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Sábado, 25 de Maio de 2013
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Brasileiro usará o 13º para pagar dívida

Categoria: Indicadores

Márcia De Chiara

O número de brasileiros que planeja gastar a segunda parcela do 13º salário para pagar dívidas neste ano é o dobro em relação ao que pretende usar esse dinheiro extra para ir às compras de Natal. Isso reforça a expectativa de que o resultado de vendas por ocasião das festas de fim de ano deve ser moderado em 2011. De setembro para outubro, as vendas do comércio varejista ficaram estagnadas, informou ontem o IBGE.

Pesquisa do Instituto Ipsos e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), com cerca de mil consumidores de todas as classes sociais em nove regiões metropolitanas e 70 cidades espalhadas pelo interior do País, revela que 36% dos entrevistados vão usar a segunda parcela do 13º salário para pagar dívidas. Já a fatia dos que pretendem gastar com consumo é de 18%.

O porcentual dos que pretendem quitar dívidas é o maior em três anos, quando esse quesito começou a ser pesquisado. Em 2009, por exemplo, 22,5% dos consumidores revelaram que iriam gastar os recursos com dívidas, a mesma parcela dos que pretendiam gastar com compras.

No ano passado, 26,5% dos consumidores informaram que quitariam débitos já assumidos e 22,4% destinariam esses recursos para compras. A novidade neste ano é que a diferença entre a parcela dos que vão quitar dívidas e a dos que vão gastar aumentou muito.

“Isso mostra que o consumidor irá às compras neste Natal, mas não como no ano passado. O Natal será morno”, diz o economista da ACSP, Emílio Alfieri.

Ele destaca, por exemplo, que maior destinação dos recursos da segunda parcela do 13º para quitar débitos reflete o elevado endividamento da população e a preocupação de se livrar das pendências.

Em novembro, por exemplo, pela primeira vez neste ano, o porcentual de crescimento de dívidas vencidas quitadas (10,4%)superou o de crediários com prestações em atraso (9,7%), na comparação com o mesmo mês de 2010.

Além do pagamento de dívidas, a pesquisa mostra que essa receita extra do trabalhador está sendo disputada por outros segmentos da economia. Neste ano, por exemplo, 10% dos entrevistados informaram que vão gastar esses recursos com viagens. É exatamente o dobro do registrado em 2009 (5%).

Otimismo
Apesar de mais cauteloso, o otimismo do consumidor atingiu níveis recordes no mês passado. Em novembro, o Índice de Nacional de Confiança (INC) bateu 170 pontos, a maior marca desde dezembro de 2010 (163 pontos). Numa escala de zero a 200, o INC revela otimismo quando está acima de 100 pontos e pessimismo, abaixo de 100.

Em outubro, o INC estava em 157 pontos e em 159, em novembro de 2010. O aumento da confiança foi puxado pelas variáveis sobre a situação econômica e financeira futura, não a atual, indica a ACSP.

IR: restituição liberada no dia 15

Categoria: Agenda, Imposto de Renda

O contribuinte já pode ficar atento à consulta para ao segundo lote de restituições do Imposto de Renda (IR) Pessoa Física 2011, cujo crédito nas contas ocorrerá no próximo dia 15 de julho. Embora a data da consulta não tenha sido divulgada, é praxe que ocorra uma semana antes do crédito em conta. Os contemplados desta vez devem ser os contribuintes que entregaram o IR até 31 de março, caso a declaração não tenha apresentado problemas.

“No primeiro lote, foram beneficiados os aposentados, idosos e pessoas com doenças crônicas. No segundo é a vez dos que enviaram a declaração primeiro”, diz Aristeu Tolendino, analista contábil da Prolink. “Quem vai ser contemplado tem de conferir na conta indicada na declaração se o valor foi depositado no dia 15.”

Se a declaração apresentar problemas, caindo na “malha fina”, o contribuinte não será restituído agora e deve comparecer pessoalmente à Receita Federal.

“Na hora da consulta, o cidadão é informado que houve um problema, mas eles não detalham no site”, diz o presidente do Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo, Domingos Orestes Chiomento.

Para quem receber o valor da restituição, o conselho é pagar dívidas, se tiver. “Principalmente as do cheque especial, que têm os maiores juros”, diz Ricardo Rocha, professor de finanças pessoais da Fundação Vanzolini. “Se o orçamento estiver equilibrado, opte por guardar ou aplicar a quantia.”

Inflação aponta para cima e BC eleva juros

Categoria: Indicadores

GISELE TAMAMAR

A previsão do mercado se confirmou ontem e o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a taxa básica de juros, a Selic, de 10,75% para 11,25%. Diante da alta, cujo objetivo é conter a inflação, os investimentos pós-fixados se tornam mais atrativos que os pré-fixados, que têm a mesma rentabilidade independentemente do avanço dos juros. No entanto, especialistas alertam que é preciso fazer contas antes de investir em CDBs, Fundos DI ou em títulos do Tesouro Direto indexados à Selic.

De acordo com o pesquisador do Instituto Assaf Fabiano Guasti Lima, a princípio, os investimentos atrelados à Selic são as melhores opções no médio e curto prazo, ainda mais com a expectativa da taxa básica subir mais ao longo do ano. Uma das opções é o Fundo DI para uma estratégia de seis meses a dois anos. Como este fundo é atrelado à variação da taxa Selic, o ganho nunca será maior que o juro básico. Mas poderá ser menor por causa da taxa de administração, que pode comprometer o rendimento.

O investidor também pode aplicar seu dinheiro no Certificado de Depósito Bancário (CDB). O valor pode ser resgatado em prazos de 60, 90 e 180 dias ou até 2 anos. O CDB não tem taxa de administração, mas um resgate fora do prazo resulta em menor rendimento. Outro ponto a se considerar é o imposto de renda. Quanto menor o prazo de aplicação, maior será a alíquota do imposto na hora do resgate.

Mas antes da aplicação, o investidor não deve pensar apenas a rentabilidade. É preciso considerar prazos, taxas de administração e imposto de renda de cada investimento. “Dependendo do peso desses fatores, a rentabilidade de um investimento de R$ 20 mil não é muito diferente da poupança. O investidor não deve se deixar influenciar pelo aumento da Selic e já sair aplicando em outras opções”, afirma o conselheiro do Conselho Regional de Economia (Corecon-SP) Manuel Enriquez Garcia. Por isso, em sua opinião, a poupança é a melhor forma de acumular dinheiro com depósitos mensais até atingir uma quantia razoável para um investimento que cobra taxas e imposto.

É o que faz a bancária Irani Aparecida de Carvalho Decicino, 47 anos. Há 20 anos ela investe seu dinheiro e do marido Luís Antonio Decicino na poupança. “Acredito que é a forma mais segura de investir o dinheiro da família. Eu também já precisei recorrer à poupança diversas vezes para pagar dívidas. Situação que seria mais difícil em outras aplicações que ficamos presas a um prazo”, conta. Ela já pensou em investir no Tesouro Direto, mas ainda não se informou totalmente a ponto de se sentir segura para aplicar as economias da família nessa alternativa.

A postura de Irani em relação ao Tesouro Direto é recomendada pelos especialistas. Segundo o professor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), Mario Amigo, o Tesouro Direto é uma boa opção, mas demanda conhecimento do investidor. No próprio site  www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto) é possível comprar títulos da dívida pública com valores a partir de R$ 100. Antes de começar a investir, é preciso estar cadastrado em uma corretora ou banco habilitado. A aplicação também inclui taxas de negociação, custódia e de serviço.

“O Tesouro Direto não faz parte do cotidiano do pequeno investidor, mas é uma boa forma de investir com taxas menores e baixo risco”, recomenda Fabiano Lima. Há vários títulos, cada um indexado a um indicador diferente e com vencimento em data diferente. Os indexados à Selic, LFT, ganham rendimento em tempos de alta da taxa, em relação aos prefixados (LTN e NTNF).

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