Após recorde, iPhone tem venda suspensa
- 5 de fevereiro de 2011 |
- 17h58 |
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Categoria: Consumo, Internet, Serviços, Tecnologia
A operadora americana de telefonia Verizon encerrou na noite de quinta-feira as vendas online do iPhone, da Apple. A empresa disse ter batido, em apenas duas horas, seu recorde de vendas de um telefone no dia do lançamento. A empresa, porém, não deu números relativos às vendas.
O lançamento do iPhone pela Verizon marca o fim do direito exclusivo de vendas do telefone pela operadora AT&T nos Estados Unidos, que durou três anos. O analista Mike McCormack, da Nomura, disse que a Verizon pode vender mais de 12 milhões de iPhones este ano, o que daria a empresa “uma parcela significativa†de clientes.
Porém, McCormack afirmou que o iPhone deve pesar na margem de lucros da Verizon, já que o aparelho vem com pesados custos de subsÃdios.
Restrição de uso
A Verizon também alertou seus assinantes de que pode restringir o uso de seus serviços de dados sem fio pelos usuários mais intensos, antes da conquista do que se espera ser um dilúvio de novos clientes para o iPhone. A expectativa é de que a operadora de telefonia móvel se beneficie da forte demanda acumulada pelo aparelho, o que acabou se comprovando já nas primeiras horas de venda pela internet.
Uma das vantagens da aquisição de um iPhone da Verizon Wireless era, ao menos inicialmente, a oferta de tráfego ilimitado de dados por um preço fixo mensal de US$ 30. A AT&T cancelou seus planos de dados ilimitados no ano passado.
No entanto, alguns consumidores podem se entusiasmar menos pela oferta caso a Verizon Wireless passe a reduzir as velocidades de download dos 5% de usuários que mais usam serviços de dados em seus celulares inteligentes, como sugere um documento no site da empresa, segundo analistas.
“Nenhuma das duas operadoras está estendendo o tapete vermelho aos usuários mais intensos de serviços de dadosâ€, disse Avi Greengart, analista da Current Analysis. “Isso torna a Verizon Wireless tão pouco atraente quanto a rival.â€
A Verizon Wireless, joint venture entre a Verizon Communications e o grupo Vodafone, não respondeu a pedidos de esclarecimento quanto à restrição.
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A precisão alemã com um verniz de luxo
- 13 de dezembro de 2010 |
- 14h40 |
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Categoria: Consumo, Empresas, Tecnologia
Fernando Scheller
Em 2000, quando Luiz Marinho assumiu a representação da marca alemã de fotografia Leica no PaÃs, a empresa estava em uma encruzilhada: na época, a preocupação era de que a máquina fotográfica, a preferida de Cartier-Bresson e Sebastião Salgado, perdia mercado para gigantes como Kodak e Cannon. Ãcone da precisão técnica germânica, a Leica precisou de um verniz francês para recuperar o brio e abandonar a comparação com a concorrência, reinventando-se como produto de alto luxo.
Os executivos da Leica — hoje controlada pela austrÃaca ACM Projektentwicklung — desconversam, mas a passagem do grupo francês Hermès no rol de acionistas da empresa, entre 2000 e 2006, foi vital na recuperação do negócio. Além de acalmar os credores da companhia, que vinha de sucessivos prejuÃzos, a “invasão francesa†ocasionou um “banho de loja†nos produtos. Segundo Marinho, tudo ficou personalizado: as caixas sisudas foram substituÃdas por embalagens elaboradas, enquanto alças de couro monocromáticas ganharam uma paleta de cores.
Para chegar ao recorde de vendas previsto para 2010 — na primeira metade do atual ano fiscal, a Leica faturou 110 milhões de euros, praticamente o dobro do resultado de igual perÃodo de 2009 –, a empresa também fez um severo reposicionamento de preços. Para cima: o representante da marca no PaÃs lembra que um modelo comercializado por US$ 1,9 mil nos EUA há dez anos hoje é vendido por US$ 5 mil.

Primeira do continente americano, loja brasileira da Leica vai vender câmeras de R$ 2,9 mil a R$ 70 mil (Foto: Paulo Liebert/AE)
Exclusividade
Além de se retirar do varejo tradicional de equipamentos fotográficos, a Leica fez uma “limpa†em sites da internet que vendiam o produto abaixo do preço definido pela fábrica. Representantes ao redor do mundo, incluindo o brasileiro Marinho, foram orientados a buscar máquinas vendidas como “pechincha†e a arrematá-las para a matriz. Isso contribuiu para reforçar a aura de exclusividade ao produto.
Depois de criar espaços exclusivos dentro de lojas multimarca, a Leica iniciou, há dois anos, uma estratégia de unidades padronizadas ao redor do mundo. Segundo Christian Erhardt, vice-presidente de marketing da empresa, hoje são 12 pontos de venda do gênero. E o primeiro do continente americano foi aberto na sexta-feira, no Shopping Cidade Jardim, sÃmbolo do segmento de luxo em São Paulo.
Um dos sócios da loja paulistana é Marinho, que deu o salto de representante a lojista da Leica no Brasil. Para garantir que o caráter aspiracional da marca se perpetue, ele se apoia numa lista de 500 colecionadores e em cerca de 3 mil interessados em fotografia que cadastrou ao longo dos últimos dez anos.
É a partir desse público pequeno, mas de alto poder aquisitivo, que o empresário pretende formar clientela no PaÃs para os produtos que venderá — a câmera portátil mais barata da loja custará R$ 2,9 mil, enquanto a disputada S2 sairá por R$ 70 mil, sem contar o gasto adicional com lentes. Por causa da carga de impostos e taxas de importação, o preço do produto no Brasil será cerca de 30% superior, em média, ao praticado no exterior.
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Feirões oferecem carro com entrada de R$ 1
- 20 de novembro de 2010 |
- 12h02 |
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Categoria: Consumo
Cleide Silva
Montadoras e concessionárias anteciparam para este fim de semana grandes feirões para desova de estoques, cientes de que dezembro é um mês com menos dias úteis por causa das festas de Natal e Ano Novo.
Como apelo de vendas, oferecem carros novos com entrada de R$ 1 e saldo em 60 meses, pagamento da primeira parcela depois do carnaval, juro zero para financiamento e sorteio de carro de luxo.
A indústria automobilÃstica pretende comercializar neste mês e no próximo no mÃnimo 600 mil veÃculos para encerrar o ano com volume recorde de vendas de 3,4 milhões de unidades. Ontem, o total acumulado no ano já passava dos 3 milhões de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.
Só neste mês foram licenciados, até quinta-feira, 186.598 automóveis novos, uma média de 15.549 unidades por dia útil, a maior da história. Em relação ao mesmo perÃodo de novembro de 2009, os negócios aumentaram quase 30%. Na comparação com igual intervalo de outubro, a alta é de 14,3%, segundo dados das empresas.
Para o diretor-geral de comunicação, relações públicas e governamentais da General Motors, Marcos Munhoz, a marca de 3 milhões de carros vendidos no mercado brasileiro “é simbólica†e foi atingida um mês e meio antes em relação ao ano passado. Em sua opinião, juros baixos e prazo longo ajudam muito na decisão de compra de um bem de alto valor, como o automóvel.
Entrada simbólica
A Volkswagen realiza hoje e amanhã feirões nos estacionamentos do Shopping Aricanduva, na zona leste de São Paulo, do Extra Anchieta, em São Bernardo do Campo, e do Shopping Osasco, além de estender ofertas para a rede de concessionárias em todo o PaÃs. A marca promove campanha em que o consumidor pode dar R$ 1 de entrada.
O Gol G5, por exemplo, pode ser adquirido com entrada simbólica de R$ 1 e 60 parcelas fixas de R$ 749. Outra opção é pagar a primeira parcela de R$ 5.698 após o carnaval e 60 prestações de R$ 631. A terceira alternativa é comprar o modelo à vista por R$ 28.490 e escolher como brinde vidros e travas elétricas ou ar condicionado.
Com o último feirão do ano agendado no Sambódromo, na zona norte da capital, a Fiat oferece, entre outras ofertas, Palio Fire 1.0 de R$ 26.070 por R$ 23.990. Toda a linha é vendida sem entrada, com primeira parcela em março e saldo em 60 meses. Como brinde na compra, o cliente pode escolher o pagamento do IPVA do ano, alarme, pelÃcula protetora ou tapetes e protetor de cárter.
A GM optou por promoção em toda a rede de distribuidores. Quem comprar qualquer carro zero da marca terá direito a um cupom para concorrer em sorteio de um Camaro, modelo importado do Canadá que será lançado na próxima semana ao preço de R$ 185 mil. Já há encomendas de 400 unidades e fila de espera pelo sedã, diz Munhoz.
A Nissan realiza hoje e amanhã feirão no estacionamento do Shopping Center Norte, também na zona norte de São Paulo com atrativos como primeira parcela depois do carnaval e juro zero. O comprador também leva gratuitamente um kit com IPVA, emplacamento, tanque cheio e pelÃcula de proteção solar.
Local inédito
Um grupo de concessionárias da General Motors, Honda, Toyota e Volkswagen escolheu o estacionamento do supermercado Wall Mart, também na zona norte, para um feirão inédito no local. “Tivemos de batalhar muito para conseguir este espaçoâ€, diz Mário Santos, diretor do grupo MSantos, agência especializada em varejo de automóveis.
“Como dezembro é um mês curto por causa das festas, muitas marcas antecipam os grandes eventos e chega a faltar local para feirõesâ€, diz Santos, que já prepara outro megafeirão para o próximo fim de semana.
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