BB reduz valor de 24 tarifas e 7 pacotes de serviços
- 8 de outubro de 2012 |
- 21h00 |
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Categoria: Agenda, Análise, Bancos, Serviços
Eduardo Cucolo
Depois de ser pressionado pelo governo, o Banco do Brasil anunciou ontem a redução de 24 tarifas bancárias e 7 pacotes de serviços. Os cortes começam a valer na próxima semana e chegam a mais de 30%. A Caixa Econômica Federal também vai reduzir, nos próximos dias, os valores cobrados dos clientes por saques, transferências e fornecimento de cartões, entre outros serviços.
O corte de tarifas faz parte da nova ofensiva do governo sobre o setor bancário. No fim de setembro, a imprensa publicou reportagens mostrando que os bancos elevaram algumas tarifas. Entre eles, o Banco do Brasil, o que teria incomodado a presidente Dilma Rousseff.
Prioridades
Essa primeira rodada de cortes inclui 24 tarifas classificadas pelo Banco Central como prioritárias. Dessas, 22 ficam mais baratas que na Caixa, a maioria com diferença entre R$ 0,05 e R$ 0,30 no valor. Outras duas, com o mesmo preço.
A tarifa de saque, por exemplo, cai de R$ 1,70 para R$ 1,20. Na Caixa, o valor é de R$ 1,30. O pacote de tarifas padronizado passa de R$ 13,50 para R$ 9,90 no Banco do Brasil. Na Caixa, está em R$ 10. Nos dois casos, a concorrente informou que vai cortar seus valores.
Também foram reduzidos os preços das principais cestas de serviços, que custam hoje entre R$ 40,60 e R$ 49,90 e passam para R$ 38,00 por mês no BB. Nesse caso, a Caixa cobra valores de até R$ 24 e poderá manter os preços.
Ações em baixa. O anúncio do BB derrubou as ações do banco estatal, que caíram 3% ontem, dia em que a Bolsa subiu 1,27%. No mês, a ação do banco já perdeu 8%. O vice-presidente de Negócios de Varejo da instituição, Alexandre Abreu, afirmou que o ganho de escala vai compensar a redução de tarifas e não haverá grandes impactos sobre o lucro. Para ele, a medida é sustentável e vai gerar valor para o acionista no médio prazo.
“Reduzimos as tarifas mais utilizadas pelo público. As razões para isso são um ganho muito forte com clientes que passaram a utilizar o banco depois da redução dos juros e um ganho de escala que nos permite revisar para baixo alguns preços”, disse. “O impacto existe, mas não é tão significativo.” Segundo Abreu, as tarifas bancárias teriam de ser reduzidas por questões de mercado e o banco está se antecipando a esse movimento, assim como ocorreu em relação às taxas de juros. Afirmou ainda que, com novos ganhos de escala, não estão descartadas novas reduções.
O vice-presidente de Finanças da Caixa, Márcio Percival, também afirmou que o corte das taxas segue a mesma lógica da redução dos juros. “É a mesma filosofia. Não há perda de receita”, afirmou.
Percival disse que o banco já dobrou o ganho com tarifas neste ano e espera que esse crescimento se repita, com a demanda maior por serviços mais baratos.
Segundo Percival, o novo valor das tarifas sai nesta semana e deve acompanhar a estratégia de manter a Caixa como o banco com os menores preços do mercado.
Adaptação
O analista de bancos Luis Miguel Santacreu, da Austin Rating, afirmou que os bancos públicos e privados terão de se adaptar à estratégia de buscar novos clientes e aumentar as operações de crédito para manter seus ganhos. “Assim como foi feito com os juros, acredito que os bancos privados devem anunciar algumas reduções de tarifas”, afirmou.
Nas últimas semanas, os dois bancos estatais anunciaram reduções em várias linhas de crédito. A Caixa também cortou a taxa de administração de alguns fundos de investimento, outra fonte de receita dos bancos.
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Gregos se preparam para saída do euro
- 14 de junho de 2012 |
- 6h00 |
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Categoria: Agenda, Análise, Economia Internacional
Andrei Netto
Os gregos estão sacando dinheiro e estocando alimentos antes das eleições de domingo, temendo que o resultado leve à saída forçada da Grécia da zona do euro.
Representantes do setor bancário afirmaram que até A 800 milhões estão deixando os principais bancos do país diariamente. Enquanto isso, varejistas informaram que – diante da possibilidade de o dracma voltar a circular no país – parte desse dinheiro está sendo usada para compra de massas e produtos enlatados.
Numa tentativa de acalmar a população, o líder do partido Nova Democracia (ND, direita), Antonis Samaras , favorito nas pesquisas de opinião, prometeu ontem renegociar os termos do pacote de socorro concedido pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) ao país. A afirmação tenta reduzir os argumentos de seu principal adversário, o líder do partido de extrema esquerda Syriza, Alexis Tsipras, que prega o rompimento do acordo, baseado em políticas de austeridade apregoadas pela Alemanha.
As declarações foram feitas por Samaras a quatro dias das eleições legislativas. Para ele, o pleito é uma “oportunidade de a Grécia levar a cabo a renegociação” do plano, assinado pelo ex-primeiro-ministro Lucas Papademos, então apoiado pelo ND. “Creio que nós temos a ganhar com o fato de que a Europa está mudando”, disse ele, referindo-se à crise na Espanha e à troca de comando na França. Para Samaras, os gregos devem eleger um político capaz de renegociar com a União Europeia, e não um radical que pretende romper os acordos em vigor.
Sobre a política de austeridade, ele manifestou disposição de não aceitar mais nenhum corte de salários ou aumento de impostos. “Eu não acredito e não quero nenhuma redução de salário, bem como nenhuma taxa a mais”, disse ele. “Essas reduções de salários que foram implantadas destruíram nosso mercado consumidor.”
Samaras tem uma pequena vantagem sobre Tsipras nas pesquisas de opinião para o pleito de domingo. Caso essa diferença se confirme, o candidato do ND terá o direito de tentar formar um governo, que pode ser de maioria ou de coalizão, provavelmente com o apoio do Partido Socialista (Pasok), tornando-se o novo primeiro-ministro do país.
Em tese, o chefe de governo escolhido no domingo teria a missão de implantar todas as cláusulas do último pacote de socorro concedido pela UE, pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelo FMI, que prevê a transferência de € 130 bilhões, além do corte de 50% nas dívidas do país com credores privados.
Saída forçada
Entretanto, a posição de Samaras, assim como a de Tsipras, não conta com apoio do presidente da França, François Hollande. Ontem, em entrevista à rede de TV grega Mega Channel, o chefe de Estado afirmou que existe o risco de que alguns países europeus obriguem a Grécia a se desligar da zona do euro caso um candidato que deseje romper os acordos já firmados vença as eleições. “Eu tenho consciência de que os eleitores gregos devem ter plena soberania”, disse ele, advertindo: “Mas eu devo lhes prevenir que, se a impressão for de que os gregos querem se afastar dos compromissos assumidos e abandonar a perspectiva de correção de suas contas, haverá países da zona do euro que vão preferir encerrar a presença da Grécia no grupo”.
Hollande reiterou ainda que deseja a permanência de Atenas na zona do euro, mas ressaltou: “Os gregos devem saber que isso supõe que haja uma relação de confiança”.
Ontem, segundo a agência Reuters, os gregos voltaram aos caixas eletrônicos para realizar saques de dinheiro vivo, preparando-se para a eventual expulsão da zona do euro e para o retorno do dracma – a antiga moeda do país. O sistema financeiro da Grécia perde entre € 500 milhões e € 800 milhões por dia há pelo menos um ano e meio, após o primeiro pacote de socorro ao país. Conforme a agência, entre a terça-feira e ontem o movimento de correntistas aumentou.
Também a federação supermercadista grega registrou aumento das vendas de gêneros alimentícios. O objetivo seria fazer estoque.
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Real já se valorizou 11% ante o dólar no ano
- 28 de fevereiro de 2012 |
- 12h57 |
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Categoria: Dólar, Indicadores, Investimentos
Leandro Modé
O real caminha para encerrar fevereiro na dianteira do ranking das moedas mais valorizadas do mundo em relação ao dólar, como já ocorreu em janeiro. Até ontem, a moeda brasileira acumulava alta de 11% no ano, à frente do peso mexicano, com ganhos de 8,9%, do dólar da Nova Zelândia, com 8,5%, e de 8% do rand sul-africano. Só o iene perdia do dólar americano: 4,3%.
Segundo especialistas, a valorização do real é explicada, principalmente, pelo otimismo do investidor global com o Brasil. Em janeiro, por exemplo, entraram no País quase US$ 5,5 bilhões na conta do chamado investimento estrangeiro direto. Para se ter uma ideia, no mesmo mês do ano passado, o saldo positivo foi de US$ 2,9 bilhões.

Entrada de quase US$ 5,5 bi no País em janeiro ajuda a derrubar cotação do dólar (Foto: PAULO VITOR/AE – 17/9/2010)
O fluxo cambial — que resulta da diferença entre entradas e saídas de dólares do País — estava positivo em US$ 6,5 bilhões nos 17 primeiros dias de fevereiro, segundo o Banco Central (BC). Quase US$ 4,2 bilhões tinham origem no segmento financeiro, enquanto US$ 2,4 bilhões eram de operações comerciais (exportações menos importações).
Outro fator importante é a política de governos de países desenvolvidos para estimular suas economias em meio à crise. Tanto o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) quanto o Banco Central Europeu (BCE) vêm despejando enormes quantidades de dólares e euros no mercado. Amanhã, por exemplo, o BCE fará uma nova operação para aliviar as dificuldades do setor bancário da região.
Para analistas, a tendência é de que um cenário parecido se mantenha ao longo de 2012. Por isso, a maioria deles prevê que a cotação a moeda americana não vai se alterar muito na comparação com os níveis atuais. O dólar iniciou a semana valendo R$ 1,708, uma leve alta de 0,12%.
Para o fim do ano, a expectativa da média do mercado é de R$ 1,75, conforme o boletim Focus divulgado ontem pelo BC. O Focus é uma síntese de projeções de aproximadamente uma centena de bancos e consultorias.
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Bancos lideram o ranking de reclamações do Procon-SP
- 13 de janeiro de 2012 |
- 23h15 |
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Categoria: Bancos
GISELE TAMAMAR
Os bancos foram os principais alvos de questionamentos dos consumidores no Procon-SP no ano passado e finalmente atingiram o topo do ranking da entidade. Foram registradas 28.165 demandas, entre reclamações e pedidos de esclarecimentos, ante 23.143 registros em 2010 – um aumento de 21,7%. O setor bancário deixou para trás a telefonia fixa, campeã de demandas em 2009, e cartão de crédito, líder em 2010. As contestações mais comuns foram cobrança indevida de tarifas, lançamentos em conta não reconhecidos e oferta enganosa de crédito consignado.
A diretora de atendimento do Procon-SP, Selma do Amaral, explica que, além de queixas, os consumidores procuram o órgão para esclarecimento de dúvidas, situação que se caracteriza como problema para o banco, já que o cliente não teve a dúvida sanada ao entrar primeiro em contato com a instituição financeira.
O diretor de autorregulação da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Gustavo Marrone, informa que a entidade monitora mensalmente as demandas e que foi observado um aumento de reclamações.
Entre as explicações para a alta, o diretor explica haver uma tendência de elevação do número de queixas entre 15% e 20% em todos os setores devido ao momento econômico favorável. Ou seja, os problemas só aumentam à medida em que há cada vez mais gente a consumir, na visão dos bancos, com a população cada vez mais informada e que vai em busca dos seus direitos.
“Ocorreram picos de reclamações em determinadas épocas. O começo do ano foi um período mais complexo, por exemplo, há maior fluxo devido à integração de alguns bancos, situação que gerou mais queixas. E entre setembro e outubro teve a greve dos bancários”, observa Marrone.
Segundo o executivo, a meta é sempre reduzir os problemas. “Tentamos criar procedimentos para melhorar o relacionamento entre banco e cliente e para que o consumidor consiga ter seu problema resolvido dentro da instituição financeira.”
Taxa indevida
A coordenadora de logística Luciana Machado Palmeira, de 38 anos, é um exemplo de experiência negativa. O problema foi a cobrança de taxas indevidas. “O banco cobrou taxas como se eu tivesse uma conta especial, mas ela é comum desde julho. E ainda a mensalidade do pacote de serviços foi cobrada seis vezes de uma só vez.”
Após enviar a reclamação ao JT, ela foi ressarcida, mas ainda contesta uma outra cobrança de recuperação de crédito. “Fiz acordo para pagar, mas eles não consideraram um valor que já tinha sido descontado. Estou reunindo documentos para entrar com uma queixa no Procon”, afirma Luciana.
A orientação ao consumidor é sempre formalizar sua reclamação primeiro no próprio banco. Caso não seja atendido, o consumidor deve procurar os órgãos de defesa do consumidor, o Banco Central ou a Justiça.
Para a advogada especializada em defesa do consumidor Gisele Friso, o acesso ao crédito está mais fácil e os bancos aumentaram suas linhas de produtos. “Por outro lado, os bancos não estão preparados para lidar com um volume maior de clientes e não investem em melhorias.”
Renato Afonso Gonçalves, advogado e professor universitário, diz que os registros no Procon poderiam ser até maiores, já que muita gente não reclama pois avalia que um valor cobrado indevidamente acaba sendo irrisório frente ao esforço para conseguir o reembolso. “O consumidor está mais ativo, mas não é fácil reclamar.”
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Febraban cria site para cadastrar currículos
- 20 de dezembro de 2011 |
- 8h07 |
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Categoria: Bancos, Internet, Trabalho
MARCOS BURGHI
Já está no ar a página eletrônica Febraban Oportunidades (www.febrabanoportunidades.org.br), um canal pelo qual as pessoas que têm interesse em trabalhar no setor bancário poderão cadastrar seus currículos. A iniciativa é da própria Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que conta com a parceria de onze instituições financeiras: BIC, Bradesco, Citi, Fibra, HSBC, Itaú-Unibanco, Mercantil do Brasil, Safra, Santander, Votorantim, que terão acesso às informações cadastradas.
O Banco do Brasil também usará os dados para seleção, mas de aprendizes e estagiários, já que o ingresso regular é feito por meio de concurso público.
O diretor de Relações do Trabalho da Febraban, Magnus Ribas Apostólico, ressalta a importância do site para o segmento oferecendo boas oportunidades. “O mercado de trabalho bancário oferece excelentes oportunidades de carreira e desenvolvimento, tanto para jovens quanto a profissionais já experientes.”
Para os interessados, o novo serviço proporciona praticidade, já que não haverá mais a necessidade de cadastrar o currículo em cada uma das instituições bancárias. Basta acessar a página, criar um perfil com login e senha e, em seguida, preencher um cadastro, fornecendo dados sobre formação escolar, experiências anteriores e cursos realizados. Caso haja interesse na contratação, o banco entrará em contato diretamente com o aspirante à vaga.
Para as instituições participantes do projeto, o site da Febraban oferece a possibilidade de busca segmentada de candidatos, a partir de perfis.
Ferramenta
O serviço online também tem o objetivo de proporcionar acesso ao mercado de trabalho às pessoas que tenham participado de cursos promovidos pela Escola Febraban de Educação Financeira e aos jovens originários do Programa Nacional de Aprendizagem no Setor Bancário.
Além do cadastro de currículos, o Febraban Oportunidades oferece informações sobre o funcionamento dos bancos e dos diversos departamentos em que as instituições poderão oferecer vagas — como marketing, tesouraria, recursos humanos, agências e auditoria, entre outros.
Entretanto, o site informa que uma vez que o candidato venha a ser contratado por um banco através do Febraban Oportunidades, o currículo será excluído da base de dados, pois se entende que o portal eletrônico terá cumprido seu propósito.
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