O primeiro milhão cada vez mais cedo
- 28 de março de 2012 |
- 20h23 |
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Categoria: Empreendedorismo, Empresas, Internet
LIGIA AGUILHAR
Eles têm em comum a juventude e o tino para os negócios. Empresários de setores tão distintos quanto o de animais de estimação e alimentação fora do lar, eles provam que idade não é de modo algum uma barreira para quem pretende dar certo como empreendedor.
Aos 14 anos, Daniel Nepomuceno, por exemplo, já desenvolvia sites. Hoje, aos 25, tornou-se CEO de um deles. Acostumado a desenvolver páginas na internet para empresas de amigos da família, ele entrou no comércio virtual aos 19, como funcionário de uma consultoria. Seu desempenho chamou a atenção de um grupo de investidores e em 2010 ele recebeu um convite para assumir o comando da marca Meu Amigo Pet, um pet shop virtual fundado em 2005.
“Empreender foi quase uma sina porque na minha área é natural oferecerem parcerias”, afirma. Ao assumir o negócio, Daniel Nepomuceno dedicou-se a uma série de pesquisas para conhecer melhor o mercado no qual havia ingressado.

Para Daniel Nepomuceno, é preciso ter base acadêmica e conhecer o mercado no qual pretende ingressar (Foto: CLAYTON DE SOUZA/AE)
Ele também visitou feiras e eventos ao redor do mundo para trazer novos produtos ao País. Os resultados apareceram rapidamente. Em 2011, a empresa conquistou prêmios, abriu lojas físicas e o faturamento chegou a R$ 1 milhão.
Para alcançar essas cifras, Daniel precisou ainda vencer o desafio de gerenciar pessoas, especialmente executivos mais velhos, com o triplo da sua idade. “No início é necessário ter humildade e mente aberta para saber o que funciona, mostrar o que você pensa, suas ideias, e fazer as pessoas comprarem seu projeto”, diz. Como benefício pelos bons resultados, Nepomuceno, até então funcionário contratado, ganhou participação minoritária no negócio.
Para os jovens empreendedores, segundo ele, a dica é buscar uma formação abrangente e também desenvolver amplo conhecimento sobre o mercado no qual atuará.
Ousadia
Uma boa dose de ousadia também não faz mal. Quando estava apenas no segundo ano da faculdade de administração, Juliano Simões, 26 anos, encontrou o ponto comercial perfeito para trazer para a capital paulista a rede de restaurantes por quilo Paulinhos Grill, criada por seu pai no interior de São Paulo.
A loja, aberta em 2006, representou um desafio duplo na vida do empreendedor: gerenciar por conta própria um negócio e adaptá-lo ao exigente mercado paulistano. “Foi um começo difícil”, lembra.
A estratégia adotada por Simões foi aparentemente simples, mas deu resultados. Ele sofisticou, em relação aos concorrentes, o ambiente do restaurante e o cardápio. “O público quer qualidade, higiene, ser bem atendido e ter comida boa, mesmo que para isso precise pagar um pouco mais.”
Simões amplificou a fórmula e abriu unidades nos principais centros de negócios da capital — Faria Lima, Berrini e Paulista. Em maio, ele inaugura uma nova unidade e espera aumentar em 30% o faturamento, que em 2011 foi de R$ 9 milhões.
Desconhecido
A história de sucesso dos empresários Tiago Campos, 25 anos, e Rafael Soares, 27 anos, foi diferente. Eles apostaram em um produto então pouco conhecido no País — o frozen yogurt — e conseguiram crescer rapidamente com a Yoguland.
Formatada para se tornar uma franquia, a rede possui 38 lojas. Hoje febre no País, a dupla precisou suar muito para provar a viabilidade da venda de iogurte como negócio. “Ninguém tinha ideia do que era esse produto por aqui”, relembra Campos. Cada sócio conta ter investido R$ 35 mil na empreitada e os R$ 280 mil restantes foram financiados pela mãe de Soares. Hoje, a empresa fatura cerca de R$ 16 milhões.
A dupla conta que planejou durante quase um ano cada detalhe do negócio e recorreu até a cursos para complementar a formação acadêmica. “Muitas vezes, o jovem empreendedor tem tudo na mão e não abre um negócio por não se sentir totalmente seguro. Acho que o importante é acreditar em você mesmo e quando tiver uma ideia, ir atrás dela”, recomenda Tiago Campos.
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Compra de terreno exige pesquisa
- 5 de setembro de 2011 |
- 13h02 |
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Categoria: Imóveis, Investimentos
Roberta Scrivano
Investir em lotes imobiliários em vez de comprar e revender imóveis prontos é uma prática que tem ganhado força no interior de São Paulo. Aos que comercializam os lotes, não há melhor negócio. Acadêmicos especializados em investimentos, no entanto, alertam que há alguns riscos — maiores do que o investimento em imóveis prontos — na modalidade de aplicação.
Tanto os defensores quanto os que não confiam tanto na alternativa de investimento ponderam que, em primeiro lugar, é preciso saber escolher onde comprar o lote.
“É necessário que se faça uma análise do lugar para tentar prever se haverá ou não valorização na região”, diz Sérgio Pereira, diretor da empresa Vallor Urbano, especializada na urbanização de áreas residenciais.
Ele pontua, por exemplo, a região da Nova Jundiaí como área de potencial valorização. “Há uma expectativa de crescimento industrial na Nova Jundiaí. Isso sinaliza que a região terá valorização imobiliária”, completa.
O professor de finanças do Insper, Ricardo Almeida, diz, no entanto, que ter noção de perspectiva de crescimento não é para qualquer um. “É especulação.”
Pereira rebate dizendo que historicamente a valorização de lotes é maior do que 30% em termos reais. “Há casos em que o lucro ultrapassa 150%”, insiste. A valorização da área, diz Pereira, depende de vários fatores.
Além da localização, outros pontos como o padrão do loteamento, a infraestrutura da área em que se encontra e os tipos de casas que serão construídos devem ser analisados pelo investidor.
Como investir
Há ainda duas formas básicas de investir em lotes que são: a compra e a venda do lote, ainda vazio; ou a revenda do lote já com a casa construída. “Nesse caso, arquitetos, que podem elaborar uma casa bem diferente, ou quem têm descontos para a compra de materiais de construção podem ter bons lucros”, admite Almeida.
Ter atenção se o empreendimento em que está se comprando o lote está em dia com impostos ou outras burocracias também é de extrema relevância.
“Isso para não correr o risco de efetuar a compra de frações de terras, que são, na realidade, fruto de ocupações irregulares, vendidas ilegalmente”, detalha o diretor da Vallor Urbano.
O especialista explica que, em seguida, é importante checar na prefeitura se o empreendimento está com todas as licenças válidas. “Tanto o cartório, quanto a prefeitura, tem obrigação de fornecer estas informações”, detalha Pereira.
O diretor da Vallor Urbano frisa ainda que, normalmente, as empresas sérias do setor oferecem esse tipo de informação.
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Empreendedor busca gestão profissional
- 2 de agosto de 2011 |
- 15h04 |
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Categoria: Empreendedorismo
Ligia Aguilhar
Quando a bioquímica Lisabeth Braun abriu em 1978 a farmácia de manipulação que daria origem à loja de cosméticos Dermage, no Rio de Janeiro, era ela quem cuidava de tudo: da manipulação das fórmulas ao fluxo de caixa. Em 2000, quando boa parte das 35 lojas e 77 pontos de venda da marca já funcionavam, ela se deparou com um dilema típico de quem comanda um negócio que evoluiu para um estágio mais avançado: a necessidade de profissionalizar a gestão.
De repente, as horas de trabalho diárias já não eram suficientes para a empreendedora dar conta de tantas pendências. Tampouco ela conseguia acompanhar tudo o que acontecia na empresa de perto. A administração ficou mais complexa e faltava conhecimento técnico para lidar com essas questões. Afinal, seu ponto forte era o desenvolvimento e a venda de produtos.
“Percebemos que precisávamos contratar profissionais com experiência em grandes empresas para nos ajudar”, lembra a filha de Lisabeth, Ilana Braun, hoje presidente da Dermage.
Em 2004, ela assumiu a vice-presidência como parte do processo de reorganização da companhia. Outros dois executivos, das áreas comercial e financeira, foram contratados para dar novo fôlego ao negócio.
“Quando o empreendedor se torna um gargalo da sua própria empresa, é o momento de reconhecer que é preciso contratar profissionais com as competências que ele não tem”, diz Marcos Simões, gerente de serviços empreendedores da Endeavor.
Transição
A dificuldade de crescer de tantas empresas reside, justamente, na transição entre o que dá certo em um pequeno negócio — a flexibilidade e a falta de uma estrutura rígida, que favorece o crescimento — com os desafios impostos por essa evolução: a criação de rotinas, a busca por mão de obra especializada e a adoção de sistemas para medir os resultados.
“Quando o negócio vai bem, é necessário ter alguém no escritório para analisar os resultados e gerar indicativos que ajudem na tomada de decisão do empreendedor”, analisa André Moraes, sócio da consultoria de gestão e negócios Excelia.
O químico Ricardo Ferreira, que há 22 anos fundou a sorveteira Ice by Nice, em Jaboticabal, no interior de São Paulo, acaba de passar por essa experiência.
Com 13 lojas, uma fábrica própria e um faturamento médio de R$ 3 milhões, há cinco anos ele começou a padronizar processos, investir em maquinário e em sistemas de gestão. Ainda assim, faltava o apoio de um especialista na área comercial.
“Como tenho mais habilidade com a produção, sentia que a parte comercial estava fragilizada. Tanto que eu dizia que eram as pessoas que compravam o meu sorvete, não eu que vendia a elas”, analisa Ferreira.
Para resolver o problema, Ferreira queria contratar um amigo de longa data, o engenheiro Fábio Cirilo, na época diretor comercial do Walmart. Sem ter como arcar com os custos da contratação, ofereceu a ele uma sociedade na qual ele teria participação de 50% na empresa. “Eu queria alguém com tanto comprometimento quanto eu e que sentisse o peso desse compromisso no bolso”, conta.
O investimento compensou. Após a entrada de Cirilo, foram feitas pesquisas de mercado usadas como base para a reformulação das embalagens dos produtos, do layout dos pontos de venda e que também ajudaram no desenvolvimento de novos sabores. As vendas cresceram 50% e agora os sócios sonham em entrar no concorrido mercado paulistano. “O Ricardo é um gênio do sorvete, mas não em gestão. A nossa soma é muito favorável”, diz Cirilo.
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SP vai punir geradoras de energia elétrica
- 20 de julho de 2011 |
- 13h32 |
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Renée Pereira
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, quer uma definição rápida da Procuradoria Geral do Estado (PGE) sobre os mecanismos para punir as empresas geradoras de energia que não cumpriram o contrato de concessão. De acordo com as regras, as americanas Duke Energy e AES Tietê teriam de ter expandido em 15% o parque gerador no Estado, mas até agora não instalaram um único megawatt (MW), afirma o secretário estadual de energia, José Aníbal.
Ele explica que, na semana passada, reiterou o pedido feito por Alckmin à PGE, que deverá se pronunciar em breve. “O governador acha inaceitável a postura das empresas. Queremos saber que tipo de penalidade ou multa podemos aplicar para resolver esse assunto”, diz Aníbal.
Apesar do risco de a medida parar na Justiça, o secretário diz que o governo não vai ceder um único milímetro. Ele argumenta que, ao contrário de outros grupos que estão apostando em projetos ligados à biomassa (que tem grande potencial no Estado), as duas empresas não se mexeram desde a privatização.
Do outro lado, no entanto, as companhias argumentam que seus planos foram prejudicados por fatores externos. E não descartam a possibilidade de discutir qualquer punição dada pelo governo do Estado. “Se formos multados, com certeza vamos recorrer, pois no nosso entendimento fizemos todos os esforços para tirar os projetos do papel”, afirma o vice-presidente de assuntos jurídicos do Grupo AES Brasil, Pedro Bueno.
Ele destaca que a empresa tem um projeto para construir uma termoelétrica a gás no município de Canas, no interior de São Paulo. A unidade terá capacidade de 550 MW e custará cerca de R$ 1,1 bilhão. “Com isso, vamos atender plenamente os 15% de expansão previstos no contrato, de 400 MW”, afirma o executivo do Grupo AES Brasil.
A intenção é disputar o leilão que será promovido em dezembro pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para projetos que entrarão em operação em 2016 (chamado de A-5).
Mas o prazo não tem agradado nem um pouco o governo paulista. A expansão exigida no contrato de concessão deveria ter sido concluída em 2007, mas foi prorrogada uma vez pela própria administração paulista. Mesmo assim, não foi cumprida.
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Azul passa a voar entre Campinas e Palmas
- 14 de junho de 2011 |
- 18h21 |
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Categoria: Consumo, Empresas, Serviços
A Azul Linhas Aéreas Brasileiras começou a operar voos entre Palmas, capital do Tocantins, a partir de Campinas, no interior de São Paulo. A empresa aérea é a primeira empresa a ligar o Estado de São Paulo ao do Tocantis sem escalas.
A operação teve início na última sexta-feira, com uma frequência diária e partida às 13h35 e chegada às 16h05. Já no sentido oposto, a saída é às 11h03, com chegada às 13h05 em Campinas.
Para marcar o lançamento dessa nova rota, a companhia aérea está com passagens a preços promocionais a partir de R$ 99,00 o trecho. O voo direto garante a ligação entre as duas cidades em cerca de duas horas de viagem. A rota é operada pelos jatos Embraer 190 e 195.
Do aeroporto em Campinas, a companhia já transportou mais de 3.8 milhões de clientes de 2008 até hoje, uma média de 200 mil por mês para voos em todo território nacional.
De agosto a dezembro de 2010, houve crescimento de 60% no volume de clientes transportados em relação ao ano anterior, ao mesmo tempo em que a oferta de assentos aumentou 52%.
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