Moda vira carreira em grandes empresas e consultorias
- 4 de agosto de 2011 |
- 15h30 |
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Categoria: Carreira
Fernando Scheller
A mulher brasileira ainda não sabe, mas provavelmente vai usar macacão no próximo verão. E muito laranja. E saias longas. Essas tendências de moda que vão ser percebidas nos grandes magazines nacionais a partir do lançamento da coleção de verão, prevista ainda para este mês, são decididas com muita antecedência por profissionais que trabalham em consultorias e em grandes empresas do varejo: os gerentes e analistas de estilo.
Só na Riachuelo – companhia número três em confecções no País, atrás de C&A e Renner, que faturou R$ 2,6 bilhões em 2010 – são mais de 80 profissionais trabalhando diretamente na definição de modelos e criação de peças. As duas fábricas da empresa produzem 80% das peças – o restante é importado da China.
“Da China vêm as peças básicas. Deixamos o material com mais informação de moda, que precisa ser entregue com rapidez, para fazer aqui”, diz o coordenador de estilo Anderson Oliveira.
Para definir o que as mais de 120 unidades da Riachuelo vão oferecer em todo o País, o trabalho se concentra em três frentes: compilação das tendências lançadas pelas grandes marcas nos desfiles das Semanas de Moda de Nova York e Paris, por exemplo; análise de quais tendências “pegaram”, aparecendo posteriormente em revistas de moda ou foram usadas por celebridades internacionais; e, finalmente, adaptar o que virou moda lá fora para a realidade do Brasil e da consumidora da classe C.
Neste sentido, conta Oliveira, as novelas acabam tendo um papel fundamental. Na área de estilo da Riachuelo, as personagens atualmente vividas por Deborah Secco e Camila Pitanga em Insensato Coração viraram inspiração direta para as linhas Pool Glam e Anne Kenner, respectivamente. “Tabulamos as informações de mercado e fizemos um painel com a foto de cada personagem. A novela é uma fonte de informação muito importante para quem trabalha no mercado de massa”, explica.
O coordenador da Riachuelo diz que a maior parte dos profissionais contratados pela rede saíram das faculdades de moda, mas diz que outros perfis também são aceitos. Atualmente, a empresa tem aberta uma vaga de pesquisadora, para a qual estão sendo consideradas candidatas formadas em jornalismo.
Neste caso, o trabalho é de campo: consiste em ir a lojas, entrevistar consumidores e entender, dentro do caldeirão de informações veiculado na televisão e internet, o que está agradando o público da rede.
Moda como negócio
“Não estamos aqui para viajar. O nosso estilo é totalmente comercial. Tem de estar na loja e vender”, é o que diz a gerente de estilo da Lojas Marisa, Karla Seabra, à sua equipe de 35 pessoas.
Ao contrário da Riachuelo, que fabrica as próprias peças, a Marisa trabalha com fornecedores terceirizados, incluindo estrangeiros (cerca de 10% das peças vendidas pela empresa são produzidas na China). Por isso, há menor necessidade de desenhar peças e mais necessidade de direcionar o trabalho que será realizado pelas confecções.
A ordem na rede é levar em conta o que foi visto nas passarelas, mas mantendo os pés no chão – o que importa, no fim das contas, é o que a mulher das classes C e D, que compõe a maior parte do público da Marisa, vai querer comprar. “As grandes marcas são inspiração para a coleção.
Mas essa inspiração tem de ser adaptada à ‘mulher Marisa’, que tem um estilo mais sensual”, diz Karla. “A cartela de cores também precisa ser mais alegre, para refletir a realidade de um País tropical.”
A área de marketing da rede, que tem cerca de 280 lojas e faturou R$ 2 bilhões no ano passado, acompanha de perto o resultado das coleções com o monitoramento da venda de cada peça e da recepção do catálogo que a empresa distribui nas lojas a cada coleção.
Mais uma vez, diz a gerente de estilo, as novelas são um termômetro muito importante. “São as novelas que me ajudam a vender peças mais elaboradas, como as saias longas, que já aparecem usadas pela personagem Marina (Paola Oliveira), em Insensato Coração, e vão ser tendência no próximo verão.”
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IGP-M cai 0,12% em julho, mas ritmo diminui
- 29 de julho de 2011 |
- 15h20 |
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Categoria: Aluguel, Agenda, Análise, Consumo, Indicadores
Flavio Leonel
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) diminuiu o ritmo de queda em julho, em razão de um declínio menos acentuado dos preços no atacado. O indicador caiu 0,12% em julho, depois da baixa de 0,18% em junho, informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Analistas consultados pela Reuters esperavam queda de 0,14%, segundo a mediana das projeções, que variaram de recuo de 0,08 a 0,20%.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) diminuiu 0,22% em julho, ante variação negativa de 0,45% no mês passado. O IPA agrícola passou de baixa de 2,10% antes para 0,84% agora. Já o IPA industrial teve leitura zero, ante variação positiva anterior de 0,15%.
As principais quedas de preços no atacado foram de café em grão, minério de ferro, laranja, soja em grão e tomate. As maiores altas foram de aves, adubos e fertilizantes, cerveja e chope, leite in natura e ovos.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) caiu 0,13% em julho, ante 0,12% em junho. As baixas mais acentuadas de preços no varejo foram de tomate, batata-inglesa, laranja-pera, manga e cenoura. Assim, o recuo dos preços do grupo alimentação aumentou, passando de 0,81% em junho para 0,99% agora. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,59% neste mês, ante 1,43% em junho.
Estabilidade
O coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros, afirmou ontem que o IGP-M deverá manter uma trajetória de caminhada gradual ao terreno da estabilidade em agosto. Em entrevista à Agência Estado, ele não se comprometeu com uma previsão definitiva de estabilidade ou de alta para a inflação do próximo mês, mas destacou que, após dois meses seguidos de deflação, não está descartada a possibilidade de volta a taxas positivas.
A deflação de 0,12% do IGP-M de julho, divulgada ontem pela FGV, foi ligeiramente menor que a de junho, de 0,18%, e ficou dentro das estimativas coletadas pelo AE Projeções com os economistas do mercado financeiro, que aguardavam queda de 0,04% a 0,20%.
“Eu não poderia dizer que é mais provável que o IGP-M fique positivo ou negativo”, comentou Quadros. “O que é muitíssimo provável é que o IGP-M prossiga na sua trajetória rumo ao terreno positivo”, acrescentou. Com Reuters
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Alimentos pressionam inflação
- 18 de maio de 2011 |
- 10h05 |
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Categoria: Consumo, Indicadores, Inflação
GISELE TAMAMAR
Os alimentos continuam a contribuir com boa parte da aceleração da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S). O indicador subiu 1,09% até a quadrissemana encerrada em 15 de maio, sendo que a alta do grupo alimentação foi de 1,52%. Para os especialistas, este contexto pede que o consumidor fique atento aos preços e pesquise as melhores ofertas para aliviar o impacto da pressão inflacionária.
Dos 21 gêneros alimentícios inclusos no cálculo do índice, quatorze deles apresentaram alta. Os destaques foram: hortaliças e legumes (7,89%), frutas (0,33%), laticínios (2,84%) e alimentos prontos e congelados (1,26%).
O indicador é composto com base nos preços coletados entre os dias 16 de abril a 15 de maio em comparação com os valores verificados entre 16 de março a 15 de abril.
Alterar o cardápio conforme a “onda de preços” é um dos conselhos de Marcos Crivelaro, professor da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap). “É preciso aproveitar frutas, verduras e legumes da época”, afirma.
Já para o economista Flávio Godas, da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), a tendência atual do comportamento dos preços dos produtos alimentícios é de queda.
O especialista explica que a combinação de altas temperaturas e chuvas que ocorre no verão prejudica a produção de alimentos, o que reduz o volume de ofertas em cerca de 30% e também compromete a qualidade dos produtos. O reflexo desse cenário aliado à alta demanda por alimentação leve é sentido nos preços.
Já no inverno, a situação se inverte: queda na demanda e clima mais propício para o cultivo. Entre as boas ofertas, o economista do Ceagesp cita as hortaliças e as frutas, laranja, mamão e maracujá, por exemplo. “A baixa do dólar também favorece os itens importados”, observa Godas.
O uso da lista de compras também é indicado para quem pretende economizar. “Em tempos que as pessoas vão cada vez mais ao supermercado, fazer uma lista é importante para evitar a compra de itens desnecessários”, aconselha Crivelaro. Também é indicado fazer uma vistoria constante no estoque de alimentos para evitar desperdícios.
Pesquisar
A ida a diferentes supermercados faz parte da rotina da aposentada Maria de Jesus Lima, de 62 anos, que segue a dica dos especialistas sobre pesquisa de preços. “Experimento marcas diferentes e tento aliar qualidade e preço.”
Uma das atitudes da dona de casa Luiza Trombeta Pinto, 75 anos, para economizar é comprar na feira livre, mas a visita tem de ser feita sempre quase no fim. Isso porque os feirantes costumam baixar os valores cobrados neste período. Além disso, ela faz pesquisa em diversos estabelecimentos. “Pego folhetos de promoções e presto atenção nas campanhas publicitárias na televisão”, diz.
Já a bailarina Daniela Correa Carvalho de Almeida, 36 anos, afirma que nunca consegue fazer uma ampla pesquisa de preços por pura falta de tempo. Porém, ela diz que procura sempre alternar os locais onde faz as compras, geralmente alternando entre lojas das principais redes varejistas. “Além de sentir a alta dos preços dos alimentos na hora da compra também percebi a alta nos restaurantes porque como fora de casa com frequência.”
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Combustível faz a inflação dobrar
- 4 de maio de 2011 |
- 8h43 |
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Categoria: Agenda, Análise, Consumo, Indicadores
Márcia De Chiara
Puxada pela alta dos preços da gasolina e do etanol, a inflação na cidade de São Paulo dobrou de março para abril. Como o resultado do mês passado superou as expectativas, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) decidiu ampliar em meio ponto porcentual, de 5,5% para 6%, a estimativa de inflação apurada pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) para este ano.
Em abril, o IPC da Fipe atingiu 0,70%, após ter subido 0,35% em março e registrado uma alta de 0,39% em abril de 2010. “Exceto o grupo educação, todos os outros registraram aceleração nos preços no último mês”, afirma o coordenador do IPC da Fipe, Antonio Comune. Isso significa que a alta de preço é generalizada. No mês passado 59,57% dos preços que compõem o indicador subiram.
Apesar da disseminação da inflação, Comune ressalta o peso dos combustíveis no resultado do IPC de abril. A gasolina e o álcool responderam por quase um terço (32%) da inflação do mês passado. O preço do etanol subiu 10,36% em abril e o da gasolina aumentou 6,62%.
A disparada da cotação do etanol fez com que a relação entre o preço do álcool e da gasolina atingisse 80,80% em abril, o maior nível desde que esse indicador começou a ser calculado em 2003.
“A inflação deve arrefecer em maio”, prevê o economista. Ele sustenta essa previsão baseado na perspectiva de que a entrada da safra de cana-de-açúcar e de outros produtos agropecuários deve colocar água na fervura da inflação e a relação entre os preços do álcool e da gasolina deve recuar para algo entre 65% e 67% já neste mês.
Para maio, Comune projeta uma inflação de 0,40%. Essa também é a sua previsão de média mensal do IPC da Fipe para os demais meses do ano. Em 12 meses até abril, o IPC da Fipe acumula alta de 6,39% e no ano de 2,82%.
Alimentos
“Daqui para frente, o passo da inflação será determinado pelo comportamento dos preços dos alimentos”, diz o coordenador do IPC da Fipe. Segundo o economista, os alimentos devem dar uma trégua à inflação entre maio e agosto, exceto no caso feijão e do tomate, que são produtos com safras mais curtas.
Como em 2010 a inflação atingiu níveis muito baixos entre maio e agosto em razão do recuo dos preços dos alimentos, Comune aposta que essa trajetória possa se repetir neste ano.
Dados dos preços recebidos pelos produtores, apurados pelas Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo, indicam queda nas cotações de várias commodities agropecuárias nas últimas semanas. E o recuo já chegou ao varejo.
No IPC da Fipe, por exemplo, das 15 maiores quedas de preços em abril, 12 se referem a alimentos. O arroz, por exemplo, caiu 3,78%; o tomate, -14,12%; a laranja, -7,93; a alcatra, -3,38% e o contrafilé, -2,83%.
De toda forma, Comune diz que há várias incógnitas no desempenho da inflação nos próximos meses, como, por exemplo, o comportamento da China nas compras de commodities agrícolas e minerais, o que influencia diretamente as cotações desses produtos, e a evolução dos preços do petróleo.
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Preço da comida no atacado aumenta 3,2%
- 30 de março de 2011 |
- 15h57 |
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Categoria: Consumo, Indicadores
Márcia De Chiara
Mesmo com a entrada da safra, os preços dos produtos agropecuários recebidos pelos produtores paulistas dispararam este mês e voltaram para o mesmo nível de novembro de 2010, quando a produção ainda estava no campo e havia escassez de oferta. Na terceira quadrissemana deste mês, o Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista, apurado pela Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo, subiu 3,2%.
O resultado está 0,4 ponto porcentual acima da quadrissemana anterior e supera em 1,4 ponto porcentual o indicador da mesma quadrissemana do mês passado. Dos 18 preços de produtos agropecuários pesquisados, 11 aumentaram este mês e 7 tiveram um pequeno recuo.
O grande destaque de alta foi o feijão, que ficou 29,92% mais caro na terceira quadrissemana deste mês e tem peso importante nos índices de inflação ao consumidor. No ranking das maiores altas estão também a laranja para mesa (17,01%), tomate (16,17%), café (11,30%), ovos (10,08%) e frango (5,78%).
Para o pesquisador José Sidney Gonçalves, pesquisador do Instituto de Economia Agrícola e responsável pelo indicador, essa alta de preço no atacado vai se transformar em inflação para o consumidor nos próximos 15 dias. Mas ele ressalva que o tamanho do repasse da elevação do preço do atacado para o varejo deverá ser menor.
“Os preços dos alimentos estão subindo principalmente pela pressão de demanda e pela falta de resposta da produção”, explica Gonçalves.
Ele observa que a elevação das cotações ocorre mesmo com o início da safra de vários produtos agrícolas, época de maior produção, quando, portanto, as cotações deveriam cair. “Há uma expectativa de escassez formada e isso impulsiona os preços.” De certa forma, esse raciocínio contraria a explicação aceita pelo mercado e difundida pelo governo de que a inflação das commodities agropecuárias ocorre somente por causa das elevadas cotações no mercado externo.
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