Tecelagem demite 208 no interior de SP
- 7 de janeiro de 2012 |
- 19h54 |
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Um total de 208 trabalhadores foram demitidos pela Têxtil Itatiba em São Manuel, no interior paulista, e novas dispensas estão previstas para os próximos dias, quando deverão perder o emprego os últimos 380 funcionários.
Eles receberão os direitos trabalhistas em 12 parcelas. Foi a terceira demissão em massa em menos de um ano. A fábrica, que chegou a ter quase mil trabalhadores, deverá ser fechada e se transferir para Pedro Leopoldo (MG), segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura de São Manuel.
A tecelagem pertencia ao grupo Vicunha e também tem fábricas em Minas Gerais. Foi comprada em 2009 pelo grupo Franco Matos, com sede em Itatiba (SP). A empresa, que fechou a malharia de São Manuel no fim de 2011, estaria com dificuldades financeiras por causa da concorrência das confecções chinesas.
A proposta da Têxtil Itatiba de pagar os direitos trabalhistas em 24 parcelas foi recusada pelos demitidos. Depois de uma reunião entre trabalhadores, representantes do sindicato da categoria e diretores da tecelagem, foi feito um acordo. Os empregados receberão o dinheiro em 12 meses. Nem todos gostaram da proposta.
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Cai o faturamento da microempresa
- 10 de junho de 2011 |
- 8h05 |
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Categoria: Consumo, Crédito, Empreendedorismo, Empresas, Indicadores
CAROLINA MARCELINO
Após 18 meses de crescimento contínuo, as micro e pequenas empresas tiveram queda no faturamento real em abril, com o valor médio ficando em R$ 19.235,80, queda de 1,5% em relação a abril de 2010 no Estado de São Paulo. Dados do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP) mostram também que o setor industrial e a região do ABC foram os mais afetados, com redução de 8,2% e 6% no faturamento, respectivamente.
O município de São Paulo registrou redução de apenas 0,2%; o interior paulista, desaceleração de 1,3%. Nos setores da economia, o comércio teve queda de 1,6%.
Apenas o setor de serviços, que são vendas que não dependem de financiamento e também não concorrem com importados, é que obteve crescimento — 3,2% a mais no quarto mês do ano.
Segundo o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano, o País já registra desaceleração econômica em todas as regiões, que é responsável pela queda no faturamento.
“A corrida do governo brasileiro para conter o consumo interno e brecar a inflação é evidente. O sinal amarelo está aceso, por isso o pequeno empreendedor deve acordar antes que o sinal vermelho acenda”, diz o diretor do Sebrae-SP.
Para amenizar eventuais prejuízos, os pequenos empresários precisam planejar melhor seus negócios: evitar empréstimos, analisar o capital de giro e renegociar dívidas, de acordo com orientação do Sebrae-SP.
Vários problemas
O microempresário José Carlos Santos, de 64 anos, já passa por uma fase de queda no faturamento desde o ano passado, embora ainda afete pouco o seu orçamento.
“Com a desvalorização do dólar, a facilidade em importar produtos está muito grande, o que prejudica a produção interna do País. As taxas de juros e as ações do governo me deixam preocupado quando lembro que já temos um problema para lidar”, afirma Santos.
O empresário hoje emprega 26 funcionários na Hexágono, empresa que fabrica há 15 anos teclados de membrana e painéis decorativos usados em produtos como balanças.
Bruno Caetano, do Sebrae-SP, dá uma dica ao empresário que se sente inseguro quanto ao futuro. “Apostar na inovação, melhorar o processo de produção e acessar novos mercados são fatores fundamentais para enfrentar as turbulências do mercado.”
Uma dessas dicas já é aplicada por José Carlos Santos: ele trabalha com diferentes tipos de setores. “Se um cliente quebrar, temos outro de uma área oposta que passa por uma situação completamente diferente.”
Ritmo de contratações
Especialistas econômicos afirmam que as micro e pequenas empresas, que empregam cerca de 70% da força formal de trabalho, não precisarão demitir, mas deverão retardar novas contratações.
O economista e sócio da MCM Consultores Associados Antônio Madeira, também acredita que o foco das empresas tem de estar na contenção de créditos. “Preservar o caixa, negociar dívidas e trabalhar com prazos mais curtos são posturas fundamentais para passar por esses próximos meses.”
O mesmo conselho é dado pelo professor de economia da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP ) Ernesto Lozardo: “Investir o dinheiro com moderação é essencial para garantir o crescimento do país”, declarou o professor.
Análise dos números
Segundo o Sebrae- SP, os números do faturamento devem ser analisados com cautela, já que o mês de abril desse ano teve um dia útil a menos do que em 2010. “Isso representa 5% no total do faturamento”, analisou o diretor superintendente, Bruno Caetano. Além disso, o mês de dezembro teve uma alta por causa das compras de Natal.
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Chinese investirão R$ 1,5 bilhão em SP
- 24 de fevereiro de 2011 |
- 23h31 |
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Categoria: Consumo, Empresas, Tecnologia, Trabalho

JAC Motors abrirá 48 concessionárias em março, uma mostra do interesse chinês pelo mercado brasileiro (Foto: Ernesto Rodrigues/AE)
GISELE TAMAMAR
Os chineses têm planos para aterrissar no Estado de São Paulo e trazer na mala investimentos de até R$ 1,5 bilhão, que devem resultar na criação de até quatro mil empregos na região. A Investe São Paulo, agência criada pelo governo para atrair investimentos ao Estado, negocia a vinda de sete projetos de empresas chinesas que deverão se instalar em cidades do interior paulista.
De acordo com o presidente da Investe São Paulo, Luciano Almeida, “boas notícias” devem chegar até o fim de março. “Todo o processo é lento. Do anúncio da chegada da empresa até a instalação da fábrica e início das operações”, pontua. Só a construção de uma fábrica pode demorar em média um ano e meio.
“Esses projetos em andamento mostram uma tendência. Os chineses estão se globalizando. Não querem só enviar produtos, mas também produzir fora desse universo”, destaca Almeida. Em relação aos empregos a serem criados, podem se beneficiar candidatos que tenham desde o ensino básico até o superior. Geralmente as empresas já vêm com uma equipe de diretoria formada.
A instalação das empresas chinesas esbarra na questão cultural. “Eles não entendem nossa burocracia, nosso sistema tributário e os encargos trabalhistas em vigor por aqui. Os chineses esbarram nesse processo todo que é a economia brasileira, porém estamos conseguindo mostrar que é difícil no começo mas que depois vale muito a pena”, conta Almeida.
Os nomes das empresas só serão revelados quando as negociações forem concretizadas. Enquanto isso, Almeida só adianta que elas estão ligadas aos setores de autopeças, petróleo e gás. O destino da instalação será o interior do Estado. São municípios com população entre 200 mil e 500 mil habitantes, boa infraestrutura e um custo relativamente menor em relação à capital paulista.
A cidade de Jacareí — a 80 quilômetros de São Paulo — é um desses exemplos. O município vai abrigar as fábricas da montadora de veículos Chery e da fabricante de máquinas para engenharia Sany.
Investimentos
No caso da Chery, a instalação da unidade na cidade foi oficializada em setembro. São previstos investimentos da ordem de US$ 400 milhões — ou R$ 660 milhões. As operações devem começar em 2013, mas não há previsão oficial de quantos empregos serão gerados.
A fábrica deverá produzir de 150 e 170 mil automóveis por ano. Em fevereiro, a Câmara de vereadores de Jacareí aprovou a compra de uma área de 1,022 milhão de metros quadrados para ser doada à Chery. A prefeitura deverá investir R$ 5,1 milhões na aquisição do terreno que abrigará a montadora. É da Chery o modelo QQ, veículo que promete chegar ao Brasil como o carro mais barato do País, cujo preço deve ser de R$ 22.900.
Os planos da Sany também incluem o início das operações da fábrica daqui dois anos e investimentos de US$ 200 milhões (R$ 330 milhões). Atualmente, a empresa conta com um centro de montagem em São José dos Campos com capacidade de produção de 700 equipamentos por ano, entre escavadeiras e guindastes.
Atualmente, a Sany conta com 150 profissionais e estima que o quadro de funcionários chegue a 380 pessoas este ano, sendo 85% de brasileiros. Os chineses da Sany esperam faturar alto no Brasil. A expectativa é atingir a casa dos R$ 255 milhões este ano e R$ 2 bilhões em 2014, já com a fábrica instalada.
Outra empresa chinesa, a JAC Motors, chega ao País no próximo dia 18, com a abertura de 48 concessionárias. A empresa já tem uma loja teste instalada no Shopping Aricanduva e espera fechar o ano com 80 lojas. Por enquanto, ainda sem planos de instalar uma fábrica em solo brasileiro.
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Advogado compra GPS na web e recebe pedras
- 9 de novembro de 2010 |
- 16h26 |
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O advogado Carlos Eduardo Pimentel, de Campinas, foi vítima do golpe da pedra no lugar do produto comprado pela internet. Ele comprou um GPS (aparelho de localização via satélite) em um site conhecido nacionalmente. Mas, ao receber a embalagem em casa, encontrou pedras e não o aparelho que pagou.
O advogado disse que já entrou em contato com a empresa que vendeu o produto e espera uma solução para o problema. “Vou esperar a troca, mas se não for feita vou entrar com uma ação”, disse ele. Pimentel afirmou acreditar que o embalador tenha feito a troca, pois recebeu a caixa com nota fiscal de compra.
Se for comprovada que as pedras foram colocadas na empresa, a loja é responsável pelo ressarcimento. Há uma semana, um consumidor de São João da Boa Vista, também no interior paulista, comprou um celular por R$ 260 e recebeu uma pedra quando o pacote chegou pelo correio.
O golpe atingiu outros moradores do estado. A Fundação Procon de São Paulo recebeu mais de 2 mil denúncias de consumidores que tiveram problemas com compras pela internet em 18 dias de funcionamento do Serviço de Atendimento pela internet do órgão.
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CPFL passa a gerar energia do bagaço da cana
- 28 de julho de 2010 |
- 18h57 |
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Categoria: Empresas, Serviços, Tecnologia
Eduardo Magossi
A CPFL inaugura, na segunda quinzena de agosto, seu primeiro projeto de cogeração de eletricidade a partir de biomassa de cana-de-açúcar em parceria com uma usina sucroalcooleira. Localizada em Pirassununga (SP), a Usina Baldin consumiu investimentos de R$ 104 milhões da CPFL e terá uma capacidade instalada de 45 MW, das quais a distribuidora de energia poderá comercializar o excedente de 30 MW. O restante da energia produzida é consumida no funcionamento da própria usina.
Segundo o diretor de Planejamento e Comercialização da CPFL Energia, Marco Antonio Siqueira, a expectativa é de que a usina entre em operação com uma produção entre 14 e 15 MW e em 2014 atinja 26 MW. “Embora a capacidade instalada seja maior, a cogeração depende da quantidade de cana disponível pela Baldin, que também vai crescer gradualmente”, explica. O executivo disse que a energia da Baldin ainda não foi vendida. “Estamos estudando se vamos vender no leilão de energias alternativas que será realizado em agosto ou se iremos vender no mercado livre”, explica.
Siqueira afirma que o projeto deveria entrar em operação no início de maio mas dificuldades na conexão entre a usina e a distribuidora fizeram com que todo o projeto fosse atrasado. “A usina já estava pronta mas tivemos que lidar com empresas de distribuição de energia que não têm estrutura suficiente para atender a quantidade solicitada de acessos. Foi muito difícil lidar com todo o processo mas agora já nos especializamos no assunto e vai facilitar nossos próximos projetos”, disse o executivo. A empresa também está investindo em outras usinas no cogeração.
No Rio Grande do Norte, a CPFL é parceira da Usina Baia Formosa, em um projeto de cogeração que deve produzir 40 MW, com 28 MW excedentes. Na projeto, estão sendo investidos R$ 120 milhões, de acordo com Siqueira, com o início programado para maio de 2011. Outro projeto, no interior paulista, inclui três usinas do grupo Usina da Pedra. Com investimentos de R$ 360 milhões, a CPFL irá construir as instalações para cogeração de 145 MW a partir da biomassa da cana nas usinas da Pedra, Buriti e Ipê.
Todos os acordos fechados até agora tiveram apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo Siqueira, nos projetos existentes, cerca de 25% a 30% do capital investido foi próprio e entre 70% e 75% veio do BNDES.
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