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Sexta-feira, 24 de Maio de 2013
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Emplacamento de veículos é recorde em agosto

Categoria: Agenda, Análise, comércio, Consumo

Wladimir D’Andrade

O total de veículos emplacados aumentou 11,52% em agosto em relação a julho, para 580.843 unidades, informou ontem a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O resultado é recorde histórico do setor, com contagem iniciada em 1957. Sobre agosto de 2011, as vendas do mês passado avançaram 10,18%.

No acumulado do ano, os licenciamentos somam 3.764.755, o que representa uma alta de 0,13% sobre igual período do ano passado. O total de veículos emplacados engloba automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos, implementos rodoviários, máquinas agrícolas e outros.

Considerando apenas automóveis e comerciais, foram vendidas 405.518 unidades em agosto, alta de 15,40% sobre julho e um avanço de 31,76% sobre igual mês do ano passado. O montante vendido também é recorde.
As vendas de caminhões e ônibus em agosto apresentaram crescimento de 13,87% ante julho, porém decréscimo de 25,52% ante igual período de 2011. Foram comercializadas 14.583 unidades no País. Em relação a motos, os emplacamentos somaram 140.641 veículos em agosto, alta de 1,56% sobre julho e recuo de 22,45% ante agosto de 2011. As vendas de implementos rodoviários subiram 9,43% em agosto na comparação com julho e diminuíram 10,55% em relação a igual mês do ano passado. Foram vendidos 4.792 implementos, informou a Fenabrave.

Apesar da recuperação na fabricação de automóveis, que subiu 3,1% em julho ante o mesmo período de 2011, outros subsetores da atividade de veículos automotores, como caminhões e autopeças, continuam a registrar desempenho negativo, segundo o IBGE.

O instituto observou um recuo de 10,6% na produção de bens de capital para transporte, que inclui os caminhões. No mesmo período, a parte dos veículos automotores que se enquadra nos bens intermediários, e que representa o segmento de autopeças, viu sua produção despencar 16,4%.

Julho registra recorde de venda de carros

Categoria: Tecnologia

CLEIDE SILVA

A indústria automobilística teve o melhor julho em vendas, com 364,2 mil veículos, incluindo caminhões e ônibus. Foi também o segundo melhor resultado mensal da história – perde para dezembro de 2010, com 381,5 mil unidades. O setor se prepara para novo recorde em agosto, supostamente o último mês de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Nos bastidores, as montadoras trabalham com a prorrogação do benefício até outubro, embora na terça-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega, tenha dito que o prazo previsto inicialmente, até dia 31, está mantido.

Nos sete meses do ano, as vendas somam 2,081 milhões de veículos, alta de 1,85% em relação a igual período de 2011. Nos cinco meses anteriores (de fevereiro a junho), o saldo comparativo de um ano para outro foi negativo.

Só o segmento de automóveis e comerciais leves, beneficiado pelo IPI menor a partir do fim de maio, contabilizou 351,5 mil licenciamentos em julho, 22% a mais que no mesmo mês de 2011 e 3,1% maior que junho passado. No acumulado do ano, as vendas somam 1,983 milhão de unidades, alta de quase 3% ante o mesmo período de 2011, de acordo com dados obtidos no mercado.

Alguns modelos estão em falta. Na semana passada, a Fiat anunciou a contratação de 600 funcionários para ampliar a produção de 3 mil para 3.150 carros por dia na fábrica de Betim (MG). Entre os modelos da marca indisponíveis para pronta entrega estão versões de Palio e Grand Siena, com espera de três a quatro semanas, segundo a montadora. Lojistas falam em prazos ainda mais longos.

Para Stephan Keese, responsável pela área automotiva da consultoria Roland Berger no Brasil, o aumento verificado nas vendas neste momento “é artificial”, em razão de programas de estímulo ao crédito e ao benefício do IPI, cuja alíquota foi zerada para carros 1.0 e caiu à metade para modelos até 2.0, medida que resultou em redução média de 5% a 10% nos preços.

Segundo Keese, numa situação estável, o mercado brasileiro consome cerca de 250 mil a 280 mil automóveis por mês. As medidas do governo têm por objetivo estimular as vendas e isso está ocorrendo, diz o consultor, que projeta para o ano números próximos aos de 2011, quando foram vendidos 3,633 milhões de veículos. “Mas a produção vai cair entre 2% a 3%.” No ano passado, o setor produziu 3,4 milhões de veículos.

O segmento de caminhões vendeu 10.672 unidades no mês passado, praticamente o mesmo volume de junho, mas 31% inferior ao de julho de 2011.  As vendas de ônibus aumentaram 13,7% ante junho, para 2.107 unidades, mas foram 22,7% inferiores às de um ano atrás.

Entre as montadoras, a Fiat encerrou julho com participação recorde de 23,9% nas vendas de automóveis e comerciais leves. A Volkswagen ficou com 22,3%, a GM com 16,9% e a Ford com 8,4%.

‘PAC de compras’ evita demissões

Categoria: Agenda, Análise, Consumo, Contas públicas

SUZANE G. FRUTUOSO

O “PAC de compras do governo”, anunciado ontem pelo ministro da Fazenda Guido Mantega, vai ajudar as empresas brasileiras a manter o nível de emprego. Esse é um dos principais efeitos que a medida terá diretamente para o cidadão comum, na opinião de especialistas ouvidos pelo JT. O investimento de R$ 8,53 bilhões será usado na compra de equipamentos como ambulâncias, caminhões, tratores e implementos, retroescavadeiras, ônibus e carteiras escolares e equipamentos de saúde, sempre privilegiando empresas nacionais.

A avaliação do mercado, no entanto, é de as medidas não terão impacto tão significativo. O vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira, diz que os investimentos atendem um público restrito, as grandes empresas. “O resultado não será expressivo até por causa do baixo crescimento do PIB”, diz. A previsão para o Produto Interno Bruto é que não ultrapasse 2,5%. A compra de equipamentos apenas de empresas brasileiras por parte do governo “não deve criar novos empregos, mas evita demissões”, diz Oliveira.

“Com famílias endividadas depois dos estímulos ao consumo para crescer, o governo percebeu que isso não basta para crescer”, afirma o professor da Escola de Economia da FGV-SP Samy Dana. Ele diz que o Brasil precisa de investimentos em infraestrutura, e as compras para setores como educação, saúde e segurança indicam um esforço nessa direção. “É necessário, porém, cuidado com uma medida protecionista. O governo deve estimular as empresas a serem competitivas e não pagar o preço que elas definirem, sem se preocupar com a concorrência de outros países.”

Para o sócio-diretor da Título Corretora Marcio Cardoso, a redução da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) de 6% para 5,5% sinaliza a tentativa de aquecer a indústria. “E no geral, as medidas anunciadas podem não ter impacto imediato. Mas junto com outra decisões do governo, como redução de impostos, haverá uma melhora na economia.”

Dos R$ 8,53 bilhões destinados ao programa, parte já estava prevista no Orçamento de 2012 e R$ 6,611 bilhões são compras adicionais liberadas por meio de uma Medida Provisória.

As aquisições serão concentradas no segundo semestre do ano. “Com isso, o PAC total de 2012 subirá de R$ 42,6 bilhões para R$ 51 bilhões. É o maior PAC que já fizemos e vamos procurar implementá-lo integralmente”, disse Guido Mantega. Para ele, as novas medidas fazem parte da estratégia do governo para estimular a atividade econômica, ampliar os investimentos e aumentar a confiança na economia brasileira em um momento em que a confiança no mundo está deprimida. Com Agência Estado

Vendas de carros novos crescem 11,5%

Categoria: Agenda, Análise, comércio, Indicadores, Indústria

CLEIDE SILVA

As vendas de veículos novos em maio cresceram 11,5% em relação a abril, mas ficaram 9,7% abaixo dos resultados de igual período do ano passado. Somando automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus foram vendidas 287,5 mil unidades. Foi o segundo melhor resultado da história para um mês de maio.

No período de janeiro a maio, os negócios acumulam queda de 4,8% em relação aos cinco primeiros meses de 2011, com 1,36 milhão de unidades.
Parte do desempenho de maio é creditada pelas montadoras ao movimento de compras desde o anúncio pelo governo federal, há quase duas semanas, do pacote de incentivo ao consumo, com corte de impostos. Outra explicação, na visão de analistas, é o maior número de dias úteis, 22, ante 20 de abril.

Só o segmento de automóveis e comerciais leves vendeu 274,5 mil unidades, 12% a mais que em abril. Como os dados têm como base os licenciamentos registrados pelo Renavam, as apostas são de resultados melhores em junho. Muitas das compras feitas nas duas últimas semanas, principalmente em feirões, ainda não foram contabilizadas porque o consumidor leva em média uma semana a dez dias para licenciar o carro.

Queda
No ano, o segmento de automóveis e comerciais leves acumula queda de 4,4% nos licenciamentos, com 1,29 milhão de unidades. Já as vendas de caminhões e ônibus caíram, até maio, 11,3%, para 81,7 mil unidades.

As fabricantes de caminhões são as que mais estão recorrendo a medidas para reduzir a produção, como férias coletivas. Nesta semana, a Mercedes-Benz anunciou um lay-off (dispensa temporária) por cinco meses para 1,5 mil funcionários da fábrica de São Bernardo do Campo (SP). É a primeira vez que a empresa, que está com os pátios cheios, adota essa medida.

Já a Volkswagen, que estudava parar vários setores da fábrica de automóveis em São Bernardo na próxima semana, decidiu dar folgas apenas nos quatro dias do feriado de Corpus Christi.

<b.Repasse menor
Para o diretor da consultoria automotiva ADK, Paulo Roberto Garbossa, o resultado de maio “é uma demostração de que o mercado está reagindo e de que a engrenagem vai voltar a girar mais fortemente”. Garbossa ressalta que o consumidor precisa fazer muita pesquisa, pois hoje não se trata apenas de preços menores, “mas de taxas de juros, prazos e avaliação do carro usado.”

Segundo a empresa de pesquisa Molicar, muitos modelos não tiveram os preços reduzidos em 10%, conforme previu o ministro da Fazenda, Guido Mantega, no dia em que anunciou a redução do IPI para automóveis – somado a um compromisso das montadoras de baixar preços de tabela em mais 2,5% – além do corte do IOF para incentivar os bancos a liberarem crédito.

“Em média, os preços caíram 5,1% pois, no varejo, muitas revendas já estavam oferecendo descontos e não promoveram o repasse integral da queda após as medidas do governo”, diz Vítor Meizikas, analista da Molicar. “De certa forma, o consumidor foi ludibriado.”

Produção de veículos sobe 41,6% em março, diz Anfavea

Categoria: Agenda, Análise, Indicadores, Indústria

Fernanda Guimarães e Renata Pedini

A produção de veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus) no mercado brasileiro somou 308.494 unidades em março deste ano, um crescimento de 41,6% ante fevereiro e uma alta de 4,5% na comparação com o mesmo mês de 2011. Os dados foram divulgados ontem pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Considerando apenas a produção de automóveis e comerciais leves, a produção chegou a 289.686 unidades, alta de 42,3% ante o mês de fevereiro e aumento de 5% em relação ao mesmo período do ano passado. Já a produção de caminhões foi de 15.904 unidades, alta de 32,8% ante fevereiro e crescimento de 3,5% na comparação com março de 2011. No mês passado, foram produzidas ainda 2.904 unidades de ônibus, alta de 23,5% ante fevereiro e queda de 22,8% na comparação com março 2011.

No mês passado, as vendas totais de veículos no mercado interno atingiram 300.574 unidades, um aumento de 20,5% ante fevereiro e um recuo de 1,8% em relação a março de 2011. Desse total, as vendas de veículos leves foram de 283.786 unidades, alta de 20,3% ante fevereiro e queda de 1,7% em relação a março de 2011; as vendas de caminhões cresceram 25,3% ante fevereiro e caíram 5,7% em relação a março de 2011 para 13.688 unidades; e por fim, o volume de ônibus vendido do mês passado foi de 3.100 unidades, crescimento de 12,6% ante fevereiro e alta de 7,3% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.

No primeiro trimestre do ano, 738.106 veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus) foram produzidos, uma queda de 10,9% sobre o mesmo período do ano passado. Ainda no acumulado do ano, as vendas somaram 818.364 unidades, uma queda de 0,8% na comparação com os veículos comercializados em igual período de 2011.

As vendas de automóveis e veículos comerciais leves modelo bicombustível (flex) somaram 243.874 unidades em março e representaram 85,9% do total comercializado na categoria no País. O resultado indica um recuo em relação ao desempenho de fevereiro, quando a fatia era de 86,1%, com 202.968 unidades.
Em março de 2011, a participação das vendas do veículos flex foi de 84,8%.

Exportações
A Anfavea informou que as exportações do setor automobilístico, em valores, somaram US$ 1,384 bilhão em março deste ano, uma alta de 17,7% em relação ao mês de fevereiro e um crescimento de 17,3% na comparação com março de 2011. Os valores consideram as exportações de autoveículos e máquinas agrícolas.
O mês de março encerrou com exportações de 42.225 veículos, um avanço de 15,8% ante fevereiro e um declínio de 1% sobre março do ano passado.

Nos três primeiros meses do ano, as vendas externas somaram US$ 3,732 bilhões, uma alta de 13,2% sobre igual período de 2011. Neste intervalo, foram exportadas 111.761 unidades, o que significou um recuo de 6,7% ante o mesmo período de 2011.

Emprego
O setor automotivo encerrou o mês de março com 145.063 empregados, um recuo de 0,1% em relação a fevereiro. Na comparação com março de 2011, houve alta de 3,9% no contingente de empregados, considerando autoveículos e máquinas agrícolas.
O segmento de máquinas agrícolas teve queda de 2,6% no número de empregados na comparação com fevereiro e registrou 19.848 funcionários. Na comparação com março de 2011, a alta foi de 4,6%.

A área de autoveículos registrou um crescimento de 0,4% no contingente de empregados, com 125.215 empregados, em relação a fevereiro. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a alta foi de 3,8%.

Estoques
Os estoques de veículos do setor automobilístico caíram em março para um giro – tempo médio em que o veículo demora para ser vendido – de 35 dias, ante 38 dias no mês imediatamente anterior, informou, a Anfavea. Esse giro correspondeu, no mês passado, a 349.460 unidades estocadas.
Desse total, de acordo com a Anfavea, os pátios das montadoras ficaram com 98.071 unidades, o correspondente a um giro de 10 dias. Já na rede de concessionárias havia em março 251.389 unidades estocadas, ou 25 dias, três dias a menos do que em fevereiro. Segundo o presidente da companhia, o estoque total, em 35 dias, está “bem ajustado”.

Em março, as vendas totais de veículos subiram 20,5% em relação a fevereiro e queda de 1,8% em relação ao mesmo mês de 2011. Já a produção no mês passado cresceu 41,6% ante fevereiro e 4,5% ante igual mês do ano passado.