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Quarta-feira, 23 de Abril de 2014
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CATs oferecem cerca de 10 mil vagas de trabalho

Categoria: Carreira, Trabalho

Os Centros de Apoio ao Trabalho (CATs), da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho de São Paulo (Semdet), estão com cerca de 10 mil oportunidades de emprego em vários segmentos.

Deste total, mais de 3.100 são para profissionais com níveis de escolaridade fundamental e médio incompletos.

Para quem tem nível fundamental completo, os cargos que oferecem maior quantidade de vagas são: manobrista, montador de equipamentos de telecomunicações, vigilante, auxiliar de limpeza e operador de supermercados. Para essas funções os salários variam de R$ 598 a R$ 870.

Já para aqueles que não concluíram o ensino fundamental, a maior parte das vagas é para repositor de mercadorias, panfleteiro, atendente de balcão de café, motorista, servente de pedreiro, auxiliar de limpeza, costureira de máquina overloque, marceneiro de móveis, atendente de lanchonete e operador de retro escavadeira para vários bairros do município. Os salários chegam a R$ 1.500.

Aqueles que têm ensino médio incompleto vão encontrar vagas nas funções de operador de telemarketing ativo e receptivo, atendente de lanchonete, empacotador, consultor de vendas, entre outras. Aos candidatos com esse grau de escolaridade os salários para as vagas disponíveis chegam a R$ 2 mil.

Os interessados nestas ou em outras vagas oferecidas pelos CATs deverão dirigir-se a um dos postos fixos, móveis ou na Tenda do Trabalhador munidos de Carteira de Trabalho, RG, CPF e nº do PIS.

Sindicato da construção quer piso de R$ 1,2 mil

Categoria: Trabalho

Para o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo (Sintracon-SP), engenheiro nenhum deveria ganhar menos de R$ 18 mil. Os mestres de obra também precisariam receber no mínimo R$ 12,5 mil. E, no caso dos serventes de pedreiro, o piso deveria ser de R$ 1,2 mil.

Como o setor está em franca expansão e faltam profissionais (em número e qualidade) para executar as obras, o sindicato da categoria aproveitou para apresentar em 2011 uma lista de reivindicações, digamos, mais ousada que as dos anos anteriores. “Pela lei de oferta e procura, o momento hoje está favorável ao trabalhador”, diz o presidente do Sintracon-SP, Antonio de Sousa Ramalho.

O reajuste salarial pretendido chega a quase 12%. Mas além do dinheiro de todo mês, os trabalhadores também querem mais benefícios. “Benefícios não”, corrige Ramalho. “Na verdade, ao dar um vale-alimentação mais alto e refeições reforçadas durante o resto do dia, o empregador está fazendo um investimento. Funcionário sem fome trabalha melhor.”

Ele se refere à reivindicação de vale refeição de R$ 25 por dia – o dobro do que eles ganham atualmente. Os trabalhadores querem também “café da manhã composto por um copo de café com leite, dois pães com frios – sendo, no mínimo, 50 gramas em cada pão – mais uma fruta da época e um suco natural”. À tarde, lanche com duas barras de cereais, mais uma fruta da época e um suco natural.

“É necessário criar uma motivação para que mais pessoas, com melhor formação, queiram trabalhar na construção civil. A ideia é pagar mais para valorizar o profissional”, justifica Antonio de Sousa Ramalho, presidente do Sintracon-SP. “Tempos atrás, um camarada que falasse que trabalhava na construção civil não conseguia tirar uma moça para dançar num baile. Hoje isso está mudando.”

A data-base da categoria acontece em 1 de maio.