acende o sinal amarelo no setor. “As empresas já reduziram o volume de lançamentos, o que é lógico e prudencial. Não há motivo para lançar empreendimentos se o mercado está mais frágilâ€, disse Lima.

De acordo com o especialista, o aumento do total de estoques não é um problema quando a maioria dos imóveis é composta por unidades recém-lançadas ou em fase de obras, que contam com tempo hábil para as vendas. “O drama está nas unidades prontasâ€, que geram custos de manutenção e não contribuem para o fluxo de caixa, explicou. No primeiro trimestre, as unidades prontas variavam de 3% a 12% dos estoques das incorporadoras, sendo que o nível considerado razoável pelo mercado gira em torno de 15%.

Por enquanto, esse cenário afasta a possibilidade de ocorrerem queimas de estoques generalizadas no setor, com promoções e grandes cortes nos preços. Empresas como a Even e a Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário (CCDI), por exemplo, utilizaram essas estratégias neste ano, mas são consideradas casos isolados. “Algumas empresas têm ações pontuais de vendas e de marketing. Mas ainda não é uma estratégia de todo o mercadoâ€, avalia o analista de construção do Barclays Capital, Guilherme Vilazante.

Em outros casos, as empresas passaram por um aumento porcentual de suas unidades em estoque como estratégia de recomposição, após vendas intensas nos anos anteriores. “Nosso estoque estava baixíssimo e optamos por trabalhar com um volume maior neste ano,†explicou o diretor financeiro da construtora mineira MRV, Leonardo Corrêa.

Por sua vez, a Helbor, que teve expansão de 138% no volume de estoques, a maior do setor no período analisado, atribuiu o fato à concentração de 70% dos lançamentos de 2011 no último trimestre do ano. Segundo o diretor de vendas da empresa, Marcelo Bonanata, a companhia se mantém tranquila e não prevê nenhum saldão de imóveis, mas admite que haverá atenção para a velocidade das vendas.

“Passamos por um momento de euforia nos últimos anos, com lançamentos vendidos rapidamente. Agora estamos voltando ao que era antes, com mais equilíbrioâ€, ponderou Bonanata. “O mercado diminuiu o ímpeto. Agora, temos de prestar atençãoâ€, alertou.

Menos empresas fecharam as portas

Categoria: Empreendedorismo, Empresas, Indicadores

MARÃLIA ALMEIDA

O número de falências decretadas de micro e pequenas empresas nestes quatro primeiros meses do ano é o menor desde 2005, quando foi editada a nova Lei de Falências. No período, o total de firmas falidas passou de 979 a 193, aponta indicador produzido pela Serasa Experian, empresa de informações de crédito.

De janeiro a abril de 2011, apenas 48 empresas por mês foram à falência no País. O motivo, explica o assessor econômico da Serasa Carlos Henrique de Almeida, é o bom momento da economia.

“Mesmo a restrição de crédito para automóveis e outras medidas do governo, como o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), não foram suficientes para desaquecer a economia. Isso eleva a liquidez de receitas das empresasâ€, diz Almeida.

Porém, Almeida alerta para o fato de que, do total de falências registradas no Brasil, a grande maioria corresponde a micro e pequenas empresas.

A empresária Daniela Lessa: aumento de 50% das vendas este ano (Foto: Divulgação)

Um sinal de alerta é que os juros elevados deixam critérios para concessão de crédito mais conservadores. “Ao contrário das expectativas, o governo continua a elevar os juros com o objetivo de conter a inflação. Isso afeta as pequenas empresas, que dependem mais de créditoâ€, diz o assessor.

De acordo com o especialista da Serasa Experian, o empresário deve tentar depender o mínimo possível de empréstimos e adiar planos de expansão que dependam de financiamento, por exemplo. “Melhor deixar para 2012, quando os juros devem ser menores.â€

Para competir com as grandes corporações, os pequenos devem financiar a compra do consumidor, mas sem colocar em risco sua própria saúde financeira. Uma saída é o cheque pré-datado. Altos estoques também podem sair caros. O melhor é ter uma relação próxima com o fornecedor para negociar prazos e custos.

Consumo
As datas como Dia das Mães e Dia dos Namorados prometem aquecer ainda mais setores como o comércio. Previsões da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) dão conta que o faturamento das empresas neste Dia das Mães deve ser de 3% a 4% a mais do que em 2010. Esse cenário faz com que as expectativas de alta do número de falências fique só para o segundo semestre.

O momento é mais propício para empresas ligadas ao consumo. A empresária Daniela Themudo Lessa, de 35 anos, criou há quase dois anos um site que vende produtos personalizados. São malas, tênis, almofadas e brinquedos. Ela conta que desde o início do ano as vendas aumentaram 50%.

“Há muitos clientes de outros estados que passaram a pedir os produtosâ€, diz ela. Desde o início, Daniela tentou não depender de empréstimos do banco. Com a inflação de matérias primas em alta, procura reajustar os preços de modo que não espante os consumidores. “Busco fidelizá-losâ€.

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Vendas do iPad 2 podem ter chegado a 1 milhão

Categoria: Internet, Tecnologia

A Apple vendeu perto de 1 milhão de unidades da nova geração do seu tablet durante o fim de semana de lançamento, segundo estimativas de analistas. Em comparação, o primeiro modelo do iPad, que começou a ser vendido nos Estados Unidos em abril de 2010, só cruzou a marca de 1 milhão de unidades 28 dias depois do lançamento.

O analista Scott Sutherland, da Wedbush Securities, disse: “Não seria uma surpresa se a Apple alcançar 1 milhão de unidades vendidas neste fim de semana de estreia do iPad 2â€.

O iPad 2 começou a ser vendido nos Estados Unidos na tarde da sexta-feira passada, nas lojas da Apple e das operadoras AT&T e Verizon Wireless e nas redes varejistas Target, Wal-Mart e Best Buy, e foi recebido por consumidores ansiosos por comprar um aparelho.

O analista Brian White, da Ticonderoga Securities, disse que já era difícil encontrar um iPad 2 durante o fim de semana.

“Nossas equipes de campo indicaram que o iPad 2 estava esgotado em todas as lojas da Apple e de revendedores que entraram em contatoâ€, escreveu White em uma nota sobre a pesquisa de mercado. “Na verdade, todas as lojas haviam vendido todo o estoque de iPad 2 até o sábado e não havia mais entregas programadas no domingo.â€

A Best Buy informou na sexta-feira que algumas de suas lojas ficaram sem estoque do iPad 2 em apenas 10 minutos.

O novo modelo é 33% mais fino e tem um processador mais rápido, além de duas câmeras, uma frontal e outra traseira. O preço dele nos EUA permaneceu o mesmo da primeira geração, a partir de US$ 500.

O sucesso precoce do iPad 2 é um sinal de alerta sobre uma possível bolha dos tablets, em que a demanda pode ultrapassar muito a produção dos fabricantes em 36%, disse o analista Mark Moskowitz, do JP Morgan.

A Samsung e a Motorola já lançaram tablets, enquanto o fabricante do BlackBerry, a canadense RIM, e a HP devem lançar seus produtos nos próximos meses. Segundo Moskowitz, a Apple pode terminar 2011 com participação de 61% do mercado de tablets. (Reuters)