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Sábado, 18 de Maio de 2013
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Valor do Facebook cai pela metade

Categoria: Agenda, Análise, Empresas, Investimentos

SAN FRANCISCO

As ações do Facebook despencaram ontem mais de 4%, para uma nova mínima, um dia após investidores anteriores à oferta pública inicial de ações da rede social receberem luz verde para vender seus papéis pela primeira vez.

Mais de 270 milhões de ações detidas por investidores anteriores à oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) tornaram-se disponíveis para negociações na quinta-feira, após o fim da restrição à venda destes papéis por três meses. O volume representa mais da metade das 421 milhões de ações vendidas por ocasião do IPO do site em 18 de maio.

A ação do Facebook atingiu ontem uma mínima de US$ 19, queda de 50% sobre o preço inicial de US$ 38 dólares definido no IPO. No fechamento, a cotação do papel ficou em US$ 19,05, o que representou uma desvalorização de 4,13%. Ontem, foram negociadas 129 milhões de ações do Facebook.

Mais de 1,4 bilhão de ações adicionais mantidas por outros investidores pré-IPO e funcionários do Facebook vão se tornar disponíveis para negociações até o fim do ano, adicionando mais pressão sobre o valor da empresa.

O Facebook, maior rede social do mundo, tornou-se a única companhia dos Estados Unidos a estrear em bolsa de valores com um valor de mercado de mais de US$ 100 bilhões.

Mas, desde então, os investidores têm se mostrado desiludidos com a falta de um plano do Facebook para reverter uma desaceleração no crescimento de suas receitas.
Dor. Mark Zuckerberg, presidente e fundador do Facebook, costumava pedir que os funcionários não dessem atenção à queda das ações da companhia. No dia do lançamento das ações, ele colocou uma imagem em sua página do Facebook em que dizia: “Mantenha o foco, continue a entregar”.

Mas, numa reunião na empresa no começo do mês, ele admitiu que poderia ser “doloroso” continuar a ver os investidores se desfazerem das ações do Facebook, segundo o Wall Street Journal. Ele começou a reunião dizendo que não gostaria de começar os encontros da empresa falando do preço das ações, já que a volatilidade é algo esperado, mas que ele reconhecia que a queda dos papéis era algo “doloroso” para alguns funcionários.

Na sede da empresa, alguns funcionários afirmaram ao jornal americano que não estão preocupados com as perdas atuais, pois acreditam na visão da companhia. “Terei uma perda de curto prazo agora”, disse um empregado do Facebook que possui ações que valem hoje menos do que valiam quando ele as recebeu.

Mudança
Com as ações em que, já há analistas sugerindo que Zuckerberg deixe o comando da empresa, de acordo com o Los Angeles Times. “Mark Zuckerberg, um visionário das mídias sociais, mas neófito como administrador corporativo, deveria renunciar ao posto de presidente para deixar algum executivo mais experiente comandar a empresa multibilionária?”, questionou o jornal.

“Nesse cenário, Zuckerberg continuaria como uma força criativa a impulsionar a inovação tecnológica do Facebook. Mas o jovem de 28 anos deixaria o título de CEO para alguém mais bem preparado para coordenar as operações e para criar harmonia com investidores sensíveis – responsabilidades mundanas mas essenciais para as quais Zuckerberg mostrou pouco apetite ou aptidão”, apontou o jornal.

No caso do Google, Eric Schmidt, um executivo experiente do setor de tecnologia, assumiu o comando da empresa até que Larry Page, cofundador do gigante das buscas, estivesse preparado para comandar a companhia. / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Indenização por IPO do Facebook pode chegar a US$ 62 milhões

Categoria: Empresas

Ricardo Gozzi

A bolsa eletrônica Nasdaq OMX tem planos de aumentar de US$ 40 milhões para US$ 62 milhões a indenização aos corretores que perderam dinheiro na oferta pública inicial (IPO) de ações da rede social Facebook, assegurou uma fonte no fim da tarde de ontem.

A mudança no plano de indenização, segundo a fonte, deveu-se a queixas de corretores de que a proposta feita pela Nasdaq no mês passado, de US$ 40 milhões, não cobriria as perdas.
Algumas estimativas sobre as perdas derivadas de problemas tecnológicos ocorridos durante o IPO, em 18 de maio, apontam para perdas de até US$ 500 milhões. As informações são da Dow Jones.

Ação do Facebook já acumula queda de 18%

Categoria: Agenda, Análise, Empresas, Investimentos

Gustavo Chacra
CORRESPONDENTE / NOVA YORK

O Facebook não para de ter más notícias desde o seu IPO (oferta inicial de ações) na semana passada. O que era para ser um momento de celebração para a rede social e seu presidente, Mark Zuckerberg, se transformou em um pesadelo nos últimos dias, com quedas na Nasdaq e suspeitas sobre como o processo de abertura de capital foi realizado.

No pregão de ontem, os papéis do Facebook fecharam novamente em acentuada queda. A desvalorização foi de 8,9%, com a ação valendo US$ 31. As ações acumulam perda de 18,42% sobre o preço de US$ 38 da oferta pública inicial.
Na segunda-feira, a rede social já havia perdido 11% de seu valor. Na sexta-feira, primeiro dia de negociações, apenas não houve redução porque bancos como o Morgan Stanley intervieram para defender o valor inicial de US$ 38.

Além disso, uma investigação da Securities and Exchange Comission (SEC, o equivalente da Comissão de Valores Mobiliários no Brasil) não estava descartada. “Há muitos pontos que precisamos verificar com mais precisão em relação ao Facebook”, disse Mary Schapiro, presidente da entidade, depois de depor na comissão bancária do Senado.

Um analista do Morgan Stanley, principal banco responsável pelo IPO do Facebook, teria revisado para baixo as previsões de crescimento no faturamento da empresa dias antes de as ações serem lançadas na Nasdaq, segundo informações divulgadas pela agência de notícias Reuters.

Outros dois bancos de Wall Street com envolvimento no IPO, o Goldman Sachs e o JPMorgan, também teriam reduzido as previsões para o faturamento do Facebook às vésperas da abertura de capital da empresa. As informações não teriam sido divulgadas a muitos dos investidores.

Para complicar, os bancos, mesmo diante dessas informações, decidiram elevar o preços de referência das ações dias antes da abertura de capital. Antes, o ponto máximo era US$ 35, mas passou para US$ 38, que acabou sendo o valor utilizado para o início das negociações na sexta-feira, quando os negócios chegaram a abrir em US$ 43 até entrarem em queda.

Alguns desses investidores reclamam também da Nasdaq pela série de falhas técnicas no início das negociações no pregão de sexta-feira, quando ordens de compra e venda de ações demoraram horas para serem realizadas, provocando perdas para muitos acionistas.

Decepção
A empolgação com o Facebook na semana passada levou muitos analistas a preverem uma gigantesca alta após o IPO, como aconteceu na oferta inicial de ações de outras empresas de tecnologia recentemente, como o LinkedIn, que dobrou de valor em seu primeiro dia de negociações. Mas ainda existem muitas dúvidas sobre como a rede social conseguirá ganhar dinheiro com anúncios no celular.

Mais grave, o valor de mercado do Facebook, de acordo com o preço do IPO, estava 100 vezes maior que a receita – o da Apple é de 14 vezes e, do Google, de 19. Segundo o índice Starmine, da Thomson Reuters, a estimativa é que o Facebook cresça 10,8% ao ano na década, o que colocaria o preço da ação em US$ 9,59, equivalente a 25,2% do IPO.

GM desiste de usar a rede social para publicidade

Categoria: Agenda, Análise, Internet, Investimentos

Nayara Fraga

Às vésperas da oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) do Facebook, o Wall Street Journal publicou reportagem que revela o plano da General Motors de desistir de anunciar no Facebook. Os executivos de marketing da companhia – a maior montadora de veículos dos Estados Unidos – concluíram que os anúncios pagos na rede social tiveram pouco impacto nos consumidores, diz o jornal.

A empresa gastaria US$ 40 milhões com publicidade no Facebook por ano. Desse montante, US$ 10 milhões seriam pagos apenas ao site e o resto seria usado para cobrir os custos com o conteúdo criado para o site, com agências que administram o conteúdo e com a manutenção diária da página que ela mantém na rede.

Esta, de acordo com as pessoas ouvidas pelo Wall Street Journal, continuará a ser usada pela GM como uma ferramenta de marketing. Assim como os perfis para usuários comuns, esse recurso é grátis.
A GM começou a reavaliar sua presença no Facebook no início deste ano, depois de a equipe de marketing começar a questionar a eficiência dos anúncios, segundo o jornal.

Executivos da montadora teriam, aliás, se reunido com gerentes da rede social para falar sobre essas preocupações. Eles teriam saído da reunião sem a certeza de que o investimento valia a pena.

“O recuo da GM vem no momento em que os anunciantes têm questionado cada vez mais a publicidade paga no Facebook”, diz o Wall Street Journal. A reportagem não detalha como o departamento de marketing da GM mediu a ineficiência de seus anúncios no Facebook.

Enquanto isso, notícias sobre como o Facebook ajuda marcas a se fortalecerem surgem a todo momento.
Dados da empresa de pesquisa Socialbakers mostram que marcas globais estão usando a rede social para conquistar fãs afora de seus países de origem.

São dados relacionados apenas às páginas de empresas, o recurso gratuito. A Coca-Cola lidera o ranking de fãs, com 416 milhões, seguida de Starbucks, Converse, Red Bull e Oreo. Veja quais marcas são mais fortes de acordo com o país.

Facebook lança loja de aplicativos

Categoria: Empresas, Internet, Investimentos, Serviços, Tecnologia

GUSTAVO CHACRA *

Às vésperas de seu IPO (oferta inicial de ações), o Facebook admitiu não ter o faturamento esperado com a sua versão para celulares, justamente onde o crescimento da rede social tem sido maior nos últimos meses. Ao mesmo tempo, a empresa decidiu inovar ao lançar uma loja de aplicativos para aparelhos móveis e acertar uma parceria com a Microsoft envolvendo o mecanismo de buscas Bing.

“Acreditamos que o aumento no uso do Facebook em dispositivos móveis contribuiu para a recente tendência de crescimento no número de usuários diários ser mais rápido do que o nosso faturamento com publicidade”, diz documento da empresa apresentado para a realização do IPO, previsto para acontecer ainda em maio.

A dificuldade em conseguir gerar receitas por meio de publicidade em celulares tem sido o calcanhar de Aquiles do IPO, com investidores ao longo de toda a semana questionando o CEO, Mark Zuckerberg, e seu braço direito, Sheryl Sandberg, sobre como eles pretendem superar este obstáculo.

Ao todo, o Facebook possui cerca de 900 milhões de membros. Destes, 488 milhões se conectam à rede social também ou apenas pelo celular e o número não para de crescer.

Não há, até agora, uma solução clara para este problema, descrito como a “kryptonita” de Zuckerberg pelo analista Mathew Ingram, que mantém um blog de tecnologia no site da revista Bloomberg Business Week. Nos últimos anos, o Facebook desenvolveu uma série de mecanismos para atrair anunciantes em seu site, mas ficou para trás no mercado de celular.

Web no celular
O especialista em tecnologia Eric Jackson, em artigo na Forbes, afirma em tom alarmista que o Facebook não está preparado para a era do uso da web em celulares. “Levando em conta a demora do Facebook para entrar no mundo da telefonia móvel, dá para prever que eles serão tão lentos quanto o Google para redes sociais”, escreveu, deixando de ser uma estrela da tecnologia como já aconteceu com o Yahoo e a AOL.

Os novos produtos têm sido lançados diretamente em forma de aplicativos para celulares, como o Instagram, adquirido recentemente por US$ 1 bilhão pelo Facebook. Poucas startups do Silicon Valley se concentram no desenvolvimento de sites.

Uma das saídas paralelas para resolver esse obstáculo foi o lançamento de uma loja de aplicações para celular ontem. O nome será App Center.

Diferentemente de suas rivais, como a App Store, da Apple, esta iniciativa não terá o objetivo de ganhar dinheiro, mas de oferecer aplicações que sejam diretamente ligadas ao Facebook, com o uso do login para a rede social. Dessa forma, a empresa de Zuckerberg tentaria manter, nos aparelhos móveis, o mesmo controle que já possui nos computadores.

Em outra ação anunciada ontem, o Facebook fez uma parceria com a Microsoft para fortalecer o Bing, um mecanismo de buscas que compete com o Google e passará a ter ligações com a rede social.

Ações
Neste mês, será realizado o IPO da empresa O preço das ações deve variar entre US$ 28 e US$ 35. Caso obtenha sucesso na oferta, o Facebook terá um valor de mercado entre US$ 77 bilhões e US$ 96 bilhões. Ao todo, Zuckerberg espera levantar cerca de US$ 10,6 bilhões na bolsa. *CORRESPONDENTE / NOVA YORK