Câmbio ainda favorece compras nos EUA
- 13 de maio de 2012 |
- 14h10 |
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Categoria: Agenda, Análise, comércio, Consumo, Dólar
Yolanda Fordelone
Ao contrário do que se poderia imaginar, a alta do dólar em pouco mais de R$ 0,30 em 12 meses não favoreceu a compra de produtos importados no Brasil. Segundo levantamento feito em lojas do Brasil e Estados Unidos, 15 itens entre eletrônicos, roupas, tênis e até livros ainda são mais caros aqui. Os preços nos EUA chegam a ser 65% inferiores aos do Brasil, mesmo considerando a taxa de câmbio do turismo, sempre acima do câmbio comercial.
“Desde que a taxa de câmbio ficou mais baixa, a indústria brasileira não consegue competir com o exterior. Alguns insumos até têm conseguido ficar mais baratos do que no exterior, como alguns tecidos, mas em geral o produto final ainda é mais caroâ€, diz o professor de economia da ESPM-RJ, Roberto Simonard.
Um dos motivos que explicam a diferença de preços é essa baixa competitividade causada por custos maiores no mercado local. “O preço ilustra a ineficiência da nossa infraestrutura. O custo de transporte e logÃstica para trazer um produto da China, por exemplo, é muito maior do que nos Estados Unidosâ€, completa o professor da Fipecafi, Mario Amigo.
A ineficiência passa pelo problema da burocracia para importar e em diversos outros âmbitos. “Uma importação pode chegar a demorar de dois a três meses para ser liberada. Há estimativas de que a burocracia em geral represente 40% do custo de uma empresa, o que acaba sendo repassado no preço dos produtosâ€, diz o professor da Fecap, Erivaldo Vieira.
Outro motivo apontado por especialistas é a alta carga tributária. Um perfume importado da marca Lacoste, por exemplo, apresentou preço 61% menor nos Estados Unidos do que no Brasil. Sobre perfumes importados, é cobrado um imposto de 78,43% no PaÃs.
“É uma questão não somente de diminuir os impostos, mas deixá-los mais transparentes, na embalagem dos próprios produtos. A transparência aumenta a concorrência, porque o consumidor passa a entender o que realmente pagaâ€, avalia o professor do Insper, Ricardo Rocha.
Em alguns casos, como em relógios e livros, há a questão do ganho de escala. “A economia dos Estados Unidos é dez vezes maior que a nossa. É muito diferente produzir 200 mil relógios em vez de 20 mil. Os custos ficam reduzidos, mais diluÃdosâ€, analisa Vieira.
Diferença
Não é à toa que os gastos de brasileiros no exterior no primeiro trimestre bateram recorde e somaram US$ 5,38 bilhões. A economia pode ser grande ao comprar produtos em outro paÃs. Entre os 15 produtos pesquisados, a maior diferença de preços foi observada em um relógio da marca Timex. Nos EUA, o produto é 65,72% mais barato do que no Brasil.
Entre os eletrônicos, o celular Galaxy teve a maior diferença, de 62,16%. O videogame Playstation 3, item muito consumido por brasileiros lá fora, é vendido pela mesma loja nos Estados Unidos por um preço 50% menor, e lá o produto ainda vem com um jogo e uma câmera com sensor de movimento. Na compra do Ipad 2, de 16 gigabytes, o consumidor encontra um valor 43% mais baixo nos EUA.
Mas até em itens inusitados, como chocolate, há uma grande diferença de valores. Na caixa do chocolate Ferrero Rocher, com 24 unidades, o preço nos EUA é 49% menor. O item de menor diferença foi o uÃsque Black Label 12 anos (18%).
Tamanha diferença, porém, pode representar uma armadilha para o turista. “As regras da Receita Federal devem ser muito bem observadasâ€, lembra Rocha.
Brasileiros não pagam imposto, por exemplo, na compra de máquinas fotográficas, relógios de pulso, joias e celulares usados.
As aquisições estão limitadas a 20 produtos e há tarifa caso o valor ultrapasse US$ 500 por via aérea. “Se o objetivo é comprar, também não é indicado viajar com muita bagagem, para não pagar sobrepeso no aviãoâ€, diz Amigo.
Além de ir com um orçamento já limitado de gastos, a melhor opção é utilizar dinheiro em espécie. “Deve-se tomar cuidado com a variação cambial do cartão de créditoâ€, afirma Simonard, ao lembrar que em geral as parcelas são calculadas de acordo com o fechamento do câmbio no futuro. Além disso, no cartão de crédito há o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 6,38%.
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Dia das Mães: roupa e calçado puxarão venda
- 9 de maio de 2012 |
- 18h19 |
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Categoria: Agenda, Análise, comércio, Consumo
As vendas deste Dia das Mães devem ser puxadas pelas roupas e calçados, apontou pesquisa divulgada há pouco pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), feita em parceria com o Instituto Ipsos. Dos mil entrevistados ouvidos em todo o PaÃs entre os dias 20 e 30 de abril, 37,9% pretendem comprar roupas e calçados de presente.
O grupo joias, perfumes e bijuterias ficou em segundo lugar na intenção de compras (18,2%), seguido por eletrodomésticos (13,5%), celulares (6,1%), CDs e livros ( 6%). Os consumidores indecisos somaram 15,2%. Já 4,5% dos entrevistados responderam que pretendem comprar “outros” itens.
Entre os eletrodomésticos, 5,6% dos entrevistados das classes A e B devem comprar televisões, enquanto a preferência de 5,8% das classes D e E são os fogões.
“Os dados desta pesquisa mostram que o Dia das Mães promete ser bom, pois cerca de 20% das compras serão de bens duráveis, perdendo apenas para roupas e calçados, com a ajuda do clima frio”, afirmou, em nota distribuÃda à imprensa, Rogério Amato, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).
Em relação à forma de pagamento, a maioria afirmou que prefere pagar à vista as roupas e calçados (86%) e as joias e perfumes (87%). O pagamento à prazo é preferência para as compras de fogão (83%), televisão (54%), tablet (53%) e geladeira (52%).
Beatriz Bulla — Agência Estado
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Autores chineses acusam Apple de pirataria
- 20 de março de 2012 |
- 16h44 |
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Categoria: Empresas, Internet, Tecnologia
Um grupo de 22 autores chineses registrou um processo contra a Apple, alegando que sua loja online de aplicativos vende cópias não licenciadas de seus livros, informou a imprensa estatal chinesa no domingo.
O grupo, chamado União dos Direitos de Autores, exigiu no ano passado que a Apple abandonasse a distribuição eletrônica dos livros dos escritores e havia antes persuadido a Baidu, maior ferramenta de busca da China, a parar de publicar o material em seu produto Baidu Library.
Os escritores buscam uma compensação de 50 milhões de yuans (US$ 8 milhões), dizendo que a Apple vendia versões pirateadas de 95 livros por meio de sua loja online, reportou a agência Xinhua, sem dizer onde a reclamação foi registrada.
“Como donos de propriedade intelectual, entendemos a importância de protegê-la, e, quando recebemos reclamações, respondemos de maneira rápida e apropriadaâ€, disse Carolin Wu, porta-voz da Apple. A reportagem não conseguiu contatar a União dos Direitos de Autores para comentar o assunto.
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Encyclopaedia Britannica deixa o papel
- 15 de março de 2012 |
- 14h21 |
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Categoria: Empresas, Internet, Serviços, Tecnologia
NAYARA FRAGA
Apesar de ter no nome a palavra enciclopédia, a Encyclopaedia Britannica está se distanciando cada vez mais dos livros que foram a principal fonte de pesquisa de estudantes antes dos anos 2000. Seus softwares educacionais respondem hoje por 85% da receita — o resto vem da venda das versões impressa e online da enciclopédia, conforme a imprensa internacional. E o faturamento proporcionado pelas coleções impressas, separadamente, seria apenas de 1% do total, aponta o Wall Street Journal.
De agora em diante, no entanto, não haverá qualquer receita originada da enciclopédia de papel. A empresa anunciou que, depois de 244 anos, deixará de publicar edições impressas. “Eu entendo que, para alguns, o fim das coleções impressas possa ser encarado como um indesejado adeus a um amigo querido, confiávelâ€, diz o presidente da Britannica, Jorge Cauz, no site da companhia, antecipando a extensa lamentação que correu a web.
Ele explica que a perspectiva da companhia, “compartilhada por mais de 100 milhões de estudantes e pesquisadores que têm acesso ao britannica.comâ€, é de que, ao concentrar esforços nos serviços digitais, a enciclopédia pode atualizar continuamente seu conteúdo e ainda expandir os tópicos mais relevantes sem a restrição de tamanho imposta pelo papel.
“Na verdade, nossa base digital de dados é hoje muito maior do que o que nós poderÃamos imprimirâ€, diz Cauz. E os verbetes e histórias, lembra ele, estão atualizados porque é possÃvel revisá-los a qualquer momento, sempre que for necessário.
A decisão de acabar com a Britannica em papel foi encarada pelo mercado como uma fatalidade do mundo moderno. Afinal, a Wikipedia, a maior enciclopédia colaborativa da internet, desponta como principal fonte de pesquisa dos internautas.
Mas as queixas de quem tinha o costume de usar a enciclopédia em papel são extensas. “Lamento o desaparecimento não só por causa da nostalgia, mas porque, mesmo reconhecendo a utilidade de procurar coisas na web, eu também sei o quão frágil é o tecido da webâ€, diz Steven Nichols, jornalista do site de tecnologia ZDnet.
Ele se refere à volatilidade dos textos na internet. “Qualquer palavra escrita na web é como se falada ao vento. Elas estão aqui um dia e vão embora no seguinte.â€
Luxo
Fundada em 1786 em Edimburgo, na Escócia, a Enciclopaedia Britannica é a mais antiga da lÃngua inglesa. Com boa reputação, ela se tornou um item de luxo de US$ 1.395, comprado por embaixadas, bibliotecas, instituições de pesquisa e consumidores com alto nÃvel de educação, lembra o New York Times.
O acesso online da enciclopédia custará US$ 70 por ano. Seu conteúdo estará completamente disponÃvel durante uma semana.
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Apple é investigada por livros eletrônicos
- 9 de março de 2012 |
- 11h54 |
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Categoria: Empresas, Internet, Serviços, Tecnologia
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (EUA) alertou à gigante da tecnologia Apple e cinco dos maiores editores do paÃs que planeja processá-los, acusando-os de conluio para elevar os preços de livros eletrônicos, disse uma pessoa familiarizada com o inquérito.
Autoridades americanas e europeias vêm investigando se editores e a Apple fixaram preços no crescente mercado de livros eletrônicos — chamados de e-books.
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