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Terça-feira, 18 de Junho de 2013
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Cresce 32% a venda de medicamento genérico

Categoria: Consumo

A venda de medicamentos genéricos subiu de 439 milhões de unidades em 2010 para 581 milhões no ano passado, uma alta de 32,3% no volume comercializado. Em valor, o mercado de genéricos somou R$ 8,7 bilhões, montante 41% maior que os R$ 6,2 bilhões registrados em 2010. As informações são da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos), que estima uma economia de R$ 20,2 bilhões aos consumidores desde 2001, quando esses medicamentos começaram a ser comercializados no País.

O crescimento das vendas de genéricos foi 52,3% superior ao da indústria farmacêutica como um todo.

Um importante meio que impulsionou o crescimento dos genéricos, de acordo com a associação, é o programa governamental Farmácia Popular, que hoje já tem peso de 10% nas vendas do setor em unidades.

Patentes vencidas
A entidade ainda destaca o lançamento de novos medicamento que tiveram suas patentes vencidas nos últimos dois anos: Atorvastatina, Rosuvastatina, Sildenafil, Quetiapina e Valsartana, que juntos já representam 10% do faturamento do setor.

Entre os genéricos que devem entrar no mercado em 2012 estão a Ziprasidona, um antipsicótico da Pfizer, e o Sirolimo, produto imunossupressor da Wyeth utilizado em transplantes de órgãos.

A Pró Genéricos afirma que o setor alcançou 22,3% de participação em unidades vendidas em 2011, resultado 26,7% superior aos 17,6% registrados em dezembro de 2010.

Genéricos podem subir até 15%

Categoria: Agenda, Análise, comércio, Impostos

LUCIELE VELLUTO

Mudanças na forma de cobrar imposto de remédios no Estado de São Paulo podem elevar o preço dos medicamentos genéricos de 7% a 15% já nos primeiros dias de 2012. É o que aponta a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos). O que muda é a base de cálculo de tributação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) – passa a valer a partir de 2 de janeiro.

Segundo a Pró Genéricos , para os medicamentos fabricados por seus associados o imposto deve subir 60% – mas pode cair até 20% para os medicamentos de marca. “A medida vai desestimular o consumo de genéricos, o que afeta a população de menor renda”, afirma Odnir Finotti, presidente executivo da entidade.

A mudança está na forma de cálculo do ICMS sobre remédios. A alíquota do tributo estadual é de 18% calculado sobre o valor apresentado na nota fiscal dos fabricantes na venda para as farmácias mais o Índice de Valor Adicionado (IVA). A partir de janeiro, a alíquota se mantém, mas a base de cálculo será sobre o valor máximo do medicamento permitido pelo governo federal menos o desconto médio praticado pelas farmácias apurado em pesquisa de preço do governo estadual.

De acordo com Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, a medida visa definir “uma base de cálculo justa, próxima do que é efetivamente praticado no varejo”. Para o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), a alteração da sistema de recolhimento do imposto pode gerar impactos negativos. “Além de trabalhar com médias, que podem gerar distorções da realidade, o desarranjo pode gerar aumento de preço, pois a indústria vai recolher como é determinado e quem paga é o consumidor”, diz Nelson Mussolini, vice-presidente executivo da entidade.

Outro questionamento da Pró Genérico e ponto que a Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) também chama atenção é que a alteração pode inviabilizar o Programa Farmácia Popular, já que o imposto será maior que o subsídio dado pela União, principalmente para medicação contra a hipertensão e diabetes.

Mais 50 genéricos chegam ao mercado em 60 dias

Categoria: comércio, Consumo

GISELE TAMAMAR

Nos próximos 60 dias, mais 50 medicamentos genéricos devem ser liberados para lançamento no mercado. Nesse período, os pedidos de registro desses remédios serão analisados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com a consequente autorização para sua chegada às farmácias. A previsão é do diretor presidente da agência reguladora, Dirceu Barbano. A lista inclui medicamentos para tratamento de pressão alta, colesterol, esquizofrenia, depressão e câncer.

Os genéricos são em média 50% mais baratos do que os medicamentos de referência.

A previsão otimista de Barbano é justificada pela nova postura da Anvisa em dar prioridade a determinados pedidos de registros desde o começo do ano. Em primeiro lugar, serão analisados os pedidos de genéricos novos, cujas patentes expiraram recentemente e apenas os de referência estão à venda no mercado.

Em seguida entram nessa lista de prioridade os medicamentos com pouca concorrência e por fim, os que são alvo de compra pública para que haja aumento da concorrência no setor e barateamento do preço.

“Fazemos esse processo de identificação e passamos a tratar esses pedidos como análise prioritária”, afirma Barbano. A medida da Anvisa reflete em mais rapidez na liberação dos genéricos. Antes, a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos) chegou a apontar demora de até 15 meses para uma análise de um registro que deveria levar até 90 dias.

E os números mostram que o procedimento está dando resultado. A Pró Genéricos estima um aumento de 73% no número de novos registros no primeiro trimestre de 2011 ante o mesmo período do ano anterior. Só até o dia 15 de abril, foram registrados 67 medicamentos.

Crescimento do mercado
Os genéricos aumentam cada vez mais sua fatia no mercado farmacêutico. O setor alcançou 24,1% de participação no primeiro trimestre ante 20,6% em igual período do ano passado. O objetivo é atingir 30% de participação até o fim de 2012.

As vendas continuam em alta. Foram comercializadas 123,7 milhões de unidades de janeiro a março deste ano – um crescimento de 32% em relação ao ano passado. Apenas três novos genéricos já representam 2,5% do total de vendas no setor. São eles: Sildenafil (Viagra), atorvastatina (Lipitor/Citalor) e valsartanta (Diovan).

O comerciante José Adriano Novaes, de 30 anos, é adepto dos genéricos. “Se eu for na farmácia e tiver a opção genérica é ela que vou comprar por causa do preço. Não tenho receio de comprar esse tipo de medicamento”, diz.

Ontem, como estava com dor de garganta, o comerciante comprou o anti-inflamatório nimesulida. A versão genérica custava R$ 15,50. Já o de referência, R$ 19,99 — quase 30% mais caro.

A Anvisa explica que a diferença de preço existe porque os fabricantes dos genéricos não precisam fazer investimentos em pesquisa, já que as formulações estão definidas pelos medicamentos de referência. Os fabricantes também não precisam fazer propaganda porque não há marca para ser divulgada.

Mas mesmo entre os genéricos, a recomendação é pesquisar. Levantamento da Fundação Procon de São Paulo divulgado na semana passada mostrou que o preço de um mesmo remédio genérico pode variar quase 1.000% de uma farmácia para outra.

Anvisa aumenta número de registros de genéricos

Categoria: comércio, Consumo, Indústria

Desde o início do ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passou a dar prioridade à análise e ao registro de medicamentos genéricos em detrimento dos de marca. Como consequência, no primeiro trimestre foram aprovados 73% mais genéricos em comparação com 2010.

A determinação do presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, já teve impacto: as vendas dos genéricos – que possuem ação idêntica ao remédio original – cresceram 32% no primeiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró-Genéricos), foram comercializadas 123,7 milhões de unidades de genéricos nos três primeiros meses do ano.

“O Estado olha para o interesse público, e a entrada dessas drogas no mercado tem um impacto direto na redução de 35% do preço”, afirma Barbano. Com o crescimento das vendas, esse tipo de medicamento passou a representar 25% do mercado no País.

Para Odnir Finotti, presidente da Pró-Genéricos, o bom desempenho dos genéricos no mercado reflete o reconhecimento da população às medidas do Ministério da Saúde e da Anvisa.

De acordo com Finotti, o fato de o governo federal entregar drogas para hipertensão e diabete nas farmácias populares de graça também ajudou a aumentar as vendas.

“Os medicamentos desse programa são genéricos. E têm o impacto do comodismo. As pessoas vão buscar o remédio de graça e acabam comprando outros que precisam”, diz Finotti.

Ainda de acordo com o presidente da Pró-Genéricos, os dados do primeiro trimestre mantêm o mercado de genéricos como o segmento que mais cresce no setor farmacêutico. “Alcançamos 25% de participação. Nunca crescemos tanto”, diz ele. O objetivo é chegar a 30% do mercado até o fim de 2012.

Para pôr em prática a determinação, a Anvisa estabeleceu um conjunto de medidas para priorizar a aprovação.

Primeiro, serão analisados os medicamentos genéricos que são inéditos (aqueles que, por enquanto, só existem os de marca no mercado). Depois, serão analisados os genéricos pouco competitivos no comércio. Por fim, a Anvisa vai avaliar os pedidos de registro de genéricos usados para tratar doenças estratégicas para o Ministério da Saúde, como diabete e hipertensão.

Prioridade

Seguindo esses critérios, há 69 genéricos em análise prioritária na Anvisa. Desses, 51 são medicamentos novos – o que significa que, em poucos meses, 51 drogas inéditas poderão chegar ao mercado. Entre elas, estão remédios para esquizofrenia, colesterol e hipertensão.

Ao todo, há pouco mais de mil pedidos de registro de drogas genéricas e similares (medicamentos com ação parecida com a do remédio original, mas que não garantem o mesmo efeito clínico) em andamento na agência e 13 pedidos de remédios de marca. (Fernanda Bassette)

Preço de remédio tem até 295% de diferença

Categoria: Consumo

Paulo Darcie

Pesquisa feita pelo Procon-SP nas farmácias da capital paulista aponta diferença de até 295% no preço de medicamentos genéricos. É o caso da dipirona sódica (analgésico que tem como medicamento de referência a Novalgina), cujo preço variou entre R$ 0,98 e R$ 3,88. Realizada entre o final de julho e o começo de agosto, a pesquisa conferiu os preços de 26 medicamentos, nas versões genérica e de referência, em 15 farmácias da cidade.

Como os genéricos são produzidos por diversos laboratórios, o levantamento comparou o genérico mais caro e mais barato sem levar em conta o fabricante. Já entre os medicamentos de referência as variações são menores, mas ainda assim eles podem custar quase o dobro na farmácia vizinha. É o caso do Dexason (cetato de dexametason), que teve diferença de 91%, ou R$ 3,86 entre o mais barato e o mais caro.

Para a técnica do Procon, Cristina Martinussi, as diferenças encontradas na pesquisa são significativas. “São diferenças grandes, apesar de as maiores estarem justamente nos produtos de menor valor agregado”, diz ela. Os motivos dessas discrepâncias, segundo ela, são vários e dizem respeito, principalmente, aos acordos comerciais feitos entre os distribuidores e os varejistas. “Fatores como o porte da drogaria, o volume que ela compra, a variedade de produtos do mesmo laboratório que ela oferece nas prateleiras influenciam diretamente no preço que ela paga por eles”, afirma.

O diretor executivo do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos de São Paulo (Sincofarma), Juan Carlos Becerra, lembra que, além da política de distribuição de cada laboratório, o preço de produção dos genéricos varia para cada laboratório. “Depende dos padrões adotados pelo laboratório. Cada empresa gasta mais ou menos no processo, tem um rigor diferente nos testes e no controle de qualidade”, diz ele.

Por isso, o Procon recomenda pesquisar muito para encontrar o melhor custo-benefício, o que muitas vezes pode não significar o menor preço. “Dependendo do remédio, a diferença é tão pequena que não vale o custo de deslocamento”. A pesquisa deve ser feita sempre aliada à prescrição médica.