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Sábado, 18 de Maio de 2013
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Maus hábitos e imprudência janela abaixo

Categoria: educação

Gustavo Coltri

Com pouco mais de três centímetros, uma bituca de cigarro jogada ao vento quase foi suficiente para iniciar um incêndio no condomínio em que Sueli Raineri Leitão é síndica. “Na varanda de um apartamento, havia um saco plástico que pegou fogo. Por sorte, havia uma pessoa lá”, conta a moradora de 49 anos, que cuida de 210 unidades no bairro do Butantã, na zona oeste.

Na última segunda, um comunicado colocado nos elevadores avisou os outros residentes sobre o episódio e reafirmou a 28ª regra da convenção condominial: “É vedado lançar papéis, pontas de cigarro, fragmentos de lixo, líquidos e quaisquer objetos pelas janelas, terraços e outras aberturas para a via pública ou áreas comuns do edifício”.

O documento alertou para a execução de penalidades aos responsáveis, que incluem a aplicação de multa. O autor do lançamento não foi identificado.

De acordo com a síndica, o problema é mais comum em um dos lados do condomínio, voltado a uma área de manancial preservada pela Prefeitura. “Já chegaram a jogar uma lata de tinta pela janela. Algumas pessoas acham que não há ninguém olhando e atiram qualquer coisa”, explica.

A falta de educação e o descuido são os principais responsáveis pela ocorrência desse tipo de ação, na opinião do diretor de atendimento da administradora Itambé, Rene Vavassori. Na última terça-feira, a empresa registrou a queda de uma panela de pressão em um dos edifícios de sua cartela de clientes.

“Algumas pessoas nunca viveram em prédios e não sabem lidar com a situação”, especula o executivo, para quem o problema é mais comum em conjuntos habitacionais populares.

Para o diretor de condomínios da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios (Aabic), Omar Anauate, o maior problema é identificar os autores: “Por isso, a orientação é que, a cada episódio, seja divulgada uma circular”. Vavassori lembra também que, embora gerais, campanhas com moradores são formas de atingir os infratores.

Além da constante orientação para evitar acidentes, Anauate ressalta a importância de registrar a proibição na convenção condominial. “Se alguma coisa acontece, como quando um vaso atinge um carro de um morador, a pessoa prejudicada pode querer processar o condomínio”, alerta o especialista.

Clima é o vilão da alta dos alimentos

Categoria: Consumo, Indicadores

Luciele Velluto

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registra alta de 2,89% desde o começo do ano, até agosto. Fatores climáticos, exportação, produção e safra afetam o preços dos produtos consumidos no dia a dia dos moradores da Região Metropolitana de São Paulo.

Um dos produtos com maior elevação de preço foi o feijão carioca, que subiu 65,43% desde o começo do ano. O produto foi afetado pelas condições climáticas adversas, como grande período de estiagem, o que reduziu a oferta do item no mercado e, consequentemente, provocou a elevação de preço. “A ocorrência de clima seco prolongado durante o outono e o inverno foi ruim para a safra de feijão”, explica Flávio Godas, economista da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp).

O aumento desse produto teve início em março e prosseguiu até em junho. A partir de então a leguminosa começou a apresentar redução de preço, com 11,49% já no mês de agosto. A expectativa é que a tendência de queda continue. O grupo de alimentos que também foi afetado pela estiagem foram os cítricos, como laranja, limão e tangerina. De acordo com Godas, com a falta de chuvas no período da colheita (entre o fim do outono e o início do inverno), faz com que frutas produzam menos suco.

Fatores como exportação e quebra de safra pressionaram os preços, que foram repassados ao consumidor (Foto: Paulo Pinto/AE)


Maior produtor

Como o País é o maior produtor de suco de laranja, a indústria foi obrigada a comprar mais frutos para produzir, principalmente para atender ao mercado externo, cujo bom preço estimula a exportação. Por isso a laranja ficou mais cara, movimento que a tangerina não seguiu.

No caso do alho, o que chama atenção para o aumento de 35,15% é a falta de produto no mercado. O Brasil não produz alho suficiente para atender sua demanda interna e, por isso, tem de importar esse item da Argentina. Porém, a safra do país vizinho não foi boa neste ano e o mercado precisou importar o produto de outros locais, como a China, para equilibrar o preço. E isso pesou no custo, que foi repassado para o consumidor final.

Na contramão, alguns alimentos estão com bons preços porque o tempo seco no período do inverno ajudou a produção agrícola, como é o exemplo da batata, que acumula queda de 17,60%. “O mercado está lotado de batata porque a chuva deu trégua para a plantação”, explica o economista da Ceagesp. Legumes e verduras também têm uma boa safra e bons preços aos consumidores. A alface acumula queda de 13,46% no ano, bem como a cenoura que está 12,82% mais barata.

Para fugir dos preços altos, o consumidor pode realizar algumas substituições. Frutas como a manga, banana nanica, melão e morango já entraram o mês de setembro como boas opções. Estas frutas apresentam custo baixo e boa qualidade.

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