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Quarta-feira, 19 de Junho de 2013
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Empreendedora lucra com grife para cozinheiros

Categoria: Consumo, Empreendedorismo

Ligia Aguilhar

Os cabelos cuidadosamente ajeitados e a maquiagem impecável exibida pela chef Lilian Ribeiro de Barros em uma quarta-feira comum deixam claro que ela é uma mulher vaidosa. Formada em direito, a boa aparência sempre foi uma exigência do mercado de trabalho. Foi por isso que, quando começou a estudar gastronomia, ela levou um susto ao descobrir que, para ser uma profissional, teria de deixar maquiagem, acessórios e roupas elegantes do lado de fora da cozinha.

A limitação, no entanto, ajudou Lilian a descobrir uma oportunidade de negócios. Acostumada a reformar seus uniformes para que eles ficassem mais femininos, a chef constatou, após uma temporada de estudos na França, que faltavam no mercado brasileiro peças para cozinheiros com foco em moda.

Lilian fatura R$ 30 mil e tem planos para crescer (Foto: ALOISIO MAURICIO/AE – 8/3/2012)

No fim de 2010, ela decidiu deixar as panelas de lado e lançou no mercado a Fashion Chef, grife que confecciona roupas para profissionais de cozinha com apelo fashion. “Queria cozinhar bem vestida, mas a maioria das roupas tinha corte masculino e deixava a mulher quadrada.â€

Com a ajuda da sócia, a engenheira têxtil Katia Figueiredo, Lilian estudou tecidos e desenvolveu os primeiros itens. Chapéus e aventais com estampas coloridas, jalecos com bordados e peças com design especial para valorizar o corpo feminino são algumas das inovações da grife.

Para os homens, a aposta foi em estampas e modelos que tenham estilo e fujam da “brancura†dos uniformes tradicionais. “O mercado de eventos é hoje um dos mais promissores para quem se forma em gastronomia. Isso aumenta as possibilidades de o profissional inovar e imprimir sua personalidade por meio da vestimenta. Por isso as peças fazem sucessoâ€, afirma.

Além da coleção própria, a Fashion Chef de Lilian e Katia também desenvolve projetos personalizados para bares, hotéis e restaurantes.

Para identificar o verdadeiro potencial desse mercado, a empreendedora contou com a ajuda do seu principal concorrente, o estilista André Razuk, conhecido por confeccionar o uniforme de chefs famosos, como Bel Coelho. “Conversar com a concorrência é fundamental. Ele tem muita experiência e me ajudou a entender no que eu estava me metendoâ€, afirma. “Quando ele não consegue aceitar novas encomendas, indica clientes para mimâ€, diz a empresária.

A marca possui uma loja própria na Rua Augusta, em São Paulo, mas alguns pedidos são feitos pela internet por cozinheiros de outros Estados que descobrem a marca e procuram a empreendedora. A confecção das peças é terceirizada. Entretanto, o design e as estampas exclusivas são desenvolvidos por designers contratados pela empresa.

Lilian também pretende se diferenciar da concorrência pelo prazo de entrega oferecido aos clientes. Enquanto algumas marcas só produzem em larga escala e demoram até 4 meses para entregar o produto, ela aceita encomendas de peças avulsas e estruturou sua operação para atender aos pedidos em até 30 dias.

Apoio
Para ganhar visibilidade no segmento, a empresa fechou parcerias com escolas de gastronomia e também conquistou o apoio do chef Alex Atala, que em agosto do ano passado lançou pela Fashion Chef uma camiseta com o desenho de uma das suas tatuagens.

Há cerca de um ano no mercado, a empresa ganha fôlego à medida em que o lucro é reinvestido para aumentar a estrutura e a capacidade produtiva do negócio. Com faturamento médio de R$ 30 mil por mês, a empreendedora espera recuperar o investimento inicial de R$ 200 mil ainda este ano.

Antes disso, porém, precisa enfrentar um desafio: a falta de mão de obra qualificada nas confecções. Em dezembro de 2010, por exemplo, as peças encomendadas por ela com motivos natalinos foram entregues com atraso e só puderam ser vendidas no Natal do ano passado.

Mercado de trabalho para mulher melhora em 8 anos

Categoria: Agenda, Análise, Indicadores, Trabalho

LUCIELE VELLUTO

O mercado de trabalho ampliou as oportunidades de emprego para as mulheres na Grande São Paulo entre 2003 e 2011. A taxa de desemprego entre as profissionais passou de 17,3% para 7,4%, uma queda de 9,9 pontos porcentuais no período, de acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para as trabalhadoras a taxa de desocupação recuou mais do que para os homens. Para eles, em 2003, a taxa era de 11,5% na Região Metropolitana de São Paulo, e foi para 5,2% em 2011, um recuo de 6,4 pontos porcentuais.

No entanto, o desemprego delas continua sendo bem mais na comparação com os homens. “Elas estão na tentativa de entrar no mercado de trabalho, mas na maior parte não são as responsáveis pelo sustento da família, por isso ficam mais tempo entre os desocupados. Se houvesse a necessidade, elas partiriam para um emprego, mesmo que esse fosse informalâ€, explica Cimar Azeredo, gerente da pesquisa mensal de emprego do IBGE.

Para a professora de relações do trabalho da Fundação Armando Ãlvares Penteado (Faap), Denise Delboni, as diferenças entre as taxas de desemprego entre homens e mulheres vão além da necessidade. “Existe um fator que pesa contra a mulher quando o assunto é emprego, que é a maternidade. No caso de empregos em que a qualificação não é necessária, a opção será escolher o homem para trabalhar e não correr o risco da ausência delas por causa do nascimento de filhos. Isso ainda aconteceâ€, explica Denise.

A engenheira civil Sibylle Muller, de 51 anos, já passou por situações em que se sentiu pressionada por ser mulher e mãe. “Quando eu me formei na faculdade, optei por ingressar no mestrado. Fazia meio período porque tinha um filho de três anos e outro mais novo, de um. Mas mesmo produzindo tanto quanto os demais estudantes, um professor me disse que eu deveria escolher entre ser mãe ou engenheiraâ€, conta ela, que depois dessa experiência preferiu trabalhar com pesquisa, como forma de ter horários mais flexíveis para a criação dos filhos.

Hoje, Sibylle tem sua própria empresa, a Acquabrasilis, que atua na área de reúso e tratamento de água. Mas ela ainda sente que há resistência à mulher. “Em certas situações, sinto que algumas pessoas dão mais credibilidade quando um engenheiro homem fala do que quando eu falo. Mas não me incomodo com isso e faço meu trabalho.â€

O sócio-gerente da consultoria em recursos humanos Asap, Paulo Bivar, explica que em níveis gerenciais, a diferença entre homens e mulheres foi superada. “O mercado vive um apagão de mão de obra em que o empregador não pode escolher. O que conta é competência â€, comenta.

Ganhos
Mesmo com a abertura do mercado de trabalho para as mulheres, elas continuam a ganhar menos do que os homens. Entre os anos de 2003 e 2011, o rendimento médio delas na Grande São Paulo cresceu 16,8%, enquanto para eles essa alta foi de 13,7%.

No entanto, a redução da diferença salarial entre homens e mulheres só diminuiu 1,9 pontos porcentuais e, em 2011, uma mulher ganhava72,9% do que um homem. Para Azeredo, o salário menor tem relação com a inserção das trabalhadoras no mercado, onde elas encontram funções em que ganham menos.

Pacotes para o Rio estão 27% mais caros

Ainda há vagas, mas o folião deve se apressar se pretende passar o feriado na Cidade Maravilhosa

LIGIA TUON
 ligia.tuon at grupoestado.com.br
Os preços de pacotes para o carnaval carioca estão até 27% mais caros quando comparados aos praticados no mesmo período do ano passado. Segundo o Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro (SindRio), em média, os valores subiram 17,6%, por conta, principalmente, dos investimentos turísticos que têm sido feitos para a Copa de 2014. Mesmo com encarecimento, a procura continua grande. Portanto, quem planeja passar o próximo feriado na Cidade Maravilhosa deve se apressar.
O SindRio informa que a ocupação média atual para o carnaval já é de 71% e, espera-se que, até o feriado, atinja 98% na zona sul do Rio e na Barra, regiões mais procuradas pelo turista – dois pontos porcentuais a mais em relação a 2010. Os preços mais baixos, aponta a pesquisa, podem ser encontrados nos bairros do Flamengo, Botafogo, Santa Teresa e Centro.
“O valor varia muito de acordo com a localização, mas também depende do perfil do turista. Se ele prefere curtir a festa na região da Lapa, por exemplo, consegue um hotel mais barato na região. Já se a intenção é ir para a praia de Copacabana, terá de pagar mais caroâ€, afirma o superintendente do sindicato, Darcílio Junqueira.
O levantamento aponta, ainda, que o pacote de quatro noites pode ser encontrado por R$ 1.782 no hotel Novo Mundo, por exemplo, localizado na Praia do Flamengo. Nas operadoras de câmbio em São Paulo, o consumidor consegue pacotes que incluem hospedagem na região central, café da manhã, ingresso para assistir o desfile das escolas do grupo especial e passagem de ônibus por R$ 2.098 (confira tabela abaixo).
Independentemente da localização, todos os preços, em geral, estão mais altos. E o principal motivo são as obras de infraestrutura e investimentos em segurança feitos na capital fluminense para a Copa do Mundo de futebol. “Houve a retomada da polícia do Estado nos morros, o que valorizou mais a região. Além disso, os investimentos para o Mundial vieram mais para o Rio, para incrementar o comércio de rua, serviço hoteleiro e outrosâ€, diz Junqueira.
Somado a isso, o custo da mão de obra também pesa mais para o turista, já que o setor hoteleiro está em plena expansão. “Esse setor precisa de mão de obra especializada para atender essa demanda crescente. E isso também encarece a estadaâ€, explica Junqueira.
Outro fator que tem influenciado o aumento dos preços ao longo dos últimos dois anos, de acordo com Junqueira, foi o aumento do poder aquisitivo da população brasileira. “A classe C vem estimulando o setor, o que faz toda a região turística da cidade se valorizar maisâ€, diz o representante do SindRio.
A CVC Turismo ressalta que os valores dos pacotes podem ser minimizados se o turista fizer a compra com antecedência. O preço está mais relacionado com a disponibilidade das vagas nos hotéis e transportes do que com a temporada, informa a operadora. ::

Lucro do Bradesco cai no 4º tri, mas é o 3º maior da história entre bancos

Ganhos somaram R$ 11 bi em 2011; nos últimos três meses no ano, expansão da rede aumentou despesas
31 de janeiro de 2012 | 7h 35

Altamiro Silva Júnior

O Bradesco abriu na manhã desta terça-feira, 31, a temporada de anúncio de resultados de 2011, anunciando lucro líquido contábil de R$ 11,028 bilhões no ano passado, um crescimento de 10% na comparação com 2010, o terceiro maior entre bancos brasileiros da história, segundo a consultoria Economatica. O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio ficou em 21,3%.

No lucro do quatro trimestre, porém, o lucro de R$ 2,726 bilhões representou queda de 8,7% ante o mesmo período do ano anterior. A expansão da rede de atendimento aumentou as despesas do Bradesco e acabou contribuindo para a queda no lucro três últimos meses do ano. As despesas do banco somaram R$ 6,822 bilhões de outubro a dezembro, alta de 8,5% ante o período anterior e de 17,8% em 12 meses.

O total de pontos de atendimento do banco cresceu em 11 mil unidades no ano passado, com destaque para a abertura de 1.009 agências no ano, para um total de 59,7 mil pontos de atendimento. A ampliação da rede foi uma estratégia para compensar a perda do Banco Postal para o Banco do Brasil. Somente no quarto trimestre foram abertas 689 agências.

Crédito

A carteira de crédito expandida, que inclui avais e fianças, fechou dezembro em R$ 345,7 bilhões, com evolução de 17,1% em relação ao mesmo período de 2010. O destaque foi o crescimento das operações de pessoas jurídicas, que atingiram R$ 237 bilhões e tiveram crescimento de 20,4%. Na pessoa física, a expansão foi menor, de 10,6% para R$ 108,7 bilhões.

Os ativos totais do banco fecharam 2011 em R$ 761,5 bilhões, crescimento de 19,5% em um ano. O patrimônio líquido, em dezembro de 2011, somou R$ 55,6 bilhões, 15,7% superior ao mesmo mês de 2010.

O Bradesco também informou lucro ajustado de R$ 2,771 bilhões no quarto trimestre, alta de 3,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. A diferença em relação ao ganho contábil se deve a efeitos extraordinários, como provisão para causas cíveis, efeitos fiscais e alienação parcial de investimentos em empresas (como Ibi Promotora, CPM Braxis e Fidelity). No ano, o lucro ajustado foi de R$ 11,198 bilhões.

Inadimplência

A taxa de inadimplência do Bradesco, considerando os atrasos acima de 90 dias, teve pequeno aumento no quarto trimestre de 2011, puxado principalmente pela carteira de micro e pequenas empresas. O indicador terminou dezembro em 3,9%, ante 3,8% do terceiro trimestre e 3,6% no mesmo mês de 2010.

Na carteira de empresas de menor porte, a inadimplência passou de 3,7% no terceiro trimestre para 3,9% no quarto. Nas grandes corporações ficou estável em 0,4%.

No segmento de pessoa física também houve ligeira alta, passando de 6% para 6,1% no mesmo período de comparação.

Já a despesa de provisão para devedores duvidosos (PDD) registrou queda no período, baixando 4,2% ante o trimestre anterior e ficando em R$ 2,661 bilhões. A redução, segundo o banco, ocorreu por conta da “adequação do nível de provisionamento em relação à expectativa de perda de determinadas operações com clientes corporativos” que acabou compensando o aumento da inadimplência e da carteira de crédito.

Já no acumulado do ano, houve aumento de 17,6% na despesa com PDD, principalmente por causa do aumento dos calotes e o crescimento dos empréstimos em 17%.

Crescimento

O crescimento dos prêmios da Bradesco Seguros e Previdência em 2012 deve permanecer em ritmo “bastante acelerado”, de acordo com o presidente da companhia, Marco Antonio Rossi. Apesar disso, a projeção para o crescimento dos prêmios para este ano é menor, de 13% a 16%, que a de 2011, de 15% a 18%. “Sempre partimos de uma base maior de um ano para o outro. A projeção de crescimento para 2012 é menor, mas os prêmios vão continuar crescendo em um ritmo bastante acelerado”, reforçou Rossi.

No ano passado, a seguradora apresentou prêmios de R$ 37,6 bilhões, expansão de 21,3% na comparação com o resultado do ano anterior, superando as expectativas da companhia, que esperava crescer até 18%. “Conseguimos um número acima do que estávamos imaginando em decorrência de um cenário bastante positivo para o mercado de seguros”, avaliou Rossi.

O cenário de 2012 para o mercado de seguros é, segundo o presidente da Bradesco Seguros, bastante propício para a comercialização de produtos. “A indústria de seguros está em um ciclo pró-cíclico, vindo após os produtos de primeira e segunda necessidades. Conforme as pessoas têm mais sobra de renda, a demanda por seguros aumenta”, complementou o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi.

Salário médio de admissão tem alta de 3,04%

Categoria: Indicadores, Trabalho

Os salários médios de admissão passaram de R$ 874,14 no primeiro semestre do ano passado para R$ 900,70 no mesmo período de 2011, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta terça-feira, dia 19, pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Os valores representam um incremento real, já descontada a inflação do período, de 3,04%.

O ministério destaca que o crescimento do salário médio real de admissão pago ao homem foi de 3,88% no período, enquanto o das mulheres, de 1,93%.

“Apesar de ter mais mulher com nível superior do que homem no mercado de trabalho, elas ganham menos que eles”, observou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. “Isso é discriminação. É mais barato contratar mulher do que homem”, continuou.

De acordo com o levantamento do Ministério, os três Estados que apresentaram maiores aumentos reais no salário de admissão no primeiro semestre deste ano em relação ao de 2010 foram Paraná (6,55%), Pernambuco (5,27%), Amapá (4,12%) e Santa Catarina (3,88%).

Já os Estados que apontaram redução real de salário de admissão no período foram Sergipe (-3,64%), Piauí (-2,97%), Roraima (-1,36%) e Tocantins (-0,60%).

Célia Froufe — Agência Estado

Elas preferem ir às compras

Categoria: Investimentos

Mulher adora compras. Um passeio pelo shopping ajuda a aliviar a tensão ou alguma chateação. Porém, esse comportamento consumista faz com que mais da metade das brasileiras – ou 54% delas – não consiga guardar nada ou quase nada da sua renda anual para investir. É o que mostra um estudo da Sophia Mind Pesquisa e Inteligência de Mercado.

“A compulsão por compras faz parte do universo femininoâ€, destaca Sílvia Alambert, educadora financeira do programa The Money Camp Brasil. De acordo com ela, a educação feminina é tratada de forma diferente da dos homens, ou seja, existe uma crença errônea de que o homem deve prover financeiramente e a mulher gastar. “As mulheres querem ser independentes, mas querem um príncipe encantado que pague suas contas. A questão da educação é um paradigma a ser quebradoâ€, acrescenta a especialista.

O sócio da Sophia Mind e coordenador da pesquisa, Bruno Maletta, vê o lado positivo da pesquisa: 46% das mulheres poupam. “Elas têm renda própria, contribuem para a renda familiar e mesmo assim conseguem guardar alguma quantia para investirâ€, observa. O que chama a atenção é a grande proporção de mulheres que optam pela poupança: 73%. Esse número pode ser explicado pela falta de conhecimento em outras opções de investimento e pela segurança de poder contar com o dinheiro a qualquer hora.

Na avaliação do coordenador da pesquisa, existe uma problemática na comunicação entre os bancos, corretoras e as mulheres. As instituições financeiras deveriam prestar mais atenção ao público feminino para, dessa forma, oferecerem seus produtos com uma linguagem diferenciada.

Quem pretende passar de gastadora a investidora precisa trabalhar a questão comportamental. “A educação financeira se faz por meio da mudança de comportamento. É preciso agir racionalmente quando se trata de economia e investimentosâ€, explica Sílvia Alambert.

A história de Paula Schurt, de 36 anos, é um bom exemplo de mudança. Durante a época da faculdade de psicologia, ela ia toda semana ao shopping gastar. Chegou a pagar o mínimo do cartão de crédito e ficar com o saldo devedor no cheque especial. Uma consumista típica.

Depois de alguns anos de formada e algumas dívidas acumuladas, ela começou a perceber que sua atitude estava errada e passou a estudar a relação do consumo com o lado psicológico. “A mulher é mais emotiva e preenche o buraco emocional com a compra. Lembro quando eu ficava chateada com alguma coisa, ia ao shopping para comprar â€, conta Paula Schurt.

Hoje, ela mudou totalmente seu comportamento e trabalha como educadora financeira e psicóloga econômica. Com as finanças em ordem, ela tem aplicações na conta bancária e faz parte de um clube de investimento em ações. A meta é alcançar a independência financeira entre os 55 e 60 anos.

A dica do presidente do Instituto Dsop de Educação Financeira, Reinaldo Domingos, para a mulher disposta a investir parte da sua renda é estabelecer objetivos. Mas é preciso traçar metas de curto, médio e longo prazo para a mulher se motivar a poupar e não comprar mais um sapato para a coleção.

E a pesquisa da Sophia Mind mostra que 12% delas não têm um objetivo específico para os investimentos. “Se não traçar objetivos fica difícil conter o consumo. A mulher fica mais vulnerável e, muitas vezes, gasta mais do que ganhaâ€, alerta Domingos.

Mas antes de fazer qualquer aplicação, é preciso saber qual o perfil de investimento: conservador, moderado ou arrojado. Depois, avaliar qual o prazo de aplicação: curto (até um ano), médio (de um a dez anos) e longo (acima de dez anos). Aí sim, avaliar as opções dentro do seu perfil e prazo.

Sílvia Alambert indica aplicações atreladas a contratos longos, que em caso de saque prematuro, a investidora é punida. “Assim ela vai pensar bem antes de fazer qualquer compra. Deve ser um modelo diferente da poupança que tem a característica do saque a qualquer horaâ€, pontua a educadora financeira, lembrando que os recursos aplicados não devem os destinado às emergências.

Mulheres dominam 5 dos 20 setores da economia

Categoria: Trabalho

As mulheres dominam apenas 5 entre as 20 atividades econômicas pesquisadas no Cadastro Central de Empresas 2009 (Cempre), divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre os assalariados no País em 2009, as mulheres eram maioria nas seções saúde humana e serviços sociais (76,9%), educação (67,3%), alojamento e alimentação (54,1%), atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (52,6%) e outras atividades de serviços (51,6%).

Já os homens dominavam as atividades construção (92,2%), indústrias extrativas (90,0%), transporte, armazenagem e correio (84,2%), agricultura, pecuária, produção florestal pesca e aquicultura (84,1%), água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação (81,6%) e eletricidade e gás (81,1%).

As áreas econômicas que apresentaram maior porcentual de trabalhadores assalariados com diploma universitário foram atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (51,5%), educação (48,5%) e administração pública, defesa e seguridade social (41,4%). Na direção contrária, apresentaram baixos níveis de empregados com formação superior as atividades de alojamento e alimentação (2,6%) e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (2,9%). Daniela Amorim