Petrobrás: 74% da frota flex deve usar gasolina
- 19 de abril de 2012 |
- 16h36 |
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Categoria: Tecnologia
A estagnação na oferta de etanol e o aumento no consumo de combustíveis no País farão com que a participação do uso da gasolina atinja uma fatia de 74% na frota flex de veículos no Brasil, em 2012, ante 54% em 2011, segundo estimativa do coordenador do comércio de gasolina na Petrobrás, Diogo Bezerra.
Com o crescimento da participação, o consumo de gasolina C — já com a mistura de 20% de etanol anidro — deve superar 38 bilhões de litros este ano, alta de 6,5% sobre o anterior.
Após a crise de oferta do etanol, devido à quebra na safra de cana-de-açúcar em 2011 e agora em 2012, o consumo de gasolina C cresceu 40% nos últimos dois anos no País.
Somente no ano passado, a alta foi de 18,8%, segundo Bezerra. “Desse porcentual em 2011, 13 pontos porcentuais foram de ganhos de share da gasolina sobre o etanol”, explicou Bezerra, durante a reunião da consultoria Canaplan, em Ribeirão Preto (SP).
Consumo de álcool
Já o consumo do álcool, que disparou 235% entre 2004 e 2009, com o avanço dos veículos flex fuel, recuou 35% nos últimos dois anos. Além da alta de 6,5% no consumo da gasolina e do aumento do combustível fóssil entre os automóveis flex, a Petrobrás avalia que a oferta de etanol, para consumo interno e externo, será estável entre 2011 e 2012 e ficará em torno de 23 bilhões de litros.
O aumento do consumo da gasolina poderia ser maior, caso houvesse uma restrição na oferta de etanol, ou uma disparada nos preços que tornasse inviável economicamente o uso do combustível de cana-de-açúcar.
Segundo projeções apresentadas pelo executivo da Petrobrás, se toda a frota flex consumisse somente gasolina, a demanda mensal do combustível cresceria 23%, de 2,529 bilhões de litros para 3,107 bilhões de litros.
Para Bezerra, o maior desafio no setor de combustíveis é prever justamente essa variabilidade de demanda com antecedência para “responder com rapidez à decisão do consumidor” de usar gasolina ou etanol.
“Por isso, a Petrobrás está aprimorando a flexibilidade do suprimento de gasolina, com a otimização da produção e a reforma de unidades em São Paulo e no Paraná para uma maior oferta”, explicou o coordenador da Petrobrás.
Gustavo Porto — Agência Estado
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Safra de cana não será melhor à atual
- 21 de novembro de 2011 |
- 20h32 |
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Categoria: Indicadores, Inflação
A próxima safra de cana-de-açúcar do Centro-Sul de 2012/13 vai ser igual ou pior que a safra atual, o que deverá continuar a pressionar para baixo a oferta de açúcar e etanol. Isso é o que estima o economista Plínio Nastari, presidente da Datagro Consultoria. O especialista acrescenta que isto fará com que os preços sigam sustentados no próximo ano, para ambos os produtos derivados da cana.
Nastari disse que efeitos combinados da estiagem prolongada que atingiu as regiões produtoras em 2011, falta de tratos culturais adequados e renovação tardia do canavial devem reduzir o processamento de cana.
A estimativa é de que a moagem da próxima safra do Centro-Sul fique entre 460 milhões de toneladas a 515 milhões de toneladas. “Se houver crescimento, será muito pequeno”, avalia Plínio Nastari. A atual safra 2011/12 está estimada em 490,38 milhões de toneladas de cana.
Eduardo Magossi — Agência Estado
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Etanol segue desvantajoso na capital
- 9 de novembro de 2011 |
- 18h23 |
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Categoria: Consumo, Indicadores, Inflação
Abastecer o carro com etanol na cidade de São Paulo continua sendo desvantajoso neste início de mês, de acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Segundo levantamento divulgado hoje pelo instituto, a relação entre o combustível e a gasolina subiu e segue acima da marca de 70% na capital paulista. Na primeira semana de novembro, atingiu o nível de 70,40%, superior a marca de 69,50% observada na última semana de outubro.
Para especialistas, o uso do etanol deixa de ser vantajoso em relação à gasolina quando o preço do derivado da cana-de-açúcar representa mais de 70% do valor da gasolina. A vantagem é calculada considerando que o poder calorífico do motor a etanol é de 70% do poder dos motores a gasolina.
De acordo com cálculos da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o preço médio da gasolina subiu 0,26%, enquanto o do etanol cedeu 0,33% na primeira quadrissemana do mês (período de 30 dias terminado em 7 de novembro).
Hoje a Fipe informou que a inflação na capital paulista saltou para 0,53% no período em análise, ante 0,39% no fechamento de outubro.
Em entrevista à Agência Estado para comentar o resultado do indicador, o coordenador adjunto do IPC, Rafael Costa Lima, disse que a relação entre etanol e gasolina deve continuar estável, girando em torno de 70% até o início da nova safra de cana-de-açúcar, que começa em maio de 2012.
“A safra atual de cana não foi das melhores, o que deixou o preço do etanol elevado praticamente todo ano. Muitos acabaram optando pela gasolina. A tendência é que a relação permaneça nesse nível (70%). Quando chega nessa marca, o consumidor, se quiser menor preço, tem de pesquisar posto a posto”, sugeriu.
Maria Regina Silva — Agência Estado
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Etanol segue competitivo em SP
- 30 de maio de 2011 |
- 20h41 |
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Categoria: Consumo, Indicadores
Os preços de etanol seguem competitivos em relação a gasolina nos postos de combustíveis do Estado de São Paulo, de acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas, referentes à semana terminada em 27 de maio de 2011.
O preço médio da gasolina no Estado de São Paulo está em R$ 2,729 por litro, o que torna o álcool hidratado competitivo na região até R$ 1,9103. Na média da ANP, o preço do etanol em São Paulo ficou em R$ 1,696 por litro, 11,21% abaixo do ponto de equilíbrio entre gasolina e etanol, o que confere maior competitividade ao etanol. Na semana, os preços do álcool caíram 4,12% nos postos no Estado de São Paulo, acumulando um recuo de 20,64% em um mês.
Proprietários de carros flex dos estados do Paraná, Goiás e Mato Grosso também devem preferir abastecer com álcool, que é mais vantajoso do que a gasolina. Já em 22 estados e no Distrito Federal, o combustível derivado do petróleo está mais competitivo no bolso no consumidor.
Safra de cana-de-açúcar
A volta da competitividade do etanol nestes estados do Centro-Sul do País reflete a entrada de maior volume de etanol no mercado com o avanço da safra de cana-de-açúcar 2011/12.
Os preços que já recuam há mais de um mês ao produtor começa a chegar na bomba com maior intensidade. Na média do Brasil, já está indiferente a utilização de etanol ou gasolina no tanque.
A vantagem do etanol é calculada considerando que o poder calorífico do motor a álcool é de 70% do poder nos motores à gasolina. No cálculo, são utilizados valores médios coletados em postos em todos os estados e no Distrito Federal. Quando a relação aponta um valor entre 70,00% e 70,50%, é considerada indiferente a utilização de etanol ou de gasolina no tanque de combustível.
Segundo o levantamento, em São Paulo, o preço do etanol está em 62,15% do preço da gasolina (até 70% o etanol é competitivo). Em Goiás, a relação é de 64,60% e em Mato Grosso de 57,20%. No Paraná, a relação é de 64,47%. A gasolina está mais vantajosa principalmente no Piauí (preço do etanol é 90,14% do valor da gasolina) e em Rondônia (+88,86%).
Eduardo Magossi — Agência Estado
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ANP: cai o preço do álcool e da gasolina
- 14 de maio de 2011 |
- 8h31 |
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Categoria: Consumo, Indicadores
Mônica Ciarelli
Gustavo Porto
Os preços médios do etanol e da gasolina comum caíram na segunda semana de maio, conforme um levantamento feito pela Agência Nacional de Petróleo.
O estudo mostra que o preço do etanol ficou em R$ 2,224 por litro, o que representa uma queda de 3,5% frente os primeiros sete dias do mês. No mesmo período, a gasolina C, que contém 25% de etanol anidro, fechou em R$ 2,898 por litro, com uma redução de 0,55%.
Segundo a ANP, na cidade de São Paulo, a queda dos preços médios do etanol foi de 5,58% e da gasolina 0,53% na comparação com a primeira semana de maio.
Em nota, a agência reguladora informa que a tendência para as próximas semanas é de queda nos preços da gasolina e do etanol hidratado, considerando o início da safra de cana-de-açúcar e a diminuição do volume de estoque antigo adquirido a preços mais elevados.
O etanol anidro, misturado em 25% à gasolina, despencou 24,73% nas usinas paulistas nesta semana e o hidratado caiu 9,11% no período, de acordo com os indicadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada.
Segundo Mirian Bacchi, coordenadora a equipe de responsável pela avaliação de preços do etanol, o consumidor retornou para o uso do álcool ante a gasolina. Com isso, o preço do anidro, misturado à gasolina, recuou.
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