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Segunda-feira, 20 de Maio de 2013
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Médicos interrompem consultas por plano de saúde hoje

Categoria: Planos de saúde, Serviços

Os médicos do Estado de São Paulo prometem interromper hoje as consultas de pacientes conveniados a planos de saúde. O protesto é contra os valores pagos pelas operadoras por consultas, exames e outros procedimentos. Os atendimentos emergenciais serão mantidos. Organizam o movimento a Associação Paulista de Medicina (APM), o Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), o Conselho Regional de Medicina (Cremesp) e a Federação dos Médicos do Estado (Femesp).

No Estado, 50 mil médicos atendem pacientes de planos de saúde, mas não se sabe quantos vão interromper o atendimento. Isso porque o que há é uma recomendação das entidades para que o serviço seja interrompido. Cabe a cada médico decidir pela adesão ou não. Segundo o presidente da APM, Florisval Meinão, os baixos honorários são “inaceitáveis” porque influem diretamente na qualidade no atendimento prestado. Segundo ele, atualmente o valor da consulta básica varia de R$ 25 a R$ 60. Os médicos exigem o valor mínimo de R$ 80. Meinão diz que, antes de propor a paralisação, os médicos negociaram durante nove meses com as operadoras.

O ginecologista Lauro Mascarenhas Pinto, de 58 anos, recebe, em média, R$ 50 por consulta. “Para uma retirada de nódulo da mama, os planos repassam apenas R$ 70. O valor deveria ser de R$ 350”, diz Pinto, que trabalha em São José dos Campos.

As entidades que estão à frente da paralisação também criticam a pressão exercida pelas operadoras para reduzir pedidos de internações e de exames mais caros. Também defendem a inclusão de cláusula de reajuste anual no contrato, conforme instrução normativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Segundo a APM poucas empresas regularizaram os contratos já existentes.

Um ponto defendido pela classe médica é a inclusão de cláusula de reajuste anual no contrato, conforme instrução normativa da ANS. Segundo a APM, poucas empresas regularizaram os contratos já existentes.

De acordo com o presidente do Cremesp, Renato Azevedo Junior, a baixa remuneração afeta não apenas os médicos, mas também dentistas, fisioterapeutas e enfermeiros. “O termômetro é o pronto-socorro (privado). Existe fila pra tudo.” O representante do Sindicato dos Médicos de São Paulo Otelo Chino Junior afirma que os reajustes dos planos não são repassados aos profissionais. “A inflação cobrada pelos planos não chega à metade do que é repassado aos médicos.”

Em nota, a ANS informou que vem trabalhando no “limite de sua competência legal” na relação entre planos de saúde e prestadores e não pode fixar valores de honorários. A agência, no entanto, “reconhece a legitimidade” do movimento.

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) – entidade que reúne 15 grupos de operadoras, com uma carteira de quase 24 milhões de assegurados – destacou que não é de sua competência a negociação de reajustes. “Cada operadora trata diretamente com os médicos”, afirma o diretor executivo, José Cechin.

Centrais de trabalho têm postos para todos os níveis

Categoria: Agenda, Análise, Carreira, emprego, Trabalho

Luciele Velluto

As agências públicas de emprego estão com 16.155 vagas abertas nesta semana. Há emprego para todos os níveis de escolaridade, incluindo profissionais com capacitação técnica e com ensino superior completo.

No Centro de Solidariedade ao Trabalhador (CST) são 4,2 mil vagas na Grande São Paulo, 60% no setor de serviços. O maior número de postos é para operador de telemarketing, com 821 oportunidades. O salário parte de R$ 622 e o candidato precisa ter ensino médio completo ou cursando, além de conhecimento em informática. Para o comércio, são 560 vagas, com salário de até R$ 1,5 mil.

A agência também oferece trabalho para quem tem ensino técnico, como técnico em segurança do trabalho, com remuneração de R$ 2.687 mensais, e até vaga para profissional da área de direito (remuneração não divulgada).

Nos Centros de Apoio ao Trabalhador (CATs) são 5.008 vagas na Região Metropolitana de São Paulo. Entre as oportunidades para ensino superior há auditor contábil, com remuneração de R$1,8 mil por mês, contador, com salário de R$ 2 mil, e farmacêutico, com remuneração de R$ 1.950.

Nos Postos de Atendimento ao Trabalhador (PATs), são 6.947 vagas na Grande São Paulo. A maior parte delas é no setor de serviços, como telemarketing, mas há postos para quem quer atuar como professor de turismo, assistente de marketing, assistente comercial, soldador e torneiro mecânico.

Salários para o setor de petróleo e gás sobem 27%

Categoria: Agenda, Análise, Carreira, emprego, Tecnologia, Trabalho

LUCIELE VELLUTO

Os salários dos profissionais que atuam no setor de petróleo e gás no Brasil tiveram uma valorização em torno de 27% no ano passado. A conclusão é de uma pesquisa internacional feita pela empresa de recrutamento e seleção Hays, que ainda mostra que a média salarial desses profissionais ficou no mesmo patamar da remuneração de quem atua nesse mercado em países como Estados Unidos, Europa e Canadá.
Pelo levantamento, a média salarial de profissionais no setor é de US$ 119.600 anuais no Brasil, o que dá R$ 242.788 por ano (com o dólar a R$ 2,03, no câmbio de ontem), ou seja, R$ 20.232 por mês.

Essa alta, segundo Bruno Fonseca, gerente da expertise Hays Oil & Gas, que é um braço da Hays, ocorreu por causa do aumento da demanda por esses profissionais. “O Brasil é uma das maiores economias do mundo e as empresas estrangeiras estão investindo no País. O pré-sal (camada do fundo do oceano que abriga grandes quantidades de petróleo e gás) tornou isso ainda mais atrativo”, afirma o gerente.

Os salários no setor de petróleo e gás estão tão atrativos no Brasil que quem foi trabalhar fora está voltando. “Muitos profissionais brasileiros deixaram de ir para outros países. Antes, 20% dos especialistas iam trabalhar lá fora. Hoje, só 11% ainda estão por lá, a maioria em projetos brasileiros em outros países”, diz Fonseca.

Os estrangeiros também estão de olho no mercado nacional, mas a pesquisa da Hays mostra que, no Brasil, eles ganham, em média, menos do que os profissionais brasileiros, cerca de US$ 106.700 anuais, o equivalente a R$ 216,6 mil por ano (R$ 18.050 mensais). Isso ocorre porque a lei no País obriga as empresas a terem um porcentual mínimo de insumos nacionais na produção da cadeia petroleira, o que inclui profissionais. E como especialistas brasileiros são escassos, acabam sendo mais valorizados.

Para quem quiser entrar nesse mercado, os especialistas em recrutamento e seleção afirmam que ainda há tempo. “Teremos pelo menos 20 anos de mercado aquecido, pois ainda não começamos a explorar o pré-sal, que é nossa maior reserva”, afirma Carlos Afonso, headhunter especializado em petróleo e gás da empresa de recrutamento e seleção Michael Page. De acordo com Fonseca, o País explora apenas 4% do petróleo mapeado.

O mercado busca profissionais de nível médio técnico a pós-graduados qualificados para a área. Entre as formações que têm sido absorvidas por esse setor estão técnicos em mecânica, produção e, principalmente, petróleo e gás, e engenheiros, geólogos e geofísicos. A atuação não se restringe à Petrobrás, mas se espalha por toda a cadeia, com empresas nacionais e internacionais em atividade nessa área no Brasil.

“É um mercado em que circula muito dinheiro e tecnologia, por isso a formação específica é mais demandada. Mas há profissionais sem formação que adquiriram experiência no setor e são muito valorizados”, diz Afonso.
Quem quer atuar nessa área deve também estar disposto a mudar de cidade. Os empregos no setor de petróleo e gás estão concentrados no Estado do Rio de Janeiro, por ser atualmente o maior explorador de petróleo. A empresa de recrutamento Michael Page, por exemplo, abriu um escritório na cidade de Macaé (RJ) este mês só para atender ao setor. “Mas há vagas em mais Estados, como São Paulo, precisamente em Santos, Espírito Santo e Paraná. Há estaleiros no Sul do País e no Nordeste para atender a essa cadeia, mas as grandes oportunidades ainda ficam no Rio”,diz Afonso.

Sem encargos, tarifa de energia pode cair 26%

Categoria: Agenda, Análise

O custo da energia elétrica pode cair até 26% com a redução de alguns encargos que pesam na conta de luz e o fim da remuneração dos ativos que já foram quitados pelas empresas com concessões vencendo em 2015. O cálculo é do presidente da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee), Nelson Leite.

Os contratos de concessão que vencem em 2015 representam 18% do total da energia gerada no País. Embora ainda seja necessário fazer cálculos por usina, se 100% dos ativos estiverem depreciados, a redução na tarifa seria de 4,5%. “Quando se reduz 4,5% na fatia do bolo da geração, isso se reflete nos encargos e tributos em mais 4,5%, pois metade da conta de luz são tributos e encargos. Essa redução de 4,5% acaba se tornando uma diminuição de 9%”, diz o presidente da Abradee.

A conta de luz poderia cair mais 6% se o governo alterasse a cumulatividade do PIS/Cofins. Se esses tributos incidissem apenas uma vez, e não em todas as etapas, a alíquota cairia de 9,65% para 3,65%. “O governo federal está consciente disso e pode mudar esse sistema”, afirmou Leite. Outros elementos que encarecem a tarifa são os 13 encargos do setor elétrico. “O conjunto de encargos pesa 13% sobre a conta de luz e cada um deles pode ser questionado.”

Um dos exemplos é a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), que serve para bancar a compra de combustíveis para usinas termelétricas da Região Norte. Até o fim deste ano, a linha Tucuruí-Manaus deve entrar em operação, o que permitirá ao sistema deixar de repassar recursos da CCC à capital do Amazonas. “Manaus hoje fica com cerca de 40% do CCC, que arrecada R$ 6 bilhões. Somente com essa linha, teríamos redução de gastos de R$ 2,2 bilhões”, afirmou Leite. Nesse cenário, a tarifa cairia mais 2%.

Para o presidente da Abradee, outros encargos que poderiam ser revistos são a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e a Reserva Global de Reversão (RGR), que financiam o Luz para Todos e o programa de subvenção de baixa renda. Os encargos representam outros 2% no total da tarifa. “Do total recolhido de TFSEE (taxa de fiscalização de serviços de energia elétrica), para custear a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o governo usa metade para o superávit primário. Então, a tarifa poderia baixar mais 0,5%.

Plano de carreira pesa mais na escolha do emprego

Categoria: emprego

LUCIELE VELLUTO

Mais do que o interesse no salário, atualmente o profissional quer saber até onde pode chegar na empresa. Ele quer um plano de carreira que permita adquirir conhecimento, experiência, saber se vai receber apoio e investimento da companhia em que trabalha. Cada vez mais o profissional está interessado em traçar o caminho para o futuro.
Pesquisa realizada pela empresa de recrutamento e seleção Adecco Brasil mostra justamente isso: se o profissional tiver de decidir entre duas vagas de trabalho, o fator que mais pesa é o plano de carreira oferecido pelo empregador. Dos 2,2 mil candidatos de níveis de formação variados entrevistados, 44,9% responderam que esse seria o principal requisito de desempate, à frente do salário oferecido, com 11,6% das respostas, e o desafio proposto pelo novo emprego, com 11%.
De acordo com a coordenadora de qualidade e serviços da Adecco Brasil, Fabiane Cardoso, essa é a primeira vez em que a pesquisa constata o plano de carreira como fator mais importante na hora de escolher um emprego. “Salário e benefícios sempre apareciam em primeiro lugar. Mas com o mercado aquecido, as pessoas estão mais interessadas na construção de suas carreiras e na possibilidade de crescer do que apenas na remuneração”, afirma.
Crescimento
Quando a advogada Aline Tomasi de Andrade se formou na faculdade, a busca foi por um emprego que não oferecesse apenas uma oportunidade de trabalho, mas também de crescimento na vida profissional. “O plano de carreira pesou bastante na procura por um escritório em que queria ingressar e construir uma carreira”, conta.
Aline, que hoje tem 29 anos de idade e quatro de formada, conquistou seu espaço na Siqueira Castro Advogados. Foi promovida por seu desempenho e atualmente chefia uma equipe com 18 advogados e quatro mil processos. “O plano me ajuda a dar o norte, onde quero chegar profissionalmente e pessoalmente. Sei qual é o meu objetivo e o que tenho de fazer para chegar lá”, diz.
O professor de gestão de pessoas do Instituto Mauá de Tecnologia, Luiz Eduardo de Abreu Cunha, explica que os planos de carreira oferecidos nas empresas devem ir além da tendência de mercado. “Hoje, as empresas precisam pensar não só em desenvolver a competência, a motivação, mas também em atender à aspiração dos profissionais. O projeto de vida também leva em consideração a carreira”, diz.
Na Adecco, a busca por um emprego que possa oferecer crescimento e conhecimento tem sido cada vez maior. De acordo com Fabiane, uma vaga para analista financeiro, por exemplo, recebe de 30 a 40 candidatos por dia. Quando o plano de carreira é anunciado como benefício, o número de inscritos para o cargo chega a 215 em um dia.
Para a especialista em desenvolvimento de carreiras, Susana Azevedo, o fato de os trabalhadores procurarem empresas que tenham plano de carreira também está ligado à definição profissional. “Isso traz segurança para o funcionário, pois ele poderá saber se aposta em ficar na empresa ou se seu caminho será outro. Mas as pessoas não podem esperar que a empresa decida sua carreira. É preciso ter metas pessoais e conciliar seus planos com o que lhe é oferecido”, aconselha.
Clareza
Para quem procura uma empresa que tem um plano de desenvolvimento profissional para seus funcionários, os especialistas aconselham que o primeiro ponto a ser observado é se o programa é claro e formal. “Não pode ser uma camisa de força, ser rígido demais, porque o mundo muda. Mas também não pode ficar só na conversa”, diz Cunha.
Susana ainda afirma que o programa precisa ser transparente quanto aos cargos a que se pode chegar e como será feita a avaliação para as promoções.
“É importante ser claro, principalmente na comunicação do plano. Os profissionais envolvidos no processo devem receber o retorno das avaliações a que se submeteram sem que haja juízo de valor, mas com dicas, mostrando o que precisa ser aprimorado, para que possam crescer na empresa”, explica.  ::