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Quarta-feira, 22 de Maio de 2013
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Diversão para as crianças com descontos de até 73%

Categoria: Agenda, Análise, comércio, Internet, Serviços

JOSÉ GABRIEL NAVARRO

Um olho no preço, outro nas condições de prestação de serviço. Essa é a dica para aproveitar as ofertas dos sites de compras coletivas às vésperas do Dia da Criança, em 12 de outubro. As promoções vigentes, voltadas principalmente para programas fora de casa, têm descontos de até 73%.

É o caso do espetáculo infantil Peter Pan, o Musical, em cartaz no Teatro Ressurreição, na zona sul de São Paulo, que tem ingressos a R$ 7,99 no ClickOn  www.clickon.com.br). Normalmente, a entrada custa R$ 30. O site oferece descontos também para outras peças para crianças, como uma baseada em O Mágico de Oz, no mesmo teatro, e versões musicais de A Bela e a Fera e Cinderela no Ruth Escobar, no centro.

A versão de A Branca de Neve, encenada no Teatro Santo Agostinho, também na zona sul, está com os ingressos de R$ 40 saindo por R$ 10,90 no site Quero É +  www.queroemais.com.br).
Já o Peixe Urbano  www.peixeurbano.com.br) tinha ontem ofertas tanto para o Parque da Criança no Memorial da América Latina, na zona oeste, com quatro ingressos custando R$ 60 em vez de R$ 232, quanto para a Kid Festa, no Ginásio do Ibirapuera, na zona sul, com entradas a R$ 37 (R$ 53 a menos que o habitual).

Os preços baixos, porém, devem ser avaliados em conjunto com outras características das ofertas.
“A disponibilidade deve ser considerada. No caso de um espetáculo, tem de se checar em quais dias da semana ele estará em cartazâ€, exemplifica o especialista em comércio eletrônico Dailton Felipini, autor do livro Compra Coletiva: Um Guia para o Comprador, o Comerciante e o Empreendedor (Editora Brasport).

“Esses sites têm papel importante na economia, porque impulsionam os preços para baixo e tornam o mercado mais competitivoâ€, continua Felipini. “Mas é preciso cuidado para escolher o que adquirir, levar em conta se o preço proposto representa um desconto real, evitando comprar o que for de sites desconhecidos.â€
Para o especialista, deve-se verificar as ofertas que o portal de vendas coletivas já realizou. Caso ele tenha poucas no histórico, o risco de ter problemas é maior.

Outra dica para descobrir boas ofertas é conferir sites que agregam promoções de páginas de compras coletivas, como o SaveMe  www.saveme.com.br) e o Comune  www.comune.com.br), considerado mais abrangente.

Evitando problemas
A diretora de atendimento do Procon-SP, Selma do Amaral, lembra que, em caso de imprevistos, tanto o site de compras coletivas quanto a empresa que presta o serviço adquirido são responsáveis legais e devem satisfações ao consumidor.

“A partir de 2011, as queixas contra sites de compras coletivas ganharam expressividade maiorâ€, conta ela. “A maior parte das reclamações, no caso dos serviços, vem de pessoas que adquirem o cupom e têm dificuldade em usar o serviço, até por nem sempre ficar claro, no ato da compra, que há uma restrição de uso quanto aos dias da semana. E nem sempre se consegue agendar o horário, aproveitar o que foi ofertado.â€

Selma sugere que o cliente tente conhecer a empresa que presta o serviço e se o preço ofertado é mesmo mais barato que o original. Ela recomenda também que se guarde todos os documentos da transação em uma pasta no computador, caso sejam necessários depois.

Queixas
Dados do Procon-SP indicam que a quantidade de reclamações contra seis sites de compras coletivas (Groupon, ClickOn, Peixe Urbano, Privalia, Clube do Desconto e Tripz) cresceu 362% no primeiro semestre deste ano, em relação com o mesmo período de 2011.

O número de queixas mais que dobrou contra todas as empresas, mas a “campeã†é o Groupon. O site foi alvo de 702 reclamações formalizadas no órgão estadual de defesa do consumidor entre janeiro e junho de 2012, cerca de 609% a mais que no primeiro semestre do ano passado. Desse total, 30% não foram solucionados, segundo o Procon-SP.

Procon mira a compra coletiva

Categoria: Agenda, Análise

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Os sites de compra coletiva tiveram aumento de 400% no número de reclamações no primeiro semestre deste ano ante o mesmo período de 2011, conforme divulgou o Procon-SP. O órgão fez ainda uma lista com as empresas mais reclamadas e convocou-as para assumirem compromisso com o consumidor de reduzir as queixas e aumentar o índice de solução.

“Algumas dessas empresas têm menos de dois anos de existência e já apresentam um aumento grande no número de reclamaçõesâ€, afirma a diretora de atendimento do Procon-SP, Selma do Amaral. E, apesar de os site de compras coletivas terem entrado na rotina dos internautas, como destaca o órgão, Selma ressalta que a alta na base de clientes não é justificativa para o aumento das queixas. “É claro que o mercado se expande, mas tem de estar preparado. Não pode dar sinais de mau planejado e problemas com parceiros.â€

Segundo pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio), divulgada em agosto, 63% dos paulistanos fazem compras pela internet, o que significa um crescimento de 11 pontos percentuais em relação ao ano passado.

A porta voz do órgão comenta, ainda, que mesmo que o aumento das reclamações seja notável, os sites de compras coletivas ainda não se despontavam em 2011 como os mais reclamados. “Com exceção do Groupon, que está em 17° lugar no ranking geralâ€, aponta Selma. O ranking online é atualizado diariamente pelo órgão com as empresas mais reclamadas. Segundo o Procon-SP, a maioria das queixas diz respeito a compras que não foram entregues e descumprimento da oferta.

Comprometimento
Das empresas destacadas pelo órgão, o Peixe Urbano, o Clickon e Groupon já se comprometeram em reduzir a demanda ao Procon-SP. “As outras ainda estão sendo chamadasâ€, completa Selma.
O site Pesca Coletiva afirmou já ter aceitado o acordo do Procon de reduzir as queixas e aumentar o índice de solução, e deve ter uma reunião com o órgão na próxima segunda-feira, dia 24 de setembro. A reportagem ainda aguarda o posicionamento das outras empresas.

O Groupon informou por meio de nota que “está direcionando seus esforços para garantir não apenas o cumprimento do acordo, mas também índices de satisfação ainda maioresâ€. Já a Privalia informou ter enviado nesta sexta-feira seu posicionamento quanto ao compromisso de melhorias no atendimento ao consumidor ao Procon. “A empresa reitera que não tem poupado esforços com relação à melhorias.â€

Empresas agora caçam talentos no Facebook

Categoria: Carreira, Empresas, Trabalho

Fernando Scheller

Com o desemprego em níveis históricos de baixa, atrair um talento passou a ser uma estratégia de guerra. Agora, o trabalho de buscar profissionais passa a ser ativo, com a transferência de anúncios de vagas de diversas companhias para o Facebook.
Assim, caso o profissional clique em uma página corporativa enquanto estiver comentando o status de um amigo ou publicando uma foto de viagem, ele não precisará sair da rede social para saber as oportunidades que estão abertas. Elas estarão ali.

Um sistema desenvolvido pela empresa Vagas.com.br já está sendo usado por companhias como a construtora Tecnisa e o site de compras coletivas Peixe Urbano. Segundo Luiz Testa, gerente comercial da Vagas.com.br, o aplicativo criado pela empresa simplesmente serve como um espelho do link “trabalhe conosco†do site das empresas. Caso o internauta clique em alguma vaga, com o objetivo de se candidatar, ele é transferido para o site da companhia.

Dispersão
“Vivemos um momento de pulverização da audiênciaâ€, afirma Testa, lembrando que hoje as pessoas dividem seu tempo entre TV, rádio, jornal e todas as opções de entretenimento e informação oferecidas pela internet. “Antes, era muito mais fácil encontrar o candidato com o perfil. Bastava publicar classificados nos maiores jornais da cidadeâ€, lembra. Com o público disperso em diferentes mídias, diz o especialista, a empresa precisa “mostrar a cara†de diferentes formas.

Isso significa publicar as vagas no site da corporação, trabalhar com grandes consultorias de recrutamento, ter presença no LinkedIn, no Facebook e no Twitter. O melhor problema que pode existir é uma procura acima do esperado, como ocorreu no canal da Vagas.com.br no Twitter, que hoje tem 350 mil seguidores. Para facilitar a vida do candidato, a empresa transformou seu perfil institucional em uma página com dicas de carreira. Para a publicação de vagas, criou oito canais distintos, focados em diferentes públicos, como estagiários, trainees, executivos e saúde.

Estratégias
A chegada ao Facebook é só uma das novas estratégias da construtora Tecnisa para atrair um número maior de candidatos. “O novo profissional, da geração Y, acessa muito a internet. Temos de acompanhar todos esses canais, que são uma forma de captar talentos a um custo baixoâ€, diz Marcello Zappia, diretor de recursos humanos da Tecnisa, que entrou na companhia há cinco meses, vindo da Totvs. Zappia diz que a construtora tem um desafio de quantidade: no ano passado, o time da Tecnisa cresceu 30%. Só na área administrativa, conta ele, são cerca de 30 processos seletivos por mês.

Uma outra medida tomada pela Tecnisa para atrair talentos foi o estabelecimento de um prêmio de R$ 250 para o funcionário que indicar um amigo para trabalhar na companhia. O executivo ressalva que o pagamento só é efetuado quando o candidato passa por todo o processo seletivo e completa o período de experiência. “O pagamento é feito no início do quarto mêsâ€, explica. A empresa espalhou a novidade em sua página do Facebook: “O post recebeu 2.768 visualizaçõesâ€, conta.

Quarenta currículos já chegaram à empresa dentro do programa de indicações, batizado “Criarâ€.
Com forte presença na internet por causa das promoções que anuncia, o site de compras coletivas Peixe Urbano montou uma página específica para o tema carreiras no Facebook. A rede social é usada para captar pessoal para as áreas comercial e de atendimento a cliente, conta Maria Fernanda Ortega, diretora de gente e gestão do Peixe Urbano. “Muitas vezes, as informações e interesses que as pessoas compartilham ajudam mais na seleção do que o currículo, pois essas vagas se direcionam a profissionais iniciantesâ€, explica.
E Maria Fernanda admite que a empresa enfrenta um desafio de quantidade. Hoje, são 900 empregados no Brasil e 1,2 mil na América Latina. E a executiva lembra que aquisições recentes – como o Zuppa, site de reservas em restaurantes – exigirão mais contratações no curto prazo.

Peixe Urbano compra site de delivery

Categoria: comércio, Empresas, Internet, Serviços

O Peixe Urbano, do segmento de compras coletivas, anunciou nesta terça-feira, 27, a compra do site Entregador, focado no delivery para restaurantes. Segundo o comunicado da empresa, as negociações começaram há dois anos, durante a Startup Farm, um programa de aceleração de startups patrocinado pelo Peixe Urbano. Não foi divulgado o valor da compra. No início do mês a empresa também comunicou a aquisição do concorrente Groupalia.

O Entregador atende às cidades mineiras de Itajubá, Pouso Alegre e Santa Rita do Sapucaí e às paulistas Campinas, Paulínia e Valinhos. Por meio do site, é possível pesquisar restaurantes (por CEP, bairro ou endereço) e fazer os pedidos para receber as refeições em casa.

Além do Groupalia e do Entregador, o Peixe Urbano também comprou, em fevereiro, o site de reservas em restaurantes Zuppa. O objetivo é fazer com que o consumidor consiga já agendar o serviço logo após comprar um cupom. Em 2011, o Groupalia já havia comprado o site brasileiro Oferta X.

Empresas buscam profissionais de TI

Categoria: Internet, Tecnologia, Trabalho

Gustavo S. Ferreira e Nayara Fraga

A Viva Experiências se firmou na internet, há dois anos, vendendo vales-presente pouco convencionais, de reservas em restaurantes a salto de paraquedas. Mas, ao contrário do que o nome sugere, o início de sua história não foi uma experiência tão boa.

Na inauguração, em outubro de 2009, seu proprietário, André Susskind, montou um quiosque num shopping na zona sul de São Paulo para divulgar o site. Internautas de fato tentaram comprar. Mas o serviço de tecnologia da informação (TI) contratado para criar o site falhou: o primeiro pedido levou mais de um mês para ser finalizado. Resultado: o faturamento no período ficou mais de 50% abaixo do previsto.

O caso não é único. No mundo, uma infinidade de negócios – especialmente em e-commerce – depende de TI e está ameaçada pela falta de gente qualificada. O problema tende a se aprofundar no Brasil, caso a previsão da Faculdade Getúlio Vargas (FGV) se concretize: em quatro anos, haverá déficit de um milhão de profissionais.

Fernando de Souza Meirelles, fundador do Centro de Tecnologia Aplicada da FGV, explica que não necessariamente cargos deixarão de ser ocupados. O “apagão de mão de obra capacitadaâ€, como define, tem dois lados: o de profissionais despreparados e o das vagas abertas sem ninguém para assumir.

A corrida para preenchê-las no Peixe Urbano criou uma situação inusitada para o diretor de tecnologia da empresa, Alexander Ferraz Tabor. Há dois anos, quando estava de olho em possíveis talentos num evento em São Paulo, viu um desconhecido à sua frente tentando acessar, sem sucesso, o site de vendas coletivas. “Entrei no sistema pelo meu computador na mesma hora para tentar deixá-lo mais velozâ€, conta. O episódio reforçou o que ele já sabia: os acessos cresciam mais do que o suportado e era preciso ampliar o quadro programadores .

Dificuldades para achar gente gabaritada o bastante são dribladas à exaustão. Dois recrutadores do Peixe Urbano trabalham estritamente para aumentar o time atual de TI de 60 funcionários, dos quais 50 são programadores. Até luau e churrasco com universitários são feitos. Outra tática é oferecer recompensa de R$ 1,5 mil por indicações de profissionais que passem ao menos seis meses na empresa. O próximo passo é captar no exterior brasileiros que queiram voltar à terra natal.

Esse déficit, em parte, reflete um gargalo histórico nas escolas e nas universidades. Além da baixa qualidade do ensino básico público, investir na área de Exatas nunca foi prioridade das grandes faculdades. As ciências humanas tendem a ter mais apelo. Afinal, trabalhar o dia inteiro e, à noite na escola, conseguir se concentrar em matérias como cálculo exige bem mais que disposição.