Após punição da Anatel, TIM vende mais linhas em agosto
- 21 de setembro de 2012 |
- 14h23 |
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Categoria: Agenda, Análise, Empresas, Serviços
Rodrigo Petry
A TIM recuperou em agosto a fatia de mercado anterior à suspensão da venda de novas linhas, que vigorou durante 11 dias a partir de 23 de julho, como punição aplicada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) por problemas na prestação dos serviços. A TIM foi a empresa mais atingida – foi proibida de vender novos chips em 19 Estados, enquanto a Oi foi suspensa em cinco e a Claro, em três.´
Segundo balanço da Anatel, a TIM encerrou agosto com uma fatia de mercado de 26,91%, tendo uma base de 69,395 milhões de linhas ativas. Em relação a julho, a participação da TIM avançou 0,13 ponto porcentual, o maior incremento entre todas as operadoras em agosto.
Na mesma comparação, a fatia de mercado da Vivo, que manteve a liderança do mercado de telefonia móvel, com 76,487 milhões de linhas, mas sua participação recuou 0,05 ponto, para 29,66%; a da Claro caiu 0,09 ponto porcentual, para 24,51%, e da Oi subiu ligeiramente, 0,01 ponto porcentual, para 18,6%.
No mês de julho, perÃodo em que ocorreu a suspensão das vendas da TIM, a fatia de mercado da operadora havia recuado 0,11 ponto porcentual. Já a Vivo, única empresa que não sofreu restrição a venda de novos chips, apresentou neste perÃodo aumento de 0,15 ponto porcentual em sua participação de mercado. Em julho ante junho a Claro, mesmo tendo a venda suspensa em três Estados, teve aumento de 0,02 ponto porcentual de sua fatia de mercado, enquanto a Oi teve queda de 0,06 ponto porcentual.
A participação de mercado da TIM em agosto, de 26,91%, supera as fatias de junho (26,89%) e de maio (26,88%). “O vencedor geral em agosto foi a TIMâ€, destacam os analistas do Raymond James Ric Prentiss e Eric Mallis, em relatório a clientes. Do total de 1,49 milhão de adições em agosto, a TIM capturou 48,5%, seguida por Oi (20,6%), Vivo (20,5%) e Claro (9,8%).
“Os resultados mostram uma recuperação da TIM após o baixo desempenho de julho, impactado pela suspensão das vendas determinada pela Anatelâ€, destacou o presidente da Teleco, Eduardo Tude, em análise postada no site da consultoria.
Segundo a Teleco, a TIM liderou as adições lÃquidas de pré-pago com 530 mil adições de um total de 700 mil, recuperando a liderança desse mercado, perdida para a Vivo em julho.
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Indicadores mostram perda de fôlego da inadimplência
- 19 de setembro de 2012 |
- 12h40 |
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Categoria: Agenda, Análise
Márcia De Chiara
A inadimplência do consumidor dá os primeiros sinais de arrefecimento, apontam os últimos indicadores de calote, apurados por diferentes empresas especializadas em monitorar a solvência do mercado de crédito. Do cheque ao carnê de loja e de financeira, os resultados revelam que, a partir de julho, o boom do calote ficou para trás e que há um tendência crescente de regularização das dÃvidas não pagas.
Em agosto, pela primeira vez neste ano, a inadimplência lÃquida apurada pela Associação Comercial de São Paulo(ACSP) ficou abaixo da registrada no mesmo mês de 2011. O saldo entre o número de carnês inadimplentes e renegociados, em relação à s vendas a prazo de três meses anteriores, atingiu 6,5%. No mesmo mês de 2011, esse indicador estava em 6,6% e, em julho deste ano, em 6,9%.
Os resultados da primeira quinzena deste mês confirmam a tendência de desaceleração da inadimplência. Entre os dias 1.º e 15 deste mês, a quantidade de carnês inadimplentes aumentou 2,5% ante o mesmo perÃodo de 2011 e o volume renegociado cresceu 3,2% nas mesmas bases de comparação. Na primeira quinzena de agosto, o crescimento anual do calote havia sido de 2,6% e da renegociação, 2,8%.
A desaceleração do calote também se repete no cheque sem fundo. Três indicadores apurados por entidades diferentes apontam para a mesma direção. De cada 100 cheques compensados em agosto, 2,85 deles não tinham fundos em agosto, ante 2,91 em julho, aponta a Telecheque. A Serasa Experian obteve um resultado ainda menor: o Ãndice do calote em julho estava em 2% e caiu para 1,97% no mês passado. A Boa Vista Serviços registrou em julho um Ãndice de 1,96% de inadimplência no cheque, que recuou para 1,93% no mês passado.
Indicadores globais de solvência do consumidor, que reúnem em um só número informações sobre dÃvidas pendentes com bancos, varejo, tÃtulos protestados e cheques reafirmam esse movimento. O Indicador Serasa Experian de inadimplência do consumidor, que tinha encerrado julho com um acréscimo de 10,5% em relação ao ano anterior, registrou alta de 7% no mês passado. No caso do indicador de inadimplência da Boa Vista Serviços, o resultado já foi para o terreno negativo. Em julho, o calote do consumidor tinha caÃdo 4,7% ante o mesmo mês de 2010 e registrou retração de 1% no mês passado, nas mesmas bases de comparação.
“O boom da inadimplência já passouâ€, afirma o economista da Boa Vista Serviços, Flávio Calife. Ele observa que a redução no ritmo de novas concessões e tomadas de empréstimo, somada ao recuo dos juros iniciado em agosto do ano passado e o mercado de trabalho ainda vigoroso em ter mos de emprego e renda, são os pilares do recuo da inadimplência.
Carlos Henrique de Almeida, economista da Serasa Experian, faz uma análise semelhante à de Calife. No entanto, ele pondera que apesar da regularização do calote, o consumidor continua muito endividado e cauteloso. Com isso, ele não acredita que a regularização dos débitos traga um grande impulso para o consumo. “O Natal de 2012 será melhor porque o de 2011 foi ruim.â€
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Contra a Apple, Amazon lança Kindle Fire maior
- 7 de setembro de 2012 |
- 6h00 |
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Categoria: Agenda, Análise, comércio, Consumo, Empresas, Internet, Tecnologia
Nayara Fraga
A Amazon apresentou ontem um novo leitor de livros eletrônicos. Batizado de Kindle Paperwhite, a quinta geração do e-reader tem tela luminosa branca, com maiores resolução e contraste, conexões Wi-Fi e de celular de terceira geração (3G) e bateria que dura até 8 semanas. O aparelho será vendido nos Estados Unidos a partir de 1.º de outubro por US$ 179. A versão sem 3G custará US$ 119.
Em Santa Monica, no Estado da Califórnia, onde ocorreu o evento de apresentação do aparelho, a empresa também mostrou seu novo tablet Kindle Fire, agora chamado de Kindle Fire HD. Uma nova versão de tela maior, de 8,9 polegadas, deve brigar diretamente com o iPad, da Apple, com tela de 9,7 polegadas.
O Kindle Fire HD, disponÃvel em três versões, vem com tela de alta resolução, que não estava presente na versão anterior, e bateria mais duradoura. Os preços variam de acordo com a capacidade de armazenamento e tamanho. O de 7 polegadas e 16 gigabytes sairá por US$ 199. O modelo mais potente, com conexão via rede celular de quarta geração (4G) e 64 gigabytes (GB) de memória, sai por US$ 599.
Jeff Bezos, o presidente da Amazon, disse no evento que sua companhia não está no negócio de aparelhos, e sim no negócio de varejo. “Nós queremos fazer dinheiro quando as pessoas usam os nossos aparelhos, e não quando elas compram os nossos aparelhosâ€, afirmou Bezos. A estratégia da Amazon é vender dispositivos móveis a pessoas que se tornarão clientes da empresa, seja comprando livros, músicas, vÃdeos ou mercadorias.
Concorrência. A Amazon compete com a Apple, com o Google e com outras companhias do setor tecnológico por uma participação no mercado de dispositivos portáteis, que tem se expandido rapidamente, já que eles estão rapidamente se tornando a ferramenta preferencial para acessar conteúdo pela internet.
Como a maior rede de comércio virtual, é essencial para a Amazon conquistar uma forte presença nesse novo setor. O modelo mais simples do e-reader Kindle custa US$ 69. O concorrente Nook, da Barnes & Noble, tem preço a partir de US$ 99.
O anúncio da Amazon aconteceu uma semana antes de um evento em que a Apple vai apresentar novas versões de produtos, que podem incluir um iPad menor. “É muito claro que existem hoje dois nomes no mercado de tablets. Um é Amazon e outro é Appleâ€, afirmou Carolina Milanesi, vice-presidente de pesquisa da consultoria Gartner, à Associated Press. “Eles fizeram pelo menos o suficiente para competir com a Apple e o Google neste anoâ€, afirmou o analista Colin Sebastian, da Baird.
Segundo a IHS iSuppli, sete em cada dez tablets vendidos no segundo trimestre foram iPads. Os aparelhos com o sistema Android, do Google, ainda não conseguiram conquistar uma participação importante de mercado. A Amazon tenta mudar esse quadro com os novos Fires, que rodam uma versão do Android.
“Eu quero umâ€, disse o analista Colin Gillis, da BGC Partners, sobre o modelo mais simples do Kindle Fire, que custa US$ 159. “É um ótimo preço, e certamente não será algo que fará dinheiro para eles inicialmente. É ótimo para os consumidores. Se é uma boa estratégia de negócios para a Amazon, ainda teremos de ver.â€
A Amazon tem uma estratégia muito diferente da Apple. O dinheiro da Amazon vem dos livros, músicas e filmes que as pessoas compram pelo Kindle. A Apple, por outro lado, vê o conteúdo como um negócio secundário, e procura ter um ganho alto em cada aparelho vendido. O iPad mais barato, por exemplo, custa US$ 399 nos EUA. / COM REUTERS E AP
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Carros ficam mais caros em agosto
- 5 de setembro de 2012 |
- 22h47 |
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DANIELA AMORIM
A inflação medida pelo Ãndice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostrou que os automóveis novos ficaram 0,34% mais caros em agosto, mesmo sob o regime de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
Um levantamento da Agência Estado, do Grupo Estado, que edita o Jornal da Tarde, sobre os preços médios de tabela de veÃculos no mercado nacional apurados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) apontou que os carros ficaram mais baratos logo após a isenção do IPI, em vigor desde 23 de maio, mas recuperaram parte da redução nos preços em agosto. O fenômeno se repetiu em modelos de quatro montadoras: Fiat, Ford, GM-Chevrolet e Volkswagen.
O encarecimento do produto foi causado pelo aumento da demanda de consumidores gerado pelo próprio benefÃcio do governo para estimular o setor, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÃstica (IBGE). Mas o aumento também já tinha sido constatado na porta de fábrica pela leitura de julho do Ãndice de Preços ao Produtor (IPP).
Reajuste
Segundo os dados da Fipe, um automóvel Fiat Palio Celebration 1.0 0km saÃa, em média, a R$ 26.998 em maio, antes da isenção do IPI, que só passou a vigorar no fim do mês. Em julho, o mesmo modelo custava R$ 25.054. Entretanto, em agosto, o preço subiu para R$ 25.477. Em maio, um Ford KA 1.0 0km era vendido a R$ 26.397. Com a redução do imposto, o modelo passou a R$ 23.492 em julho, mas aumentou para R$ 24.009 em agosto.
O mesmo movimento ocorreu com o modelo Agile LT 1.4 0km da GM-Chevrolet, que custava R$ 37.540 em maio, caiu a R$ 35.433 em julho, mas teve ligeira recuperação para R$ 35.600 em agosto.
O Fox 1.0 0km da Volkswagen também custava mais em maio, R$ 32.423, baixou para R$ 30.115 em julho, mas aumentou para R$ 30.686 em agosto.
A Fipe presta serviço a 25 Unidades da Federação, fazendo o levantamento dos preços médios de veÃculos nas regiões para servir como base de cálculo na cobrança do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de VeÃculos Automotores).
O economista André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), informou que os modelos usados na coleta do Ãndice de Preços ao Consumidor não captaram a alta divulgada pelo IBGE em agosto. “A taxa de FGV ficou em 0% para o mesmo perÃodoâ€, disse Braz.
O pesquisador acredita que a alta possa estar relacionada com a chegada ao mercado dos modelos 2012/2013. “Contudo, não tenho certeza se é isso que está acontecendoâ€, ponderou.
Entretanto, a série histórica do IBGE aponta para uma queda nos preços dos automóveis, tanto novos quanto usados, nesse mesmo perÃodo do ano passado. Em agosto de 2011, os preços dos carros novos recuaram 0,37%, enquanto os usados ficaram 0,61% mais baratos.
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Samsung lança celular e tablet com Windows
- 30 de agosto de 2012 |
- 17h50 |
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Categoria: comércio, Consumo, Empresas, Internet, Serviços, Tecnologia
Renan Carreira, da Agência Estado
Após fracassar no objetivo de obter participação significativa de mercado com tablets rodando o sistema operacional Android, do Google, a Samsung agora está apostando em novos dispositivos baseados no Windows, da Microsoft. A companhia sul-coreana segue na briga com a Apple pelo mercado dos aparelhos móveis.
Depois de uma grande derrota nos Estados Unidos na semana passada, quando foi condenada por um júri a pagar mais de US$ 1 bilhão à Apple por copiar os designs e violar as patentes de software da empresa americana, a Samsung apresentou hoje sua linha de produtos para o segundo semestre deste ano em uma feira em Berlim, na Alemanha.
A companhia sul-coreana anunciou sua linha de produtos ATIV, entre eles um tablet de 10,1 polegadas com o sistema Windows RT e um smartphone de 4,8 polegadas rodando o sistema Windows Phone 8. Os novos produtos serão lançados mais tarde neste ano. A Samsung não divulgou as datas de lançamento nem o preço.
No passado, a Samsung confiou pesadamente em dispositivos baseados no Android para ganhar participação de mercado contra a Apple, mas o veredicto da última sexta-feira nos EUA fez a empresa rever seus planos. A companhia sul-coreana disse, em comunicado, que está “comprometida em oferecer mais opções baseadas na plataforma do Windows 8 para os consumidores”.
Analistas, no entanto, estão céticos sobre se a Samsung vai ser capaz de ganhar mais mercado com o software da Microsoft. As vendas de celulares com Windows já desapontaram a Nokia, que recebe pagamentos regulares da Microsoft para desenvolver celulares que usam seu software.
A Samsung também apresentou um sucessor para seu Galaxy Note que roda Android e combina as funções de um smartphone com um tablet em um aparelho. As informações são da Dow Jones.
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