Loteria: ‘bolão’ é regularizado
- 29 de setembro de 2012 |
- 8h09 |
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Categoria: Loterias
DANIELLE VILLELA
Especial para o Jornal da Tarde
O tradicional “bolão” ficará mais seguro a partir da próxima segunda-feira. As apostas em grupo nas loterias serão regulamentadas pela Caixa Econômica Federal através do Bolão Caixa, nova modalidade válida para os concursos da Mega-Sena, Dupla Sena, Quina, Loteca e Lotofácil. “A prática do bolão já está na cultura do brasileiro, mas era uma situação fora de padrão e sujeita a diversas inconformidades”, afirma Gilson Braga, superintendente Nacional de Loterias da Caixa Econômica Federal. “A formalização garante toda segurança e credibilidade às apostas em grupo.”
A principal vantagem oferecida pelo Bolão Caixa é a emissão de recibos individuais para cada participante. O sistema permite que os apostadores se organizem em grupos, escolham os números da aposta e marquem as suas cotas. Cada apostador terá seu próprio recibo e, se for premiado, poderá fazer o resgate do valor sem a necessidade da presença dos demais jogadores.
Com a novidade, os volantes normais passarão a exibir um campo especial para os casos de aposta em grupo, com as opções de quantidade de cotas para marcação. As apostas na nova modalidade poderão ser feitas em qualquer uma das mais de 11,6 mil lotéricas do país.
O número mínimo de cotas é de dois jogadores e o máximo pode chegar a 100, dependendo da modalidade escolhida. Já o valor mínimo para apostas é de R$ 10 por grupo, com no máximo dez jogos por recibo de apostas.
Os apostadores poderão escolher entre a Mega-Sena, Quina, Lotofácil (apostas de 16, 17 e 18 números), Dupla Sena e Loteca. A Caixa informa que todas as cotas terão o mesmo preço, a mesma probabilidade de ganhar e o mesmo prêmio, em caso de “bolão” premiado.
Recibo e comissão
As casas lotéricas também poderão organizar “bolões” com seus clientes, oferecendo recibos cotas para os apostadores. Nestes casos, a Caixa permite que o lotérico cobre uma taxa de serviço adicional pela administração do Bolão, de até 35% do valor da cota. A Caixa Econômica Federal informa que a taxa de serviço só poderá ser cobrada em caso de Bolão organizado pela unidade lotérica, não sendo prevista nos casos em que os grupos de aposta se organizam por conta própria.
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Olimpíada é isca de criminosos virtuais
- 2 de agosto de 2012 |
- 10h30 |
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Categoria: Empresas, Internet, Tecnologia
Heraldo Soares
Especial para o Jornal da Tarde
A Olimpíada despertou o interesse de cybercriminosos, que estão usando a internet para transmissões ilegais do evento esportivo. De acordo com a fabricante de software de segurança Trend Micro, sites estão oferecendo transmissões de vídeos ao vivo dos jogos.
No domingo, a empresa detectou mais de uma dúzia de sites questionáveis. Alguns chegavam a vender ingressos para competições, além dos pacotes de transmissões ao vivo, com custos entre US$30 e US$50, que podiam ser pagos com cartões de crédito ou via Pay-Pal, um dos mais famosos sistemas de pagamento online.
O Comitê Olímpico Internacional (IOC em inglês) concede direito de transmissões para 33 organizações, que então repassam para 200 países. As transmissões via internet são conhecidas como “streamings” e, fora das grandes organizações, o mais provável é que não sejam legítimas. A Trend Micro ressalta que estes sites ilegais podem usar o streaming para colher dados dos usuários.
“É importante sempre ter um senso de desconfiança”, alerta o especialista em segurança da Trend Micro, Alberto Medeiros. Segundo o especialista, muitos dos sites de falsas transmissões não têm um design normal de página de internet, no entanto, também há sites que imitam ferramentas do YouTube, por exemplo. “É lá que está o perigo”, alerta. Nestes falsos streamings, o sistema do usuário pode ser atacado por hackers que roubam informações importantes da rede do internauta, como dados de contas pessoais de e-mail e senhas de banco ou cartões.
Sofisticação
O universo dos criminosos virtuais está bastante sofisticado e muitos internautas correm riscos na própria caixa de e-mail. Medeiros orienta atenção até na hora de ler mensagens de correio eletrônico. “Na tentativa de fisgar o internauta a aderir a uma falsa transmissão, as quadrilhas enviam e-mails muito bem escritos.”
Há sites que pedem o endereço de e-mail ao usuário no momento em que ele clica para ver o vídeo. Após o “cadastro”, o internauta passa a receber vários e-mails de falsas propagandas. “Os cybercriminosos brasileiros são ousados e há casos em que sites bem conhecidos são clonados, ou então, na própria página surgem falsos banners e pop-ups que levam o internauta às falsas transmissões.”
No caso de sites falsos que cobram pela transmissão da Olimpíada, existe a possibilidade de o usuário pagar pelo serviço e não ter acesso a nada. Além disso, os golpistas podem invadir dados de cartão de crédito, endereço ou conta do Pay-Pal por meio de malwares, como um “cavalo de Troia.”
O professor da área de segurança da informação da Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP) Ricardo Giorgi, afirma que nos últimos dois anos os crimes pela internet quintuplicaram e a tendência no Brasil é que os casos piorem, principalmente pelo fato de o País ser sede da Copa do Mundo de 2014 e das próximas Olimpiadas em 2016. “Até um SMS com uma boa facilidade nos induz a aceitar um pacote ou uma promoção e é preciso rejeitar isso”, adverte Ricardo.
O professor conta que os crimes deste tipo são muito complicados de ser resolvidos. As estatísticas de crimes pela internet são baixas na comparação entre o número total de usuários e aqueles atingidos, entretanto, as perdas financeiras podem ser altas. Ricardo contou ao Jornal da Tarde que na semana passada recebeu um e-mail de uma companhia aérea divulgando uma promoção de passagem muito boa. “Na verdade era um e-mail falso e quase entrei neste golpe. A facilidade é inimiga da segurança”, conta.
Principais dicas:
- Não abra um site direto de um e-mail, em vez disso, entre pelo navegador (Mozilla Firefox, Google Chrome, etc)
- Sites no formato de blogs são ainda mais perigosos, pois são facilmente criados.
- Mantenha seu antivírus atualizado.
- Quando um site pedir permissão para instalar algo, na dúvida, clique em “não instalar”.
Como funciona:
Ao navegar por determinado site ou aceitar a instalação de um falso plugin seu computador é infectado por malwares (tipos de softwares utilizados por criminosos). Quando você acessar informações pessoais na internet, como contas de e-mail ou até serviços bancários, seus dados são “roubados” pelo malware e direcionadas para um servidor bandido.
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Wi-Fi público: risco para smartphones
- 14 de junho de 2012 |
- 23h00 |
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Categoria: Agenda, Análise, Internet, Serviços, Tecnologia
SAULO LUZ
Enquanto os smartphones se tornam cada vez mais populares, aumentam também as ameaças à segurança dos dados de quem usa o celular em conexões de internet. O perigo é maior com o acesso a redes Wi-Fi públicas – disponíveis em cafés, shoppings, restaurantes, etc -, já que por meio delas o usuário pode ter informações bancárias roubadas ou até perder o controle do aparelho.
De acordo com especialistas, essas conexões wireless abertas são um prato cheio para hackers – que podem roubar informações sigilosas (de bancos, senhas de cartões, e-mails, perfis de redes sociais), arquivos pessoais (fotos, vídeos, mensagens SMS) ou passar a comandar à distância o aparelho.
Segundo o professor de segurança da informação da Faculdade de Tecnologia Fiap Ricardo Giorgi, se o usuário não conhece bem a segurança da rede pública, é melhor não usá-la. “Além de ter acesso e roubar todos os seus dados disponíveis no celular, o hacker pode tomar o controle do seu aparelho remotamente. Com isso, ele consegue gravar suas ligações, mandar mensagens se passando por você e até ligar sua câmera e filmar. Você tem a posse do equipamento, mas ele não é mais seu. Quem controla é outra pessoa”, diz ele, lembrando que isso pode ocorrer também com notebooks ou tablets.
Ele alerta que o risco é ainda maior em infraestruturas sem os devidos cuidados de criptografia (redes onde os dados não circulam de forma codificada). “Se uma rede Wi-Fi não pede senha local para conexão, então ela não é criptografada e nem um pouco segura. Tudo o que você usar por ela – e-mail, banco, compras pela internet – produzirão dados que poderão ser vistos por todos que compartilham a rede”, completa.
Outro cuidado essencial é colocar senha no próprio smartphone e não manter conteúdo sigiloso no celular.
“Com uma senha, de preferência criptografada, vai ficar mais difícil a invasão. Além disso, periodicamente faça um backup do aparelho, apagando históricos e transferindo fotos e arquivos importantes para um cartão de memória ou computador seguros”, afirma o consultor em segurança da informação Jeferson D’Addario, também sócio-diretor da Daryus Education Center, que oferece curso de pós-graduação em Investigação de Fraudes e Forense Computacional.
O especialista em sistemas de informação e professor de ciências da computação da Universidade Guarulhos (UnG), Erwin Alexander Uhlmann, lembra ainda que é importante manter o perfil como invisível ao acessar redes públicas. “Os aparelhos dão essa opção e o ideal é entrar na rede selecionando ‘não visível a todos’ ou ‘não compartilhar arquivos’ – opções que também devem ser escolhidas ao ligar o bluetooth do celular”, explica ele.
Uhlmann aponta que os sistemas de segurança dos smartphones são mais vulneráveis em relação ao computador comum. “Só um celular em cada 50 tem antivírus e firewall, o filtro que protege o aparelho. É muita fragilidade”, diz. “O iPhone tem um sistema de segurança mais avançado. Os que usam Android também podem ter uma certa segurança. Mas os que se baseiam em Windows podem correr mais riscos.”
Segundo os últimos números da Internacional Data Corporation (IDC), cerca de 9 milhões de smartphones foram vendidos no Brasil em 2011, ante 4,8 milhões em 2010.
Receita indica como investir restituição
- 11 de junho de 2012 |
- 11h52 |
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Categoria: Finanças pessoais, Imposto de Renda, Investimentos
LUIZ GUILHERME GERBELLI
O aviso da restituição do Imposto de Renda no portal da Receita Federal www.receita.fazenda.gov.br) vem com uma sugestão de investimento para o dinheiro devolvido: quem quer segurança e liquidez deve investir em títulos do Tesouro Direto. “Para o contribuinte que busca liquidez, segurança e rentabilidade, títulos públicos representam uma excelente alternativa de investimento a custos muito baixos. Visite o site do Programa: www.tesourodireto.gov.br ”, informa o site da Receita.
Segundo a instituição, essa não é a primeira vez que o investimento em títulos públicos é sugerido. O órgão federal, porém, não soube precisar desde que ano divulga essas informações.
Na sexta-feira, a Receita Federal divulgou os contemplados com o primeiro lote da restituição do Imposto de Renda. Serão liberados R$ 2,5 bilhões a partir do dia 15 de junho. Os títulos públicos têm sido cada vez mais recomendados por especialistas. Para o investidor, eles são apontados como um investimento bastante seguro. Do outro lado, ajudam o governo a financiar a sua dívida.
No início do mês, o Tesouro Nacional reduziu de R$ 100 para R$70 o valor das aplicações mínimas em títulos públicos feitas pela internet, no programa Tesouro Direto. Financeiramente são alternativas interessantes do ponto de vista de custo. Em alguns casos, são mais interessantes do que entrar num fundo de investimento”, afirma Fábio Colombo, administrador de investimento.
Quem aplica em títulos pré-fixados sabe a rentabilidade no momento da compra. Já o investidor de papel pós-fixado terá uma variação atrelada à taxa Selic — que serve de base para o cálculo das taxas de juros no Brasil — ou ao desempenho do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
“A taxa de juros brasileira, apesar das sucessivas quedas, ainda é alta na comparação com outros países”, diz André Massaro, especialista em finanças da Moneyfit, empresa de treinamento em educação financeira. “Esse investimento é indicado para qualquer tipo de investidor. É uma alternativa bastante segura”, afirma.
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Web é o principal meio para fraudes com cartão
- 8 de junho de 2012 |
- 10h06 |
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Categoria: Bancos, Internet, Tecnologia
LUCIELE VELLUTO
luciele.velluto at grupoestado.com.br
Uma pesquisa da empresa de tecnologia da informação Unisys mostra que os brasileiros estão menos preocupados com a vulnerabilidade de sites de compras e internet banking, passando de 54% para 42% os que se dizem com receio de usar esses canais. No entanto, quando o consumidor fica mais confiante, ele pode abrir brechas para os cybercriminosos, o que tem feito da internet o principal terreno para fraudes em cartões de crédito.
Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito e Serviços (Abecs), houve a migração dos crimes para o meio virtual. Dados da Abecs mostram que 85% das transações realizadas hoje são feitas com cartão que carregam chip — o chamado smartcard, tecnologia que trouxe mais segurança para o setor.
“O uso do chip diminuiu as fraudes, pois ainda não se conseguiu quebrar esse sistema”, conta Henrique Takaki, coordenador do comitê de segurança e prevenção de fraudes da associação. “A fraude está migrando para compras na internet.”
A Visa do Brasil reconhece que o principal canal para fraudes tem sido a web. “Hoje a maior parte das fraudes acontece com o cartão não presente, ou seja, no e-commerce”, diz Edson Ortega, diretor executivo de risco da Visa do Brasil. Contudo, a bandeira avalia que o total financeiro fraudado é pequeno: de cada US$ 100 gastos no cartão na América Latina, R$ 0,06 são fraude.
Para tentar inibir esse tipo de crime, a Visa aplicou uma tela adicional em que o cliente deve confirmar dados, à semelhança do que é feito nos sites dos bancos.
Códigos maliciosos, que infectam os computadores para roubo de dados, e sites falsos de vendas levam os consumidores a ter seus cartões de crédito fraudados. “As pessoas são tentadas pela oportunidade, o que pode ser um golpe. Se um produto custa R$ 100 na grande maioria das lojas e algum estabelecimento anuncia por R$70, desconfie. Pode ser um site falso que usa a promoção para atrair o consumidor”, afirma Hugo Costa, diretor da ACI Worldwild, empresa que fornece sistemas de pagamentos eletrônicos.
Segundo Takaki, da Abecs, as fraudes na internet com cartões de crédito ocorrem por descuido do usuário. “Assim como no caixa do banco não se deve aceitar ajuda de um estranho. Não se deve abrir um e-mail, arquivo ou link desconhecido, assim como fazer compras em um site no qual nem um contato para o consumidor existe”, explica o especialista.
Os casos de fraude na web já atingem até quem não faz compras em lojas virtuais. A secretária Sueli Pelissari Ascenço, de 55 anos, diz que vive constantemente de olho no extrato de seu cartão de crédito e toma medidas para não correr o risco de tê-lo clonado, após ter sido lesada duas vezes.
“Da primeira vez, suspeito que meu cartão tenha sido clonado em um posto de gasolina, pois não tinha chip. Fizeram muitas compras após esse dia em um shopping. Compraram vários pares de tênis e até joias. Reclamei e consegui provar que as compras não foram feitas por mim”, conta.
O segundo cartão de Sueli veio com chip e, apesar de todos os cuidados que passou a tomar, ela foi novamente vítima de fraude. “Fizeram compras em um site de uma grande rede do varejo. Eu não compro nada pela internet e nunca comprei nada nessa loja. Contestei o valor e agora aguardo resposta do banco. Eu tomo todos os cuidados e nem assim consegui escapar. Acho que copiaram os dados do meu cartão, mas não sei exatamente como foi feito isso”, lamenta a secretária.
A pesquisa da Unisys mostra, ainda, que grande parte dos brasileiros está menos preocupada com fraudes relacionadas a cartão de crédito e débito. O levantamento feito no primeiro semestre deste ano apontou que 73% das pessoas têm receio em relação ao uso do cartão de crédito ou crimes envolvendo esse meio de pagamento. Nos seis primeiros meses de 2011, 86% dos entrevistados se diziam preocupados.
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