Estadão.com.br
Domingo, 26 de Maio de 2013
Seu Bolso
Seções
Arquivos
Tamanho do Texto

Variação de preço de itens de inverno chega a 368%

Categoria: comércio, Consumo

LUCIELE VELLUTO

Os consumidores que procuram produtos típicos de inverno podem encontrar preços com até 368,2% de diferença entre uma loja e outra na internet. A maior variação é no preço de uma chaleira elétrica, que pode custar de R$ 43,27 a R$ 202,60.

A pesquisa feita ontem pelo site de comparação de preços Buscapé mostra que neste período os varejistas aproveitam para ganhar com itens sazonais.
“Sobre os produtos que são mais demandados em algumas épocas do ano e não muito populares, o varejo aproveita para ter maior rentabilidadeâ€, explica o vice-presidente da área de comparação de preços do Buscapé Company, Rodrigo Borer.

Alguns produtos apresentam maior procura neste período. Com a chegada do inverno, o item que registrou o maior número de consultas no buscador Zoom foram as botas de cano longo, com um avanço de 402%, subindo 84 posições no ranking dos itens mais procurados. Outro produto que apresentou aumento na procura foram os jogos de fondue, que tiveram um acréscimo de 275%, saltando 45 posições no ranking dos mais buscados quando o inverno começou.

No Zoom, uma cafeteira elétrica apresentou diferença de 48,2% de preço entre os sites pesquisados ontem, indo de R$ 134,90 a até R$ 199,90.
Borer explica que a variação de preço também está relacionada ao tamanho dos varejistas que estão nos sites de busca. Segundo ele, grandes varejistas conseguem menores preços quando compram os produtos dos fornecedores.

A pesquisa de preço acaba sendo ferramenta fundamental para o consumidor que quer economizar nas compras de inverno. Um aquecedor elétrico de ambiente pode custar de R$ 73,87 a R$ 144,99, uma diferença de 96,3%.
E a comparação não deve se restringir ao mundo virtual. “Muitos consumidores fazem a pesquisa pela internet e, com a informação de preços nas mãos, vão às lojas físicas e conseguem comprar até pelo mesmo valor da internetâ€, diz o vice-presidente do Buscapé.

Outra forma de escapar dos preços mais altos para produtos sazonais é fazer as compras em outros períodos, fora da “época†deles. “Cada época do ano é caracterizada por um tipo de produto que se destaca e após isso é comum a redução de preços. Uma boa dica é deixar para comprar o edredom e o aquecedor de ambiente que o consumidor tanto deseja durante o verão, quando grande parte das pessoas estará mais preocupada em comprar um ar-condicionadoâ€, ensina o CEO do Zoom, Francisco Donato.

ACSP realiza evento de e-commerce para pequenas e médias empresa

Categoria: Agenda, comércio, Empreendedorismo, Internet

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP), com o apoio do Sebrae, IAB Brasil, eCommerce News, Assespro-SP e outras empresas do comércio eletrônico brasileiro promove, no dia 29 de maio, terça-feira, das 08h30 às 13h15 em sua Distrital Santo Amaro (Av. Mário Lopes Leão, 406), a quarta edição 2012 do e-Commerce Meeting.

O encontro é voltado às pequenas e médias empresas que desejam aprimorar seus conhecimentos na área de comércio eletrônico, bem como aquelas que até agora não tiveram qualquer experiência com a plataforma e desejam passar a utilizá-la. O cenário de atuação é promissor, de acordo com o gestor da ACSP Shop, Genivaldo Oliveira, “Há uma estimativa de fechar 2012 com R$ 25 bi, sendo que, atualmente, as PMEs representam cerca de 20% do faturamento, com um tíquete médio por compra de R$ 350. Mais do que apresentar uma excelente relação custo-benefício, o comércio web é fundamental para esse perfil de empresa, que atua de forma segmentada e especializadaâ€, ressalta o executivo.

O objetivo do evento é apresentar o funcionamento completo de uma loja virtual, analisando diversos critérios e decidindo soluções em todos os aspectos, como tecnologia para gerenciamento da loja, layout, meios de pagamento, segurança, logística, publicidade e marketing. O conteúdo apresenta um profundo detalhamento das ferramentas apresentadas, links patrocinados, melhora do posicionamento em sites de buscas, dentre outras ações.

As inscrições, que são gratuitas, devem ser realizadas por meio do link http://migre.me/92HE1

Confira a programação:

| 08h30 – Credenciamento
| 08h50 – Apresentação dos participantes e breve abertura
| 09h00 – Micro e pequenas empresas no eCommerce Brasileiro – eCommerce School
| 09h40 – Monte uma loja virtual completa – ACSP Shop
| 10h20 – Como o Marketing pode transformar sua PME em uma empresa notável – Goomark
| 11h00 – Intervalo Networking
| 11h15 – Como pesquisar seus clientes – Survey Monkey
| 11h55 – Soluções de Comércio Eletrônico – ShopFácil/Bradesco
| 12h35 – Meios de Pagamento Seguros na Internet – PayPal
| 13h15 – Encerramento

Consultoria grátis e em domicílio para micros

Categoria: Empreendedorismo, Empresas

GISELE TAMAMAR

“Eu não tenho tempo para nada. Olha só, hoje mesmo eu abri a loja sozinha, recebi fornecedor, mercadoria, contador. Tem que ser tudo rapidinho, senão não sobra tempo para atender minhas clientes queridasâ€, diz a dona de uma loja de roupas. É assim que começa o vídeo da campanha de divulgação do programa Negócio a Negócio do Sebrae, voltado para os microempresários que argumentam falta de tempo para não procurar auxílio. A partir de agora, não tem desculpa: o Sebrae vai até as empresas, presta consultoria e não cobra por isso.

O programa já existe em nível nacional há mais de um ano, mas começou efetivamente no Estado de São Paulo só em março. Anteriormente era trabalhado um roteiro parecido, mas sem as visitas. A expectativa nessa primeira rodada, entre abril e maio, é atingir mil empresas no Estado. Em todo o País, o Sebrae atendeu 440 mil empresas em 2011 e pretende elevar o número para 600 mil em 2012.

A consultoria do Sebrae inclui três visitas ao estabelecimento. A primeira delas serve para o agente fazer um diagnóstico em relação à gestão, operação e finanças. Na segunda visita, são entregues sugestões para melhorias no negócio e um plano de ação. Em seguida, na última visita, o agente verifica e acompanha a aplicação das melhorias sugeridas.

No Estado de São Paulo, foram capacitados 66 agentes de orientação. O relacionamento entre a entidade e o empresário pode continuar por meio de outros programas oferecidos, além de cursos.

“Culturalmente o microempresário acha que não tem tempo. Mas se ele não tem tempo para se aprimorar e planejar pode estar perdendo uma oportunidade ou deixando de ganharâ€, observa Paulo Marcelo Tavares Ribeiro, gerente da Região Metropolitana de São Paulo do Sebrae-SP.

O foco do programa inclui microempresas com problemas básicos de gestão. Do total de interessados no programa que já procuraram o Sebrae, 60% tinham perfil diferente. Quando isso ocorre, eles são direcionados para outros programas da entidade.

Nos primeiros atendimentos feitos este ano em São Paulo, foi possível perceber as duas principais deficiências dos participantes. Segundo Ribeiro, muitas empresas têm dificuldades primárias de gestão, ou seja, não têm controles estabelecidos de suas operações ou não sabem montar o fluxo de caixa. A falta de planejamento também está entre as falhas mais graves identificadas.

Controle
A Belaluz Iluminação foi uma das empresas que participaram do programa. “Só de responder o questionário já vamos tomando consciência do que precisamos melhorar, das falhas, que nosso controle do estoque não era perfeito, de compras repetidasâ€, conta a proprietária Wanda Gonçalves Dias, de 58 anos. “O auxílio do Sebrae ajudou a abrir minha mente. Quero crescer, mas de maneira organizadaâ€, diz.

A empresa de fabricação de CDs e DVDs Ponto 4 Digital participou do programa no ano passado, quando as visitas ainda não faziam parte do programa no Estado. Mas só a parte de diagnóstico já foi importante para o negócio. “Fomos descobrindo os pontos fortes e fracos da empresaâ€, afirma Fabio Henrique Pereira, um dos sócios.

Depois, ele incluiu no aprendizado os cursos de Gestão Financeira e de Estratégias Empresariais e recebeu visitas de consultores na empresa. Nesse caso, o atendimento foi em um nível mais avançado de gestão e teve custo. “Ver é diferente de explicar. A visita ajuda o empresário e o consultor a visualizarem a situação da empresa.â€

Para participar do programa é preciso entrar em contato com o Sebrae-SP e responder um questionário. A partir disso, será feito o agendamento das visitas. “Com a demanda atual a agenda está sendo atendida em até dez diasâ€, diz Ribeiro.

Celular agora também tem a função de carteira virtual

Categoria: Bancos, Consumo, Serviços, Tecnologia

LIGIA TUON

O celular envia e-mails, lembra dos seus compromissos, funciona como GPS e, obviamente, funciona como telefone. Mas, cada vez mais, ele pode fazer as vezes da sua carteira. Essa tecnologia permite que o aparelho carregue todos os seus cartões de forma virtual dentro dele e seja usado para pagar a compra feita em uma loja, por exemplo. Ou, com uma simples mensagem de texto, faça a transferência do seu dinheiro para o estabelecimento comercial. Alguns aplicativos com essa função já podem ser baixados por quem tem um smartphone.

O aplicativo Virtual Wallet (carteira virtual, em português) acaba de chegar ao mercado com essa finalidade. “Depois de cadastrar os cartões de crédito que você tem, eles aparecem de forma virtual na tela do seu celular. É só escolher um na hora da compraâ€, explica Claro Pinheiro Policarpo, diretor da divisão de cartões da Thomas Greg & Sons, empresa que fabrica, fornece soluções de segurança para cartões e desenvolveu o aplicativo gratuito.

A ideia foi divulgada esta semana na feira Cards, evento que apresentou novidades de tecnologia para o setor de cartões. O usuário com o sistema operacional Android já pode baixar o recurso, mas a lista de estabelecimentos aptos ao serviço ainda não foi fechada. “Vamos acertar isso com grandes lojas do varejo e os usuários terão acesso até o começo do segundo semestreâ€, diz Policarpo. Segundo ele, o aplicativo também poderá ser usado no IOS – sistema operacional do iPhone.

Outra forma de fazer pagamentos por meio do celular é encostando dois aparelhos. “O vendedor e o cliente têm de baixar um aplicativo em seus celulares. Na hora do pagamento, é só encostar os doisâ€, explica Ricardo Dortas, diretor do PagSeguro, empresa especializada em pagamentos. O detalhe é que, para baixar o aplicativo, também gratuito, chamado de PagSeguro NFC, o usuário tem de ter os modelos de celular C7, N9 ou 701, fabricados pela Nokia, que usa o sistema Symbian. É possível cadastrar até cinco tipos de cartões de crédito na conta.

Para os dois aplicativos, apenas o comerciante terá o custo da transação, que é semelhante à taxa administrativa de cada venda, no caso de pagamentos no cartão tradicional que fica, em média, 3% do valor da compra.

Ainda em fase de testes em São José dos Campos (SP) e Fortaleza (CE), o pagamento por meio de mensagem de texto da Mastercard também permite que o consumidor acerte suas contas pelo celular. Só precisa escolher o número correspondente ao estabelecimento fornecedor do serviço ou produto. “Os estabelecimentos serão cadastrados com um número no nosso sistema que, agora, funciona só para a operadora Vivoâ€, diz Luiz Guilherme Roncato, vice-presidente de plataformas inovadoras da Mastercard Brasil e Cone Sul. A ideia é que todo chip da Vivo tenha uma opção para o aplicativo no futuro. Segundo Roncato, o sistema deve chegar em São Paulo em menos de um ano.

O que já está em uso no mercado é o recurso que “transforma†o celular em máquina de cartões. Basta ter o aplicativo da Redecard ou da Cielo instalado no aparelho. A Visa também oferece duas formas de pagar pelo telefone. O Visa Mobile Payment, pelo qual o cliente cadastra o número no site do seu banco e efetua pagamentos por mensagem para estabelecimentos afiliados ao sistema. E o Visa Paywave, no qual o usuário coloca um chip no celular a faz pagamentos encostando o aparelho numa máquina. Segundo a Visa, há 240 mil desses aparelhos em funcionamento no País.::

Zara abre loja em Nova York em busca de nova imagem

Categoria: Agenda, Análise, comércio, Consumo, Empresas, Indústria

Gustavo Chacra

A marca de roupas espanhola Zara, que sofreu um abalo na imagem em um caso de trabalho análogo ao escravo no Brasil, abrirá uma gigantesca loja nesta semana na Quinta Avenida, em Manhattan, um dos endereços mais caros de Nova York.

O imóvel de 3,5 mil metros quadrados foi comprado no ano passado por US$ 324 milhões em uma das mais caras transações comerciais de Manhattan nas últimas décadas. O antigo dono era a NBA, que mantinha uma loja de produtos relacionados à Liga de Basquete dos EUA.

Antes, a Zara possuía uma loja de menor proporção na mesma região da Quinta Avenida, a cerca de cinco quarteirões do Central Park. Um dos objetivos da marca espanhola é usar a nova loja como “a sua imagem internacionalâ€, da mesma forma que a da Apple Store, localizada na mesma área, é para a fabricante de iPhones e iPads, segundo Pablo Isla, presidente da Inditex, que é dona do conglomerado do qual a Zara faz parte.

De acordo com o presidente da Inditex, a Zara da Quinta Avenida “faz parte de um novo conceito de lojaâ€. Será, segundo a explicação da empresa, “uma série de butiques dentro de uma grande instalaçãoâ€. Telas serão espalhadas pelo espaço, que será quase integralmente branco e preto.

Vizinho da rival Uniqlo, o endereço com o número 666 na Quinta Avenida também faz parte da estratégia de marketing da Zara. A loja produziu um filme homenageando sua filial em Nova York que está sendo exibido no site da empresa.

A Zara pretende inovar com as formas de pagamento. Os clientes poderão adquirir roupas e pagar por telefone celular ou cartões de crédito sem passar por uma máquina – nos EUA, isso é ainda mais inovador do que no Brasil, já que, no país, máquinas portáteis de cartão de crédito são raridade.

Além da facilidade nos pagamentos, a Zara quer transformar esta loja em modelo para várias outras, como as de Sydney, La Coruña e Lisboa. Mais do que vender produtos, a ideia é trabalhar a imagem da loja nos Estados Unidos, onde muitas compras de roupas entre os jovens são feitas pela internet.

Na Quinta Avenida, o foco será nos turistas. A área de Manhattan é próxima a muitos hotéis e atrações turísticas. Ao mesmo tempo, está distante de regiões mais relacionadas com a moda na cidade, como Soho e Chelsea. No ano passado, no Brasil, foi descoberto que algumas confecções fornecedoras da Zara usavam trabalho análogo ao escravo, o que provocou abalos na imagem da marca.