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Terça-feira, 18 de Junho de 2013
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9,5 mil sites maliciosos surgem por dia na web

Categoria: Internet, Tecnologia

LUCIELE VELLUTO

Todos os dias surgem 9,5 mil sites contendo códigos maliciosos, capazes de aplicar golpes em internautas no mundo todo. A informação é do departamento de navegação segura do Google, que tem identificado o aparecimento desses endereços eletrônicos fraudulentos e mais sofisticados. Com isso, os usuários correm o risco de ter seus dados bancários e de meios de pagamento clonados e acabar sendo vítimas de roubo.

De acordo com o maior buscador da rede mundial de computadores, entre os sites identificados há páginas inocentes que acabam sendo infectadas de alguma forma por códigos maliciosos. Também existem endereços eletrônicos criados por golpistas que ficam apenas uma hora no ar e capturam o máximo de informações de internautas desavisados.

“Ainda existem técnicas que vimos pela primeira vez cinco anos atrás e, infelizmente, conseguem fazer vítimas hoje. Os ataques de phishing (roubo de dados) também estão ficando mais criativos e sofisticadosâ€, informou a equipe do Google.
Além dos sites que ficam no ar por pouco tempo, existem os ataques direcionados a páginas de banco e de lojas virtuais e os que simulam endereços eletrônicos com aparência muito próxima de sites de compras e de rede sociais.

Para os especialistas, o número de códigos maliciosos apresentado pelo Google é até pequeno perto do perigo que circula diariamente pela rede. “As estimativas são até baixas, pois o crime virtual não para de crescerâ€, afirma professor de redes de computado da Universidade Metodista de São Paulo (Umesp) Victor Gil Neto.

O professor de gestão de segurança da informação do MBA da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap) Ricardo Giorgi explica que a maior parte dos casos de roubo de dados ocorre porque há um comportamento irresponsável do usuário. “Se o antivírus avisou que está indo para um site com conteúdo duvidoso, não seguro, a mensagem é séria. Também não se deve clicar em links recebidos por e-mail. Prefira digitar o endereço no browser.â€

Giorgi recomenda os antivírus pagos para uma navegação mais segura. Alguns têm internet security, que ajudam na proteção do usuário na hora de navegar por sites desconhecidos.

Número de golpes na web cresce

Categoria: Agenda, Análise, Bancos, Internet, Tecnologia

Suzane G. Frutuoso

Os ataques de hackers que usam sites falsos de bancos, de comércio online e de milhagem de empresas aéreas para roubar dados dos internautas não param de crescer. Segundo levantamento do Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de segurança no Brasil (CERT.br), houve aumento de 51% nas notificações de páginas ‘piratas’ no primeiro trimestre deste ano em relação ao quarto trimestre de 2011.
Em relação ao mesmo período do ano passado a alta foi de 32,9%. As notificações de tentativa de fraude passaram de 10,3 mil nos primeiros três meses de 2011 para 13,4 mil este ano.

As notificações não são necessariamente ataques consumados. “É o registro de que existiu uma ameaça, o usuário identificou e informou a entidadeâ€, diz Marcelo Lau, professor de Gestão de Segurança da Informação da Fiap. “O positivo é que isso indica uma conscientização de que se ele avisar da tentativa de golpe da qual foi alvo pode ajudar a evitar que mais pessoas sejam atingidas.â€

Sofisticação
O lado ruim é que os criminosos virtuais sofisticam seus ataques. “Os sites são perfeitos e com alta capacidade de ludibriar o internautaâ€, diz Lau. “Os fraudadores são espertos e as empresas que têm sites imitados ainda estão aprendendo a se defenderâ€, diz Ricardo Holderegger, professor de TI do Instituto Mauá de Tecnologia. “Os sistemas têm suas vulnerabilidades porque tudo é muito novo e muda rápido.â€

As fraudes crescem mais do que as vendas de computadores. Entre desktops, notebooks, netbooks e tablets, devem ser vendidas 17,9 milhões de unidades em 2012, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), divulgada semana passada. É um aumento de 10,5% comparado a 2011.

Em um dos mais recentes golpes, os hackers mandam mensagens para a vítima usando nomes de amigos do Facebook. Os especialistas destacam ainda duas fraudes que devem crescer nos próximos anos: as que trazem vírus nos links encurtados de URL e os que atingem os dispositivos das TVs ligadas à internet. Páginas falsas das redes sociais também começarão a surgir com frequência.

Concorrência com importados chega ao comércio online

Categoria: Agenda, Análise, comércio, Indústria, Internet

Luiz Guilherme Gerbelli e Roberta Scrivano

A concorrência entre produtos nacionais e importados chegou ao comércio online. Em busca de melhores preços, os brasileiros estão migrando para sites estrangeiros. De olho no crescente consumo dos internautas do País, os portais internacionais já oferecem diversas facilidades: isentam a taxa de frete e têm páginas em português.

A diferença dos valores entre os sites nacionais e os internacionais pode ser grande. Uma capa protetora para o tablet iPad, por exemplo, que no Brasil custa em média R$ 150 pode ser encontrada por R$ 25, diferença de 500%. Entre os portais, o que têm preço mais atrativo é o chinês dealextreme.com. A loja de departamento americana Macy’s também mira o consumidor brasileiro e já vende os produtos com os preços cotados em reais.

Mais do que a busca por preços, a internacionalização do comprador online brasileiro vem acompanhada da alta do e-commerce no País, que cresceu por causa da melhora de renda dos brasileiros nos últimos anos e do avanço da banda larga.
“A classe média já é maioria absoluta entre os internautas e é um movimento sem voltaâ€, diz Renato Meirelles, diretor do Instituto Data Popular. “O comprador não tinha cartão de crédito, mas agora ele tem e o cartão é o principal meio de pagamento para das transações onlineâ€, afirma.

No ano passado, segundo a consultoria E-bit, o faturamento do setor de comércio online no País foi de R$ 18,7 bilhões, um crescimento de 26% em relação ao ano anterior. E o número de compradores pela internet chegou a 31,9 milhões, o equivalente a quase toda a população do Peru.

Os brasileiros têm se arriscado cada vez mais em compras internacionais. Dados do Banco Central mostram que os gastos dos brasileiros com cartão de crédito em compras no exterior cresceram 18% de fevereiro de 2011 para o mesmo mês deste ano – para quase US$ 1 bilhão. Especialistas lembram ainda que mesmo as compras online em sites internacionais têm incidência de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 2,38%. Alguns sites estrangeiros também costumam ofertar o produto com a taxa de importação já embutida no preço final. O imposto de importação sobre produtos que entram no Brasil é de 60%, calculado sobre o valor total com frete, mais o ICMS.

O grande inimigo de quem opta por compras em sites internacionais é o tempo de entrega. Enquanto um produto de um site nacional pode chegar no dia seguinte, a espera por um internacional chega a 40 dias – no caso do site chinês.

Expectativa
A tendência é que o comércio online amplie seu faturamento para R$ 23,4 bilhões neste ano, alta de 25% ante o resultado registrado em 2011.
Assim como no mercado doméstico, as compras internacionais devem crescer. “A tendência é avançar. Em especial porque os jovens estão cada vez mais conectados e são os que fazem mais compras onlinesâ€, explica Meirelles, do Data Popular. “Esses jovens estão estudando mais, fazendo curso de inglês, descobrindo novas oportunidades nesse mercadoâ€, completa.

A diferença de preços é resultados do chamado custo Brasil. As altas taxas de juros e carga tributária encarecem a produção brasileira. “O Brasil precisa atacar a falta de competitividadeâ€, diz Silvio Laban, coordenador dos programas de MBA Executivo do Insper (ex-Ibmec SP).

Encyclopaedia Britannica deixa o papel

Categoria: Empresas, Internet, Serviços, Tecnologia

NAYARA FRAGA

Apesar de ter no nome a palavra enciclopédia, a Encyclopaedia Britannica está se distanciando cada vez mais dos livros que foram a principal fonte de pesquisa de estudantes antes dos anos 2000. Seus softwares educacionais respondem hoje por 85% da receita — o resto vem da venda das versões impressa e online da enciclopédia, conforme a imprensa internacional. E o faturamento proporcionado pelas coleções impressas, separadamente, seria apenas de 1% do total, aponta o Wall Street Journal.

De agora em diante, no entanto, não haverá qualquer receita originada da enciclopédia de papel. A empresa anunciou que, depois de 244 anos, deixará de publicar edições impressas. “Eu entendo que, para alguns, o fim das coleções impressas possa ser encarado como um indesejado adeus a um amigo querido, confiávelâ€, diz o presidente da Britannica, Jorge Cauz, no site da companhia, antecipando a extensa lamentação que correu a web.

Ele explica que a perspectiva da companhia, “compartilhada por mais de 100 milhões de estudantes e pesquisadores que têm acesso ao britannica.comâ€, é de que, ao concentrar esforços nos serviços digitais, a enciclopédia pode atualizar continuamente seu conteúdo e ainda expandir os tópicos mais relevantes sem a restrição de tamanho imposta pelo papel.

“Na verdade, nossa base digital de dados é hoje muito maior do que o que nós poderíamos imprimirâ€, diz Cauz. E os verbetes e histórias, lembra ele, estão atualizados porque é possível revisá-los a qualquer momento, sempre que for necessário.

A decisão de acabar com a Britannica em papel foi encarada pelo mercado como uma fatalidade do mundo moderno. Afinal, a Wikipedia, a maior enciclopédia colaborativa da internet, desponta como principal fonte de pesquisa dos internautas.

Mas as queixas de quem tinha o costume de usar a enciclopédia em papel são extensas. “Lamento o desaparecimento não só por causa da nostalgia, mas porque, mesmo reconhecendo a utilidade de procurar coisas na web, eu também sei o quão frágil é o tecido da webâ€, diz Steven Nichols, jornalista do site de tecnologia ZDnet.

Ele se refere à volatilidade dos textos na internet. “Qualquer palavra escrita na web é como se falada ao vento. Elas estão aqui um dia e vão embora no seguinte.â€

Luxo
Fundada em 1786 em Edimburgo, na Escócia, a Enciclopaedia Britannica é a mais antiga da língua inglesa. Com boa reputação, ela se tornou um item de luxo de US$ 1.395, comprado por embaixadas, bibliotecas, instituições de pesquisa e consumidores com alto nível de educação, lembra o New York Times.

O acesso online da enciclopédia custará US$ 70 por ano. Seu conteúdo estará completamente disponível durante uma semana.

Google admite rastrear usuários da Apple

Categoria: Empresas, Internet, Tecnologia

O Google e outras empresas de publicidade rastreiam hábitos online de usuários de iPhone que usam o navegador padrão da Apple, o Safari, informou ontem o Wall Street Journal.

“As empresas usaram uma codificação especial de computação que ‘engana’ o programa Safari, da Apple, para a navegação na rede, e permite vigiar muitos usuáriosâ€, diz o texto do jornal, sugerindo que o Google teria burlado a proteção existente para esse tipo de ação.

De acordo com a publicação, depois que a reportagem entrou em contato com o Google para tratar do assunto, a empresa desativou a codificação. Jonathan Mayer, pesquisador de Stanford, foi quem detectou a codificação que o Google usava.

Objetivo é descobrir hábitos de acesso à internet (Foto: DANIEL TEIXEIRA/AE-5/1/2012)

O técnico Ashkan Soltani, a pedido do WSJ, constatou que 22 avisos nos 100 sites mais visitados instalavam o código de acompanhamento do Google em um computador de testes, e alertas em 23 páginas faziam o mesmo em um buscador do iPhone.

“A técnica vai muito além desses sites, no entanto, uma vez que a codificação é ativada, o Google rastreia a navegação dos internautas em grande parte das páginas da redeâ€, indicou o jornal. As outras companhias de publicidade online que usaram técnicas similares incluem a Vibrant Media; a Media Innovation Group, da WPP; e a PointRoll.

Assumido
Uma porta-voz do Google assumiu a prática do rastreamento, mas disse que tudo era restrito a usuários que autorizavam previamente o acompanhamento dos dados.

“O WSJ descaracteriza o que aconteceu e o motivoâ€, afirmou, em nota, a vice-presidente global de comunicações do Google, Rachel Whetstone. “Usamos a funcionalidade conhecida do Safari para fornecer recursos que usuários do Google aceitaram ter. É importante ressaltar que esses cookies de publicidade não recolhem informações pessoais.â€

Cookies são informações gravadas por sites no navegador do usuário, que servem para coletar dados sobre o uso que ele faz da internet. Ao contrário de outros navegadores, o Safari bloqueia cookies de terceiros. Somente quando um usuário se conecta a um serviço, como o Gmail ou o Facebook, o Safari passa a aceitar cookies para esse serviço. Sem eles, é impossível se manter conectado.

O Google achou um meio de romper o bloqueio do Safari, para que os usuários pudessem, por exemplo, usar o botão “+1†em anúncios que o agradassem.

“Para ativar esses recursos, criamos um elo temporário de comunicação entre o Safari e servidores do Google, para que pudéssemos verificar se os usuários do Safari também possuem conta no Google, e haviam optado por este tipo de personalizaçãoâ€, disse a vice-presidente do Google. “No entanto, a funcionalidade contida no Safari, em seguida, habilitou que outros cookies de publicidade aderissem ao browser.â€