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Quarta-feira, 22 de Maio de 2013
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Consultoria grátis e em domicílio para micros

Categoria: Empreendedorismo, Empresas

GISELE TAMAMAR

“Eu não tenho tempo para nada. Olha só, hoje mesmo eu abri a loja sozinha, recebi fornecedor, mercadoria, contador. Tem que ser tudo rapidinho, senão não sobra tempo para atender minhas clientes queridas”, diz a dona de uma loja de roupas. É assim que começa o vídeo da campanha de divulgação do programa Negócio a Negócio do Sebrae, voltado para os microempresários que argumentam falta de tempo para não procurar auxílio. A partir de agora, não tem desculpa: o Sebrae vai até as empresas, presta consultoria e não cobra por isso.

O programa já existe em nível nacional há mais de um ano, mas começou efetivamente no Estado de São Paulo só em março. Anteriormente era trabalhado um roteiro parecido, mas sem as visitas. A expectativa nessa primeira rodada, entre abril e maio, é atingir mil empresas no Estado. Em todo o País, o Sebrae atendeu 440 mil empresas em 2011 e pretende elevar o número para 600 mil em 2012.

A consultoria do Sebrae inclui três visitas ao estabelecimento. A primeira delas serve para o agente fazer um diagnóstico em relação à gestão, operação e finanças. Na segunda visita, são entregues sugestões para melhorias no negócio e um plano de ação. Em seguida, na última visita, o agente verifica e acompanha a aplicação das melhorias sugeridas.

No Estado de São Paulo, foram capacitados 66 agentes de orientação. O relacionamento entre a entidade e o empresário pode continuar por meio de outros programas oferecidos, além de cursos.

“Culturalmente o microempresário acha que não tem tempo. Mas se ele não tem tempo para se aprimorar e planejar pode estar perdendo uma oportunidade ou deixando de ganhar”, observa Paulo Marcelo Tavares Ribeiro, gerente da Região Metropolitana de São Paulo do Sebrae-SP.

O foco do programa inclui microempresas com problemas básicos de gestão. Do total de interessados no programa que já procuraram o Sebrae, 60% tinham perfil diferente. Quando isso ocorre, eles são direcionados para outros programas da entidade.

Nos primeiros atendimentos feitos este ano em São Paulo, foi possível perceber as duas principais deficiências dos participantes. Segundo Ribeiro, muitas empresas têm dificuldades primárias de gestão, ou seja, não têm controles estabelecidos de suas operações ou não sabem montar o fluxo de caixa. A falta de planejamento também está entre as falhas mais graves identificadas.

Controle
A Belaluz Iluminação foi uma das empresas que participaram do programa. “Só de responder o questionário já vamos tomando consciência do que precisamos melhorar, das falhas, que nosso controle do estoque não era perfeito, de compras repetidas”, conta a proprietária Wanda Gonçalves Dias, de 58 anos. “O auxílio do Sebrae ajudou a abrir minha mente. Quero crescer, mas de maneira organizada”, diz.

A empresa de fabricação de CDs e DVDs Ponto 4 Digital participou do programa no ano passado, quando as visitas ainda não faziam parte do programa no Estado. Mas só a parte de diagnóstico já foi importante para o negócio. “Fomos descobrindo os pontos fortes e fracos da empresa”, afirma Fabio Henrique Pereira, um dos sócios.

Depois, ele incluiu no aprendizado os cursos de Gestão Financeira e de Estratégias Empresariais e recebeu visitas de consultores na empresa. Nesse caso, o atendimento foi em um nível mais avançado de gestão e teve custo. “Ver é diferente de explicar. A visita ajuda o empresário e o consultor a visualizarem a situação da empresa.”

Para participar do programa é preciso entrar em contato com o Sebrae-SP e responder um questionário. A partir disso, será feito o agendamento das visitas. “Com a demanda atual a agenda está sendo atendida em até dez dias”, diz Ribeiro.