Eike Batista é o 10º mais rico do mundo
- 6 de março de 2012 |
- 12h51 |
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Categoria: Agenda, Análise, Empreendedorismo, Empresas, Renda
SÃLVIO GUEDES CRESPO
O brasileiro Eike Batista é a 10ª pessoa mais rica do mundo, com uma fortuna de US$ 29,8 bilhões, segundo um ranking lançado pela agência Bloomberg. O mexicano Carlos Slim encabeça a lista, com US$ 68,5 bilhões, seguido por Bill Gates (US$ 62,4 bilhões) e Warren Buffett (US$ 43,8 bilhões). Juntos, os 20 mais ricos do planeta detêm uma fortuna de US$ 676,8 bilhões.
O ranking da Bloomberg concorre com a tradicional lista de bilionários da revista Forbes, que na sua mais recente edição, de 2011, apontava Eike como 8º mais rico do mundo, com uma fortuna de US$ 30 bilhões. Slim estava em primeiro lugar, com US$ 74 bilhões.
Uma diferença entre os dois rankings é que o da Bloomberg promete ter atualização diária. Por exemplo, quem entrou na lista ontem, viu que o patrimônio de Eike aumentou em US$ 134 milhões no último dia útil, enquanto o de Slim foi reduzido em US$ 478 milhões.
A Forbes divulga sua lista anualmente, geralmente em março. O ranking de 2012 deve, portanto, ser anunciado nas próximas semanas. A revista não atualiza o levantamento diariamente, mas traz bem mais nomes que a Bloomberg. Enquanto a agência de notÃcias se atém aos 20 mais ricos do mundo, a revista trouxe na sua mais recente edição 1.210 bilionários.
Topo
Em entrevista à Bloomberg, Eike Batista disse que vai superar Slim e se tornar o homem mais rico do mundo em 2015. “Sou competitivo. É a vez de o Brasil se tornar o número 1. Os brasileiros sempre admiraram o sonho americano. O que está acontecendo no Brasil é o sonho brasileiro, e eu sou exemplo dissoâ€, afirmou.
Porém, a agência diz que, no ritmo atual, é improvável que o brasileiro passe o mexicano antes de 2024. O valor do patrimônio de Eike recuou US$ 3,6 bilhões nos últimos 12 meses, segundo a Bloomberg, por causa da queda de 12% das ações da petroleira OGX, quando avaliadas em dólares.
Já a fortuna de Slim diminuiu em US$ 6,8 bilhões no mesmo perÃodo, por conta da redução de 14% das ações da América Movil.
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Brasileiro tem 4,5 dÃvidas em média; em SP é o dobro
- 24 de novembro de 2011 |
- 15h46 |
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Categoria: Agenda, Análise, Crédito
Em média, cada brasileiro acumula 4,5 diferentes dÃvidas com bancos e financeiras. Pesquisa divulgada ontem pelo Banco Central mostra que os mais arrojados moram em São Paulo: cada paulista tem o dobro da média nacional, com nove operações cada. O ranking faz parte do Relatório de Inclusão Financeira.
Atrás dos paulistas, estão os clientes do Paraná (cinco contratos por pessoa), Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro (quatro) e Pernambuco, o maior do Nordeste e Norte, com três financiamentos por adulto. Alagoas, por outro lado, é o único Estado em que a média de dÃvidas não chega a uma operação por pessoa.
O levantamento mostra também que o uso dos cartões é diferente entre pobres e ricos: o primeiro grupo prefere o crédito e o segundo, o débito. Entre os consumidores das classes C, o cartão de crédito já é o instrumento de pagamento preferido de 13% das pessoas.
Nas classes D e E, é opção de 8%. Os porcentuais são maiores que o uso da função débito, que é a escolha de 12% na classe C e 6% nas classes D e E. Já entre os consumidores mais ricos, o débito é preferido por 25% das classes A e B. A função crédito, por sua vez, é opção de 17%. / F.N.
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Entre os Brics, só Brasil reduz a desigualdade
- 28 de junho de 2011 |
- 13h15 |
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Categoria: Indicadores
Roldão Arruda
Quando se compara o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre os paÃses integrantes dos chamados Brics (Brasil, Rússia, Ãndia, China e Ãfrica do Sul) o resultado é sempre desfavorável aos brasileiros. China e Ãndia crescem mais que o Brasil todos os anos desde 1992. Se a comparação for feita, porém, com a evolução da renda familiar, o Brasil segue sozinho na frente.
A tradução disso é que a desigualdade social entre os brasileiros tem caÃdo em ritmo acelerado, numa tendência oposta à que se verifica entre chineses, russos, indianos e sul africanos. A renda global deles cresce mais, porém fica mais concentrada.
Essa é uma das principais conclusões do levantamento Os Emergentes dos Emergentes, realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e apresentado ontem em São Paulo pelo economista-chefe do Centro de PolÃticas Sociais da instituição, Marcelo Neri.
Comparando por meio da PNAD as taxas de crescimento anual de renda domiciliar per capita dos 20% mais pobres e dos 20% mais ricos no Brasil, na década de 2000, o levantamento mostrou que o bolo dos pobres cresceu 6,3%, enquanto o aumento dos ricos foi de 1,7%. Na China ocorreu o inverso: os mais pobres ficaram com 8,5% e os mais ricos, com 15,1%. “A distribuição dos frutos do crescimento foi maior no Brasilâ€, disse Neri.
O efeito mais claro desse processo ocorrido no Brasil é a notável mobilidade entre as classes sociais. De acordo com o levantamento da FGV, um total de 13,3 milhões de brasileiros foram agregados às classes A, B e C.
Migração
Neri chamou a atenção sobretudo para o volume de pessoas que migraram das classes D e E para a C. Foram 39,5 milhões de pessoas entre 2003 e maio deste ano. “Isso é quase uma Espanha inteiraâ€, disse ele. “Se a comparação for feita em um perÃodo mais longo, a partir de 1993, veremos que 60 milhões de pessoas, quase uma França, subiram para a classe C.â€
Esse processo de mudanças, na avaliação de Neri, está em pleno curso, apesar das medidas do governo destinadas a arrefecer o crescimento econômico. “O Ãndice de famÃlias mais pobres no Brasil teve uma redução de 11,7% entre maio de 2010 e maio deste ano. É uma taxa excepcional, mesmo considerando que foi influenciada pelas eleições.â€
O processo brasileiro estaria despertando a atenção dos outros integrantes dos Brics, à s voltas com os problemas da excessiva concentração de renda. Na Ãfrica do Sul, observou Neri, a concentração de renda piorou após o apartheid, contrariando quase todas as expectativas.
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Emergentes são cobrados pela inflação
- 9 de maio de 2011 |
- 10h11 |
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Categoria: Indicadores
Jamil Chade
A pior crise financeira nos últimos 70 anos eclodiu nos paÃses ricos. Mas agora esses governos cobram, justamente das economias em desenvolvimento, um abandono de polÃticas de estÃmulo ao crescimento, elevação de taxas de juros e cortes de gastos. Tudo para permitir que os paÃses ricos, que patinam para sair da crise, evitem a “importação da inflação†e possam apresentar crescimento sustentável.
A cobrança é feita pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS), alertando que a inflação nos paÃses emergentes ameaça a recuperação da economia mundial, mas abrindo um racha entre emergentes e ricos.
O BIS (o banco central dos bancos centrais) reúne na Basileia, na SuÃça, autoridades monetárias do mundo, entre elas Alexandre Tombini, presidente do BC brasileiro.
A cobrança irritou representantes dos emergentes e alguns ironizaram o alerta como mais uma tentativa de transferir aos mercados em desenvolvimento a responsabilidade por tirar a economia mundial da incerteza.
O BIS estima que o impacto da alta nos preços se transformou em uma realidade para a grande maioria dos paÃses emergentes. Mas seu efeito tem ido além, com prejuÃzos para a recuperação da Europa, Estados Unidos e Japão.
Dos 21 BCs no mundo que têm metas de inflação, oito já a estouraram, entre eles a zona do euro, Reino Unido, Turquia, Chile e a própria Nova Zelândia, onde ideia das metas foi criada. Apenas SuÃça e Noruega estão com inflação sob o centro da meta.
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Número de milionários do mundo vai disparar
- 5 de maio de 2011 |
- 14h15 |
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Categoria: Indicadores
Os ricos estão ficando mais ricos, especialmente nos mercados emergentes, segundo pesquisa sobre milionários em 25 paÃses montada pela empresa de auditoria Deloitte. Investimentos públicos e privados controlados pelas famÃlias mais ricas do mundo devem mais que duplicar em valor para US$ 202 trilhões até 2020, ante US$ 92 trilhões este ano, afirma o levantamento.
Enquanto isso, o número de famÃlias com mais de US$ 1 milhão também vai subir, em dois terços, para 55,5 milhões no mundo desenvolvido. Em mercados emergentes como Brasil, Ãndia e China, o número vai mais que dobrar, para 10 milhões.
A Deloitte prevê que a maior parte das famÃlias mais ricas do mundo continuará nos Estados Unidos e Europa, apesar da obsessão da indústria de administração de riqueza com os mercados emergentes.
A riqueza dos milionários americanos vai alcançar os US$ 87 trilhões até 2020, uma taxa de crescimento anual de 9%.
“Não há dúvidas de que estes mercados são de fundamental importância no longo prazo, mas os gestores de fortunas não podem descuidar de sua base domésticaâ€, disse Andrew Freeman, diretor executivo da Deloitte Center for Financial Services.
A Deloitte cita que China, Brasil, Rússia e outros emergentes estão gerando novos milionários num ritmo mais rápido que nos mercados estabelecidos, impulsionados pela expansão de suas economias, preços de commodities e desenvolvimento.
Em dez mercados emergentes, a riqueza de famÃlias de milionários vai triplicar para US$ 25 trilhões ante US$ 7 trilhões este ano. Em 2020, a China vai provavelmente ingressar no grupo das 10 economias com mais milionários, com um total de US$ 3,6 trilhões em riqueza.
Além disso, o milionário médio da Ãndia poderá ser mais rico que seu correlato nos Estados Unidos.
Entre as economias emergentes, a Deloitte espera que a China continue a ser a força condutora no crescimento da riqueza dos milionários, seguida por Brasil e Rússia. Nas nações desenvolvidas, Austrália e Cingapura terão o ritmo de expansão mais rápido de milionários. (Reuters)
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