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Sábado, 19 de Abril de 2014
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Roteiros de aventura diminuem o estresse e desafiam

Categoria: Agenda, Consumo, Serviços

Suzane G. Frutuoso

O contato com a natureza no turismo de aventura ajuda a executiva de contas Karina Alves, 28 anos, a esquecer os problemas. “Diminui o estresse e tem até uma ligação espiritual, difícil de explicar.”

Nos últimos oito anos, Karina experimentou arvorismo, tirolesa e trekking em lugares como Brotas e Socorro, ambas cidades do interior de São Paulo, e Ilha Grande, no Rio de Janeiro.

A executiva de contas destaca também a questão do desafio. “As atividades são objetivos a serem alcançados. Exigem concentração. E a sensação de conseguir é muito boa.”

Karina pratica slackline. Foto:ANDRE LESSA/AE

Hoje, ela encontrou uma maneira de trazer para o meio urbano o estilo radical das férias e finais de semana. Karina pratica slackline, modalidade em que a pessoa se equilibra sobre uma estrutura com uma fita que fica há alguns metros do chão. Atletas profissionais chegam a atravessar o slackline entre uma montanha e outra – com um abismo no meio.

“Instalo em um parque e pratico. Vem muito curioso, principalmente criança perguntar o que é”, diz.

Para Camila Barp, diretora de mercado internacional da Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta) cada vez mais pessoas como Karina vão aderir a esse tipo de passeio e esporte.

“A demanda cresce 22% ao ano, o número de ofertas aumenta, com preços variados e acessíveis”, diz. A associação conta com 300 empresas de turismo de aventura associadas, que no ano passado levaram 800 mil visitantes (incluindo estrangeiros) para conhecer de perto as atrações naturais do País.

O interesse do público também é maior graças a investimentos em segurança para a prática das atividades. Por meio do programa Aventura Segura, iniciativa do Ministério do Turismo, a Abeta qualificou profissionais do segmento por todo o Brasil nos últimos quatro anos.

“Agora, temos infraestrutura e um padrão de segurança internacional”, diz Camila.

 

Perfil do turista de aventura no Brasil
Fonte: Abeta

48% são solteiros

18 a 39 anos é a faixa etária predominante

54% dos turistas que realizaram viagens dentro do Brasil dizem que o objetivo foi o contato com a natureza, seja para observar ou para praticar atividades

46% valorizam no País lugares onde possam entrar em contato com a água (mar, rios, cachoeiras)

72% consideram que a qualidade dos serviços prestados melhoraram no Brasil nos últimos anos

36% já fizeram passeios de bugue e cavalgadas, as atividades mais procuradas, seguidas de caminhadas, preferida por 31% dos turistas

70% gostaria de praticar mergulho, enquanto balonismo e rali seriam opções para 61% das pessoas

Sensações experimentadas por praticantes:

- uma visão nostálgica de antigamente, de que no passado existia mais qualidade de vida num contato maior com a natureza
- relatos de desconforto com o “sistema”
- sentimento de resgatar forças, extravasar
- viagem é fuga do cotidiano
- é também um retorno às origens, à infância

Para conhecer novas modalidades ou esportes radicais visite:

Adventure Sports Fair
Feira de esportes e turismo de aventura
Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera
De 11 a 14 de agosto
Horário: Quinta e sexta-feira: das 14h às 22h. Sábado: das 10h às 22h. Domingo: das 10h às 20h.
Ingressos custam R$ 17 e a entrada é gratuita para crianças menores de 10 anos e adultos com mais de 65 anos.

Feira de aventura tem pacotes a partir de R$ 80

Categoria: Agenda, Consumo, Serviços

SUZANE G. FRUTUOSO

Quem gosta de turismo de aventura tem uma boa oportunidade de ver de perto as novidades que o mercado oferece. Começa hoje no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera, a Adventure Sports Fair, a principal feira do setor no País, referência para quem trabalha na área ou curte a adrenalina de atividades na natureza.

Há roteiros para todos os gostos e bolsos, desde pacotes a R$ 80 até outros mais elaborados fora do país. A expectativa é que o evento movimente R$ 20,4 milhões na economia de São Paulo durante seus quatro dias, atraindo 70 mil pessoas. No ano passado foram 56 mil visitantes.

“Até micro e pequenos empresários podem se beneficiar do evento. Como atrai também jovens, que não têm tantos recursos, hotéis e restaurantes menores têm a oportunidade de faturar”, diz Paulo Eduardo Freitas, consultor de marketing do Sebrae (Agência de Apoio ao Empreendedor e Pequeno Empresário).

Turistas fazem rafting em Socorro. Foto: Divulgação

O público poderá conhecer pacotes de viagens, nacionais e internacionais. Em cidades próximas da capital como Mogi das Cruzes, Socorro e Brotas é possível encontrar programas de um dia por R$ 80. Já aventuras maiores, como cruzeiros pela Patagônia, custam a partir de R$ 1.300. Com o dólar baixo, as viagens para outros países estão saindo até 15% mais em conta do que em 2010.

O visitante encontra, ainda, novidades em modalidades, equipamentos, calçados e vestuário para esportes radicais, como trilhas, arvorismo, tirolesa, canoagem, mergulho e escalada.

De acordo com levantamento da SPTuris, os aventureiros que vêm a cidade para a feira gastam cerca de R$ 2.442,47, entre hospedagem, refeições, lazer e outros gastos. “A ideia é que os visitantes possam experimentar atividades e se informar sobre destinos. Teremos palestras mostrando que, com a infraestrutura certa, são passeios seguros”, diz o empresário Sérgio Bernardi, um dos criadores da Adventure.

“Queremos tirar as pessoas da vida indoor, da frente do computador, para momentos saudáveis outdoor,” aponta o empresário. Outro objetivo é mostrar que há roteiros para toda a família.

Além do interesse do brasileiro, atualmente, investir em viagens – o Ministério do Turismo planeja divulgar o setor para os estrangeiros que desembarcarão no País para acompanhar a Copa do Mundo de Futebol, em 2014.

“Há um consenso de que é hora de apresentar o Brasil como um lugar que vai além das praias”, diz Camila Barp, diretora de mercado internacional da Abeta.

Outro fator que eleva a aventura cada vez mais à categoria de estrela do turismo nacional é que vem acompanhada de educação ambiental. “O turista aproveita, mas não estraga e respeita. Os guias destacam que a consciência ecológica é fundamental. É consumo consciente.”

Dentro da feira também ocorre o Outdoor Business, que reunirá representantes de marcas e empresários do setor, voltado para lojistas. O esperado é a geração de mais de R$ 6 milhões em transações futuras.

Serviço
A feira vai de 11 a 14 de agosto, no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera. Quinta e sexta-feira: das 14 às 22 horas. Sábado: das 10 às 22 horas. Domingo: das 10 às 20 horas. Os ingressos custam R$ 17 e a entrada é gratuita para crianças menores de 10 anos e adultos com mais de 65 anos.

Inscrições abertas para Feira do Estudante

Categoria: Agenda, educação

Os interessados em visitar a Feira do Estudante – Expo CIEE 2011 já podem se inscrever gratuitamente no site do evento. O maior evento dedicado a estágios e informação profissional chega à sua décima quarta edição, que será realizada de 27 a 29 de maio, sexta e sábado, das 10h às 20h, e domingo das 10h às 18h, no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo/SP.

Para agilizar a entrada e evitar filas, os organizadores recomendam que os estudantes façam seu cadastro previamente, gerando uma credencial que deve ser impressa e apresentada na entrada da feira – iniciativa já adotada por mais de 25 mil jovens, que se cadastraram até o último dia 10/4.

A programação inclui a apresentação de setenta palestras sobre carreira, mercado de trabalho, profissões promissoras e orientação para participação em processos seletivos. Além de disso, os organizadores oferecerão eventos culturais, oficinas de capacitação, simulação de dinâmica de grupos e outras atrações. Uma delas: os estudantes cadastrados terão encaminhamento preferencial para vagas de estágio nos seis meses seguintes ao evento. 

Os visitantes também terão oportunidade de entrar em contato com cerca de 50 expositores, divididos em instituições de ensino, empresas e órgãos públicos. A Expo CIEE 2011 conta com a parceria da Fundação Roberto Marinho e patrocínio da Serasa Experian e do grupo educacional Estácio.

Entrar no clima da F-1 custa de R$ 5 a R$ 450

Categoria: comércio, Consumo

Carolina Dall’Olio

Os amantes do automobilismo que não conseguiram entradas para o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 — os ingressos, que custavam a partir de R$ 395 para ver um treino e a corrida, estão esgotados — não precisam ficar de fora da festa, que ocorre amanhã em Interlagos. É possível entrar no clima gastando a partir de R$ 5 com produtos relacionados ao evento. São roupas, acessórios e atividades que vão deixar o fã do esporte em sintonia com o que se passa na pista.

A lista de produtos e serviços, porém, nem sempre traz opções baratas. Uma réplica em miniatura do capacete do piloto Lewis Hamilton, que mede apenas 12,5 centímetros de altura, custa R$ 450 na loja U/Racer, especializada em artigos do gênero. E apesar do preço, não faltam compradores. “Mais de mil pessoas já passaram pela loja hoje (ontem)”, afirma Ely Behar, ex-piloto de kart e um dos sócios do estabelecimento, que fica bem ao lado do autódromo.

Animado com os resultados do negócio, ele já planeja transformá-lo em uma rede de franquias e abrir 50 unidades da U/Racer até o fim de 2013. “Claro que o GP é o fator que mais estimula as pessoas a comprarem nossos produtos nesta época do ano”, reconhece. “Mas queremos vender o ano todo e por isso vamos trabalhar a paixão do brasileiro pelo automóvel como um estilo de vida. Não há brasileiro que não goste de carro.”

O Kart In do Jaguaré comprova que o automobilismo tem mesmo muitos fãs. A frequência média aos fins de semana é de 300 a 400 pessoas. Mas quando chega a época de GP de Fórmula 1, o número sobe para até 800 pessoas. “É um período em que o nosso esporte fica mais em evidência”, afirma Alexandre da Silva Campos, administrador do kart.

Homens de todas as idades são o público cativo do kart, sejam eles profissionais ou apenas amantes do esporte. “Mas nesta época do ano aumenta o número de curiosos e recebemos também um público que vem de outras regiões para assistir à corrida”, afirma Campos. Ele conta que, no ano passado, após o GP, um grupo de técnicos da Renault foi correr de kart. “Do fim de semana do Grande Prêmio até o fim do ano é o período em que recebemos nosso maior público.”

Quem não pode ou não quer gastar muito também pode se divertir no embalo da Fórmula 1. Por R$ 5 é possível ter dez minutos de corrida de autorama na pista Indy 500, no Parque do Ibirapuera, para aqueles que já têm o carrinho e o controle.

Os negócios que têm alguma ligação com o automobilismo também são beneficiados, nesta época do ano, pelos 368 mil turistas que invadem a cidade para assistir ao GP ou visitar o Salão do Automóvel. De acordo com a São Paulo Turismo (SPTuris), A F-1 é o evento que mais traz dinheiro e turistas para a cidade, injetando nada menos que R$ 385 milhões na economia local, entre gastos com hotéis, restaurantes e outras despesas.

Por tudo isso, cerca de 70% das vagas dos 410 hotéis da cidade devem ficar ocupadas até domingo, dia de encerramento do Salão do Automóvel e do GP.

Abrir albergue em São Paulo vira ‘tacada de mestre’

Categoria: Investimentos

Carolina Marcelino

Abrir um hostel ou um albergue da juventude, como é popularmente chamado, é hoje um dos negócios mais promissores para pequenos empresários que pretendem se lançar na cidade de São Paulo. Com investimento inicial de aproximadamente R$ 200 mil, o dono de um albergue poderá lucrar em média R$ 25 mil por mês com uma lotação de 75% da casa e até R$ 36 mil com a lotação máxima.  A Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 tornam a atividade ainda mais promissora. Isto porque este tipo de acomodação é muito popular entre viajantes estrangeiros e ainda pouco explorado no Brasil.

Enquanto em Buenos Aires, capital da Argentina, existem pelo menos 46 albergues, a capital paulista conta com apenas 15. A descoberta desta oportunidade de negócio é recente, tanto que, desses 15 hostels, 11 foram abertos nos últimos três anos. E quem pensa em abrir um albergue não precisa se preocupar com a concorrência dos hotéis.

Segundo Aline Delmanto, gerente de Planejamento e Estruturação Turística da São Paulo Turismo (SPTuris), os públicos são diferentes, já que os hóspedes de hostels, na maioria das vezes, procuram lugares para fazer amizades e conhecer novas culturas, enquanto as pessoas que ficam em hotéis nem sempre estão dispostas a fazer esse tipo de integração. A dica de Aline para quem pretende entrar no ramo é procurar casas perto de metrô e de lugares turísticos, como a Estação da Luz e o Parque do Ibirapuera.

Para Túlio Tallini, além realizar um sonho de 15 anos atrás, ele também está se divertindo e ganhando dinheiro

Para Túlio Tallini, além realizar um sonho de 15 anos atrás, ele também está se divertindo e ganhando dinheiro (Foto: Ayrton Vignola/AE)

Túlio Tallini, de 36 anos, trabalhava na área de marketing de uma empresa antes de abrir o Vila Madalena Hostel, há um ano. Para ele, além realizar um sonho de 15 anos atrás, ele também está se divertindo e ganhando dinheiro. O albergue tem cinco quartos, com um total de 26 leitos, seis banheiros, cozinha e uma área de lazer com sinuca, internet, sofá e mesa. “Fiquei três meses pesquisando até encontrar esta casa”, conta o proprietário, que diz ter gasto cerca de R$ 100 mil na abertura do estabelecimento. A diária custa R$ 35 e, como a maioria dos hostels, o Vila Madalena também tem a opção de quarto individual. Além disso, oferece café da manhã com três tipos de frutas, suco, café, leite, pão, manteiga, queijo, geleia.

De acordo com a turismóloga Marisa Sandes de Andrade, a procura pelo imóvel ideal é a fase mais importante e complicada, pois não é fácil encontrar casas com grande número de quartos e banheiros e com um bom preço. “O ideal é que para cada oito leitos haja um chuveiro e um sanitário no albergue”, orienta a especialista. Além disso, é necessário procurar lojas de móveis sob medida, já que as beliches tem de ser maiores do que as tradicionais, principalmente na altura, por causa dos hóspedes estrangeiros.