BC prevê menos crescimento e mais inflação
- 28 de setembro de 2012 |
- 10h23 |
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Categoria: Agenda, Análise, Indicadores, Inflação, Juros
Iuri Dantas
Em seu principal relatório sobre a economia, o Banco Central informou ontem que vê menos crescimento e mais inflação, além de sinalizar que a taxa básica de juros não deve aumentar no ano que vem, contrariando previsões do mercado financeiro. O Relatório Trimestral de Inflação reduziu a previsão de crescimento em 2012 de 2,5% para apenas 1,6%, patamar classificado de “piada” pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, há apenas três meses. Ontem, ele evitou a imprensa.
No mesmo documento, o BC projeta que a economia vai ganhar ritmo nos próximos meses e deve chegar ao fim do primeiro semestre de 2013 crescendo a 3,3% ao ano, distante da velocidade de 4% que Mantega espera nos próximos três meses. O corte na tarifa de energia também foi alvo de divergência entre BC e Fazenda. Mantega afirma que a redução da conta de luz vai reduzir a inflação em até 1 ponto porcentual no ano que vem. O BC vê uma contribuição “na vizinhança” de 0,5.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano vai ser maior do que previamente estimado. Em junho, o BC falava em 4,9%. A projeção do novo relatório indica 5,2% em 2012, 4,9% em 2013 e 5,1% no terceiro trimestre de 2013. Os valores estão acima do centro da meta de 4.5% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), mas dentro da margem de tolerância de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.
Apesar dos números pouco animadores, o diretor de Política Econômica do BC, Carlos Hamilton de Araújo, não descartou novos cortes na taxa básica de juros, hoje em 7,5%. “Não faria sentido”, por exemplo, aumentar os juros para combater a alta de preços de alimentos provocada pela seca nos EUA. Ele também apostou que há chances de um cenário mais benigno para a inflação no ano que vem, indicando que o BC não elevará os juros. O mercado espera que a taxa atinja 8,25% em 2013.
“O espaço para o corte de juros diminuiu”, disse Araújo, citando a última redução da taxa. Ao mesmo tempo, o diretor disse esperar bom comportamento dos preços no ano que vem. “Entendo que há mais risco para baixo do que para cima (no comportamento da inflação).” Essas duas afirmações foram entendidas por analistas como um sinal que os juros permanecerão nos atuais 7,5% por bastante tempo.
No relatório, o BC também alfineta o Ministério da Fazenda em relação à política fiscal. Essa variável era tratada pelo BC como um auxílio no corte de juros, mas ontem foi classificada como “ligeiramente expansionista” – ou seja, o governo vem aumentando os gastos, o que pode pressionar a inflação.
O efeito dos pacotes econômicos foi outro ponto minimizado nas contas do BC. As medidas não impedirão que a indústria tenha queda de 0,1%, nem ajudarão o PIB a crescer forte.
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Anatel divulga em novembro relatório sobre operadoras
- 12 de setembro de 2012 |
- 14h56 |
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Categoria: Agenda, Análise, Empresas, Serviços
Rodrigo Petry
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse nesta terça-feira que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai divulgar o primeiro relatório trimestral sobre a qualidade dos serviços de telefonia prestados pelas operadoras de celular em novembro. Recentemente, a Anatel suspendeu a venda de novas linhas de algumas empresas devido ao grande volume de reclamações de consumidores.
“O monitoramento está sendo realizado diariamente. Não tenho dados, mas as pessoas vêm dizendo que (os serviços) melhoraram e diminuíram o volume de problemas. Mas isso tem que ser medido com muito critério. Então, vamos esperar novembro pra ver o quanto melhorou. E, se não melhorar, vai ter briga”, afirmou Bernardo, após participar do lançamento do aparelho da Motorola com acesso à rede de 4G, o primeiro modelo a ser fabricando no Brasil.
Segundo Bernardo, a Anatel liberou a retomada das vendas por parte das empresas punidas, mesmo sabendo que os problemas não seriam resolvidos imediatamente. No entanto, ele ressaltou que o governo “vai marcar em cima” as operadoras, esperando por uma melhoria, e que os serviços de banda larga móvel e fixa vão receber monitoramento contínuo do controle de qualidade.
O ministro citou medidas do governo que estão para sair na área de telecomunicações, como uma medida provisória na semana que vem, em que um dos artigos trata da desoneração de tributos para fabricação de smartphones, dentro da chamada Lei do Bem. Outra medida a ser sancionada será a que trata do regime especial para construção de redes de telecomunicações. “A lei será sancionada na semana que vem, mas os decretos regulamentando os projetos vamos tentar acelerar”, afirmou.
Segundo Bernardo, a expectativa é de que a regulamentação, sobretudo dos smartphones, seja resolvida até outubro para que esses aparelhos possam chegar com preços menores já para as vendas de Natal.
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ONU reduz previsões e fala em recessão
- 18 de janeiro de 2012 |
- 6h02 |
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Categoria: Agenda, Análise, Economia Internacional, Indicadores
Jamil Chade *
A economia brasileira sofreu a maior revisão de crescimento para 2012 entre as grandes economias. Ontem, a ONU confirmou que, na melhor das hipóteses, o Produto Interno Bruto do País terá expansão de apenas 2,7% este ano. Já a economia global está à beira de uma recessão. O relatório ainda alerta que, se a crise na Europa não for solucionada, são elevados os riscos de que o Brasil tenha um ano de estagnação e um dos piores desempenhos entre os mercados emergentes.
Para 2012, a ONU montou dois cenários. O primeiro, mais otimista, prevê uma desaceleração da economia mundial, mesmo com a Europa se recuperando. Em comparação à previsão de junho, a ONU rebaixou a expansão do PIB em 0,5 ponto porcentual para expansão de 2,6%.
Os países desenvolvidos terão crescimento de 1,3%. Na zona do euro, o avanço será de apenas 0,5%, ante 1,5% nos Estados Unidos. Nos países emergentes, a taxa cairá de 6% em 2011, para 5,6% em 2012. Na China, a expansão passaria de 9,3% em 2011 para 8,7% em 2012 e, na Índia, subiria de 7,6% ara 7,7%.
A tendência mostra desaceleração entre a taxa de expansão do Brasil de 7,5% em 2010, 3,7% em 2011 e 2,7% em 2012. O crescimento é quase metade da média de 4,4% entre 2003 e 2010 e bem abaixo da previsão dos analistas de mercado consultados pelo Banco Central, que apontam expansão de 3,5% em 2012. O baixo crescimento continuaria em 2013, com 3,8% de expansão e 2,6 pontos abaixo do previsto.
Para a ONU, a preocupação do Brasil com a inflação cobrou seu preço e o governo pode ter exagerado no endurecimento da política fiscal. Segundo a ONU, programas de estímulo foram desmontados no Brasil. Nem assim a inflação recuou, diante da alta nos salários e na demanda. Pouco meses depois de o governo puxar o freio, a deterioração da economia mundial acabou comprometendo o crescimento.
Estagnação
Mas há o risco de o cenário ser ainda pior. Segundo a ONU, se a Europa não conseguir solucionar a crise, o mundo praticamente vai parar este ano, com expansão de 0,5% do PIB. Os países ricos teriam contração de 0,9%, a Europa cairia 1,6% e a economia americana, 0,8%. A recessão em ambos os lados do Atlântico levaria à contração de todo o planeta.
Os emergentes manteriam uma taxa de crescimento, mas de apenas 3,8%. Na América Latina, isso não chegaria a 0,8%. Nesse cenário, o Brasil cresceria 0,5% e, em 2013, meros 1,8%. A China continuaria crescendo em mais de 7%.
A ONU alerta que a incapacidade de os políticos encontrarem soluções para a crise na Europa e EUA ameaça jogar o mundo de volta à recessão. Em seu relatório, a entidade critica a escolha dos governos de países ricos de embarcar em políticas de austeridade que não vão resolver a crise. “O maior risco para a economia mundial é o fracasso de políticos em dar respostas à crise”, afirmou a ONU.
Na avaliação da entidade, escolhas políticas erradas já custaram ao mundo em 2011 mais de US$ 1 trilhão em perda de produção. Para a ONU, não há dúvidas de que o planeta está “à beira de uma nova recessão”.
Outro alerta é para o alto índice de desemprego, o calcanhar de aquiles da crise mundial e o fator que impede a volta do crescimento da demanda, incentivando os investimentos. A taxa entre os países ricos deve ficar em 8,5% em 2012, chegando a 9,6% na Europa. Em 2007, essa taxa era de apenas 5,8%. * CORRESPONDENTE / GENEBRA
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AL: menor taxa de pobreza em 20 anos
- 29 de novembro de 2011 |
- 20h34 |
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Categoria: Agenda, Análise, Economia Internacional, educação, Renda, Trabalho
A Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (Cepal) afirma que a pobreza e a indigência atingiram os níveis mais baixos dos últimos 20 anos nos países da região, de acordo com relatório divulgado hoje. Dados do Panorama Social da América Latina 2011 indicam que, entre 1990 e 2010, a taxa de pobreza nos países latino-americanos teve uma redução de 17 pontos porcentuais: de 48,4% para 31,4% da população.
Já a indigência caiu 10,3 pontos porcentuais, baixando de 22,6% para 12,3% dos habitantes. Para a Cepal, a diminuição da pobreza está relacionada ao aumento de renda proveniente do trabalho. Ou seja, os programas de transferência de renda dos governos, como o brasileiro Bolsa Família, tiveram uma contribuição menor para redução da pobreza.
A Comissão estima que a taxa de pobreza será de 30,4% da população latino-americana neste ano, enquanto o índice de indigência deverá aumentar para 12,8% devido ao impacto da alta dos preços de alimentos, o que neutraliza o aumento da renda familiar. Segundo a Cepal, havia 177 milhões de pobres na região em 2010, sendo 70 milhões de indigentes. Neste ano, a expectativa é de que o número de latinos em situação de pobreza caia para 174 milhões, sendo 73 milhões vivendo em pobreza extrema.
Apesar dos programas sociais do governo brasileiro, o País não figura entre os cinco países que tiveram quedas mais expressivas dos índices de pobreza. Segundo a Cepal, entre 2009 e 2010, os destaques foram: Peru, Equador, Argentina, Uruguai e Colômbia. Já Honduras e México registraram aumento no número de pobres: 1,7% e 1,5%, respectivamente.
No levantamento da Cepal, os países com menor gasto social anual por habitante são Bolívia, Equador, Guatemala, Honduras, Nicarágua e Paraguai. O Brasil aparece no grupo dos países com gasto social per capita superior a US$ 1 mil, assim como Argentina, Chile, Costa Rica, Cuba, Trinidad e Tobago e Uruguai. No primeiro grupo, os gastos são concentrados em educação. No segundo, a previdência e a assistência social são as áreas prioritárias dos governo.
Crise internacional
Mesmo com o cenário internacional desfavorável, o relatório da Cepal revela que, ao expandir o gasto público, os governos da América Latina conseguiram evitar o aumento do desemprego e a vulnerabilidade social. Ainda assim, a Cepal observa que, a médio e longo prazo, muitos países terão de promover reformas em seus sistemas de previdência social para avançar em direção a sistemas de proteção social com enfoque de direitos. “Do contrário, haverá progressivas dificuldades para financiar uma proteção social de caráter universal em sociedades cada vez mais envelhecidas e com menor proporção de força de trabalho”, diz o comunicado da Cepal.
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Demanda por voos domésticos sobe 9,06% em setembro
- 17 de outubro de 2011 |
- 19h11 |
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Silvana Mautone
A demanda por voos domésticos em setembro cresceu 9,06% em relação ao mesmo mês do ano passado, enquanto a oferta aumentou 15,04%. Desde janeiro de 2011, o crescimento acumulado da procura por voos domésticos chega a 18,52%, enquanto a oferta cresceu 13,80%. As informações são do relatório de Dados Comparativos Avançados, publicados hoje pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Os voos internacionais operados por empresas brasileiras apresentaram um crescimento de demanda de 6,57% em relação ao mesmo mês do ano passado, enquanto a oferta aumentou 4,33%. No acumulado de 2011, a demanda aumentou 13,83%, contra 9,46% da oferta.
A GOL/Varig Linhas Aéreas manteve a liderança do mercado doméstico em setembro, com 38,87%, seguida pelo Grupo TAM, com 38,22%. As demais empresas aumentaram sua fatia de mercado, com 22,91%, contra 18,30% no ano passado – o que representa um aumento de 25% na participação de mercado dessas empresas em relação a setembro de 2010.
No mercado de voos internacionais operados por empresas brasileiras, o Grupo TAM responde por 88,55% do mercado, contra 10% da GOL/Varig e 1,45% da Avianca.
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