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Domingo, 26 de Maio de 2013
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Emprego formal está nas micro e pequenas empresas

Categoria: Agenda, Análise, Carreira, comércio, Empreendedorismo, emprego, Serviços, Trabalho

JOSÉ GABRIEL NAVARRO

O candidato a emprego com carteira assinada deve procurar a vaga nas s micro e pequenas empresas, aquelas com até 100 funcionários. Em agosto, a geração de postos de trabalho em organizações com esse perfil bateu um recorde que não se via desde 2003: 97,4% dos novos empregos estavam nas menores firmas do País.

O número é 20 pontos porcentuais maior que a proporção de 77,3% registrada em julho, e foi divulgado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

“A economia brasileira vive um momento favorável que impacta positivamente na contratação de mão de obra nos pequenos negócios, que são focados no mercado interno e, por isso, menos prejudicados pela crise internacionalâ€, explica o presidente do Sebrae, Luiz Barretto. Segundo ele, as áreas que levaram o setor de serviços a liderar a contratação em agosto (veja o gráfico ao lado) foram as de comércio e administração de imóveis, ensino e serviços de alojamento e alimentação.

O ramo da educação, por exemplo, criou quase 23 mil vagas apenas em agosto último. Alojamento (que envolve, entre outras coisas, hospedagem) e alimentação geraram 11.352 postos nesse mesmo período.

Seleção de candidatos
Para o dono da consultoria de recursos humanos DRH, Hamilton Teixeira, quem se candidata a vagas em micro e pequenas empresas tem de estar disposto a se envolver mais com a chefia. “No caso dos negócios menores, você fica muito próximo do poder, que é o dono ou família proprietária. São necessários agilidade e flexibilidade para se adaptar a isso.â€

“O empreendedor deve escolher colaboradores que tenham identidade com o negócioâ€, completa o presidente do Sebrae. “No processo seletivo é importante definir as funções e os direitos que a pessoa terá no cargo.â€
Barretto acredita ainda que a tendência de concentração de postos de emprego nas micro e pequenas empresas deve continuar. “Elas estão respondendo pela maior parte das contratações quando há um desaquecimento nas grandes empresas. Não temos pesquisas concluídas sobre setembro e outubro, mas não há indicativos de que o desempenho piore nestes mesesâ€, diz.

Texeira, também membro do conselho diretivo da IRC Global Executive Search Partners, com consultorias de todo o planeta, afirma que sua empresa tem sido procurada 40% mais neste ano por firmas médias e pequenas em busca de processos seletivos mais sofisticados, em relação a 2011.

Cursos orientam micros a vender para o governo

Categoria: Agenda, Análise, Empresas

MARCOS BURGHI

O poder público está comprando mais de micro e pequenas empresas. Só o governo federal aumentou de 25% para 29% a fatia de suas compras junto ao segmento entre 2010 e 2011 e a perspectiva é de crescimento. Os empreendedores que quiserem mais informações sobre formas de venda para União, Estados ou municípios podem buscar orientações em cursos ou no Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Entre as oportunidades está o curso “Vendendo para o Estado: como Participar de Licitações Públicasâ€, que a Frente Parlamentar em Defesa do Empreendedorismo e o Instituto do Legislativo Paulista (ILP) promovem em outubro. Silvério Crestana, consultor do ILP, afirma que o objetivo do curso é tirar dúvidas dos pequenos empreendedores sobre como iniciar uma relação comercial com órgãos públicos.

Segundo ele, os encontros pretendem mostrar o que é preciso saber para participar de licitações, documentos necessários e como formular as propostas, entre outros detalhes. Com carga horária de doze horas, o curso é gratuito e tem inscrições abertas até 9 de outubro, na página do ILP no portal da Assembleia  www.al.sp.gov.br). O curso ocorre também em outubro, nos dias 16, das 14h às 16h, 17 e 18, das 13h às 18h.

Embora não haja números oficiais de Estados e prefeituras, Júlio Durante, gerente de políticas públicas do Sebrae-SP, estima que entre 2006, quando entrou em vigor a Lei Complementar 123/06, e os dias atuais, o porcentual médio de compras do poder público junto ao segmento, cresceu de 15% para 35%, considerando as três esferas (leia texto nesta página). Durante observa que as melhores oportunidades estão nos setores de serviços, fornecimento de itens de papelaria e uniformes escolares. “Desde a implementação da lei geral houve capacitação de ambos os lados para que a as relações se estreitassemâ€, diz o executivo do Sebrae-SP.

De acordo com Durante, os interessados em conhecer detalhes acerca de comércio com órgãos públicos podem obtê-los nos escritórios do Sebrae-SP, cujos endereços estão no site www.sebraesp.com.br. Segundo ele, os técnicos estão aptos a explicar também sobre outros pontos importantes quando o assunto é venda para governos. “Também é preciso entender sobre gerenciamento, definição de custos e preços, além da situação tributária, já que não é possível ter dívidas deste tipoâ€, lembra.
Delfino de Souza, secretário de Logística e Tecnologia do Ministério do Planejamento, diz que a perspectiva é de um aumento da participação das micro e pequenas empresas nas compras da União. Segundo ele, o portal Compras net  www.comprasnet.gov.br) concentra todas as oportunidades e informações para participação nas concorrências.

O empresário Marcelo Nonato tem uma empresa que fabrica produtos para sinalização viária. No mercado há oito anos, começou a vender para órgãos públicos há cerca de três e hoje 70% de seu faturamento mensal, que gira entre R$ 150 mil e R$ 200 mil, vêm do relacionamento com o governo estadual e prefeituras da Região Metropolitana. “Quem quiser entrar neste universo tem de conhecer a fundo a linguagem dos editais de concorrência ou ter ao lado alguém que saiba interpretá-los, sob o risco de cometer erros e perder a disputaâ€, avisa.

Atualmente com 17 funcionários, cinco mais do que quando iniciou as atividades, Nonato observa que, embora os governos sejam bons clientes, não se deve esperar que o faturamento seja formado apenas pelo setor público. “É preciso diversificar a carteira de clientes. Quanto mais opções, melhorâ€, ensina.

Sebrae cria plataforma para loja online

Categoria: Agenda, Análise, Empreendedorismo, Internet, Serviços, Tecnologia

RENATO JAKITAS

Respaldados pela proliferação e pelos resultados financeiros dos sites de comércio eletrônico no Brasil, o Sebrae e o Grupo MercadoLivre lançaram uma ferramenta para construção de lojas virtuais para micro e pequenos empreendedores.

Batizada como Primeiro E-commerce  www.primeiroecommerce.com.br), a plataforma vai permitir que qualquer empresário tire do papel seu projeto virtual, às vezes engavetado pelos custos da operação e também pela falta de conhecimento sobre a área.

O acesso e o processo de criação da página virtual são gratuitos. No entanto, a cada venda concretizada serão cobrados 4,99% sobre o valor pago pelo cliente final. O montante é referente aos custos das transações financeiras, que são chancelados pelo MercadoPago, plataforma de pagamento pela internet do MercadoLivre.

“A experiência de abrir a loja vai ser mais ou menos como montar um perfil em uma rede social. O tempo de criação vai depender do número de fotos e do tipo de informação que a pessoa vai inserir aliâ€, afirma Helisson Lemos, diretor geral do MercadoLivre no Brasil. “Eu já vi gente, em testes aqui dentro na empresa, montar uma loja dentro do Primeiro E-Commerce em menos de cinco minutosâ€, conta o executivo, que vai oferecer ao empresário quatro modelos de loja e cerca de 200 opções de planos de fundo para a composição do empreendimento online.

Segundo Luiz Barretto, presidente do Sebrae, a expectativa é de que nos primeiros 12 meses pelo menos 3 mil negócios tradicionais lancem versões online por meio da plataforma.
“Nos últimos anos, esse mercado no Brasil vem crescendo na casa dos 20%, segundo pesquisas que realizamos. O e-commerce registrou R$ 14 bilhões em 2010, chegou a R$ 18,7 bilhões no ano passado e, para 2012, a gente espera R$ 23 bilhõesâ€, afirma.
Barretto também chama atenção para a necessidade de formular uma estratégia antes da adesão ao Primeiro E-commerce. Para ele, não é qualquer empresa que pode entrar nesse segmento. “É uma ferramenta mais para pequena empresa do que para o micro empresário e o empreendedor individual. O empreendedor precisa ter bem claro que se entrar e não for bem-sucedido, pode comprometer a imagem do negócio. Um risco que o pequeno empresário não pode correr.â€

Além da estrutura para vender, a plataforma oferece um canal de vídeos com informações , capacitação e dicas sobre o setor. “São cursos que explicam o bê-á-bá do comércio eletrônico. De gestão à operação, passando por gerenciamento financeiro, marketing e comunicação”, conta Lemos, do MercadoLivre.
O receio de ingressar em um universo que não domina, aliado aos custos envolvidos, foram justamente os motivos que afastaram a empresária Gica Mesiara das vendas na internet.

Há dez anos ela deixou uma carreira bem sucedida no mercado financeiro para abrir a Quadro Vivo, empresa especializada em projetos sob medida de jardins verticais, com destaque para os quadros e telas que não emolduram desenhos tradicionais, mas combinações de plantas.

Com faturamento em torno de R$ 4 milhões, a empresária idealizou uma série de produtos que considera com adequação para a venda online, mas não encontrou no canal a motivação para seguir em frente. “Achei tudo muito complicado. Tinha de procurar o cara para fazer o site, a empresa para o sistema de pagamento, estabelecer a logística. Resolvi abortar a ideiaâ€, lembra.

Ao saber da nova plataforma, a empresária diz que analisa reconsiderar a decisão. “Eu achei a ideia muito boa para o que preciso. A internet pode me dar escala para, por exemplo, uma linha de produtos de bricolagem. Vamos analisar com calma para concluir o que faremos.†::

Micro e pequenos fecham semestre em alta de 7,6% no faturamento

Categoria: Agenda, Análise, Empreendedorismo

As micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas fecharam o primeiro semestre de 2012 com uma receita de R$ 244,4 bilhões, um aumento de 7,6% (+ R$ 17, 4 bilhões) em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são da pesquisa de conjuntura Indicadores Sebrae-SP, feita com apoio da Fundação Seade, que realizou o estudo com cerca de 2.716 empresas.

Em junho, o aumento de faturamento foi de 1,8% em relação ao mesmo mês em 2011 (+ R$ 701 milhões). Por setores, os resultados foram: indústria (+ 2,8%), serviços (+2,1%) e comércio (+1,3%). O resultado foi positivo, mas inferior aos registrados nos meses anteriores: março/12 (+9,9%), abril/12 (+10,3 %) e maio/12 (+10,3%).

“O mercado de trabalho vem tendo bom desempenho, com a ocupação e o rendimento dos brasileiros apresentando evolução positiva, o que tem favorecido as vendas das MPEs, particularmente nos setores de serviços e comércio, explica Bruno Caetano, diretor-superintendente do Sebrae-SP.

Por regiões, na comparação entre junho de 2012 e 2011, os resultados foram: região metropolitana de São Paulo (-4,5%), interior (+9%), Grande ABC (+1,9%) e município de São Paulo (-5,5%).

Na comparação entre junho e maio deste ano, a receita dos micro e pequenos negócios caiu 8,2%. Em maio, as MPEs costumam ser beneficiadas pelas vendas do Dia das Mães. Além disso, junho teve dois dias úteis a menos que maio.
Em relação à expectativa dos proprietários de MPEs para os próximos seis meses, 54% deles esperam manutenção no faturamento da empresa e 53% aguardam que o nível de atividade econômica atual seja mantido.

Na comparação entre junho e maio deste ano, a receita dos micro e pequenos negócios caiu 8,2%. Em maio, as MPEs costumam ser beneficiadas pelas vendas do Dia das Mães. Além disso, junho teve dois dias úteis a menos que maio.

Em relação à expectativa dos proprietários de MPEs para os próximos seis meses, 54% deles esperam manutenção no faturamento da empresa e 53% aguardam que o nível de atividade econômica atual seja mantido.

BB reduz juros no financiamento de veículos para pequena empresa

Categoria: Agenda, Análise, Bancos

Altamiro Silva Júnior

O Banco do Brasil anunciou nesta segunda-feira redução dos juros para o financiamento de veículos de micro e pequenas empresas. Os cortes chegam a 21,3% e o BB pode financiar 100% do carro com taxas a partir de 0,77% ao mês, segundo comunicado à imprensa da instituição. As novas taxas valem a partir de hoje.

Desde que o BB começou a baixar juros para pequenas empresas, no começo de abril, quando foi lançado o programa Bompratodos, foram liberados R$ 9,9 bilhões para o segmento, segundo o comunicado. Comparado a março, quando ainda não havia corte nos juros, houve expansão de 18,4% nos volumes liberados. Na linha “BB Giro Empresa Flex”, principal produto de capital de giro para as micro e pequenas empresas do banco, o volume liberado cresceu 38% e ficou em R$ 2,1 bilhões.

O prazo de financiamento pode chegar a 60 meses e só vale para veículos novos, de acordo com o BB. A linha é direcionada às empresas com faturamento bruto anual de até R$ 60 milhões.

Na semana passada, o BB anunciou redução nos juros do financiamento de veículos para pessoas físicas, com taxa mínima de 0,77%. O corte ocorreu logo após o governo soltar um pacote de medidas para estimular o mercado automotivo, com redução de tributos para a compra de carros e mudanças no compulsório.