Preço do álcool em SP sobe 9% em um mês
- 4 de julho de 2011 |
- 23h16 |
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Categoria: Indicadores
SAULO LUZ
O preço do litro do etanol nos postos da capital paulista subiu 9% em um mês e atingiu o maior nível em quatro semanas. Estudo da Agência Nacional do Petróleo Gás e Biocombustíveis (ANP) mostra que o litro do álcool fechou a semana entre 26 de junho e 2 de julho com valor médio de R$ 1,805 — entre os dias 5 e 11 de junho a média ficou em R$ 1,655.
O educador de trânsito Ronaldo Pinheiro, de 41 anos, tinha o hábito de sempre abastecer o automóvel (que é bicombustível) com etanol, em função do custo menor. Porém, tem preferido usar apenas gasolina. “O preço do álcool tem subido todo dia. Há três meses eu voltei a abastecer somente com gasolina. Está difícil continuar confiando no álcool.”
José Alberto Paiva Gouveia, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), diz que os postos apenas repassaram o aumento da usina.
“Em 3 de junho o etanol custava R$ 1,01 (sem impostos) na usina e chegou a R$ 1,14 no dia 1º de julho. Se o preço sobe na usina, também sobe no posto”, explica o presidente do Sincopetro.
Safra insuficiente
Para Antonio de Pádua Rodrigues, diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), a safra de cana deste ano (a colheita teve início em maio) foi insuficiente para atender o crescimento de mais de 7% na demanda pelo etanol.
“Estamos ainda dimensionando a realidade, mas é quase certo o cenário de uma safra de cana inferior à do ano passado. Na gasolina, o preço é definidos pela Petrobrás. No caso do etanol, é determinado pela relação de oferta e procura no mercado”, afirma o executivo da Unica.
Apesar disso, o diretor da Unica garante que não deve se repetir a alta volatilidade de preços do ano passado. “O preço continuará maior do que o valor da safra de 2010, mas ficará estabilizado. Nos Estados onde o etanol tem vantagens tributárias (São Paulo, Paraná, Goiás e Mato Grosso), o preço continuará competitivo frente à gasolina. Já nos outros estados, onde não há incentivos ao setor, o álcool não terá uma grande competitividade frente à gasolina”, completa.
Especialistas afirmam que os donos de carros bicombustíveis só devem optar por álcool quando o litro custar menos de 70% do valor da gasolina. Em média, o preço atual do etanol responde por 66% do valor médio do litro da gasolina (2,695) — segundo mesmo levantamento da ANP.
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Etanol volta a ser vantajoso em SP
- 20 de maio de 2011 |
- 23h15 |
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Categoria: Consumo, Indicadores, Inflação
MARÍLIA ALMEIDA
O álcool combustível volta a ser vantajoso na cidade de São Paulo, aponta pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP) divulgada ontem. Nesta semana, o preço médio do litro do combustível é de R$ 1,77, enquanto o da gasolina é de R$ 2,76, quedas, respectivamente, de 9,69% e 1,42% com relação à semana anterior.
O preço do álcool deve ser igual ou menor que 70% do preço da gasolina para que sua compra seja mais vantajosa, já que o rendimento do combustível é menor. De acordo com o levantamento, hoje seu preço médio equivale a 64% do preço da gasolina.
O litro da gasolina varia de R$ 2,48 a R$ 2,99 na amostra da ANP, enquanto o litro do etanol é encontrado por no mínimo de R$ 1,49 e no máximo R$ 2,09.
O álcool mais barato é encontrado em postos da zona leste e oeste da cidade. O levantamento completo pode ser consultado no site da ANP www.anp.gov.br).
“Pode ser que em um posto ou outro da cidade não seja, mas na maioria já é vantagem abastecer com o combustível”, afirma José Alberto Paiva, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado (Sincopetro). Segundo Alberto, os postos baixaram os preços em média R$ 0,20 esta semana.
Enquanto o álcool era encontrado por preços baixos ontem, a gasolina ainda era encontrada por mais de R$ 3 na cidade. Em um posto no bairro do Limão, onde havia fila para abastecer com o combustível, o litro de etanol era vendido por R$ 1,58. Já em um posto perto do shopping Cidade Jardim, o litro de gasolina era vendido por R$ 3,19.
Caso os consumidores passem a consumir mais álcool, o Sincopetro prevê que o preço do combustível deve estabilizar já na semana que vem. Já a gasolina deve continuar em queda, ainda que não na mesma proporção do álcool.
“A partir de agora a queda do preço da gasolina vai ser mais rápida, já que os dois combustíveis estavam com uma grande defasagem de preço e isso havia provocado uma forte demanda pela gasolina”, explica o economista Thiago Curado, da consultoria Tendências. No mês, Curado prevê que os combustíveis já não devem puxar a inflação ao consumidor. Em maio, o preço do álcool deve cair 8%, enquanto o preço da gasolina deve ficar estável. “Um reflexo da queda da gasolina na inflação só acontecerá em junho”, diz.
Este ano, além do fator sazonal da entressafra da cana-de-açúcar — matéria prima do álcool — que reduz a produção e encarece o combustível, a chuva prejudicou a plantação e reduziu ainda mais a oferta do álcool, o que provocou pico de preços do combustível. Em média, o etanol foi vendido por R$ 2,15 em abril.
Com o fim da entressafra nas plantações e o aumento da oferta do produto, a queda do preço do álcool era esperada. Com preço mais atrativo, quem tem carro flex volta a consumi-lo, o que provoca a baixa do preço da gasolina, cujo preço aumentou com a alta da demanda dos consumidores.
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Impostos ‘comem’ 40% do salário do brasileiro
- 7 de maio de 2011 |
- 23h30 |
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CAROLINA DALL’OLIO
Os 63 impostos cobrados pelos governos federal, estaduais e municipais respondem, em média, por 40% dos gastos mensais do trabalhador. Mas os tributos pesam ainda mais no bolso das classes média e baixa. Uma família com renda de R$ 4 mil, por exemplo, desembolsa R$ 1.823,05 por mês (ou 45% do salário) em tributos, calcula o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).
Os impostos estão por toda parte — mas escondidos. É difícil o trabalhador perceber, no dia a dia, o quanto eles reduzem o seu poder de compra. Uma pesquisa da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) mostra que 72% das pessoas entrevistadas não sabem quais são os tributos que incidem sobre seu salário e 95,6% acham a carga tributária alta.
Ao abastecer o carro, o bancário José Fernandes Nascimento, de 36 anos, reclama dos R$ 2,99 que paga pelo litro da gasolina. Mas fica ainda mais irritado ao descobrir que os impostos correspondem a 53% do preço do combustível — ou seja, o custo poderia ser R$ 1,40 se não existissem as taxas.
“Não faz nenhum sentido”, queixa-se Nascimento. “E o pior é que o governo não mostra o quanto pagamos em cada produto.”
A falta de transparência é apenas um dos problemas do sistema tributário brasileiro. Mas, para especialistas, a pior característica do nosso modelo é mesmo a composição da tributação.
Aqui, os impostos incidem mais fortemente sobre o consumo e sobre a folha de pagamento das empresas. O certo seria concentrar os tributos na renda, no patrimônio e no lucro das companhias.
“O sistema atual pune os mais pobres, desestimula os investimentos das empresas, desfavorece a inovação e inibe a criação de empregos”, afirma o professor Isaías Coelho, do Núcleo de Estudos Fiscais da FGV. Contudo, o momento parece ser o ideal para corrigir essas distorções.
Reforma
“Como estamos vivendo um período de forte expansão econômica, o governo poderia aproveitar para modificar o sistema e torná-lo menos injusto, já que a arrecadação está em patamares altos e um corte não causaria impacto nas receitas do governo”, diz Coelho.
“A longo prazo, a reforma tributária serviria não apenas para incentivar o crescimento do País como faria o governo arrecadar até mais”, acrescenta o professor.
O economista Tharcisio Souza Santos, diretor do MBA de Economia da Faap, afirma que a hora é propícia para a reforma tributária. “Para promover um crescimento sustentável o governo necessariamente precisa cortar gastos”, diz ele.
Lembrando que a presidente Dilma Rousseff anunciou corte de R$ 50 bilhões no Orçamento deste ano. “Por isso, se o governo vai gastar menos, pode arrecadar menos também.”
Mas há um empecilho no cenário econômico para que o Palácio do Planalto reduza os impostos neste momento: a inflação. Os preços subiram em média 6,51% nos últimos 12 meses, de acordo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo IBGE.
E o governo se esforça para combater os aumentos com medidas que incluem elevação da arrecadação, como a recente alta da alíquota de IOF de 1,5% para 3% no crédito para pessoa física.
“Tudo indica que o governo, por mirar apenas a situação imediata, não promoverá uma ampla redução de impostos, em especial no consumo”, analisa João Eloi Olenike, presidente do IBPT. Se o Planalto fizesse isso, os preços provavelmente cairiam e o consumo poderia aumentar, pressionando os preços.
“Não podemos perder a oportunidade de tornar a carga tributária mais justa e impulsionar o crescimento do Brasil por conta de uma questão pontual”, opina Olenike.
Mas o consumo não seria o único destino do dinheiro economizado com a redução de impostos. O levantamento da Firjan simula que haveria um acréscimo de 5% na renda da população se a carga tributária fosse reduzida.
A maioria (63%) dos entrevistados disse que pouparia o dinheiro extra ou usaria para pagar dívidas. A minoria (37%) preferiria consumir. Mas, por ora, o brasileiro continua trabalhando cinco meses do ano só para pagar impostos.
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Gasolina em SP é mais cara do que em NY
- 15 de abril de 2011 |
- 23h37 |
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Categoria: Consumo, Impostos, Indicadores
Kelly Lima
O litro da gasolina custa, em média, US$ 1,73 na cidade de São Paulo, valor 70% maior do que o cobrado em Nova York e 105% maior do que na Rússia, um dos países emergentes do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Os dados são do estudo realizado pela Airinc, consultoria norte-americana especializada em preços globais.
Apesar de sair das refinarias 25% mais barato do que de uma refinaria dos EUA, o combustível chega à bomba muito mais caro do que em qualquer posto de lá.
A carga tributária representa 57% do valor do litro da gasolina, perdendo só para os países europeus, onde a política de desestímulo ao uso de carros puxa para 70% o tributo sobre a gasolina.
A pesquisa considera a cotação do dólar em R$ 1,67. Sendo assim, o preço médio do litro do combustível na capital paulista foi de R$ 2,89. No ranking das Américas, preparado pela consultoria, o Brasil possui o maior preço entre seus vizinhos, todos com tributação menor.
Os maiores preços estão na Turquia, com o litro da gasolina custando US$ 2,54, e na Eriteia, país africano que vive em conflito com sua vizinha Etiópia, US$ 2,53. Nas Américas, atrás do Brasil, estão o Chile US$ 1,57, Cuba (US$ 1,35) e Canadá (US$ 1,31). Nos Brics, o Brasil também lidera o ranking: China cobra US$ 1,11; Índia US$ 1,26 e a recém incluída África do Sul, US$ 1,27.
Aumento suspenso
A Petrobrás enviou comunicado às concessionárias estaduais de gás natural, esta semana, em que suspende temporariamente o reajuste no preço do gás nacional em 1º maio, previsto no contrato entre a estatal petrolífera e as distribuidoras de todo País
No documento, a empresa federal informa que reavalia o reajuste que ocorreria no próximo mês, sob justificativa de que ainda analisa o impacto do aumento do preço internacional do petróleo na competitividade do gás aqui no Brasil. (colaborou Wellington Bahnemann)
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